Sem chances de a Prefeitura quitar as dívidas de Ao Livro Verde
23/08/2023 | 07h09

A posição das entidades que integram o “SOS Ao Livro Verde”, manifestada ao Painel Político, coluna que faço na Folha da Manhã, é terminante: não defende o pagamento de dívidas da livraria — uma empresa privada — pelo poder público, seja municipal, estadual ou federal.

O “SOS Ao Livro Verde” sustenta que ajuda financeira por parte da Prefeitura — colocada em audiência pública na Câmara Municipal — seria ilegal e contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Direito Administrativo.

O que externa o movimento da sociedade civil é a criação de uma comissão técnica para avaliar as propostas que estão surgindo. Em um relatório final seriam então apontadas alternativas que impeçam o fechamento da livraria.
OBJETIVO ALCANÇADO 

O ativista cultural Genilson Paes Soares, um dos signatários da petição pública “SOS Ao Livro Verde”, revela que o movimento, já alcançando quase duas mil assinaturas, teve o objetivo alcançado.

Genilson cita que o poder público foi provocado, com a instalação, na Câmara Municipal, de uma Comissão Mista para debater e apresentar as propostas institucionais para a continuidade da marca “Ao Livro Verde”.

Na opinião de Genilson, caso a comunidade não se mexa a livraria terá o mesmo fim do Teatro Trianon, “construído por Francisco de Paula Carneiro, e que também era uma empresa privada”.
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Exército nas ruas de Campos
22/08/2023 | 09h40
Um grupo do Exército costuma percorrer as ruas de Campos com frequência. Sem excepcionalidade. A tropa simplesmente aprimora o preparo físico. Viva!!
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"SOS Ao Livro Verde" não propõe que a Prefeitura pague as dívidas da livraria
21/08/2023 | 06h47
Ao Livro Verde é um patrimônio histórico nacional. O seu possível fechamento representa perda de referência cultural para Campos.
Daí que há de se louvar a campanha “SOS Ao Livro Verde”, que envolve a sociedade civil no projeto de salvamento da livraria.
E certamente passa pela sociedade civil o caminho para se buscar soluções.
Mas há um questionamento se é a “viúva”, ou seja, a Prefeitura, que resolverá a situação via injeção financeira para que as dívidas da livraria sejam quitadas.
Quando se coloca a Prefeitura como possível fonte para um apoio financeiro — hipótese não desfraldada pelo movimento "SOS Ao Livro Verde" —, não é possível ignorar que a livraria é uma empresa particular.
Ao Livro Verde visa lucros e suas contas, em atraso, não devem, portanto, serem pagas com dinheiro público.
A Prefeitura pode, sim, buscar caminhos que impeçam o fechamento.
ABRA OS COFRES
O que não é certo, no acolhimento de determinadas propostas, é o governo Wladimir Garotinho tirar dinheiro do cofre para que a loja mantenha-se aberta.
Ao se posicionar, a Prefeitura, por sinal, já esclareceu que não há meios legais que permitam o apoio financeiro a uma empresa privada que tenha declarado autofalência.
Mas há setores, envolvendo inclusive vereadores, pregando ajuda da “viúva”.
LYRA DE APPOLO FECHADA
Vale lembrar que outro patrimônio cultural da cidade, com 153 anos de vida, e sem fins lucrativos, está fechado.
Trata-se da Lyra de Appolo, histórica corporação musical que teve o seu prédio danificado por um incêndio.
Desde o incêndio, em uma manhã de domingo em 1990, governos se sucederam administrando os bilionários recursos dos royalties. E nenhum bancou a recuperação da sede da Lyra.
MONITOR CAMPISTA FECHOU

