Firjan inicia mapeamento do potencial de demanda do gás na região
29/06/2021 | 10h19
Regiões com potencial de estarem entre as mais beneficiadas pelo novo mercado do gás, o Norte e Noroeste Fluminense começam nesta semana a participar do “Mapeamento de Demanda de Gás”, projeto que a Firjan está realizando em todo o estado do Rio. Para além das termelétricas, o gás natural poderá beneficiar — com energia mais competitiva e acessível para a indústria — desde cerâmicas até panificações, alimentos e bebidas e diversos outros setores. O primeiro dos dois encontros, ambos on-line, será com o Noroeste, nesta quinta-feira (1), às 16h, e na semana que vem, dia 6, às 17h, será a vez do Norte Fluminense. O resultado do mapeamento será publicado até o fim do ano.
A ideia é identificar o potencial da demanda por gás natural, e, assim, contribuir para estruturar o mercado e chegar ao preço mais acessível possível. Qualquer empresa — de todos os tipos e tamanhos — poderá participar, uma vez que o gás natural pode ser usado em substituição a qualquer insumo, seja carvão, GLP, diesel e a própria energia elétrica, por exemplo, que no estado do Rio é uma das mais caras do país.
De acordo com a Firjan, o Norte Fluminense, pelo mercado de Petróleo e Gás, e o Noroeste Fluminense, pela proximidade, poderão estar entre os maiores beneficiados. Tanto que antes mesmo de ser sancionado em abril deste ano, o Marco Legal do Gás já começou a atrair investimentos: três multinacionais, incluindo a Petrobras, anunciaram a instalação de uma plataforma no pré-sal da Bacia de Campos, que terá gasodutos interligados ao Terminal Cabiúnas, em Macaé — a chamada Rota 5, que poderá atrair um total de 12 termelétricas e diversificar a indústria regional. Além disso, o Porto do Açu busca licenciamento ambiental para a construção de um novo gasoduto para atender a usina termelétrica GNA II.
— Queremos explicitar que realmente existe uma demanda para o gás natural, que o consumidor tem voz e que está esperando por esse insumo. Até agora, tudo que se trabalhou para a aprovação do novo marco legal é voltado para viabilizar competição no lado da oferta de gás — explica Fernando Montera, coordenador de Relacionamento de Petróleo, Gás e Naval da federação.
A Firjan afirma que vai mapear os principais compradores, ofertantes e distribuidores; o volume de demanda, preços, segmentos de consumo, novos projetos e eventuais barreiras ao seu desenvolvimento; a infraestrutura existente e a necessária; e o consumo de combustíveis substitutos. Tudo considerando horizontes de 5, 10 e 15 anos. Com a análise, a Federação busca aproximar o mercado consumidor dos fornecedores de gás.
— É uma espécie de Road Show Digital, com essa divulgação do trabalho pelo estado. Estamos em processo de esclarecer eventuais dúvidas dos empresários e realizamos constantemente reuniões com os interessados — ressalta Montera.
Os empresários interessados em participar do projeto devem mandar e-mail para a gerência de Petróleo, Gás e Naval da federação: [email protected] Também é possível entrar em contato diretamente com as regionais da Firjan: no Noroeste, os contatos são [email protected] ou 3811-9420; e no Norte são [email protected] ou 2748-7801.
No teste do mapeamento, a demanda atual pesquisada está em 0,68 milhão de m3/dia; o potencial é de aumentar para 1,18 milhão de m3/dia nos próximos 5 anos e para 10,5 milhões de m3/dia em 10 anos. O preço de viabilidade apontado pelos empresários foi de US$ 6 por milhão de BTU daqui a 5 anos e de US$ 5 por milhão de BTU em 10 anos.
