Rafael avaliado pela população
Aldir Sales 02/07/2017 10:42 - Atualizado em 05/07/2017 12:42
Com 151.462 votos, Rafael Diniz (PPS) foi eleito prefeito de Campos de forma incontestável, ainda no primeiro turno da eleição de 2016, com 55,19% da preferência do eleitorado goitacá. A população da cidade demonstrou nas urnas o desejo de mudança e depositou em Diniz, com 33 anos, a esperança em uma renovação política. Com seis meses, o governo enfrenta sérios problemas financeiros que podem se agravar ainda mais caso a Justiça Federal mantenha a decisão que derrubou a liminar que permitia a Prefeitura a pagar a “venda do futuro” assinada pela ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR) com a Caixa Econômica Federal com até 10% das receitas dos royalties do petróleo.
Nas ruas, a administração de Rafael Diniz passa por avaliações diárias. A população tem demonstrado estar mais atenta à vida política da cidade e também faz as suas cobranças. Os problemas herdados pela Prefeitura, o tempo de governo e os ajustes nos programas sociais foram os principais assuntos abordados nos mais variados pontos da cidade, como o Centro, Pelinca e em Guarus. No entanto, até mesmo quem tem restrições à gestão do prefeito considera que Rafael tem boa vontade e espera que a cidade possa avançar.
A voz das ruas
“Ninguém pode fazer nada sem dinheiro, a Prefeitura está quebrada. Tomara que ele consiga fazer. Se tivéssemos uma boa administração antes, a cidade não estaria com esses muitos desempregados hoje”.              
Fernanda Nascimento, 38 anos, comerciante
“Ele tem vontade de resolver os problemas. É preciso ter paciência. A respeito do Restaurante Popular e do fim da passagem a R$ 1, eu não concordo. Ele poderia tentar outra forma sem prejudicar os mais pobres”.
Ingrid de Souza, 29 anos, técnica de enfermagem
“Pego ônibus todos os dias e só escuto as pessoas falando mal. A Saúde, o fim da passagem a R$ 1, o fechamento do Restaurante Popular. Não tem perspectiva de melhorar. Por isso votei nulo na última eleição”.
Roberto Carlos Alves, 62 anos, motorista
“O trânsito melhorou em alguns lugares, como na Arthur Bernardes, mas a Saúde e a limpeza continuam precárias. Não vejo mudanças significantes, mas ele é novo e tem quatro anos para desenvolver o trabalho”.
Juliano Barreto, 40 anos, encarregado de almoxarifado
“Não vi mudança nenhuma até agora. Acho que muitas coisas já poderiam ter sido resolvidas. Também estão faltando as medicações mais comuns na Saúde e acaba ficando mais caro para nós”.                                                                  
Rayanne Santos, 31 anos, autônoma
“Não dá para avaliar ainda. Rafael pegou a Prefeitura falida. Tem onde melhorar, poderia investir mais na Saúde. Mas do jeito que estava, tínhamos de mudar. É preciso mais tempo. A cidade estava bagunçada”.
Fernanda Monteiro, 30 anos, psicóloga
“Acho que tem que tirar a passagem a R$ 1, tem que cortar gastos. Das cidades que eu já fui, nunca vi algo assim. A cidade tem uma dívida absurda. Não tem como sustentar a passagem dessa forma se tem dívida”.
Mônica Rangel, 22 anos, empreendedora
“O prefeito não está fazendo nada até agora e tirando o que já tinha antes, como a passagem social. Só prejudica quem é pobre. Acabou com a cidade. Ele está acabando. Não melhora nada, só piora”.                                                   
Paulo Oliveira, 60 anos, aposentado
“Péssimo. Não fez nada até agora. O que ele disse anteriormente, não fez nada nesses seis primeiros meses. Ele está tirando só dos pobres. Tinha é que tirar de quem não trabalha de verdade. Agora é torcer para melhorar”.
Jose de Souza, 50 anos, auxiliar de escritório
“Não mudou nada por enquanto. Moro no Farol e estão dizendo que a passagem vai aumentar para R$ 2. A minha rua fica sem iluminação. Ainda confio no prefeito. Ele pegou um rombo deixado por Rosinha”.                                         
Tatiana Ribeiro, 38 anos, vendedora
“Ele está procurando fazer o melhor. As cobranças são muito precipitadas. A melhor coisa foi acabar com a passagem social. Não tem que dar nada de graça, tem que dar condições das pessoas chegarem lá”.
Ivan Danuncio, 73 anos, aposentado
“Minha avaliação até agora é que o governo está ruim. Ele prometeu melhorar, mas, até agora aumentou a passagem dos ônibus. Ele não cumpriu com o que prometeu na campanha. E quem necessita vai ser prejudicado com isso”.
Amaro Alvarenga, 33 anos, segurança
“Em vista do que estava antes, é melhor. É preciso olhar mais para os menos favorecidos. Eles foram os mais prejudicados. Espero que busquem mais por elas, ainda mais durante a crise. Mas é muito melhor do que com Garotinho”.
