Odvan e Janina Conceição participam de desfile temático de creche de Campos para a Copa do Mundo
11/06/2026 | 14h00
Desfile aconteceu nessa quarta-feira, no Parque Esplanada
Desfile aconteceu nessa quarta-feira, no Parque Esplanada / Foto: Divulgação
Dois personagens vitoriosos do esporte brasileiro prestigiaram uma ação de uma creche de Campos nessa quarta-feira (10). O ex-jogador de futebol Odvan e a ex-atleta de vôlei Janina Conceição participaram de um desfile com profissionais e alunos da Creche Salvador Rangel Lopes, no Parque Esplanada, cujo tema foi a Copa do Mundo de Futebol. Além de mobilizar a torcida para a Seleção Brasileira, o desfile foi usado para abordar os benefícios da prática esportiva desde a infância.

A diretora da creche, Denise Vieira, destacou a importância de aproximar as crianças do esporte desde os primeiros anos de vida.

— É muito importante mostrar os valores que o esporte ensina, como respeito, disciplina e trabalho em equipe. Aproveitamos esse momento especial da Copa do Mundo para incentivar a torcida pelo Brasil e proporcionar uma experiência diferente para as crianças. Também é uma alegria receber atletas que fazem parte da história da nossa cidade e que servem de inspiração — comentou.

A opinião é corroborada pela vice-diretora, Jaqueline Velasco, ressaltando que a presença de Odvan e Janine agregou valor ao desfile por aproximar os alunos de dois atletas multicampeões.

— Foi um momento muito especial para as crianças. Além de vivenciarem o clima da Copa do Mundo, elas puderam conhecer atletas que representam Campos e que são exemplos. Os pais também ficaram muito felizes em participar ao lado desses ícones da geração deles — destacou.

Natural de Campos, Odvan atuou como zagueiro em vários clubes de expressão no futebol brasileiro. Destaque para o longo período no Vasco, pelo qual conquistou a Copa Libertadores da América de 1998, a Copa Mercosul de 2000 e os Campeonatos Brasileiros de 1997 e 2000, entre outros títulos. Pela Seleção Brasileira, foi campeão da Copa América em 1999.

— Fiquei muito feliz e honrado de ter sido convidado para participar desse projeto da Copa do Mundo ao lado das crianças. Seria muito importante se outras escolas e creches também tivessem iniciativas assim — disse o ex-jogador.

A central carioca Janina Conceição, por sua vez, é radicada em Campos há muitos anos. Constam no seu currículo passagens por grandes equipes do voleibol nacional, além do Vicenza, da Itália. Com a camisa do Brasil, ela foi campeã dos Jogos Pan-Americanos de 1994 e do Grand Prix de 1998. Também conquistou outras medalhas importantes, como a de bronze nos Jogos Olímpicos de 2000, e a de prata no Campeonato Mundial de 1994.
Ex-atletas interagiram com alunos, familiares e profissionais da creche
Ex-atletas interagiram com alunos, familiares e profissionais da creche / Foto: Divulgação
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Morre aos 58 anos o destaque carnavalesco Marcelo Moreno
27/05/2026 | 15h39
Marcelo Moreno desfilou em várias escolas de samba, entre elas a Vila Isabel
Marcelo Moreno desfilou em várias escolas de samba, entre elas a Vila Isabel / Fotos: Reprodução
Morreu na manhã desta quarta-feira (27), aos 58 anos, o destaque carnavalesco e cabeleireiro Cleber Marcelo de Araújo Cruz. Popularmente conhecido como Marcelo Moreno, ele atuou por mais de 20 anos no Carnaval, tanto em Campos, sua cidade natal e onde vivia, quanto no Rio de Janeiro, com passagens também por São Paulo e Vitória. Tratava um câncer no pulmão, diagnosticado há alguns anos, e estava internado no Hospital Dr. Beda. O velório vai acontecer na capela A do Campo da Paz, cemitério onde será realizado o sepultamento, às 13h30 desta quinta (28).