Fonte: Firjan
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Estado e ANP assinam cooperação para fiscalizar a arrecadação dos royalties
14/06/2021 | 15h03
Governador Cláudio Castro na assinatura de convênio entre Sefaz e ANP
Governador Cláudio Castro na assinatura de convênio entre Sefaz e ANP / Divulgação - Governo RJ
Um acordo de cooperação para ampliar a fiscalização do pagamento de royalties e Participações Especiais (PE) foi assinado entre o Governo do Estado e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em cerimônia na manhã desta segunda-feira (14), no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro do Rio. O evento contou com a participação do governador Cláudio Castro e do presidente da Alerj, deputado André Ceciliano, além do secretário estadual de Fazenda, Nelson Rocha, e do procurador-geral do Estado, Bruno Dubeux.
Com o pacto firmado entre o governo e a ANP, a expectativa é de maior controle para garantir o repasse das compensações a que o Estado do Rio tem direito na exploração de óleo e gás, ajudando a diminuir o déficit e, consequentemente, ajudando na aplicação de mais políticas públicas.
— Essa ação vem defender os interesses do estado do Rio de Janeiro. A gente está falando aqui de uma nova maneira de fiscalizar esses recursos que são devidos ao Estado e que foram sendo negligenciados ao longo de tantos anos pela Petrobras e por outras empresas desse ramo. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) nos proporciona não perdermos mais recursos no futuro e também recuperar recursos do passado, isso com certeza melhora o nosso déficit — comemorou o governador Cláudio Castro.
O documento define parâmetros para melhorar a metodologia de fiscalização das receitas compensatórias da exploração de petróleo e gás no Rio de Janeiro. A execução do convênio cumpre uma determinação do Superior Tribunal Federal (STF) e é resultado da atuação da CPI instaurada pela Alerj em março deste ano.
— Esse é um avanço imenso, nós estamos aqui desde de 2012 brigando para que a gente possa fiscalizar as empresas que produzem petróleo no Estado do Rio de Janeiro. A gente precisa ter a fiscalização, precisamos acompanhar o pagamento dos tributos para fazer garantir o direito do Estado nas Participações Especiais dos royalties do petróleo. Isso faz com que o estado possa olhar pra frente, trabalhar para que a gente possa sair dessa fase difícil que é esse regime perverso de recuperação que impõe, entre outras coisas, o achatamento do salário do servidor — disse André Ceciliano.
Segundo cálculos dos técnicos da secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ), o Estado do Rio de Janeiro pode ter perdido em torno de R$ 10 bilhões nos últimos dez anos em arrecadação de Participações Especiais. A Sefaz-RJ cobrava da ANP acesso detalhado e transparente às informações das deduções feitas pelas concessionárias.
— A partir dessa assinatura, nós temos como identificar se todas as despesas estão sendo deduzidas, se estão de acordo ou não, e assim, a gente consegue evitar que certas despesas sejam excluídas da base de cálculo, aumentando com isso os royalties e as Participações Especiais. Além disso, o dinheiro perdido é recuperado, estamos revendo 10 anos para trás e o para frente também. O fluxo fica no caixa, e a gente pode fazer os investimentos necessários para o desenvolvimento do estado — explica o secretário Nelson Rocha.
A assinatura do acordo de cooperação técnica entre a ANP e o Estado do Rio de Janeiro para fins de fiscalização da Participação Especial é inédita no país. “Eu espero que essa parceria possa ser replicada para outros estados da federação. A combinação da qualidade da competência técnica da Secretaria de Estado da Fazenda e da ANP ampliará sobremaneira a capacidade de auditoria dos gastos dedutíveis declarados pelas concessionárias sobre os campos produtores de petróleo e gás natural, conferindo uma maior transparência e publicidade na arrecadação de participação especial”, concluiu Dirceu Amorelli, diretor geral substituto da ANP.
Entenda o caso
Em 18 de março de 2021, a Alerj instaurou uma CPI para investigar a queda de 40% na arrecadação do Estado do Rio de Janeiro referente às receitas compensatórias da exploração de petróleo e gás.
Ao longo dos últimos três meses, a CPI, presidida pelo deputado Luiz Paulo (Cidadania), ouviu membros de órgãos fiscalizadores como a ANP, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), a Secretaria de Estado de Fazenda e o Ministério Público. Também participaram especialistas e instituições ligadas ao setor, como sindicatos, Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Empresas que detêm a concessão para a exploração no Rio, como Petrobras, Shell e Petrogal, também foram ouvidas pela comissão.
