Diego Dias: "Vamos ter uma cidade melhor"
Cláudio Nogueira, Gabriel Torres e Mario Sergio Junior 13/05/2026 09:51 - Atualizado em 13/05/2026 09:51
Diego Dias, secretário de Serviços Públicos
Diego Dias, secretário de Serviços Públicos / Foto: Divulgação


“O governo Frederico Paes quer manter a sua rua limpa, mas a população precisa entender e ajudar a não descartar lixos e entulhos de forma irregular”, declarou o secretário de Serviços Públicos de Campos, Diego Dias, que participou do programa Folha no Ar, da rádio Folha FM 98,3, nessa terça-feira (12), para falar sobre o novo mutirão de limpeza que foi iniciado pela Prefeitura de Campos em diversos bairros. De acordo com Diego, as ações contam com a participação de várias secretarias unidas, e também a Águas do Paraíba, com o intuito de promover limpeza, retirar entulhos, recompor bueiros, entre outros serviços de melhorias. O secretário também destacou a importância da população para colaborar com a limpeza.
Mutirão de limpeza — “O prefeito Frederico Paes determinou que fosse idealizado um conjunto de ações por várias pastas simultaneamente para resolver alguns problemas, que estão acumulados infelizmente pelo movimento de poucos. Ontem (segunda, 11) foi dado início não só no Santo Antônio, no Parque Imperial. Ontem a gente estava em quatro localidades distintas, duas próximas e outras duas na região de Guarus. Residencial Santo Antônio, Parque Imperial, Santa Helena e Fundão. Concomitantemente foi dado início a esse conjunto de ações. Secretaria de Obras, de Serviços Públicos, de Meio Ambiente e Superintendência de Limpeza Pública, Postura, Agricultura e Águas do Paraíba. Todos nós, com o nosso staff, saímos às ruas para promover limpeza, retirada de entulho, recomposição de bueiros, tapa-buraco, recomposição de fojo, que é aquela fuga de água, tanto por parte da concessionária, quando é responsabilidade dela, quanto da nossa responsabilidade, iluminação pública, que está junto lá nos serviços públicos.
Conscientização — “Todos esses serviços e a postura fazendo o acompanhamento e fazendo um trabalho pedagógico. Qual é o objetivo dessas ações? Além de promover a limpeza, a melhoria, fazer o tapa-buraco, restabelecer a iluminação, aonde porventura está um, dois, três, uma semana com uma luz apagada, é passar para a população que o município, o governo Frederico Paes, está fazendo a parte dele. Mas a gente precisa que o munícipe também faça. Não adianta nada o poder público chegar lá com staff, com máquinas, caminhões, com trabalho pedagógico, informando para a população que, além de alguns desses descartes ser crime, não é tolerado, não pode ser tolerado. As pessoas não têm a noção do dano que isso causa e não é só nos cofres públicos, não. À saúde pública”.
Impactos à saúde — “Às vezes, a gente acha que, poxa vida, aquela rua deu uma chuva mais forte e a rua inundou. Normalmente as galerias entopem pelo lixo descartado de forma irregular pelo entulho deixado próximo às bocas de lobo. E sabe o que acontece? É hoje um lixo, amanhã parte de um entulho. O que acontece com essa galeria? Ela vai entupir. O que vai acontecer? Não tem vazão d’água. E a primeira visualização que se tem por parte da população é a rua cheia. Mas não é só a rua cheia. São os ratos que vão passar a estar naquele ambiente que deveria estar salubre e limpo, mas não está por causa da ação de alguns. Na verdade, o impacto que se dá de forma negativa nos cofres públicos não é só em ter mais equipes limpando, mais equipes fazendo tapa-buraco. É também na saúde pública. Impacta diretamente, porque o nível de saúde desses ambientes, os quais estão, infelizmente, com lixo acumulado, com as águas que se acumulam devido ao lixo dentro das galerias, faz com que a população fique cada vez mais doente. E quem tem que cuidar disso? A saúde pública em sua grande maioria, que grande parte da população tem a necessidade de estar sendo atendido por ela”.
Problemas interligados — “Quando o lixo é depositado de forma irregular, essas galerias vão absorvendo esse lixo. Quando a vazão d’água diminui, o que acontece com a água? Ela vai procurar um lugar para sair e vai acabar rompendo aquela tubulação. Ela vai acabar rompendo, ou quebrando, ou destruindo aquela entrada da água. Aí aquela água, ao invés de passar por dentro da galeria, ela começa a vazar. E você não vê cá fora. Então, lá fora, lateral da manilha, em cima da manilha, começa a criar um vácuo, um espaço. O que acontece? Tráfego de perigo, afunda. E aí as pessoas às vezes falam assim ‘poxa, minha rua está com buraco’. E aí, o que acontece? A ação irregular do munícipe do lixo não só gera a questão da rua inundada, gera o buraco de fojo, gera o problema na boca de lobo, gera a questão da saúde pública. Então, tudo isso está diretamente interligado”.