Historicamente ligado à cultura popular, Marcelo Moreno passou por várias agremiações carnavalescas campistas, entre elas as escolas de samba Mocidade Louca, Madureira do Turf e Império da Baixada, e o bloco Castelo do Parque Aurora. Em 2011, a Madureira do Turf foi campeã do Grupo Especial das escolas, pela primeira vez, com um enredo em sua homenagem: "Marcelo Moreno, essa luz que irradia". A escola, que reeditou o enredo em 2023, emitiu uma nota de pesar na tarde desta quarta.
— O mundo chora a partida de um dos maiores baluartes, algém que não apenas desfilou conosco, mas que ajudou a escrever a página mais bonita da nossa história. (...) Marcelo não era apenas um enredo, ele era a nossa energia na avenida — diz a nota da Madureira do Turf. 
Marcelo Moreno era membro da Academia Campista de Artes Carnavalescas (Acac), criada em 2024 pelo professor e pesquisador Marcelo Sampaio. Também foi conhecido por coordenar e participar de concursos de fantasias. No Rio de Janeiro, exerceu a função de destaque em escolas de samba como Salgueiro, São Clemente, Beija-Flor, Estácio de Sá, Mocidade Independente, Inocentes de Belford Roxo e Vila Isabel. Era muito identificado com a Vila, pela qual fez vários desfiles, tendo sido destaque de luxo no premiado carro abre-alas de 2020. Em São Paulo, teve uma passagem pela Unidos do Peruche. Também chegou a desfilar no Carnaval de Vitória.
Vários amigos usaram as redes sociais para lamentar a morte de Marcelo Moreno. "Deixa um legado de alegria, amizade e dedicação ao nosso Carnaval e à nossa comunidade. Sua presença marcante ficará eternamente guardada na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo", escreveu a presidente do bloco Castelo do Parque Aurora, Geovana Almeida.
Fora do Carnaval, Marcelo atuou profissionalmente como cabeleireiro, no Rio, chegando a ser o responsável por cortar o cabelo da cantora Alcione durante um período.
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Marcelo Freixo lança autobiografia na Uenf, na UFF e no IFF, em Campos
25/05/2026 | 12h36
Divulgação
O ex-deputado federal Marcelo Freixo desembarca em Campos nesta terça-feira (26) para lançar seu novo livro, "Viver é Perigoso: Minha Travessia no Rio". Trata-se de uma autobiografia, em que Freixo revisita episódios da sua trajetória ao longo das últimas duas décadas. Escrita em parceria com Bruno Paes Manso, a obra é apresentada como um retrato contundente da expansão do crime organizado nas estruturas de poder do Rio de Janeiro.
Estão confirmados lançamentos na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e na Universidade Federal Fluminense (UFF), às 15h e 18h30 desta terça, respectivamente, e também no campus Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF), às 10h de quarta (27).
— A narrativa propõe uma reflexão sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil — diz o material de divulgação do livro, tratado como "um relato pessoal que se entrelaça com a própria história contemporânea do Rio, uma cidade de contrastes, onde cultura, política e violência convivem em tensão permanente". Constam na obra bastidores relacionados ao enfrentamento àavanço das milícias e a resistência no parlamento; e a investigação do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, que foi sua assessora de gabinete.
Natural de Niterói, professor e ativista dos direitos humanos, Marcelo Freixo teve três mandatos como deputado estadual pelo PSOL, de 2007 ao início de 2019. Durante o período, presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das milícias no Rio de Janeiro, tendo inspirado a criação eo professor Diogo Fraga, personagem do filme "Tropa de Elite 2". O ator Wagner Moura, que interpretou o Coronel Nascimento e foi coprodutor do mesmo filme, assina o prefácio de "Viver é Perigoso".
Em 2018, Freixo foi eleito deputado federal como o segundo mais votado do Rio. Migrou para o PSB em 2022, quando se candidatou ao governo do estado e acabou superado por Cláudio Castro (PL). Em 2023, foi nomeado presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e regressou ao PT, primeiro partido ao qual foi filiado. Permaneceu na Embratur até março deste ano, se descompatibilizando dentro do prazo para ser pré-candidato a deputado federal.
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Patrulha Rural coloca aviso de monitoramento sobre placa turística do Mosteiro de São Bento
20/05/2026 | 11h33
Aviso esconde pictograma destinado a visitantes
Aviso esconde pictograma destinado a visitantes / Foto do leitor
Realizado pelo 8° Batalhão de Polícia Militar (BPM) em parceria com a Prefeitura de Campos, a Patrulha Rural presta um importante serviço a agricultores e pecuaristas, inibindo furtos de gado, maquinário, e outros tipos de crime no interior do município. Porém, chama a atenção a falta de sensibilidade em um aviso de monitoramento na localidade de Mussurepe. O local escolhido para instalação foi a placa de identificação do Mosteiro de São Bento, um dos principais pontos turísticos da Baixada Campista.