Autor original da resolução 372/21, que criou a CPI, o presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), foi motivado a criar a comissão após identificar uma queda significativa na arrecadação de ICMS e participação especial nos meses de janeiro e fevereiro de 2021 num comparativo com o mesmo período de 2020.
Nos dois primeiros meses de 2020, o valor referente à arrecadação de royalties e participações chegou a R$ 3,39 bilhões; já no mesmo período de 2021 esse montante caiu para R$ 2,57 bilhões, cerca de R$ 800 milhões a menos.
Fonte: Governo do Estado RJ
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Investimento de US$ 400 milhões na Bacia de Campos
24/03/2021 | 08h46
Investimentos na Bacia de Campos
Investimentos na Bacia de Campos / Divulgação
A multinacional francesa de petróleo Perenco pretende investir US$ 400 milhões no Rio de Janeiro, até 2024. A informação foi dada em reunião realizada nessa terça-feira (23), entre representantes do Governo do Estado e da multinacional. Com presença em 14 países em cinco continentes, a Perenco é operadora dos campos de produção de petróleo de Carapeba, Pargo e Vermelho, comprados da Petrobras em 2019. Todos são campos maduros localizados em águas rasas da Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.
Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Leonardo Soares, os investimentos da Perenco confirmam um horizonte positivo para a indústria de petróleo no Rio de Janeiro e, principalmente, a expectativa de geração de empregos, arrecadação de impostos e royalties para o Estado e municípios.
— Mais da metade (65%) dos fornecedores nacionais da Perenco estão localizados no Rio de Janeiro. Isso demonstra um comprometimento com a indústria local e com o Estado. Além disso, ainda há muito óleo para ser extraído nesse tipo de ativo, que já possui reservatórios descobertos e infraestrutura instalada, o que pode atrair empresas nacionais e internacionais de todos os portes e beneficiar municípios como Campos, Macaé e Rio das Ostras — afirmou Soares, que destacou o lançamento, na semana passada, do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar).
Segundo o diretor de Relações Institucionais da Perenco, Leonardo Caldas, os recursos serão utilizados para revitalizar os ativos, com fortes investimentos na substituição de dutos — para restaurar a capacidade de escoamento da produção —, na reforma de plataformas de produção, na recuperação de poços e na atualização de sistemas de processamentos.
— Nosso plano de desenvolvimento prevê investimentos firmes da ordem de US$ 193 milhões e mais US$ 200 milhões contingentes, que podem fazer os investimentos totais atingirem US$ 393 milhões até 2024 — afirmou Caldas.
O diretor destacou os avanços obtidos pela empresa em um curto período de atuação. “Em 2019, quando compramos e começamos a operação, esses campos produziam cerca de 3 mil barris de petróleo por dia. Um ano e meio depois, conseguimos alcançar a produção de 5 mil. Além disso, já revitalizamos duas de seis plataformas e conseguimos, junto à ANP, a extensão do contrato de concessão até 2040. Esse é um ativo robusto, bem desenvolvido e de alto potencial, com mais de 200 poços perfurados e apenas 13 abertos. Nosso objetivo é revitalizar o campo e retomar o patamar de produção de 2015, entre 15 e 20 mil de barris de petróleo dia, aumentando o fator de recuperação dos poços — afirmou Caldas.
Os investimentos deverão acontecer até 2024 e, juntamente com a extensão da vida útil dos campos até 2040, têm o potencial de gerar milhares de empregos diretos e indiretos no setor, sobretudo no Norte Fluminense, e, principalmente, em Macaé. 
