Márcia fez sua estreia, no SBT, em 1997 / SBT Divulgação
Em 1997, o SBT publicou, em jornais de São Paulo, um anúncio no qual procurava uma mulher para apresentar seu novo programa, a versão brasileira da norte-americana Ricki Lake. Entre 700 candidatas, Márcia Goldschmidt (54), foi a escolhida. Dias depois, em 29 de julho, entrava no ar o programa “Marcia”. Reunindo pessoas simples e seus dramas familiares, a atração fazia audiência com as brigas entre seus participantes.
Através de seu programa, Márcia abordou, há 20 anos atrás, temas considerados polêmicos, como a união entre pessoas do mesmo sexo. Conflitos familiares e confusões entre vizinhos e ex-sócios, levaram a atração a vencer a Rede Globo, em algumas ocasiões.
Com milhares de mudanças no horário de exibição, “Marcia” serviu para consolidar o rosto de sua apresentadora. Sempre adotando um tom de firmeza com seus convidados, Marcia, por diversas vezes, acabava rindo com as situações que motivavam a ida dos participantes ao programa que saiu do ar em agosto de 1998.
Depois de deixar o SBT, em 2000, a apresentadora passou pela TV Gazeta, por quase um ano. Em seguida, passou pela Band, comandando o “Jogo da Vida”, aos domingos e a volta de “Marcia”, em diversas temporadas, entre 2007 e 2010.
Atualmente, a apresentadora reside em Portugal, onde cria as filhas gêmeas Victoria e Yanne, nascidas em 2012, em um complicado parto. Elas são irmãs de Jimmy (23), filho do primeiro casamento de Marcia.
No final de 2016, Marcia recebeu uma equipe da Record TV, em casa, para falar do drama que viveu com a filha Yanne, nascida com uma doença rara, no fígado. Jimmy foi o único doador compatível com a irmã, doando o órgão para o transplante. Hoje, Marcia vive longe da mídia, cuidando das filhas.
Antônio Filho é jornalista. Desde 2004, apresenta e produz programas de TV. Autor do livro "Telejornalismo Campista", pesquisa sobre mídia televisiva há 10 anos. No Blog, bastidores, novidades e comentários sobre o universo da televisão serão os destaques.