Gabriel Torres
24/06/2026 16:38 - Atualizado em 24/06/2026 18:32
Delegada assistente Madeleine Dykeman fala sobre o caso
/
Foto: Gabriel Torres
Foi presa na tarde desta quarta-feira (24), em Campos, a mãe da bebê de dois meses que morreu no Hospital Ferreira Machado (HFM), no último sábado (20), por suspeita de espancamento. Em coletiva de imprensa realizada nesta tarde, a delegada assistente da 134ª DP, Madeleine Dykeman, disse que não há dúvida de que a bebê foi vítima de violência severa. Ela relatou que foi ao Hospital Ferreira Machado e, segundo imagens de tomografia, houve ruptura total do fêmur e quebra de costelas.
A mulher foi convocada para prestar depoimento na delegacia durante a tarde e recebeu voz de prisão. Já pai da criança foi preso nessa terça-feira (23) pelo crime de roubo. Segundo a delegada, a prisão temporária dos dois, pelo período de 30 dias, foi decretada nesta quarta pelo juízo da 5ª Vara de Garantias para que a investigação seja concluída.
No hospital, a delegada disse que ouviu novas testemunhas, que disseram que a mãe da bebê parecia muito negligente, não amamentava e que a deixou no corredor da enfermaria. Em depoimento, o pai afirmou ter visto a mãe dar tapas na bebê por duas vezes, o que não foi confirmado pela mãe, que afirmou ter dado tapas para dormir.
Segundo Madeleine, novas testemunhas serão ouvidas para esclarecer a responsabilidade do pai e da mãe nas agressões.
"Essa investigação é iniciada com tortura, com resultado de morte, mas pode avançar para o crime de tentativa de homicídio. Eles ficarão presos por 30 dias, porque a investigação precisa seguir para apurar absolutamente todos os fatos. Se apenas a mãe participou, se o pai também participou, então novas testemunhas serão ouvidas para que a gente possa concluir com certeza qual é a imputação de cada um. Inclusive, se um deles pode responder pela figura de garantidor, ou seja, que teria sido responsável pelo dever de proteger e que de fato não fez", disse a delegada.
Em relação à denúncia de negligência médica do Hospital Ferreira Machado (HFM), a delegada afirmou que “os traumas apresentados pela criança são incompatíveis com queda e com qualquer outra coisa que não seja uma agressão severa contra essa criança”. O HFM se posicionou sobre o caso. De acordo com a unidade, a criança recebeu atendimento multiprofissional desde sua admissão, sendo acompanhada por diferentes especialistas conforme a necessidade clínica apresentada.