Um registro do fato foi enviado por um leitor na manhã desta quarta-feira (20). Na foto, é possível ver que a sinalização de monitoramento encobre o pictograma que identifica o Mosteiro como um templo religioso.

O blog apurou que a atuação da Patrulha Rural é elogiada pelos monges que administram o Mosteiro de São Bento, pois aumenta a segurança no local. "O Mosteiro foi invadido no dia 1° de fevereiro por uma pessoa completamente fora de si. Depois da colocação da placa, agora recebemos visitas regulares dos policiais, para ver como está o prédio", conta o padre e assessor de imprensa Dom João Crisóstomo Maria.
Contudo, há de se concordar que o trabalho não seria prejudicado com a instalação de uma placa próxima — e não sobre a destinada aos visitantes bem-vindos.
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Casarão Centro Cultural recebe nesta sexta espetáculo da Cia. Chirulico sobre memória oral
15/05/2026 | 14h52
Artista Anthony Brito é o responsável por contar os 'Causos do Seu João'
Artista Anthony Brito é o responsável por contar os 'Causos do Seu João' / Foto: Divulgação
"Histórias e memórias do nosso povo". Este é o tema central do espetáculo "Causos do Seu João", que a companhia de arte pública e palhaçaria Chirulico, de Macaé, traz a Campos nesta sexta-feira (15). A apresentação está marcada para as 19h, no Casarão Centro Cultural, com entrada gratuita e acessibilidade em Libras. O projeto é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc, via Ministério da Cultura e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
Os "Causos do Seu João" englobam uma proposta de valorização da memória, da oralidade e de histórias que atravessam gerações. O espetáculo é fruto de uma pesquisa sobre histórias repassadas por meio da memória oral, com relatos reais coletados em instituições de longa permanência para idosos em Macaé, Campos e Rio das Ostras. Esses relatos norteiam a atuação do artista Anthony Brito, que utiliza a música e ações lúdicas para repassar ao público as experiências, os afetos e os saberes populares transmitidos pelas histórias em questão.
— A inspiração para o projeto dialoga com o pensamento do filósofo Walter Benjamin, que compreende a experiência como uma sabedoria transmitida entre gerações. Assim, “Causos do Seu João” transforma lembranças em cena e dá protagonismo às narrativas de pessoas idosas, valorizando histórias que muitas vezes permanecem invisibilizadas — informa a Cia. Chirulico.
As histórias que compõem o espetáculo também foram registradas em livros, que são distribuídos à plateia ao final das apresentações. Outra ação compensatória ao patrocínio da Política Nacional Aldir Blanc é o plantio de 35 mudas de árvores no Tayra Eco Parque, em Rio das Ostras.
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Ministro dos Transportes anuncia multifaixas na BR 101 em Campos para 2027
12/05/2026 | 15h54
Foto: Rodrigo Silveira
"Já no ano que vem, vamos aplicar multifaixas em Campos". Foi o que prometeu o Ministro dos Transportes, George Santoro, em entrevista publicada nessa segunda-feira (11) pelos jornais O Globo e Extra. O anúncio integra o pacote de modernizações previstas para a BR-101 Norte, que liga a Região Metropolitana do Rio de Janeiro ao Espírito Santo. Na própria segunda-feira, foi assinada a ordem de serviço para a concessionária Arteris iniciar as melhorias ao longo dos 322,1 quilômetros, previstas na repactuação de um contrato de R$ 10,18 bilhões.
— A longo prazo, queremos dar uma solução definitiva para os contornos de Itaboraí e de Campos. Já no ano que vem, vamos aplicar multifaixas em Campos. Sabemos que não resolve (os congestionamentos), mas vai melhorar — disse George Santoro.
Na mesma entrevista, o ministro destacou que começam nesta terça-feira (12) as obras de duplicação da pista de Macaé a Rio das Ostras, bem como a instalação de uma terceira faixa, dos dois lados, de Niterói a Itaboraí, aliviando o engarrafamento de saída e chegada da Ponte Rio-Niterói. Posteriormente, haverá a recuperação do asfalto, incluindo o trecho que corta a cidade de Campos.
— Iniciamos ainda a recuperação total do pavimento, da saída da Ponte até Campos dos Goytacazes, em um prazo de três anos. Não adianta fazer só tapa-buraco. Estamos falando de quase R$ 5 bilhões só nessa primeira fase — pontuou George.