— A oportunidade de desenvolvimento dos ativos representa um objetivo comum entre o Estado e a Perenco no sentido de movimentar a economia, gerando arrecadação, emprego, renda e riquezas para a sociedade fluminense — reforçou o diretor geral da Perenco, Yves Postec.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, desde 2015, os municípios de Campos e Macaé perderam 50 mil empregos em diversos setores, devido à política de desinvestimento da Petrobras na Bacia de Campos. “Essa é uma oportunidade para a região recuperar esses empregos”, concluiu.
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Campos recebe royalties com alta significativa
19/03/2021 | 20h17
Municípios produtores de petróleo recebem com alta, nesta segunda-feira (21), os royalties do petróleo referentes à produção de janeiro. Para Campos serão repassados R$ 34.991.035,36, valor 18% maior que o depositado em fevereiro (R$ 29.649.563). Em comparação com o pagamento feito em março do ano passado (R$ 28.829.104), a alta é de 21,4%. Ésse é o maior repasse desde julho de 2019, quando foram pagos R$ 35.061.150,42. 
O repasse para São João da Barra será de R$ 11.389.553,70, o que representa um aumento de 13,4% sobre o valor pago no mês passado (R$ 10.047.796,25) e de 23,7% em relação aos R$ 9.210.359,21 depositados há um ano.
Na região, a maior alta em comparação com o último repasse — de 23,4% — é registrada por Rio das Ostras, que recebe nesta segunda R$ 12.512.916,57, enquanto em fevereiro o valor pago foi de R$ 10.142.315. Em comparação com março de 2020 (R$ 11.405.852), o aumento é de 9,7%.
O maior repasse será feito para Macaé, de R$ 65.972.399,81, depósito 21,4% superior ao que foi efetivado no mês passado (R$ 54.349.976) e 4,4% maior que o realizado em março do ano passado (R$ 63.192.359).
— Como previa, o repasse veio com aumento, devido à alta no preço médio do petróleo e do câmbio. Três detalhes a mencionar: caso de São Sebastião-SP, que passou a integrar confrontação de alguns campos em conjunto com Ilha Bela, que sofreu queda (Processo Administrativo); Angra e Parati com aumento em derivado de processos judiciais; e um aumento menor para São João da Barra, que depende quase que exclusivamente da produção de Roncador, que iremos atuar fortemente na CPI dos Royalties e Participações Especiais junto à Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). É um campo que tem quatro plataformas em produção em conjunto com a Equinor e vamos buscar rever, tanto a produção quanto os descontos efetuados nas participações especiais, no mínimo, dos últimos cinco a dez anos. No mais, aguardamos um novo aumento para abril, apesar de fevereiro ser um mês com menos três dias de produção. Estou acompanhando toda a movimentação da Alerj e do TCU (Tribunal de Contas da União) com relação ao que tange os royalties e participações especiais para que o município, a região e o estado não venham a ser lesados por equívocos da Agência Nacional do Petróleo. Nossos direitos serão garantidos em prol da população que necessita desses recursos para programas sociais e custeio da máquina pública— ressaltou o pesquisador da área de Petróleo e Gás Wellington Abreu.
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WhatsApp e Instagram apresentam problemas
19/03/2021 | 15h01
Usuários em todo o mundo relataram dificuldades para enviar e receber mensagens pelo aplicativo WhatsApp e acessar o Instagram na tarde desta sexta-feira (19). Internautas comentaram sobre a instabilidade a partir das 14h30. Os serviços foram restabelecidos depois de cerca de 40 minutos fora do ar.
No WhatsApp, ao enviar texto, foto ou áudio, o usuário vê apenas o “reloginho” no lugar das marcações que confirmam o envio e recebimento.
O site DownDetector, que reúne reclamações, registrou pico de problemas no WhatsApp a partir das 14h30, com mais de 20 mil relatos.
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GNA realiza primeiro acendimento de sua usina termelétrica no Porto do Açu
02/02/2021 | 16h50
Usina termelétrica do Açu
Usina termelétrica do Açu / Divulgação - GNA
A GNA – Gás Natural Açu, joint venture formada pela Prumo Logística, bp, Siemens e SPIC Brasil, realizou, com sucesso, no último sábado (30) o primeiro acendimento da turbina a gás GT13, da UTE GNA I, usina de 1.338 MW de capacidade instalada, localizada no Porto do Açu, Rio de Janeiro. Conhecido como First Fire, o procedimento faz parte da reta final de comissionamento da usina, que tem previsão para entrar em operação comercial ainda neste semestre.
