Preso pela PF, Rodrigo Bacellar é transferido para presídio Bangu 8
28/03/2026 20:58 - Atualizado em 28/03/2026 20:59
Rodrigo Bacellar
Rodrigo Bacellar / Divulgação
O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) foi transferido neste sábado (28) para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, na Zona Oeste do Rio. Ele foi preso, pela segunda vez, após pela Polícia Federal (PF) na noite de sexta-feira (27), na terceira fase da Operação Unha e Carne, que investiga suposto vazamento informações sigilosas da Operação Zargun, em que o ex-deputado estadual TH Joias, ligado à facção criminosa Comando Vermelho, foi preso.
Antes de ser levado para Bangu 8, Bacellar ficou na penitenciária de Benfica, onde passou por audiência de custódia e teve sua prisão confirmada.
Bacellar foi localizado em sua casa, no município de Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ele foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, de onde foi transferido para o presídio de Benfica, onde deve passar por audiência de custódia. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Segundo a PF, a operação de sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) - e obrigações determinadas pela sentença para a Polícia Federal em relação à investigação de grupos criminosos.
O ex-presidente da Alerj já tinha sido preso no dia 3 de dezembro de 2025. Na ocasião, sua prisão foi revogada após votação na Alerj e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou medidas cautelares para a soltura de Bacellar, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A nova prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O magistrado entendeu que Bacellar deve voltar à prisão porque teve o mandato cassado na mesma decisão em que, na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-governador do Rio Claudio Castro à inelegibilidade.
O ministro também ressaltou que Bacellar foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de obstrução de investigação no caso do ex-deputado TH Joias.
“Desse modo, é patente a necessidade da decretação da prisão em face da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, bem como a ordem pública”, decidiu Moraes.
Defesa
Em nota emitida nessa sexta, o advogado Daniel Bialski disse pretende recorrer da decisão que decretou a prisão do deputado.
"A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes", afirmou.
Com informações da Agência Brasil

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