Diretas já no Rio
08/04/2026 | 07h49
A defesa das eleições diretas para governador no Estado do Rio de Janeiro não é apenas uma posição política. É, antes de tudo, uma posição jurídica, histórica e institucional. 

A história brasileira demonstra que os períodos de maior estabilidade e legitimidade são justamente aqueles em que a vontade popular prevalece sobre os arranjos de bastidor. O movimento das Diretas Já, na década de 1980, não foi apenas uma campanha eleitoral: foi uma afirmação civilizatória de que o poder político, pelo menos naquele momento, precisava nascer do voto e retornar constantemente a ele. Em certo ponto o Brasil amadureceu institucionalmente exatamente porque compreendeu que a legitimidade de um governante não decorre apenas da legalidade formal, mas da confiança popular que o sustenta.

No caso específico do Rio de Janeiro, essa reflexão ganha ainda mais relevância. Nosso Estado conviveu, ao longo das últimas décadas, com sucessivas crises institucionais, afastamentos de governadores, cassações, investigações e rearranjos políticos que enfraqueceram a confiança da população nas instituições. Em cenários assim, insistir em soluções exclusivamente parlamentares, ainda que previstas em determinadas hipóteses constitucionais, pode aprofundar a sensação de distanciamento entre governantes e governados.

Do ponto de vista jurídico, é verdade que a Constituição Federal admite, em determinadas circunstâncias, a eleição indireta para governador em caso de dupla vacância nos dois últimos anos do mandato.

Entretanto, é igualmente verdade que o Direito Constitucional contemporâneo não pode ser interpretado apenas pela literalidade dos textos normativos. A Constituição deve ser lida à luz de seus princípios estruturantes, dentre eles a soberania popular, o princípio democrático e a máxima efetividade dos direitos políticos. O voto direto não é um detalhe procedimental: ele é a expressão mais elevada da cidadania e o que se espera em uma República.

Por isso, entendo que na conjuntura atual, sempre que houver espaço jurídico para interpretação em favor da participação popular, esta deve prevalecer. O próprio Ministério Público Eleitoral já sustentou recentemente, perante o Supremo Tribunal Federal, que em determinadas hipóteses de vacância por causas eleitorais deve haver eleições diretas.

A eleição indireta pode ser juridicamente admissível em situações excepcionais. Mas o fato de algo ser juridicamente possível não significa que seja politicamente desejável ou institucionalmente prudente. Em um Estado tão complexo quanto o Rio de Janeiro, marcado por graves desafios na segurança pública, na gestão fiscal, na mobilidade, na saúde e na relação com os municípios, a escolha do chefe do Executivo nesse momento, mais do que nunca deve ter a força do voto popular e a legitimidade das urnas.

Governar o Rio exige muito mais do que maioria circunstancial em uma Assembleia. Exige autoridade política, respaldo social e capacidade de pactuação com a sociedade. E essas qualidades, em uma democracia que se pretende madura, nascem do voto direto.

Defender eleições diretas para governador, portanto, não significa desrespeitar a Constituição. Significa interpretar a Constituição em seu espírito mais nobre: o de garantir que todo poder emane do povo e em seu nome seja exercido.
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A diferença entre popularidade e respeito
07/04/2026 | 08h53
A diferença entre popularidade e respeito

Vivemos em um tempo em que muitas pessoas confundem visibilidade com relevância, aplauso com autoridade e popularidade com respeito. Nas redes sociais, na política, nas empresas e até mesmo na vida pessoal, tornou-se comum medir o valor de alguém pela quantidade de seguidores, curtidas ou capacidade de chamar atenção. No entanto, ser popular não significa, necessariamente, ser respeitado.

A popularidade costuma ser imediata. Ela nasce da emoção, do entretenimento, da exposição constante e, muitas vezes, da capacidade de agradar diferentes públicos. O popular é aquele que consegue despertar reações rápidas, gerar comentários, criar identificação instantânea e permanecer em evidência. Porém, aquilo que se torna popular rapidamente também pode ser esquecido com a mesma velocidade.

O respeito, por outro lado, é construído de forma mais lenta. Ele exige coerência, caráter, postura, preparo e responsabilidade. Enquanto a popularidade depende da aprovação momentânea das pessoas, o respeito depende daquilo que alguém é quando ninguém está olhando.

