Corpo de jovem autista é sepultado no Cemitério Campo da Paz
Sob forte comoção, o corpo do jovem Lucas Silva Alves Peixoto, de 22 anos, foi sepultado na manhã desta quinta-feira (28), no Cemitério Campo da Paz, em Campos. Ele era autista de suporte nível 2, tinha esquizofrenia e era assistido na Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE).
Familiares e amigos se reuniram nesta quinta para se despedir de Lucas, que o descreveram como um jovem educado, calmo e dedicado. De acordo com o pai, ele era diagnosticado com esquizofrenia e que sempre o orientava a não passar pelo local onde ocorreu o crime.
Durante o velório, realizado mais cedo na Capela D do cemitério, houve momento de oração e canto de louvor. Instrutoras da APAE disseram que Lucas havia conseguido a vaga na instituição há pouco tempo, cerca de um mês. O avô comentou que era a realização do sonho do jovem conseguir estudar na APAE, onde estava participando da oficina de padaria.
Familiares e amigos se reuniram nesta quinta para se despedir de Lucas, que o descreveram como um jovem educado, calmo e dedicado. De acordo com o pai, ele era diagnosticado com esquizofrenia e que sempre o orientava a não passar pelo local onde ocorreu o crime.
Durante o velório, realizado mais cedo na Capela D do cemitério, houve momento de oração e canto de louvor. Instrutoras da APAE disseram que Lucas havia conseguido a vaga na instituição há pouco tempo, cerca de um mês. O avô comentou que era a realização do sonho do jovem conseguir estudar na APAE, onde estava participando da oficina de padaria.
Lucas foi assassinado a tiros na manhã dessa quarta-feira (27), em Guarus. O crime aconteceu enquanto ele andava de bicicleta na Rua Romualdo Peixoto em cruzamento com a Rua Altino Campos, entre os bairros Custódiopolis e Parque Nova Campos. Segundo o pai do jovem, ele teria saído da Apae e seguia para a casa de um tio, próximo ao local do crime.
Lauro Marcelo Ribeiro é pastor evangélico e primo de Lucas. Ele disse que a família aguarda uma resposta de Justiça após investigação.
"As autoridades cabíveis estão fazendo a parte delas e ficaram de nos dar uma resposta mediante essa fatalidade que aconteceu com o Lucas. A gente entende que foi uma covardia mesmo que fizeram com o menino. Era autista e esquizofrênico também. O que fizeram com ele foi uma covardia tremenda. Um jovem sem maldade, sem envolvimento com nada. Nunca teve envolvimento nenhum com nada disso, era da igreja e eles fazem essa covardia. Eu tenho certeza que as autoridades vão nos dar a resposta", comentou.
O presidente da APAE, Marcos Feri, disse que todos vão guardar na memória o sorriso marcante de Lucas. Ele é pai atípico e comentou sobre a sociedade passar a olhar com mais sensibilidade e carinho para as pessoas atípicas.
"O Lucas era um menino, dono de um sorriso lindo e é essa imagem que nossos colaboradores, a nossa equipe e nossa constituição vai deixar gravada na mente. Dono de um sorriso e de uma alegria. Ele estava conosco por mais ou menos 30 dias, matriculado na instituição, participando das nossas oficinas e estava sendo cuidado. Agora a nossa instituição vai trazer um olhar ainda mais carinhoso, cuidado ainda mais especial para essa família que fica, para administrar essa dor e essa saudade. Eu como pai atípico também, espero esse olhar carinhoso não só da instituição, mas por toda a sociedade", contou.
Já o vereador Leon Gomes, que é um defensor das causas autistas, se solidarizou com a perda da família em seu discurso na tribuna nessa quarta-feira. Ele destacou ainda a importância do uso da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista - CIPTEA.
"Neste momento de tanta dor, quero expressar minha solidariedade aos familiares, amigos e a toda comunidade atípica, que sente mais uma vez o peso da intolerância, da falta de informação e da ausência de conscientização da sociedade sobre o autismo e as deficiências invisíveis. Infelizmente, Lucas foi alvejado por morar em outro bairro e por causa de algo que ele repetiu por não ter entendimento. Mas, como já falei, as deficiências invisíveis não tem cara. Então, não entenderam que aquele menino era autista. Talvez, se tivesse um cordão de identificação naquele jovem, talvez isso poderia ser evitado. Não estou falando que seria, mas poderia ser evitado. Gostaria de fazer essa consideração e fortalecer isso. Nós precisamos avançar nas políticas públicas de inclusão. Pais, identifique os seus filhos. É importante", disse o vereador.
O caso segue em investigação na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Até o momento, não há informações sobre autoria nem motivação do crime.
O caso segue em investigação na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Até o momento, não há informações sobre autoria nem motivação do crime.