Pezão preso e na mira da Alerj
05/12/2018 10:05 - Atualizado em 06/12/2018 15:56
Folha da Manhã
No apagar das luzes da sua gestão e preso desde a última quinta-feira, acusado de receber R$ 40 milhões em propinas, o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) pode enfrentar um processo de cassação. O pedido de impeachment foi aceito pela mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Já o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo foram condenados, nessa terça-feira (4), pela primeira vez em segunda instância na Justiça Federal do Rio. Os três desembargadores da 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) decidiram manter as condenações do casal no processo da operação Calicute. Os magistrados aumentaram a pena de Cabral em sete meses e reduziram a de Adriana em cinco anos e quatro meses.
No caso de Pezão, a mesa diretora da Alerj deu provimento ao recurso do Psol pedindo o impeachment do governador preso. O partido alegou gestão pública temerária no controle do orçamento, que resultou em uma grave crise econômica, além do descumprimento de decisões judiciais pelo chefe do Executivo.
O Psol destaca que o Estado chegou a atrasar 42 dias o salário de aposentados e pensionistas, além de outros problemas financeiros. Agora, cada líder partidário irá indicar um membro para uma comissão especial responsável por elaborar um parecer sobre o tema. O documento aprovado pelo grupo será encaminhado ao plenário da Casa.
Calicute — Sérgio Cabral havia sido condenado pelo juiz Marcelo Bretas a 45 anos e 2 meses de prisão por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Agora, ficou em 45 anos e 9 meses. A sentença de Adriana, que era de 18 anos e 3 meses por organização criminosa e lavagem de dinheiro, ficou em 12 anos e 11 meses. Com a decisão do TRF-2, as condenações de Cabral somam 198 anos e 6 meses. Como houve divergência na dosimetria das penas entre os desembargadores, eles podem recorrer para o caso ser julgado pela 1ª Seção Especializada do tribunal, que tem seis desembargadores.
Também foram mantidas as condenações dos ex-secretários de Governo Wilson Carlos (a pena passou 34 anos de prisão para 18 anos e um mês) e de Obras Hudson Braga (cuja pena foi de 27 anos de reclusão para 18 anos e 4 meses). (S.M.) (A.N.)

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