Muitos líderes, políticos, empresários e figuras públicas acabam cometendo um erro perigoso: passam a agir apenas para agradar. Dizem aquilo que o público deseja ouvir, evitam contrariar opiniões, abandonam princípios e transformam sua atuação em uma disputa permanente por aprovação. Com isso, podem até se tornar populares, mas deixam de ser respeitados.

O problema é que a popularidade raramente sobrevive às dificuldades. Nos momentos de crise, as pessoas não procuram apenas alguém simpático ou famoso. Procuram alguém firme, preparado, confiável e capaz de tomar decisões difíceis. É justamente nesses momentos que se percebe a diferença entre quem vive de aplausos e quem conquistou verdadeira autoridade.

Na política, essa diferença é ainda mais evidente. Há líderes que conseguem mobilizar multidões, mas não possuem conteúdo, visão de longo prazo ou compromisso com o bem comum. São populares enquanto alimentam emoções e discursos fáceis. Entretanto, quando surgem problemas reais, mostram-se incapazes de oferecer soluções concretas.

Por outro lado, existem pessoas discretas, às vezes até pouco conhecidas, que são profundamente respeitadas por sua seriedade, inteligência, lealdade e capacidade de agir com equilíbrio. Nem sempre são as mais populares, mas costumam ser aquelas em quem os outros confiam quando realmente precisam de orientação.

O mesmo vale para a vida cotidiana. Um professor respeitado não é apenas aquele que agrada os alunos, mas aquele que ensina com firmeza e dedicação. Um pai respeitado não é aquele que nunca impõe limites, mas aquele que educa com amor e responsabilidade. Um profissional respeitado não é aquele que fala mais alto, mas aquele que entrega resultados e mantém sua palavra.

Talvez um dos maiores problemas do nosso tempo seja justamente a inversão desses valores. Muitas pessoas passaram a buscar apenas visibilidade, esquecendo-se da importância da reputação. Desejam ser vistas, mas não se preocupam em ser admiradas. Querem ser notadas, mas não querem assumir o peso das responsabilidades que acompanham o verdadeiro respeito.

No fim das contas, a popularidade pode abrir portas, mas somente o respeito é capaz de mantê-las abertas por muito tempo. Popularidade atrai olhares. Respeito constrói legado.
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O que diferencia um candidato preparado dos demais
06/04/2026 | 14h26
A boa política começa antes das eleições. Ela se manifesta no modo como candidatos, lideranças e grupos se posicionam diante da sociedade mesmo antes do início oficial da campanha. O período pré-eleitoral é um momento importante para observar não apenas discursos, mas também comportamentos, coerência, postura ética e capacidade de liderança.

Em tempos de excessiva exposição nas redes sociais, é comum que muitos confundam boa política com marketing político. Evidentemente, a comunicação é importante. No entanto, uma boa imagem pública não se sustenta por muito tempo quando não existe preparo, seriedade e compromisso verdadeiro com a coletividade.

A política exige prudência. Prudência para escolher palavras, formar alianças, definir prioridades e compreender que toda ação pública produz consequências. O ambiente pré-eleitoral costuma ser marcado por disputas de vaidade, ataques pessoais e promessas exageradas. Mas os candidatos que se destacam de forma positiva costumam ser justamente aqueles que demonstram equilíbrio, capacidade de diálogo e respeito pelas instituições.

Uma das principais práticas da boa política é a construção de reputação. Reputação não se cria da noite para o dia. Ela nasce da coerência entre discurso e prática. O eleitor percebe quando alguém fala apenas para agradar e quando alguém realmente possui convicções, preparo e senso de responsabilidade.

Outro ponto essencial é a compreensão do funcionamento do Estado. Muitos candidatos entram na vida pública sem conhecer minimamente a estrutura administrativa, os limites legais do cargo que pretendem ocupar e as competências dos poderes. Isso gera promessas impossíveis de serem cumpridas e contribui para aumentar a frustração popular com a política.

A boa política também exige respeito aos adversários. Divergir faz parte da vida pública. Em uma república, diferentes grupos disputam interesses e visões de mundo. No entanto, o adversário não deve ser tratado como inimigo. O excesso de agressividade, radicalismo e ressentimento empobrece o debate público e afasta pessoas qualificadas da vida política.

