PL, PP e União Brasil debatem obstrução no Congresso Nacional por Douglas Ruas
Hevertton Luna 29/04/2026 16:09 - Atualizado em 29/04/2026 16:27
O senador Carlos Portinho e o deputado Sóstenes Cavalcante, líderes do PL no Congresso
O senador Carlos Portinho e o deputado Sóstenes Cavalcante, líderes do PL no Congresso / Reprodução
PL, Progressistas e União Brasil avaliam obstrução no Congresso Nacional pelo cumprimento da linha sucessória de governador no estado do Rio. Nesta quarta-feira (29), haverá uma reunião e uma coletiva para estabelecer uma posição sobre a situação política fluminense. Segundo os três partidos, a eleição de Douglas Ruas (PL) para presidente da Assembleia Legislativa reconstituiu a linha sucessória prevista na Constituição Federal. Porém, o governador em exercício Ricardo Couto, por força de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) continua no cargo. No momento, ele realiza uma série de exonerações em pontos chaves do da administração estadual.
Inicialmente, participarão do grupo no Congresso: pelo PL, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) e o senador Carlos Portinho (RJ); pelo PP, o deputado Doutor Luizinho (RJ) e a senadora Tereza Cristina (MS); e pelo União, o deputado Pedro Lucas Fernandes (MA) e a senadora Dorinha Seabra (TO).
“O que acontece no Rio de Janeiro hoje é a materialização do estado judiciário de exceção. Está sendo rasgada a Constituição, não só a do estado, mas a Constituição do Brasil. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro elegeu, recentemente, o deputado estadual Douglas Ruas. Ele é o presidente efetivo e, por força da lei, da nossa carta magna, na vacância é ele quem assume o governo do estado para convocar eleições indiretas. É o que diz a lei, não tem o que interpretar, não tem malabarismo, contorcionismo jurídico que caiba nisso. Já era para ele estar sentado, como governador do estado, em exercício, convocando as eleições indiretas”, disse o senador Portinho, em discurso na terça-feira (28).
PL, PP e União Brasil, juntos, têm 194 deputados federais (37,8% do total de 513 cadeiras); e 27 senadores (33,33% das 81 cadeiras).
Presidente da Alerj 
Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), disse, nesta quarta-feira (29), que não realizou pedido ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a saída do desembargador Ricardo Couto do cargo de governador interino. 
Reação de Paes
Em seu perfil no X, o pré-candidato a governador, Eduardo Paes (PSD), criticou mobilização dos partidos. 
"Não bastava terem destruído o Rio, querem agora parar o Brasil para voltar a aprontar! Será que os outros estados do país vão aceitar? Minha opinião é que eles desmoralizaram ainda mais o Rio. Já que tem tanta força assim e querem para o Brasil, quero ver fazer esse movimento por causa dos royaltes. Aí sim mostrariam estar preocupados com Rio!", disse ex-prefeito do Rio. 
Com informações do Tempo Real RJ

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