Incêndios no Centro de Campos ainda não têm as causas determinadas
Dora Paula Paes - Atualizado em 06/08/2022 08:31
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, do dia 01 a 31 de julho deste ano, foi acionado para 16 combates a incêndios em edificações, em Campos. Entre os chamados, dois na área do Centro Histórico chamaram atenção no final do mês: o fogo que destruiu a Loja Casa Só Boné, no dia 25, e uma galeria com seis outras lojas na rua Barão do Amazonas, no dia 28. O imóvel da galeria, inclusive, está interditado e será demolido. Até o momento, as causas não foram divulgadas. Entidade ligada ao comércio está em alerta e a Enel Distribuição Rio informa que a rede elétrica do Centro é segura, mesmo tendo encontrado em junho emaranhado de fios sem “donos”.
Sobre os últimos incêndios, a Enel não comentou, mas destacou que foi chamada no dia 25 de junho, pela Prefeitura. Na ocasião, isolou os riscos causados por um incêndio no Centro - que iniciou quando faíscas liberadas por cabos de telecomunicação atingiram um transformador da distribuidora. A concessionária detectou emaranhado de fios sem identificação de origem e informou que seguem as investigações para saber se houve ligações clandestinas à rede e se essa foi a causa do incêndio.
Por outro lado, na última quarta-feira (03), a secretaria de Defesa Civil bateu o martelo. A pasta informou que fez a perícia estrutural no imóvel da Barão do Amazonas e já determinou a demolição. “A pasta entregou aos proprietários o laudo de interdição e demolição e orientou aos proprietários que comparecessem às secretarias de Fazenda e de Obras e Infraestrutura para solicitar os documentos necessários para a demolição”, destacou.

Não se sabe ao certo como o incêndio começou e, provavelmente, a causa só será divulgada após a conclusão das investigações. No dia seguinte, as equipes dos bombeiros levantaram a hipótese de um curto circuito. Para conter as chamas,50 mil litros de água foram utilizados. O fogo seconcentrou no telhado do prédio. Por segurança, prédios vizinhos também foram isolados. No prédio existiam quatro lojas beira de rua e funcionavam vários outros estabelecimentos dentro, como consultório dentário, relojoeiro e compra de ouro. A loja de roupas Plus Size foi a mais afetada.
Na área dos incêndios, os cenários são diferentes. Na Casa Só Boné, a proprietária, desde o dia seguinte ao incêndio que queimou principalmente a fábrica, iniciou a limpeza e aos poucos foi se reestruturando. Na Barão do Amazonas, as seis lojas da galeria que pegou fogo estão fechadas. Segundo vizinhos, é triste saber que o imóvel será demolido. “As lojas estão fechadas, não sei se vão acabar e outras estão de mudança, mas torcemos que se recuperem”, disse uma vendedora de um estabelecimento próximo.
Sobre o processo de demolição, o Conselho de Preservação do Patrimônio (Coppam), de Campos, segundo sua assessoria, disse que a luta é pela preservação dos prédios tombados, mas esse imóvel da Barão do Amazonas não é o caso do imóvel destruído pelo fogo naquela noite de quinta-feira, de julho, que mobilizou toda a área e autoridades.
 
Comerciantes preocupados com as mazelas do Centro 
O Centro antigo de Campos, cartão postal da cidade, que neste fim de semana é a sede da maior festa religiosa do município, pelo dia do padroeiro São Salvador, vive tempos de mazelas. O presidente da Associação Comerciantes e Amigos da Rua João Pessoa e Adjacências (Carjopa), Expedito Coleto, destaca que todos os comerciantes da área vivem apreensivos: primeiro foi uma onda de furtos na madrugada e, agora, esses incêndios.

Para ele, tudo é uma questão de segurança. “A Carjopa acompanha esses episódios com muita preocupação, tendo em vista que já é uma luta nossa em relação a questão dos furtos que estavam acontecendo no período da noite em vários estabelecimentos e parece que cessaram. Só que agora começaram os incêndios. E a nossa preocupação continua sendo com a segurança”, aponta, explicando que a Carjopa já entrou em contato com outras entidades ligadas ao comércio, assim como, os órgãos da área de segurança pública.

- Com a segurança reforçada acreditamos que será amenizado esses problemas que deixam apreensivos todos os comerciantes. Não só os comerciantes, como também os moradores da área central e os transeuntes. Porque a gente nunca sabe o que pode acontecer - disse Expedito.

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