Rafael Khenaifes
08/01/2026 09:58 - Atualizado em 08/01/2026 11:51
Foto: Rafael Khenaifes
Na manhã desta quinta-feira (8), um ato em defesa da democracia e para lembrar o dia 8 de janeiro de 2023 aconteceu em Campos. Os movimentos sociais, políticos e sindicais se reuniram no Pelourinho do Calçadão Boulevard Francisco de Paula, na área central da cidade. Organizado também pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do município, um dos gritos que marca o protesto é o "Sem anistia".
Ato pela democracia e para lembrar da tentativa de golpe no 8 de janeiro é realizado em Campos
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Foto: Rafael Khenaifes
Em uma tarde nublada do dia 8 de janeiro de 2023, um domingo, apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro, inconformados com o resultado das eleições de outubro, invadiram o Congresso Nacional, após romperem uma barreira formada por policiais militares. Na sequência, eles invadiram também o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).
E, na manhã desta quinta-feira, três anos após a tentativa de golpe, um ato pela democracia e na tentativa de lembrar da situação acontece em Campos, com a participação de diversos movimentos, como o Sindicato dos Bancários, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST) e Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), contando com aproximadamente 100 pessoas. A ação também ocorre com o intuito de lembrar da situação na Venezuela, como levantado por alguns manifestantes.
Danilo Dutra, presidente do PT em Campos, reforçou a importância de comemorar a tentativa frustrada de golpe no Brasil.
"É importante porque ele celebra o dia que a democracia resistiu. No 8 de janeiro de 2023 foi culminação de uma tentativa de golpe, que tentaram desrespeitar o resultado das urnas e tinha um plano para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, tentaram e não conseguiram. A democracia resistiu a essa tentativa que não deu certo. É um momento histórico porque hoje a gente entra em 2026, um ano eleitoral, com todas as pessoas que tentaram contra a democracia sendo julgadas, já julgadas, algumas já foram presas. Então, a gente está aqui pra demarcar esse momento de vitória da democracia e continuar avançando", enfatizou Danilo.
Ato pela democracia e para lembrar do 8 de janeiro acontece em Campos
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Foto: Rafael Khenaifes
Tiago dos Santos, do MST, também participa do ato e falou sobre a importância de se organizarem em defesa da democracia, realçando ainda sobre a Venezuela.
“A importância do ato é para a defesa dos direitos e também para poder ajudar a Venezuela nessa situação (...) A Bacia Petroquímica nossa é um chamariz muito grande para algumas pessoas que dá mais valor ao pecuniário do que aos nossos direitos, ao direito do trabalho em si. Então, o que aconteceu na Venezuela instiga um ato assim de proteção não só para esse país como também para a defesa de outras sociedades, outras nações. Então, a gente vem aqui falar sobre muitas coisas, principalmente o 8 de Janeiro (...) Há uma importância de nos organizarmos como força de trabalho, como força sindical em defesa dos direitos humanos, do trabalho e da sociedade como um todo, em defesa da democracia real, vale a pena então lembrar a data, é um ato de democracia, não só nacional, mas global”, disse Tiago, que ressaltou ainda sobre a preocupação do Brasil por ser um país produtor com uma própria Bacia Petroquímica.
"Nós estamos aqui hoje no centro da cidade, em um lugar que historicamente é marcado por mobilizações de movimentos sociais e da classe trabalhadora, para lembrar à população que a tentativa de golpe ocorrida no dia 8 de janeiro de 2023 em Brasília foi um momento muito triste da história desse país em que os que perderam as eleições não aceitaram o resultado das urnas e tentaram tomar o poder à força. Isso não pode ser esquecido e nem perdoado. Movimentos ocorrem hoje em todo o Brasil e espera-se que o presidente Lula vete o PL da Dosimetria. É a primeira vez que vemos generais 4 estrelas sendo condenados nesse país que já viveu uma ditadura militar. Que todos os que financiaram, tramaram e atuaram na tentativa de golpe paguem pelos seus crimes", relatou o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos e região, Rafanele Alves.