Segundo ele, toda a BR-101 Norte será monitorada por câmeras integradas à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e terá sinal de internet 4G. Em caso de atraso ou não cumprimento pela Arteris, são previstas punições automáticas, como descontos no pedágio. A atual concessão à Arteris tem validade de 22 anos.
— Teremos drones, câmeras e monitoramento integrado. O centro de controle da rodovia vai funcionar como um grande centro de operações integrado às forças de segurança. As câmeras terão leitura automática de placas — afirmou o ministro.
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Livro com crônicas de Elso Venâncio e Péris Ribeiro será lançado no próximo dia 25
07/05/2026 | 15h15
Fotos: Reprodução
Conhecido por seu texto refinado e pela inabalável memória, o jornalista esportivo e escritor Péris Ribeiro deixou pré-pronto o seu quarto livro, antes de morrer, em julho do ano passado, aos 80 anos. Trata-se de "Mensagens da Bola...", cuja autoria é dividida com o radialista Elso Venâncio, que estreia na literatura impressa. Com publicação pela editora Rebento e lançamento marcado para o próximo dia 25, a obra reúne crônicas publicadas por Elso e Péris no site Museu da Pelada. A cerimônia de apresentação vai acontecer no Capitu Café, onde ficava casa do escritor Machado de Assis, no bairro carioca do Cosme Velho, das 18h às 21h. Posteriormente, também haverá um lançamento em Campos, cidade natal dos autores.
Ao todo, são 32 textos, 16 de cada autor, quase todos escritos no período de 2021 a 2023. Dois deles abordam times de futebol históricos, como o Santos dos anos 1960 e a Seleção Brasileira de 1970. Outros revisitam episódios protagonizados por personagens extracampo, como o preparador físico Paulo Amaral; os dirigentes Eurico Miranda e Castor de Andrade; e expoentes da imprensa esportiva, como Waldir Amaral, José Carlos Araújo, Luiz Mendes, João Saldanha e Armando Nogueira. Também há espaço para abordagens aos bastidores do futebol; à relação entre o esporte e lideranças da política mundial; e ainda a gols específicos que ficaram marcados.
A maioria dos textos, entretanto, se concentra nas carreiras de ex-jogadores. Craques do naipe de Pelé, Garrincha, Didi, Rivellino, Roberto Dinamite, Gaúcho, Romário, Ronaldo, Zizinho, Gérson, Puskás, Maradona, Labruna, Joel Camargo, Reinaldo, Amarildo e Paulo Cézar Caju. Zico é homenageado em um texto de Péris e, de quebra, assina o prefácio do livro, cuja riqueza de conteúdo também é chancelada com depoimentos dos jornalistas Eraldo Leite, Paulo César Vasconcelos, Cahê Mota, Sérgio Pugliese, Aluysio Abreu Barbosa e Saulo Pessanha.
Biógrafo do também campista Didi, Péris Ribeiro trabalhou como jornalista esportivo por mais de 50 anos. Atuou nos jornais A Notícia e Folha da Manhã, de Campos, e se destacou nacionalmente durante a passagem pela revista Placar, até hoje considerada a principal do país no gênero. Como escritor, publicou três edições de "Didi, o gênio da folha-seca" (1993, 2009 e 2014), recebendo com a segunda delas o Prêmio João Saldanha, da Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj), na categoria literatura, em 2011. Também são de sua autoria as obras "O Brasil e as Copas" (1986) e "Em cima do lance" (2001).
Elso Venâncio, por sua vez, venceu várias edições do extinto prêmio Bola de Ouro, instituído pelo jornalista José Jorge e considerado na época o "Oscar imprensa esportiva brasileira". Após começar a carreira aos 16 anos, na Rádio Continental de Campos, passou pela Difusora, antes de migrar para a Rádio Nacional de Volta Redonda. Em 1983, foi transferido para a Nacional do Rio, sendo contratado em seguida pela Rádio Globo, onde se notabilizou, ao lado de José Carlos Araújo e Washington Rodrigues. Entre os muitos furos de reportagem, noticiou em primeira mão a contratação de Bebeto pelo Vasco, em 1989, e a de Edmundo pelo Flamengo, em 1995. Também cobriu in loco três edições da Copa do Mundo, em 1990, 1994 e 1998.
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Campista publica livro com crônicas escritas durante internação para tratar o alcoolismo
30/04/2026 | 20h17
Fotos: Reprodução
Campista radicado no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor João Paulo Arruda lançará no dia 28 de maio o livro "Garrafas ao Mar: Diário de um repórter internado para tratamento de alcoolismo". A obra tem crônicas escritas durante o período de 110 dias em que Arruda precisou trocar o ambiente de uma redação pelo de uma clínica, vivendo episódios de tremores e vômito seco em diversas manhãs.