Na última quarta-feira (27), a Aneel autorizou o início de operação em testes da UTE GNA I. Na operação do First Fire, foi utilizado o GNL fornecido pela bp e transferido para a unidade flutuante de armazenamento e regaseificação (FSRU) BW Magna, no final do ano passado. O primeiro acendimento da termelétrica contou com um rigoroso procedimento de segurança, para garantir a integridade envolvidos na operação e a proteção do meio ambiente, bem como seguiu os protocolos de distanciamento social e uso de máscaras de proteção.
— Essa é considerada uma das mais importantes etapas do comissionamento do nosso projeto. Estamos cada vez mais próximos de iniciar a operação da UTE GNA I e gerar energia segura para o país — comemora o diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke.
O diretor de Implantação e Operação da GNA, Carlos Baldi, destacou a importância do marco e a participação da equipe. “Alcançamos mais um marco importantíssimo para a GNA e, sem sombra de dúvidas, só foi possível graças a toda equipe envolvida no projeto. Só tenho a agradecer o empenho e o profissionalismo de cada um dos cerca de 11 mil trabalhadores que passaram pelo nosso empreendimento em quase três anos de obras”, acrescenta Baldi. A térmica ainda vai passar por outras etapas do comissionamento antes de começar a gerar energia ao Sistema Integrado Nacional (SIN).
A UTE GNA I faz parte do maior Parque Termelétrico da América Latina que a GNA está construindo no Porto do Açu. O projeto compreende na implantação de duas usinas térmicas movidas a gás natural (a UTE GNA I e a UTE GNA II) que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada. Juntas, as duas térmicas irão gerar energia suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências. Além das térmicas, o projeto compreende um Terminal de GNL, com capacidade total de 21 milhões de m3/dia. O investimento total é de cerca de R$ 10 bilhões.
Durante o pico das obras da UTE GNA I, Terminal de Regaseificação e Linha de Transmissão de 345 kV foram gerados cerca de 5,5 mil empregos ao mesmo tempo. Importante ressaltar que ao longo de quase três anos de obras para a construção da UTE GNA I mais de 11.000 profissionais, das mais diversas origens e qualificações, passaram pelas obras da GNA. Dentre eles, cerca de 200 alunos formados no Programa de Qualificação Profissional da GNA.
As obras da UTE GNA II, de 1.672 MW de capacidade instalada, serão iniciadas em breve com a previsão de gerar cerca de 5 mil postos de trabalho durante a fase de construção.
Expansão
A GNA possui, ainda, licença ambiental para mais que dobrar a capacidade instalada de seu parque termelétrico, podendo chegar a 6,4 GW, o que permitirá o desenvolvimento de novos projetos termelétricos no Açu. Somado a isso, a localização estratégica do Porto do Açu, próximo aos campos produtores do pré-sal, ao circuito de transmissão de energia de 500 kV recém licitados e à malha de gasodutos, possibilitará a criação de um Hub de Gás e Energia para recebimento, processamento e transporte do gás associado, bem como exportação de grandes blocos de energia, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento da região norte fluminense, do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil.
Sobre a GNA — A GNA – Gás Natural Açu é uma joint venture formada pela bp, Siemens, SPIC Brasil e Prumo Logística, controlada pela EIG Global Energy Partners, dedicada ao desenvolvimento, implantação e operação de projetos estruturantes e sustentáveis de energia e gás. A empresa constrói no Porto do Açu (RJ) o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina. O projeto compreende a implantação de duas térmicas movidas a gás natural (GNA I e GNA II) que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada. Juntas, as duas térmicas irão gerar energia suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências. Além das térmicas, o projeto compreende um Terminal de Regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito), de 21 milhões de metros cúbicos/dia. O investimento total no projeto é de cerca de R$ 10 bilhões.