“Governo quer a rua limpa” — “Qual é o objetivo dessas ações? População, o governo está aqui. Conta com o governo. O governo Frederico Paes quer manter a tua rua limpa, a tua rua acesa, quer trazer o melhor da saúde. O governo quer colocar a agricultura em ordem. Porém, pelo amor de Deus, a população precisa entender e ajudar. Porque o descarte irregular de entulho, toda obra tem que fazer a inscrição, vamos dizer assim, de forma mais popular, na secretaria de Fazenda, pedir a solicitação quando for fazer uma reforma, uma obra nova. A lei determina que, no caso de entulho, tem que se contratar e já vai lá, tem que colocar a empresa que vai ser contratada para retirar aquele entulho. Isso é legislação. Isso é dever do munícipe fazer. E aí o cara acha mais fácil colocar em um reboque e descartar próximo de casa. O lixo tem os dias de coleta. Coloque o lixo para ser coletado. Pouco tempo antes, porque o caminhão é praticamente cirúrgico passando nas ruas, nas avenidas e nos bairros da cidade. Não descarte o lixo de qualquer forma. Quando você coloca o lixo de qualquer forma na frente da tua casa e, infelizmente, der uma chuva, a água vai levar aquilo para a galeria”.
Impacto financeiro — “Pode não parecer, mas o impacto financeiro nos cofres do governo é muito grande. A gente tem que fazer ação desse tipo. E o impacto não é só no recurso e na energia que é gasto para poder consertar o que está sendo feito de forma irregular por parte de alguns munícipes. É uma cadeia negativa. Você gasta o recurso para poder resolver isso. Depois gasta o recurso na saúde para suprir aquela região que está tendo um índice maior de roedores, que está tendo um índice maior de contaminação de água por causa do lixo descartado de forma irregular”.
População — “O que o governo está fazendo agora? Gente, a gente está aqui, a gente vai limpar, a gente vai resolver. Porém, não pode descartar o lixo de forma irregular. Você precisa manter os seus terrenos baldios limpos. Você precisa manter as suas áreas limpas. Então a gente precisa da consciência da população, a gente precisa das ações da população fazendo o seu dever também. Porque é impossível a gente querer colocar nas costas do governo todas as ações, inclusive, que a gente deveria estar tomando para poder fazer as coisas acontecerem da melhor forma possível”.
Trabalho pedagógico — “Ele (Frederico Paes) está buscando fazer diferente. Está promovendo a ação, conscientizando a população e dizendo o seguinte: ‘nós não temos interesse em punir, nós temos interesse em ter você do nosso lado’. Esse é o objetivo dessas ações. A ação é: estamos resolvendo o problema. E população, vem com a gente, faça o seu dever, faça o seu papel, para a gente não precisar tomar a medida extrema que seria a punição. O Frederico Paes está focado exatamente nesse trabalho pedagógico. A gente está fazendo uma ação que está demonstrando o objetivo do governo. Tentando ao máximo trazer a população, conscientizar a população, explicar para ela que, se cada um de nós fizer a nossa parte, nós vamos ter uma cidade muito melhor”.
Doenças — “Os índices, por exemplo, de leptospirose, toxoplasmose, hepatite A e doenças como dengue, chikungunya, algo ligado à transmissão via mosquitos, tem se potencializado no município nos últimos anos. Isso também deriva de quê? Descarte regular de lixo. O lixo vai para a galeria, coloca a água empoçada em algumas vias, ruas, bairros e regiões, e acaba aumentando a quantidade de pessoas infectadas. Quando a população não faz a sua parte, quem sofre na ponta é o governo. Não só em ações como essa de reparo do que não deveria estar acontecendo, mas na saúde pública, que é um gargalo imenso que se tem em tudo quanto é lugar e Campos não é diferente. Então, quando a gente faz uma análise, que às vezes o cara chega e fala assim ‘poxa vida, o cara ficou 30 minutos lá no hospital, a gente precisa de mais cirurgias ortopédicas’. A gente precisa de mais consciência da população, que quando ela não descartar esse lixo de forma indevida, esses índices aqui vão diminuir”.

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