Comprador de arma impressa em 3D é alvo de buscas em São Francisco de Itabapoana
12/03/2026 15:09 - Atualizado em 12/03/2026 15:09
Operação Shadowgun
Operação Shadowgun / Foto: Divulgação
 
A Polícia Civil, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) e o Ministério da Justiça realizaram nesta quinta-feira (12) a "Operação Shadowgun", que mira um esquema interestadual de venda de armas fabricadas por meio de impressão 3D. Em São Francisco de Itabapoana, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra uma pessoa identificada como compradora.
Segundo a Polícia Civil, a investigação revelou a atuação de um grupo estruturado dedicado à produção e disseminação de armas de fogo fabricadas por meio de impressão 3D, as chamadas “armas fantasmas”, que não possuem rastreabilidade e podem ser montadas com materiais de fácil acesso. Os agentes cumprem 4 mandados de prisão em São Paulo e 32 mandados de busca e apreensão em 11 estados do país, em endereços ligados aos vendedores e aos compradores.
No Rio de Janeiro, os agentes identificaram 10 compradores espalhados por todo o estado. Além de São Francisco de Itabapoana, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital fluminense. Segundo a investigação, o material bélico teria como destino as mãos do crime organizado, como o tráfico de drogas e a milícia.
Operação Shadowgun
Operação Shadowgun / Foto: Divulgação
Também foi identificado que a organização criminosa produz armamentos no Brasil e os comercializa, prestando consultoria, abastecendo facções criminosas e facilitando o acesso de atores extremistas a esse tipo de tecnologia. Além de financiar as atividades por meio de uma criptomoeda. O material produzido teria sido negociado com 79 compradores, entre 2021 e 2022.
O principal alvo dos mandados de prisão, e líder da organização, produzia carregadores alongados de pistolas de diversos calibres na impressora 3D em sua residência e comercializava o material em uma plataforma de venda on-line.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações apontaram que o principal produto disseminado pelo grupo é uma arma semiautomática impressa em impressora 3D e componentes não regulamentados. O projeto foi divulgado, acompanhado de um manual técnico detalhado e de um manifesto ideológico defendendo o porte irrestrito de armas.
O material circulou amplamente em redes sociais, fóruns e na dark web, criando um verdadeiro ecossistema clandestino voltado à produção e circulação de armamentos não rastreáveis. Além da difusão do projeto, o líder da rede também participava de debates ideológicos, incentivava a produção das armas fantasmas e utilizava criptomoedas para financiar suas atividades.
Fonte: Ascom
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS