O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a discutir nesta quarta-feira a forma de escolha do próximo governador do Rio de Janeiro em um mandato-tampão. Enquanto o ministro Cristiano Zanin defendeu a realização de eleições diretas, ainda abrindo brecha para um pleito único, somente em outubro, para o Executivo fluminense. O ministro Luiz Fux se posicionou a favor de eleições indiretas, citando a proximidade do calendário eleitoral e a renúncia de Cláudio Castro antes de sua condenação pelo TSE.
Para Fux, a escolha deve ocorrer de forma indireta, por meio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O ministro também apontou questões processuais, afirmando que o Partido Social Democrático (PSD) utilizou um instrumento inadequado para levar o caso ao STF.
Segundo o entendimento de Fux, a Alerj deve eleger seu novo presidente e, com a vacância dos cargos de governador e vice, esse presidente assumiria interinamente o comando do estado até a posse dos eleitos no próximo pleito regular.
Os ministros analisam duas ações que questionam o modelo de votação para a escolha do novo governante fluminense. O julgamento ainda não foi concluído e seguirá com os votos dos demais integrantes da Corte.
Atualmente, o governo do estado está sob a responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.
Isso ocorreu após a renúncia do então governador Cláudio Castro, em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na cassação do mandato e na declaração de inelegibilidade por oito anos.
O Rio de Janeiro também está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Outra autoridade na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, também não pôde assumir. Ele teve o mandato cassado pelo TSE e foi preso novamente no fim de março.