Registre-se, também, que o jornal Monitor Campista, de 175 anos, um dos mais antigos do país, fechou porque, no governo Rosinha, foi descartado como órgão oficial do município.
As publicações da Prefeitura, no tocante a editais, e toda a série gerida pela administração municipal, passaram a ser veiculadas em um impresso, rodado em gráfica do Rio.
Sem a receita da Prefeitura, o Monitor perdeu fôlego financeiro. E fechou.
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A Prefeitura deve quitar as dívidas de Ao Livro Verde?
19/08/2023 | 07h43
Ao Livro Verde é um patrimônio histórico nacional. O seu possível fechamento representa perda de referência cultural para Campos.
Daí que há de se louvar a campanha “SOS Ao Livro Verde”, que envolve a sociedade civil no projeto de salvamento da livraria.
E certamente passa pela sociedade civil o caminho para se buscar soluções.
É que questiona-se se é a “viúva”, ou seja, a Prefeitura, que resolverá a situação via injeção financeira para que as dívidas da livraria sejam quitadas.
Quando se coloca a Prefeitura como possível fonte para um apoio financeiro —hipótese que não foi desfraldada pela "SOS Ao Livro Verde" — não é possível ignorar que a livraria é uma empresa particular.
Ao Livro Verde visa lucros e suas contas, em atraso, não devem, portanto, serem pagas com dinheiro público.
A Prefeitura pode, sim, buscar caminhos que impeçam o fechamento.
ABRA OS COFRES
O que não é certo, no acolhimento de determinadas propostas, é o governo Wladimir Garotinho tirar dinheiro do cofre para que a loja mantenha-se aberta.
Ao se posicionar, a Prefeitura, por sinal, já esclareceu que não há meios legais que permitam o apoio financeiro a uma empresa privada que tenha declarado autofalência.
Mas há setores, envolvendo inclusive vereadores, pregando ajuda da “viúva”.
LYRA DE APPOLO FECHADA
Vale lembrar que outro patrimônio cultural da cidade, com 153 anos de vida, e sem fins lucrativos, está fechado.
Trata-se da Lyra de Appolo, histórica corporação musical que teve o seu prédio danificado por um incêndio.
Desde o incêndio, em uma manhã de domingo em 1990, governos se sucederam administrando os bilionários recursos dos royalties. E nenhum bancou a recuperação da sede da Lyra.
MONITOR CAMPISTA FECHOU

Registre-se, também, que o jornal Monitor Campista, de 175 anos, um dos mais antigos do país, fechou porque, no governo Rosinha, foi descartado como órgão oficial do município.
As publicações da Prefeitura, no tocante a editais, e toda a série gerida pela administração municipal, passaram a ser veiculadas em um impresso, rodado em gráfica do Rio.
Sem a receita da Prefeitura, o Monitor perdeu fôlego financeiro. E fechou.
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Destaque na literatura nacional, escritora campista lança novo livro
18/08/2023 | 07h38
A escritora campista Vilma Arêas reuniu, em um único volume, toda a sua obra ficcional. Na Folha de S. Paulo, o crítico literário Italo Moriconi revelou que Vilma, com o novo livro, permite que se aprecie o valor de sua obra em novo patamar de compreensão.

Segundo Moriconi, com o “Todos Juntos (1976-2023)”, a posição de Vilma Arêas, entre seus pares e diante de seus leitores, extrapola o circuito cult e adentra o terreno do clássico contemporâneo. "É singular a trajetória da obra, assim como singular é o jeito de Vilma contar histórias".
PRÊMIOS
Vilma Arêas já recebeu o troféu "Folha Seca", conferido pela Folha da Manhã a campistas que se destacam nacionalmente em sua atividade. 
A escritora Vilma Arêas estreou como ficcionista em 1976, publicando o livro de contos Partidas. Ainda como contista, escreveu A terceira perna (1992, vencedor do Prêmio Jabuti da categoria), Trouxa frouxa (2000) e Vento sul (2011, prêmio Alejandro José Cabassa da União Brasileira de Escritores). É autora também do livro infantil Aos trancos e relâmpagos (1988)
Professora do departamento de teoria literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, é uma estudiosa da obra de Clarice Lispector, sobre a qual escreveu Clarice Lispector com a ponta dos dedos (2005, prêmio APCA na categoria Literatura). (Fonte: Wilipédia)
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Divertido episódio envolvendo Darcy Ribeiro em Campos
17/08/2023 | 11h06

