Diversas famílias da área da antiga Usina Cambahyba recebem oficialização de posse
Rafael Khenaifes 03/04/2026 09:26 - Atualizado em 03/04/2026 09:36
Ministro Paulo Teixeira discursa em visita nas terras de Cambahyba
Ministro Paulo Teixeira discursa em visita nas terras de Cambahyba / Rafael Khenaifes
Nesta semana, diversas famílias da área da antiga Usina Cambahyba, em Campos, receberam a oficialização de posse por meio dos Contratos de Concessão de Uso (CCU), concedidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Nas redes sociais, a deputada Marina do MST tratou o assunto como uma vitória pela região ser marcada por um conceito histórico. Foram oficializadas 185 famílias do assentamento Cícero Guedes.

"Um dos símbolos mais brutais da ditadura militar brasileira ganha um novo significado. A antiga Usina Cambahyba, no Rio de Janeiro, local utilizado pela ditadura militar para incinerar corpos de opositores do regime, agora se transforma em território da reforma agrária e celebra Cícero Guedes, liderança histórica do MST que foi assassinado dentro da usina em 2013. As 185 famílias residentes no assentamento foram regularizadas pelo Incra, que entregou os Contratos de Concessão de Uso durante cerimônia realizada nesta terça, 31 de março, na Uenf. A mudança representa não apenas o acesso à terra, mas também um gesto histórico", enfatizou a deputada estadual Marina do MST (PT), liderança do movimento e que participou da primeira ocupação de terras realizada pelo MST em Campos, em 1996.
A Usina Cambahyba foi um importante engenho de açúcar que se tornou notório por ter sido utilizado para incinerar corpos de opositores durante a ditadura. Após anos de disputas, a área foi desapropriada por improdutividade e trabalho escravo, sendo transformada em um assentamento do MST (Cícero Guedes) para produção orgânica.

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