Fonte: GNA
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Aneel autoriza início de operação em testes da termelétrica GNA I
27/01/2021 | 16h55
Parque termelétrico do Porto do Açu
Parque termelétrico do Porto do Açu / Divulgação
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai autorizar, a partir de 30 de janeiro deste ano, o início da operação em teste da usina termelétrica UTE GNA I, localizada no Porto do Açu, em São João da Barra. A previsão de início de operação comercial da usina é maio de 2021.
Com capacidade instalada de 1.338,30 megawatts (MW), a UTE GNA I, movida a Gás Natural Liquefeito (GNL), será a segunda maior usina termelétrica em operação no Brasil, contribuindo para a garantia do atendimento de energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
No mesmo local, está sendo desenvolvida a UTE GNA Porto do Açu II, do mesmo agente empreendedor, com 1.672,6 MW de capacidade instalada. Esse empreendimento está previsto para iniciar as obras de implantação em abril deste ano, com previsão de entrada em operação para abril de 2024.
O complexo termelétrico GNA será o maior da América Latina quando as duas térmicas (GNA I e GNA Porto do Açu II) estiverem em operação. A construção dos empreendimentos tem previsão de cerca de R$ 10 bilhões de investimento. No ápice da obra da UTE GNA I havia mobilização de cerca de 5,5 mil trabalhadores.
Fonte: Aneel
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MP-RJ lança campanha para incentivar população a denunciar irregularidades na vacinação contra Covid-19
25/01/2021 | 17h00
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) lançou nesta segunda-feira (25) uma campanha de conscientização nas redes sociais, convidando a população fluminense a exercer o controle social da política pública de vacinação e auxiliar o MP-RJ na fiscalização do Plano de Vacinação contra a Covid-19, denunciando quem fura fila ou comete outras irregularidades.
As publicações alertam para a importância de denunciar quem está furando fila ou favorecendo esta prática, ajudando a garantir que as vacinas cheguem aos grupos que mais precisam. Nessa finalidade, alertam que a fila de prioridades deve ser respeitada rigorosamente e que agentes públicos que furam fila da vacina respondem por prevaricação, improbidade administrativa e dano coletivo.
O MPRJ também chama atenção para a importância de não relaxar com os cuidados e medidas de proteção, como o uso de máscaras, a higienização das mãos e outras ações individuais preventivas.
A coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Saúde (CAO Saúde/ MPRJ), promotora de Justiça Márcia Lustosa, destaca que nesse momento é fundamental que as pessoas exerçam a cidadania plena e colaborem para que as vacinas efetivamente cheguem aos grupos mais vulneráveis, como é o caso dos idosos e pessoas com deficiência institucionalizados, profissionais de saúde da linha de frente e das comunidades indígenas.
— Todos vão ter a oportunidade de receber a vacina, mas nesse momento de escassez de doses precisamos entender que as prioridades devem ser respeitadas. Conforme a oferta de doses da vacina for sendo aumentada, os demais integrantes dos grupos prioritários serão contemplados e será possível abrir para a população em geral. Todo cidadão é um fiscal em potencial e pode denunciar eventuais abusos e irregularidades — explicou Márcia Lustosa.
Qualquer pessoa pode ajudar o MP-RJ a fiscalizar quem está furando fila ou favorecendo esta prática. A denúncia para a Ouvidoria pode ser feita pelo Facebook da Ouvidoria (bit.ly/364SIE4), pelo formulário do portal (bit.ly/2MdZj83) ou pelos telefones 127 (Capital), (21) 2262-7015 (outras localidades) e (21) 99366-3100 (Whatsapp).