Andriz Marciano, 39 anos, fisioterapeuta
“Tem muito para ser feito ainda na cidade, mas o prefeito está no caminho certo. Pelo que era arrecadado no município nos últimos anos, não era para estarmos nessa crise. Mas começaram a fazer empréstimos para sufocar o próximo governo”.
Ricardo Felipe, 35 anos, taxista
“Sou do Espírito Santo e me mudei para Campos desde a metade do ano passado. Antes conhecia a cidade, pois ia e voltava todos os dias para estudar. Mas o que vejo nesse pouco tempo que estou aqui é que não houve mudanças”.
Renan Ramos, 26 anos, professor de educação física
“Ele ainda está tentando se encontrar, mas é realmente difícil dentro do que ele encontrou. Tem muita gente falando, era pior e ninguém falava. Fizeram pesquisa sobre os bairros. São coisas assim que ajudam a melhorar”.
Maura Cristina, 50 anos, professora do Estado
“Ele acabou com a passagem a R$ 1 e não está fazendo nem metade do que falou na eleição. Precisa ter consciência para ajudar as pessoas mais sacrificadas. Mas está tudo indo por água abaixo. Precisa melhorar”.
Paulo Roberto Bastos, 68 anos, aposentado
“O prefeito Rafael Diniz pegou a Prefeitura no buraco e está tentando fazer o possível para melhorar essa situação, mas não dá para arrumar a cidade em apenas seis meses do jeito que estava antes dele assumir”.                               
Naiara Freitas, 29 anos, operadora de caixa
“Poderia melhorar muitas coisas. Não tem ônibus e a passagem ainda vai aumentar. Moro na Penha e a minha rua fica sem iluminação à noite. No valão tem vários ratos e muito lixo. Às vezes limpam, mas a sujeita continua depois”.
João Pedro Marques, 21 anos, cabeleireiro
“Ele ainda teve pouco tempo para fazer e encontrou a Prefeitura com a porta arrombada. Em seis meses é pouco tempo para arrumar. Por enquanto não vi nenhuma mudança, mas acredito que vá melhorar ainda”.
Thais Feliciano, 35 anos, vendedora
“É como se ele pegasse um comércio falido. Tem que trabalhar para reerguer. Vejo que têm pessoas que cobram muito e pouco tempo. Acho que o mais correto é depois de um ano para cobrar, mas agora é muito injusto”.
Pedro Moço, 65 anos, comerciante
“Tem pouco tempo e ele pegou uma Prefeitura muito defasada em termos financeiros. Ele está se esforçando na Saúde. Todas as cidades vivem situações caóticas com a queda de arrecadação. Tenho fé de que vai melhorar”.
Glória Gomes, 63 anos, telefonista
“O prefeito pegou um abacaxi. Acredito que em seis meses seja pouco e que ele ainda vai melhorar. A cidade viveu uma má administração, uma dependência enorme dos royalties e nada foi feito para criar alternativas”.
Joanito Magno Gomes, 40 anos, auxiliar de serviços gerais
“Estamos só ouvindo falar que está regredindo. Na área da Saúde está faltando o básico, nas escolas não têm merenda. Vejo que ele tem boa vontade, mas não está bom. É preciso gestão e boa vontade. É só querer para mudar”.
Maria Eduarda Sales, 26 anos, enfermeira
“Ainda tem pouco tempo para avaliar. A gente ouve reclamações de que estão faltando coisas, mas creio que seja pela falta de verba. Ele falou sobre a situação da prefeitura, que tem pouco dinheiro. Pegar esta situação é difícil”.
Flávio Moreira, 52 anos, encarregado de obras
“Ele não tem feito nada, mas acho que no aumento da passagem e na suspensão do Cheque Cidadão são justos. Por mim, tirava de vez. As pessoas não querem trabalhar. Deveria investir na Saúde, em emprego, dar condições para as pessoas”.
Paulo Vieira Silva, 44 anos, comerciante
“Ele não conseguiu fazer nada ainda por causa da falta de verba. Existe condições de melhorar, poderia estar fazendo mais, mas não consegue por causa da dívida que ele encontrou. Atrapalha muito no desenvolvimento do trabalho”.
Paulo Vitor Macedo, 20 anos, estudante
“Nem excepcional e nem ruim. Acho que ele está pretendendo mudar a cidade. Acredito que a tendência do governo é melhorar e o povo está de olho. Não tem feito muito, mas está difícil para ele também”.                                                  
Joice Oliveira, 32 anos, técnica de laboratório
“Não deu tempo para poder falar mal de alguma coisa. Ele pegou a prefeitura problemática. As pessoas têm que dar tempo e apoiá-lo. Tem gente que critica, mas a maioria é do outro governo. Campos era para ser muito melhor”.
Sidney de Souza, 74 anos, empresário
“Acho que é difícil mesmo para pagar o que foi deixado pelo governo anterior, mas também acho que falta arregaçar as mangas, mostrar que cumpre o que diz. Mas acho que ele merece nossa confiança. Rosinha pegou todo o dinheiro”.
Juliana Paulino, 31 anos, vendedora

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