Banco Central tem R$ 670 bilhões para injetar contra a crise
- Atualizado em 24/03/2020 22:13
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a instituição tem um arsenal muito grande para fazer frente a qualquer tipo de crise. Ele anunciou novas medidas para socorrer os bancos acrescentou que o BC estuda ainda empréstimo do BC às instituições financeiras, tendo como garantia a carteira de crédito. O valor pode chegar a R$ 670 bilhões.
O BC anunciou redução de depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC) e linha de empréstimos a instituições financeiras, com garantia de títulos privados.
Além disso, foi autorizada a captação de depósito a prazo com garantia especial do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que permite expansão na concessão de crédito em cerca de R$ 200 bilhões, entre outras medidas para liberar recursos na economia. Neto afirmou que não está descartada nova redução de compulsório
Segundo o presidente do BC, o conjunto de medidas de liberação de liquidez anunciadas até agora correspondem a 16,7% (R$ 1,2 trilhão) do PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na crise financeira internacional, de 2008, esse percentual foi menor: 3,5% (R$ 117 bilhões) do PIB. Campos Neto classificou as medidas anunciadas até agora como “o maior plano de injeção de liquidez e capital da história do país”. (A.N.)

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