Fonte: MP-RJ
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Campos inicia ano com queda nos royalties
21/01/2021 | 20h23
Municípios produtores de petróleo receberam nesta sexta-feira (22) o primeiro repasse de royalties de 2021, referente à produção de novembro de 2020, e, na região, todas as cidades já começam o ano com registro de queda nos valores, em comparação com dezembro de 2020. Para Campos, que teve R$ 25.875.340,22 depositados, a redução é de 3,1% em relação ao mês passado (R$ 26.666.944). A quantia, entretanto, é 5,9% maior que a repassada em janeiro do ano anterior (R$ 24.445.879). Em 2020, o município de Campos recebeu, entre royalties e Participação Especial, R$ 290.680.322,34, enquanto no ano anterior os depósitos somaram R$ 492.184.470,81.
O valor depositado para São João da Barra nesta sexta é de R$ 8.935.251,39, o que representa uma queda de 4% em relação ao mês passado, quando foram pagos R$ 9.307.359,30, e um aumento de 13,3% sobre o primeiro repasse de 2020 (R$ 7.887.150,20).
Na região, a maior queda é registrada por Quissamã, de 19,6%. Para o município foram repassados neste mês R$ 11.252.351,28, enquanto em dezembro o valor foi de R$ 13.997.669. Em janeiro do ano passado, Quissamã recebeu R$ 7.558.915 (+48,9%).
O município de Macaé, que recebeu nesta sexta R$ 46.411.100,95, teve uma redução de 6,6% em relação ao mês passado (R$ 49.668.587) e de 16,4% em comparação com janeiro de 2020 (R$ 55.510.052).   
— Fiquei frustrado quanto ao repasse deste mês, mesmo novembro tendo sido o mês com menor produção do ano e 11% a menos que o período de 2019, devido a paradas programadas e problemas operacionais em plataformas nos campos de Búzios, Tupi, Albacora e Atlanta, sendo os três últimos na Bacia de Campos. O preço do petróleo tipo Brent se manteve crescente no mesmo mês, chegando próximo aos US$ 50 e por isso eu esperava um aumento. Acredito que algumas plataformas que interromperam as operações por conta da pandemia de Covid-19 ainda não tenham retomado as atividades e isso tenha causado a queda neste repasse. O setor de óleo e gás foi um dos mais afetados pela crise causada pela pandemia em 2020 e espero que agora, com a chegada da vacina, a demanda aumente e o preço do petróleo volte a se aproximar dos US$ 70. Ainda estamos lutando junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo) pelo enquadramento do nosso município como IED (Instalação de Embarque e Desembarque) e acompanhando o processo de descomissionamento do Campo de Frade. Seguimos também a participação da Equinor no Campo de Roncador, que pode aumentar e muito a vida útil do mesmo. O ano promete boas novas, mas tenhamos cautela. No próximo mês vamos ter uma recuperação dessa queda e os municípios confrontantes dos campos de Tupi e Búzios seguem em franco crescimento. Estamos de olho — ressaltou o pesquisador da área de Petróleo e Gás Wellington Abreu.
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Último repasse de royalties do ano com alta
21/12/2020 | 21h14
Os municípios produtores de petróleo recebem nesta terça-feira (22), com alta, o último repasse de royalties de 2020. Para Campos serão pagos R$ 26.666.944,22, valor 8,5% superior ao que foi depositado em novembro (R$ 24.566.587) e 6,04% maior que o de dezembro do ano passado (R$ 25.148.083).
O repasse para São João da Barra nesta terça-feira será de R$ 9.307.359 30, enquanto no mês anterior foram pagos R$ 8.899.803,87 (+4,6%) e no último mês de 2019, R$ 7.638.944,38 (+21,8).
A maior alta em dezembro, quando serão repassados R$ 13.997.669,42, em comparação com novembro (R$ 8.997.903), é registrada por Quissamã: 55,6%. Em relação ao mesmo mês do ano passado (R$ 7.400.288), o aumento é de 89,2%.
Maior produtor da região, o município de Macaé recebe em dezembro R$ 49.668.586,85, repasse 4% maior que o do mês passado, quando foram pagos R$ 47.772.121. O valor é, entretanto, 1,8% menor que o depositado no último mês de 2019 (R$ 50.574.990). 
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Sobre o autor

Joseli Matias

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