— São crônicas viscerais, escritas à mão e em tempo real, nas quais (o autor) expõe os fragmentos de sua própria queda, sem autocompaixão — definiu a editora Máquina de Livros, que já abriu a pré-venda nas plataformas da Amazon.

Em "Garrafas ao Mar", João Paulo Arruda conta detalhes do seu dia a dia na clínica. Também fala do tratamento de pacientes com quem conviveu, alguns igualmente dependentes químicos, e outros, tentando vencer o vício por sexo ou jogos. O lançamento acontecerá na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Arruda cursou comunicação social na Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC) e trabalhou nos jornais A Cidade e Folha da Manhã. No Rio, atuou no jornal O Dia e no Expresso, se notabilizando como editor do Extra, em que também assinou a coluna Papo Reto. Seu primeiro livro, “José Gilson contra o trovão”, foi lançado em 2023, contendo contos e crônicas em homenagem ao pai.
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Filme sobre Zico estreia nesta quinta-feira em dois cinemas de Campos
29/04/2026 | 12h36
Foto: Divulgação
Das mais de 400 salas brasileiras de cinema em que o documentário "Zico, o Samurai de Quintino" vai estrear nesta quinta-feira (30), três estão situadas em Campos. Duas delas são do Cine Araújo, no Partage Shopping, que terá sessões diárias às 13h20, na sala 4, e às 14h10, na sala 1. Também estão comfirmadas duas sessões diárias no Guarus Plaza, ambas na sala 3 do Uniplex, às 17h e 19h15. Em ambos os cinemas, o filme estará em cartaz pelo menos até a próxima quarta (6), dia que fecha as programações já divulgadas.
Com direção de João Wainer, "Zico, o Samurai de Quintino" passeia pela vida pessoal e pela carreira do maior ídolo da história do Flamengo, que também marcou época na Seleção Brasileira e no futebol japonês. A partir de uma imersão no museu pessoal do craque, o filme aborda episódios do cotidiano, dos bastidores e muito do que se viu no gramado, com direito a imagens inéditas em Super 8. Além de mostrar conquistas, gols e lances marcantes, a obra também engloba depoimentos de outros expoentes do futebol, como Júnior, Paulo César Carpegiani, Carlos Alberto Parreira e Ronaldo Fenômeno, bem como de familiares do eterno camisa 10 rubro-negro, com destaque à sua esposa, Sandra.
Em várias redes de cinema do Brasil, quem for assistir ao filme na semana de estreia vestindo a camisa do Flamengo terá direito a pagar meia-entrada. O Cine Araújo é uma das redes que adotaram esta promoção. Nas últimas semanas, torcedores do Flamengo encheram salas no Rio de Janeiro para sessões de pré-estreia, levando bandeirões e entoando cantos famosos no Maracanã. "Zico, o Samurai de Quintino" tem distribuição da Downtown Filmes, com produção da Vudoo Filmes e Guará Entretenimento, em coprodução com Globo Filmes, SporTV, Pontos de Fuga e Investimage.
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'Me identifico muito com os desafios dos artistas de Campos', afirma o rapper Marcão Baixada
23/04/2026 | 13h33
Marcão Baixada participou do Festival Para Além das Rimas em Campos
Marcão Baixada participou do Festival Para Além das Rimas em Campos / Foto: Marimba Produções/Divulgação