Anos 90. O jornalista Celso Cordeiro Filho, atuando no “Bom Dia NF”, da extinta TV Norte Fluminense (afiliada à Rede Globo), fez uma entrevista com Darcy Ribeiro sobre a sua empreitada para a instalação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).
Darcy se fazia acompanhar da jornalista Sandra Khenayfis, sua assessora em Campos. No estúdio, antes do programa entrar no ar, Celso brincou:
— Professor Darcy, o senhor precisa melhorar o salário de Sandra face à sua eficiência.
Terminada a entrevista, ainda nos corredores da emissora, Darcy, naquela franqueza que lhe era peculiar, dirigiu-se a Sandra:
— Ué, estou sabendo que você está ganhando mal!
Sandra, que não pedira nada a Celso, atônita, respondeu:
— Que é isso, professor? Estou, pelo contrário, muito satisfeita com o meu salário!
Risadas gerais.
 
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Projeto de Bacellar visa tornar Ao Livro Verde patrimônio histórico e Cultural
16/08/2023 | 11h35
O deputado Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa, protocolou projeto de lei que busca declarar a Livraria e Papelaria Ao Livro Verde, fundada em 1844, como patrimônio histórico e cultural do Estado do Rio de Janeiro.

Bacellar diz que a livraria não apenas sobreviveu ao tempo, mas também testemunhou transformações cruciais da história brasileira, “desde os tempos do comércio marítimo até as mudanças republicanas”.

O projeto de lei, salienta Rodrigo Bacellar, visa a proteção legal da livraria, bem como a preservação de seu significado cultural para as futuras gerações.

— Com essa iniciativa, buscamos honrar nosso passado e garantir que esse legado literário continue a inspirar as gerações futuras.

O projeto vai seguir para análise na Alerj, representando, segundo Bacellar, um passo importante na preservação do patrimônio cultural da região.
NA CÂMARA MUNICIPAL

A situação da livraria Ao Livro Verde foi debatida em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Campos na última segunda-feira (14). O debate foi realizado por requerimento do presidente do Legislativo, Marquinho Bacellar, que acatou a proposta de criar uma comissão técnica para discutir o tema.
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Deficiente visual festeja e é festejado no centro de Campos
16/08/2023 | 07h19
O nome dele é Joel. Deficiente visual, costuma circular pelo centro de Campos quase diariamente. E por onde passa, faz festa. E é festejado.

Joel caminha sozinho, orientando-se pelo uso de uma bengala. Ele é parado em muitas lojas e identifica as pessoas que o chamam.

Figura querida, Joel merece todas as homenagens. Afinal, dá uma lição de vida, ecoando o seu jeito alegre, expansivo, carinhoso. Viva Joel!!!
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Ator campista Tonico Pereira e a origem do seu apelido "Vaca Brava"
15/08/2023 | 09h51
O ator campista Tonico Pereira, em nova entrevista ao Globo, publicada no domingo (6), contou a origem do “Vaca Brava”, assim chamado quando, adolescente, morava em Campos e jogava no Goytacaz. “Eu era brigão. Desafiava até a Polícia”.

Tonico disse que já faliu algumas vezes. “Mas não devo nada a ninguém”, ressalta. Tonico já teve peixaria, botequim, loja de parafusos, livraria. O investimento da vez é um brechó, em Botafogo, no Rio.
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Projeto do vereador Marquinho Bacellar institui em Campos o taxi-lotação
14/08/2023 | 07h17
A Câmara Municipal de Campos aprovou projeto do vereador Marquinho Bacellar que institui o taxi-lotação. Visa atender em linhas fixas, com preços acessíveis, locais de grande fluxo no trânsito e deficiência no transporte público. 
Bacellar diz que o taxi-lotação “é uma alternativa eficiente e legal”, especialmente para áreas com alta demanda e falta de opções de transporte para a população.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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