Aluna agride diretora do Colégio José do Patrocínio, em Campos
Nesta quarta-feira (13), uma aluna agrediu a diretora do Colégio José do Patrocínio, no Parque Leopoldina, em Campos. O colégio se manifestou e repudiou o episódio. A professora, que pediu para não ser identificada, relatou que a diretora precisou de atendimento médico e que as agressões aconteceram na sala da direção. A agressão foi registrada na 134ª Delegacia de Polícia, que está apurando o caso. Odisseia Carvalho, coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-Campos), se posicionou sobre o ocorrido. A Secretaria de Educação do Rio explicou que a aluna apresentou um quadro de crise psíquica.
Nesta quarta-feira (13), uma aluna agrediu a diretora do Colégio José do Patrocínio, no Parque Leopoldina, em Campos. O colégio se manifestou e repudiou o episódio. A professora, que pediu para não ser identificada, relatou que a diretora precisou de atendimento médico e que as agressões aconteceram na sala da direção. A agressão foi registrada na 134ª Delegacia de Polícia, que está apurando o caso. Odisseia Carvalho, coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-Campos), se posicionou sobre o ocorrido. A Secretaria de Educação do Rio explicou que a aluna apresentou um quadro de crise psíquica.
A professora afirmou que a aluna já vinha apresentando problemas à unidade escolar.
“Essa menina começou a criar problemas, queria sair do colégio e agrediu o porteiro. Ela não obedecia a ninguém”, explicou.
“Essa menina começou a criar problemas, queria sair do colégio e agrediu o porteiro. Ela não obedecia a ninguém”, explicou.
Ainda de acordo com a docente, a diretora iria pedir a transferência escolar da jovem e foi agredida. “Outra aluna foi chamada para intervir, pois os professores não podem ficar se metendo nessas coisas para não ter problemas com a justiça. Depois, o pessoal do abrigo foi à escola, buscou a aluna”, relatou.
Segundo a mesma professora, as aulas foram suspensas e os professores cobram uma solução. “A paralisação vai durar 24 horas; amanhã tudo deve voltar ao normal”. A reportagem do Folha1 enviou um pedido de resposta à Secretaria de Educação do Rio (Seeduc-RJ), que informou que a situação ocorrida na unidade escolar foi prontamente acompanhada pela equipe pedagógica. "A estudante envolvida é menor de idade e apresentou um quadro de crise psíquica, recebendo o devido acolhimento e encaminhamento para atendimento especializado. A direção da escola adotou todas as medidas cabíveis para garantir a segurança da comunidade escolar e prestar assistência aos envolvidos", enfatizou a nota.
Já a comunidade escolar do Colégio Estadual José do Patrocínio manifestou seu mais profundo repúdio ao ato de violência.
“Reafirmamos que a escola deve ser um espaço de respeito, diálogo, acolhimento e segurança para todos. Nenhum educador, gestor escolar ou profissional da educação deve ser alvo de agressões físicas, verbais ou qualquer forma de violência”, informou em nota.
Odisseia Carvalho, coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-Campos), também repudiou qualquer forma de violência no ambiente escolar.
"O Sepe se solidariza com a profissional agredida, colocando-se ao seu lado e reafirmando a necessidade de garantia de segurança, respeito e condições dignas de trabalho para todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação", informou.
Em nota, o Sepe destacou que o episódio evidencia uma realidade que há muito tempo vem sendo enfrentada pela unidade escolar, que atualmente atende cerca de 30 estudantes em situação de acolhimento socioeducativo, muitos deles marcados por contextos de extrema vulnerabilidade social, emocional e psicológica. Trata-se de uma demanda complexa, que exige suporte técnico, acompanhamento permanente e atuação integrada do poder público.
Em nota, o Sepe destacou que o episódio evidencia uma realidade que há muito tempo vem sendo enfrentada pela unidade escolar, que atualmente atende cerca de 30 estudantes em situação de acolhimento socioeducativo, muitos deles marcados por contextos de extrema vulnerabilidade social, emocional e psicológica. Trata-se de uma demanda complexa, que exige suporte técnico, acompanhamento permanente e atuação integrada do poder público.
"Defendemos uma escola pública segura, acolhedora e humanizada, que proteja os profissionais da educação e assegure aos estudantes atendimento digno, especializado e capaz de promover inclusão, cuidado e perspectivas reais de transformação social", finalizou Odisseia.