Além disso, o período pré-eleitoral é uma oportunidade para que candidatos mostrem não apenas suas propostas, mas também sua postura. A forma como alguém trata assessores, aliados, servidores, jornalistas e cidadãos comuns revela muito mais sobre seu caráter do que qualquer slogan de campanha.

A política precisa voltar a ser vista como uma atividade séria, orientada pelo interesse público e pelo fortalecimento das instituições. Em um cenário de desconfiança e descrédito, aqueles que conseguirem demonstrar preparo, ética, sobriedade e compromisso com a coletividade certamente estarão mais aptos a conquistar a confiança da população.

Mais do que nunca, a boa política depende de homens e mulheres capazes de compreender que o poder não deve ser utilizado apenas em benefício próprio, mas como instrumento de responsabilidade, serviço e construção social.
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Rocha Inova
12/01/2026 | 15h35

Se você sente que seu negócio pode ir além ou que sua carreira precisa de um novo impulso, talvez esteja faltando apenas uma coisa: o ambiente certo. É exatamente isso que o Rocha Inova entrega.

Criado para fortalecer pessoas, negócios e conexões reais em Campos dos Goytacazes e região, a Rocha Inova é uma imersão em empreendedorismo que acontece todos os anos no mês de novembro. Em 2026, o evento chega à sua 4ª edição, consolidado como um dos principais movimentos empreendedores da cidade.

Mais do que palestras, a Rocha Inova é uma experiência. Um espaço onde conhecimento, prática e relacionamento se encontram para gerar crescimento de verdade.

Um evento feito para quem quer crescer

Desde sua primeira edição, a Rocha Inova vem impactando:

•Empreendedores e empresários
•Profissionais autônomos
•Pessoas em regime CLT que desejam empreender
•Quem busca desenvolvimento pessoal e profissional

O objetivo é claro: unir pessoas que querem evoluir, aprender e se posicionar melhor no mercado.

Durante a imersão, os participantes têm acesso a conteúdos e vivências voltados para:

Desenvolvimento pessoal e profissional
Networking estratégico
Posicionamento de marca
Vendas, marketing e mentalidade empreendedora
Conexões reais entre participantes, palestrantes e empresas

A Rocha Inova não é apenas um evento. É um ambiente de transformação, onde histórias se cruzam, parcerias surgem e negócios nascem.

Encontro dos Imperadores: conexões que vão além do networking

Como extensão da Rocha Inova, nasce o Encontro dos Imperadores, um projeto criado para gerar conexões verdadeiras, intencionais e estratégicas entre homens e mulheres que desejam crescer no empreendedorismo e na vida profissional.

Diferente do networking tradicional, aqui o foco é profundidade e propósito. O Encontro dos Imperadores promove:

Relacionamentos profissionais sólidos
Troca de experiências reais
Posicionamento, visão e propósito
Crescimento coletivo
Oportunidades concretas de parcerias e negócios

É um espaço onde líderes se encontram, ideias se fortalecem e projetos ganham vida.

Um propósito que move tudo

Tanto a Rocha Inova quanto o Encontro dos Imperadores compartilham um único propósito:

Conectar pessoas, desenvolver líderes e transformar histórias por meio do empreendedorismo.

Mais do que ensinar técnicas, os projetos criam um ecossistema onde cada participante é convidado a crescer, contribuir e se posicionar de forma mais estratégica no mercado.

Impacto real na cidade

Os projetos também geram resultados diretos para Campos dos Goytacazes e região, contribuindo para:

Fortalecimento do comércio local
Valorização de empreendedores regionais
Geração de oportunidades
Crescimento econômico e social

Empreender, aqui, não é apenas sobre faturar mais, é sobre construir uma cidade mais forte, conectada e próspera.

Idealização: de uma necessidade real para um movimento transformador

Idealizados por Gleicy Kelly Rocha, empreendedora, palestrante e produtora de eventos, os projetos nasceram de uma necessidade concreta: criar espaços acessíveis onde pessoas comuns pudessem ter acesso a conhecimento de qualidade, conexões estratégicas e oportunidades reais.

O resultado? Um movimento que cresce a cada edição e transforma não apenas negócios, mas também mentalidades.

Por que você deve participar da próxima edição?

Se você busca:

Clareza sobre seus próximos passos
Novas conexões profissionais
Posicionamento no mercado
Inspiração prática e aplicável
Um ambiente que impulsiona resultados

… então a Rocha Inova 2026 é para você.