Natural de São João de Meriti e criado em Mesquita, o rapper Marcão Baixada se destaca por um trabalho que tem como principal característica a conexão entre sonoridade e território. Seu próprio nome artístico evidencia a Baixada Fluminense, de onde veio e que também está muito presente nas suas composições e interpretações. Foram elas que o levaram tanto ao título do evento Take Back the Mic, em Miami, no ano de 2015, e ao palco do Circo Voador, no Rio de Janeiro, quanto a diversos festivais independentes. No último sábado (19), por exemplo, ele participou de uma rodada de negócios no Festival Para Além da Rima (PAR), no Palácio da Cultura, em Campos.
Além de cantor e compositor, Marcão Baixada também é produtor musical, exercendo a função de gerente de artistas e repertório (A&R) da distribuidora One Publishing. Confira abaixo a sua entrevista, pontuada em tópicos.
Identificação com o cenário do rap campista
— Não conheço as batalhas (de rimas) de Campos, mas conheço alguns artistas, principalmente o Zabu, que tem um trabalho incrível, e o próprio Suntizil. Me identifico muito. Tive oportunidade de estar em Campos em 2023, participando de uma atividade parecida, e me identifiquei muito com a realidade de onde parte o trabalho artístico. Quando eu falo do Marcão enquanto rapper e produtor musical, por vir da Baixada Fluminense, eu trago muito essa coisa. Apesar de a Baixada estar na Região Metropolitana do Rio geograficamente, próxima da capital, a gente não necessariamente faz parte dela quando se pensa em mercado da música. Então, existe muito essa demanda, essa necessidade de às vezes precisar se deslocar e sair do nosso território de origem para estar na vitrine. Quando vim a Campos, me identifiquei muito com os desafios, o trabalho de formação de plateia, construção de comunidade e construção de cena. Pelo que percebi na troca com os artistas daqui, são desafios bem parecidos com os que eu tive ao longo da minha carreira, sendo da Baixada. Acabou surgindo uma identificação natural. Tenho acompanhado o trabalho da galera aqui do Norte Fluminense, de Campos e Macaé. E tem uma galera que faz o caminho contrário: em vez de ir para a capital, acaba ficando próximo ali, em Niterói, naquele eixo.
 
Profissionalização e planejamento de carreira
— Eu acho que existe algo a ser superado, mas que parte muito do lugar de formação. O que a gente está vendo hoje são muitos artistas periféricos, de favela, tendo acesso a um mercado e à grana que esse mercado gira. Mas ainda falta uma preocupação legítima com a profissionalização, não só do próprio artista, mas também de quem está no entorno; se cercar de uma equipe profissional. Eu entendo que boa parte das estruturas que têm surgido no rap e no funk tem núcleos familiares ou de ciclos de amigos: o artista conta com um amigo que ajuda fazendo um vídeo no celular, um parente que ajuda na parte da logística, um primo que cuida das finanças... Então, eu sinto muito que falta esse artista conseguir fornecer acesso para que as pessoas que trabalham com ele possam se capacitar, ter um caminho de longevidade nessas carreiras. A gente vê muito o rap sendo associado à ostentação, que faz parte da narrativa da cultura. Mas, eu acho que também é muito importante os artistas pensarem em carreira a longo prazo. Isso vai determinar não só a permanência deles no cenário, mas também a possibilidade de, lá na frente, caso não queiram mais atuar como artistas ou o gênero não esteja mais tão visado comercialmente, pelo menos já ter sido construído um patrimônio, algo com que eles consigam dar continuidade.
 
