Matheus Berriel
19/08/2026 15:51 - Atualizado em 19/08/2026 16:22
Procuradoria do TJD-RJ denunciou invasão do gramado por torcedores do Americano
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Foto: Reprodução/Cariocão TV
O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ), Dilson Neves Chagas, determinou nesta quarta-feira (19) a interdição preventiva do Estádio Ary de Oliveira e Souza, em Campos, por até 30 dias. O motivo foram irregularidades identificadas no jogo do acesso e na comemoração do Americano após o título da Série A2 do Campeonato Estadual, no último dia 1º.
A decisão do TJD-RJ ocorreu em razão de uma denúncia da Procuradoria do TJD-RJ, sobre questões relacionadas à infraestrutura e à segurança no Aryzão, onde o Americano mandou seus jogos pela Série A2. Entre as alegações, está a de que o clube deixou de tomar providências capazes de previnir e reprimir desordens no estádio, com base na súmula do jogo de volta da final, contra o Resende; no relatório do delegado da partida e em registros em vídeo.
Consta na denúncia que foram arremessados objetos em direção ao campo de jogo, inclusive durante a saída do zagueiro Danilo, do Resende, expulso no segundo tempo. Também houve "invasão do gramado por dezenas de torcedores após o encerramento da partida", atrasando a cerimônia de premiação. Em seu relatório pós-jogo, o delegado registrou que, durante a vistoria anterior à abertura dos portões, foram encontrados nas arquibancadas objetos considerados perigosos, como pedras, vergalhões, garrafas e latas, e que a entrada do público só foi autorizada após a retirada desses materiais. Por fim, a Procuradoria mencionou o estado de conservação dos alambrados destinados à separação entre a arquibancada e o campo do Aryzão, destacando que a deficiência da estrutura teria contribuído para facilitar a invasão de torcedores ao final da disputa de pênaltis, na qual o Americano sagrou-se campeão.
No texto da decisão, o presidente do TJD-RJ afirmou não ter formulado juízo sobre a responsabilidade dos denunciados, o que só ocorrerá após serem garantidos o contraditório e ampla defesa. A interdição preventiva do Aryzão tem validade máxima de 30 dias, podendo ser interrompida caso o julgamento da denúncia da Procuradoria ocorra anteriormente.
Caso a interdição dure um mês, o Goytacaz precisará estrear na Série B1 do Estadual fora do seu estádio. Até então, a partida contra o Macaé, no dia 5 de setembro, estava marcada para o Aryzão. O Americano, por sua vez, voltará a atuar somente no início de 2027, ainda sem local definido, pela Série A. Até o momento, as diretorias de Cano e Goyta não se manifestaram sobre a decisão.
Ouvida pelo blog, a diretoria do Goytacaz informou já ter sido procurada pela direção do Americano, que se comprometeu a assumir eventuais punições, como multas ou perdas de mando de campo. Até o momento, a diretoria do Cano não comentou a decisão publicamente.