As vagas são limitadas.
Garanta sua inscrição e faça parte do movimento que está transformando o empreendedorismo em Campos dos Goytacazes.

Rocha Inova: onde conexões viram oportunidades e ideias se transformam em ação.

O evento é apoiado por Clínica Medical Campos.
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Bicicletas e Motos Elétricas
25/11/2025 | 09h28
Bicicletas e Motos Elétricas
O que muda com a nova legislação?
Entenda seus direitos e evite problemas no trânsito.

Nos últimos meses, bicicletas elétricas, patinetes e motos elétricas ganharam ainda mais espaço nas ruas e junto com esse crescimento, vieram também novas regras. A legislação atual busca organizar o trânsito, trazer mais segurança e reduzir conflitos entre condutores, pedestres e motoristas.

Mas afinal, o que muda na prática?

Identificação e requisitos: Algumas categorias de veículos elétricos passam a exigir registro, capacete obrigatório e até habilitação. Outras, por serem equiparadas às bicicletas tradicionais, continuam liberadas, mas com limites claros de potência e velocidade.

Responsabilidades do condutor

Com a regulamentação, o usuário assume deveres semelhantes aos de qualquer condutor: respeitar ciclovias, faixas de pedestres e regras de circulação. O descumprimento pode gerar multas e apreensões, especialmente nos casos de motos elétricas mais potentes.

Aparente simplicidade, consequências reais
Muita gente compra um veículo elétrico achando que “não dá problema”, mas a verdade é que a fiscalização vem aumentando. Multas indevidas, apreensão irregular e interpretações abusivas da lei têm sido cada vez mais comuns, sobretudo porque nem todos os agentes distinguiram ainda as categorias corretamente.

É justamente aí que entra a importância de orientação jurídica especializada.

A legislação está evoluindo, mas ainda gera dúvidas até mesmo para quem trabalha no trânsito. Por isso, entender seus direitos e como se defender de autuações equivocadas faz toda a diferença.
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Os Cavaleiros Templários
05/11/2025 | 14h59


Live: Os Cavaleiros Templários

Nesta sexta-feira, 07 de novembro de 2025, às 20h, no Instagram @drevandrobarros

A história dos Cavaleiros Templários sempre despertou fascínio, mistério e admiração. Guerreiros, monges e guardiões da fé, os templários se tornaram um dos símbolos mais poderosos da Idade Média e até hoje influenciam tradições, ordens iniciáticas e o imaginário coletivo sobre honra e espiritualidade.

Nesta sexta-feira, às 20h, o Dr. Evandro Barros recebe em live especial o Ir Luiz Muller para uma conversa profunda sobre “Os Cavaleiros Templários”, sua origem, missão, influência histórica e o legado espiritual que ultrapassa os séculos.

Será uma oportunidade única para compreender quem realmente foram esses homens que juraram proteger a cristandade e viver sob votos de pobreza, castidade e obediência, e como sua herança ainda ecoa em instituições e ideais modernos.

Anfitrião: Dr. Evandro Barros
Convidado: Ir Luiz Muller
Data: Sexta-feira, 07/11/2025
Horário: 20h
Local: Instagram @drevandrobarros

Prepare-se para uma noite de história, simbolismo e reflexão sobre a fé, a coragem e o ideal templário.

Não perca esta jornada ao coração da cavalaria sagrada!

#templarios #maconaria #cavalaria
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A falência moral do Direito
02/11/2025 | 06h58
A falência moral do Direito

O Direito, por essência, é uma ciência humana. Ele nasce do convívio entre as pessoas, das tensões e harmonias que emergem da vida em sociedade. No entanto, é cada vez mais comum encontrar profissionais do Direito que se limitam à técnica, às fórmulas jurídicas e às decisões automatizadas dos tribunais. Falta-lhes algo fundamental: a compreensão profunda do ser humano e da sociedade.

Uma boa formação humanística não é um luxo — é uma necessidade vital para quem deseja exercer o Direito em sua plenitude. O advogado, o juiz, o promotor ou o mediador que não estudam História, Filosofia e Política correm o risco de se tornar meros operadores de normas, e não intérpretes da realidade.

A História ensina que o Direito é fruto de contextos sociais e políticos específicos. Cada lei carrega em si o espírito de uma época. A Filosofia nos mostra o fundamento ético e racional das normas, e a Literatura, por sua vez, revela as paixões, os dilemas e as contradições humanas que nenhum código é capaz de traduzir integralmente.

Compreender a Política é igualmente essencial. Afinal, o Direito é o instrumento pelo qual a sociedade organiza o poder, estabelece limites e busca a justiça. Ignorar a política é fechar os olhos para as forças que moldam o próprio Direito.

Os grandes juristas e pensadores sempre foram, antes de tudo, humanistas. Aristóteles, Cícero, Santo Tomás de Aquino, Montesquieu e Tocqueville compreenderam que a justiça não se constrói em abstrato — ela nasce do conhecimento da alma humana e da vida coletiva. Por isso, o profissional do Direito precisa beber nessas fontes clássicas, nas obras que moldaram a civilização e ensinaram o homem a pensar sobre si mesmo.

Um advogado que lê Dostoiévski entende a profundidade do conflito moral. Um jurista que estuda Platão e Aristóteles aprende a buscar a ordem e a virtude. Um profissional que conhece Maquiavel e Hannah Arendt compreende o poder, a ação e a responsabilidade.

Em tempos de especializações e respostas rápidas, defender uma formação humanística pode parecer antiquado. Mas é justamente o contrário: é o que mantém o Direito vivo e humano. A técnica muda, mas os fundamentos permanecem. E quem domina as humanidades enxerga além das letras frias da lei — vê o homem por trás do processo, a sociedade por trás da norma e a história por trás de cada decisão.

Sem o olhar humanístico, o Direito se torna apenas um mecanismo. Com ele, transforma-se em instrumento de justiça e civilização.


Evandro Barros
Advogado e Professor de Humanidades
Doutorando em Políticas Sociais – UENF
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Live Especial
31/10/2025 | 14h50
Live Especial – O Estoicismo no Cristianismo

Nesta sexta-feira, 31 de outubro, às 20h, teremos uma conversa profunda e inspiradora no Instagram @drevandrobarros
sobre um tema que une filosofia e fé:
“O Estoicismo no Cristianismo.”

Nosso encontro contará com a presença do Dr. Evandro Barros e da Pastora Elen Ressiguier, dois convidados especiais que irão dialogar sobre como os princípios do estoicismo, como a serenidade diante das adversidades, o domínio das paixões e a busca pela virtude, se relacionam e dialogam com os ensinamentos cristãos.

Será uma oportunidade única de refletir sobre:

Como o pensamento estoico influenciou o cristianismo primitivo;

De que forma a fé e a razão podem caminhar juntas;

E como aplicar esses valores em nossa vida espiritual e cotidiana.

Prepare-se para uma conversa rica, que vai além da teoria, trazendo sabedoria prática para tempos desafiadores.

Data: Sexta-feira, 31/10
Horário: 20h
Onde: No Instagram @drevandrobarros

Não perca! Convide seus amigos e venha participar desse diálogo entre a filosofia antiga e a espiritualidade cristã.
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Ordem Interior em Tempos de Caos
30/10/2025 | 13h21
 
Ordem Interior em Tempos de Caos

Nos últimos dias, o Rio de Janeiro tem sido palco de episódios de extrema violência, protagonizados por grupos criminosos que impõem o medo e desestabilizam a vida cotidiana.
Sirenes, incêndios, bloqueios e notícias alarmantes tornaram-se parte da paisagem, gerando um sentimento coletivo de insegurança e impotência.

Diante desse cenário, é inevitável perguntar: como manter a serenidade quando tudo ao redor parece ruir?

A resposta pode vir de uma filosofia antiga, mas surpreendentemente atual — o Estoicismo.

Os estoicos, entre eles Sêneca, Epiteto e Marco Aurélio, ensinaram que o verdadeiro poder não está em controlar o mundo exterior, mas em governar a si mesmo.
O caos, por mais brutal que seja, não pode dominar aquele que construiu dentro de si uma fortaleza de razão e ordem.

Como dizia Marco Aurélio em suas Meditações: “O sofrimento vem não das coisas em si, mas da opinião que formamos sobre elas”.

Essa visão não é uma apatia diante da realidade, mas um chamado à lucidez. O estoico não ignora a dor do mundo, mas se recusa a ser arrastado por ela. Mantém a calma, age com prudência e busca o bem onde é possível fazê-lo.

