Obra na Pracinha do Sossego segue em andamento e impacta comerciantes de Campos
Júlia Alves 24/04/2026 13:38 - Atualizado em 24/04/2026 16:40
Foto: Júlia Alves

A obra na Pracinha do Sossego, localizada na Rua Tenente Coronel Cardoso (antiga Formosa), esquina com as Ruas Álvaro Tâmega e Luís Sobral, no Parque Tamandaré, segue em andamento e causa transtornos aos comerciantes da região. Iniciada em outubro do ano passado, com prazo inicial de seis meses, a intervenção apresentou problemas na drenagem. No entanto, a Prefeitura de Campos afirma que os trabalhos continuam dentro do cronograma estabelecido. Além disso, comerciantes relataram os prejuízos que têm sofrido devido a tapagem instalada em frente aos estabelecimentos, feita para isolar a praça durante esse período.
Débora Velasco é franqueada de uma rede de lavanderia de autoatendimento. Ela relata os prejuízos causados ao estabelecimento pela falta de visibilidade e comenta que foi solicitada a retirada de parte da tapagem da obra que está na frente da lavanderia.
  • Obra na Pracinha do Sossego

    Obra na Pracinha do Sossego

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“A nossa visibilidade foi perdida. Inclusive, não teria necessidade de ter essa tapagem até a nossa frente, por que a obra é mais pra lá. Nós solicitamos diversas vezes que eles tirassem pelo menos esses três metros dessa tapagem, porque não é feito nada do lado de cá. Eles falaram que não podiam. Fomos na Secretaria de Obras, falaram que iam providenciar, mas até hoje nada. Com essa obra também dificultou muito a questão dos carros pararem, porque como é uma lavanderia as pessoas descem com roupa, então elas descem com peso. Não tem lugar para parar. E, automaticamente, o nosso movimento caiu absurdamente. Porque as nossas contas continuam. Nós temos aluguel, como é uma franquia, nós temos royalties a pagar. Nós temos todo um processo que uma operação exige para poder funcionar”, contou.
Proprietários de um restaurante da região relataram a falta de visibilidade do estabelecimento, já que toda a frente está coberta pela tapagem da obra que, segundo eles, estaria atrapalhando o funcionamento do negócio.
Já Fernanda Riscado é dona de uma peixaria, que funcionava na praça, e também foi impactada pela obra, precisando deixar o local junto com outros comerciantes. Ela encontrou um ponto próximo à praça para continuar com a venda, mas aguarda com expectativa a liberação da praça, mesmo sem saber se poderá voltar a trabalhar no local.
“Desde que começou a obra eu tive que dar meu jeitinho, consegui esse cantinho aqui até a pracinha ficar pronta, mas ainda não sei se eles vão deixar eu ficar lá depois que terminar a obra. Não tem nada certo ainda, mas a gente está aguardando. Seja o que Deus quiser. Todo mundo já me conhece e sabe que eu fico na praça. Todo mundo já está acostumado e fica me esperando, perguntando quando que vamos voltar para lá e eu falo que não sei. Ali tínhamos muita visibilidade, mais do que aqui. Eu saí de lá quando começou a obra em outubro e eles falaram que está previsto para agora em abril. Não achei que demorou muito. Já vi obras demorarem mais. Acho que eles estão no prazo até ajeitar e está ficando muito bonito”, comentou. 
  • Obra na Pracinha do Sossego

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Em nota, a prefeitura informou que a obra já se encontra em etapa avançada de execução e comenta sobre o problema que surgiu. "No decorrer dos trabalhos, foi identificada a necessidade de avaliação de intervenção de drenagem no local, ponto que não constava inicialmente no projeto. A situação foi levantada pela equipe técnica e apurada pela Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Mobilidade", explicou.
De acordo com o secretário da pasta, Fábio Ribeiro, está prevista a realização de uma reunião na próxima segunda-feira (27) para definir os próximos encaminhamentos relacionados a essa demanda, assim como o reforço da execução das próximas etapas da obra.
A Folha questionou a prefeitura à respeito das demais situações citadas na matéria, mas ainda não obteve retorno.

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