Barreiras para divulgação na mídia tradicional
— O grande desafio dos gêneros musicais que a gente coloca na caixa da música urbana se dá muito pelo conteúdo explícito. Existe esse ponto. Nem todos os artistas têm uma preocupação, e acho que nem parte só de um lugar de preocupação. Alguns temas abordados acabam impedindo que se consiga furar a bolha da mídia tradicional. Tem muito artista conhecido na internet, famoso nas redes sociais, com muitos números de ouvintes mensais, mas que não é acessado pelo brasileiro que não assina uma plataforma de streaming ou consome conteúdo de notícia de música através das redes sociais. Ainda existe essa barreira. Às vezes, a música é muito explícita, tem muito palavrão ou uma conotação sexual muito evidente, que dificulta a entrada em uma programação de rádio e tudo mais. A galera do funk já tem um pouco mais desse caminho de fazer uma versão light da música, mas a galera do rap no Brasil acaba não fazendo muito esse caminho. É uma provocação interessante, porque no mercado lá fora, principalmente de quem está estruturado em uma gravadora, os álbuns saem tanto com a versão explícita quanto com a que eles chamam de clean. Aqui no Brasil, a gente ainda não tem tanto essa coisa. Acho que parte muito desse lugar do conteúdo explícito.
 
Redução na frequência dos festivais de rap
— Não só no Rio de Janeiro, mas no Brasil como um todo, houve o reflexo da efervescência dos festivais após a pandemia. Na Baixada, a gente lidou muito com as coisas dos festivais de rap; chegou a haver festivais de rock, festivais de flashback revivendo bandas dos anos 1980 e 1990. Pelo menos no contexto da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, isso deu uma saturada, porque estavam acontecendo muitos festivais num período muito curto de tempo. Consequentemente, não havia demanda de público para tantos festivais. Se eu comprei ingressos para dois, três festivais, e ainda tem mais quatro para acontecer, talvez eu não vá ter uma condição financeira para comprar os outros ingressos. Então, acho que as ticketerias e as produtoras sentiram isso. Os artistas, produtores e empresários que tiveram oportunidade de estar performando, tiveram um timingbem certeiro; e quem conseguiu diminuir esse fluxo de eventos evitou o risco de ter prejuízo financeiro, porque, pelo menos no Rio, a gente viu festivais ficando muito vazios de público nos últimos dois anos, com bilheteria baixa. Acho que é mais um comportamento do consumo do que propriamente a performance dos gêneros dentro das line-ups dos eventos.
 
Construção de identidade

— Eu escolhi ter no meu nome artístico o lugar de onde eu venho, que é a Baixada Fluminense, muito por uma busca de quebrar um estigma de que a Baixada é um lugar que só está relacionado a notícias ruins na mídia, casos de violência e tudo mais. Eu consegui entender (a importância de) falar do meu território explicitamente e implicitamente nas minhas músicas. Nem sempre eu falo propriamente da Baixada, mas falo de algo muito peculiar, como mostrar que eu sei o que é Via Light, sei o que é a Dutra e tal. Acaba se gerando uma conexão pela identificação. Eu penso muito no território como identidade; não só do que eu quero comunicar como artista quando posto uma foto ou um vídeo na rede social, mas também em como a sonoridade da música que eu faço reflete isso de alguma forma. Mesmo sendo artista de rap, sempre busquei muito brincar com a coisa de trazer a estética do funk, fazer referência disso nas letras de alguma forma; falar de bandas da cultura do rock, que também foi algo muito presente na minha juventude. Eu vinha de uma cena do município de Mesquita, a Passarela do Rock, que todos os meus amigos frequentavam. A Baixada tem muito dessa coisa de mistura: as tribos conversam. A galera que curte skate curte rap, mas também ouve rock e, se der mole, estava em uma micareta nos anos 2000. Então, tem muito disso na forma como a gente acaba fazendo música vindo da Baixada.
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