No contexto do Rio, essa sabedoria ganha uma urgência prática. Manter a ordem interior em meio ao descontrole externo é um ato de resistência moral.
É não permitir que o medo se torne senhor da alma. É preservar a humanidade quando tudo parece querer desumanizar.

O cidadão estoico sabe que não pode mudar, sozinho, a estrutura de violência que assola sua cidade. Mas pode mudar a forma como reage a ela: escolher a prudência em vez do pânico, a compaixão em vez do ódio, e a razão em vez da raiva.
Essa escolha, ainda que silenciosa, é o início de toda verdadeira transformação social.

O caos externo não abala quem tem ordem interna e essa ordem, hoje, é mais necessária do que nunca.

Que o Rio reencontre a paz, começando dentro de cada um de nós.
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AS 1000 FACES DE MAQUIAVEL
07/09/2025 | 11h48
O diplomata italiano Nicolau Maquiavel 
Descubra porque Maquiavel é muito mais do que o “maquiavélico” que você já ouviu falar
Você já reparou como, sempre que alguém age com astúcia política, logo surge a expressão “isso é coisa maquiavélica”?
Mas será que Nicolau Maquiavel, esse florentino do século XV, foi realmente apenas o autor de uma filosofia da maldade e da manipulação?
A resposta é: não. Ele foi muito mais do que isso.
O politólogo de Florença. A capital toscana é indissociável da biografia de Maquiavel: aqui trabalhou nos meandros do poder e sofreu com as decisões dos seus governantes.

Maquiavel (1469-1527) viveu em um dos períodos mais turbulentos da história da Itália. Filho de uma família de nobres empobrecidos, recebeu uma sólida formação clássica e se apaixonou por autores como Tito Lívio e Tácito.
Ainda jovem, se tornou secretário da Segunda Chancelaria de Florença, mergulhando de cabeça nos bastidores da política e participando de missões diplomáticas com reis e papas. Foi ali, observando os jogos de poder, que começou a moldar sua visão realista da política.

Quando caiu em desgraça, foi preso, torturado e exilado. E foi justamente no exílio que nasceu “O Príncipe” (1513), sua obra mais conhecida — um livro escrito não em bibliotecas confortáveis, mas em meio a dor, solidão e tentativa de reconquistar espaço político.

Curiosidade: Você sabia que a palavra “maquiavélico” só surgiu porque muitos interpretaram O Príncipe como um manual de trapaças e enganos?
Mas a verdade é que Maquiavel buscava entender a política como ela é, e não como gostaríamos que fosse.
Outros detalhes fascinantes:
Ele foi enterrado na Basílica de Santa Croce, ao lado de gênios como Michelangelo e Galileu.

O verdadeiro destinatário de O Príncipe é até hoje um mistério.

Admirava profundamente Tito Lívio, que inspirou sua outra grande obra: Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio.

O que isso nos ensina?
Que Maquiavel não é só o “malvado” da história. Ele é o pensador que nos convida a olhar para o poder sem ilusões — e, por isso, é impossível compreender política sem passar por ele.

Por que fazer o curso “As 1000 Faces de Maquiavel: para o bem ou para o mal”?

Este curso nasceu como um desdobramento das aulas de Etiqueta Política e se transformou em algo maior: um mergulho nas múltiplas interpretações de Maquiavel. Vamos analisar passagens de O Príncipe e dos Discursos, refletir sobre sua influência até hoje e desfazer mitos que há séculos acompanham seu nome.
Aqui, você vai entender:

Por que Maquiavel é chamado de “pai da ciência política moderna”;
Como suas ideias continuam atuais na arte da política e na ética do poder;
O que líderes, partidos e até corporações ainda aprendem com ele.

Não é um curso para qualquer pessoa. É um espaço reservado a quem deseja pensar a política com profundidade e enxergar além dos clichês.

Se você sente que faz parte desse grupo diferenciado, não perca tempo.
Me chame agora no WhatsApp (22) 99801-0180 e garanta sua vaga.

Pense na frase atribuída ao próprio Maquiavel: “os homens esquecem mais depressa a morte do pai do que a perda do patrimônio”.
No fim do dia, sempre é o conhecimento que faz a diferença, pois ele é o maior patrimônio que você pode conquistar.

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Sobre o autor

Evandro Barros

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