Posse da diretoria 2026-2029 abre celebrações dos 30 anos do Sindipetro-NF nesta quinta-feira
Gabriel Torres 01/07/2026 16:55 - Atualizado em 01/07/2026 16:55
Sergio Borges, coordenador geral eleito do Sindipetro-NF
Sergio Borges, coordenador geral eleito do Sindipetro-NF / Foto: Rodrigo Silveira


O coordenador geral eleito do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Sergio Borges, concedeu entrevista exclusiva à Folha da Manhã nesta quarta-feira (1°). Ele e os demais membros da diretoria tomam posse nesta quinta-feira (2), aniversário de 30 anos do sindicato, às 20h, no Clube Cidade do Sol, em Macaé. Com mandato até 2029, ele abordou as principais demandas da categoria e o momento da Petrobras.
Após a posse da nova diretoria, está marcada para o próximo dia 11 de julho uma festa comemorativa em Campos, reunindo trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas, dirigentes sindicais e convidados. O sindicato prepara também o lançamento de um livro e de um documentário sobre a história da entidade, ambos em fase final de produção, reunindo relatos, documentos, imagens e análises sobre as principais lutas, conquistas e desafios enfrentados pelos petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense.
Segundo Sergio Borges, as principais pautas que pretende defender à frente do Sindipetro NF dizem respeito ao fortalecimento da Petrobras, a defesa dos direitos dos petroleiros e a defesa da democracia. Ele citou a necessidade de reestatizar ativos vendidos pela estatal como refinarias, a BR Distribuidora e Liquigás.
"Tem a pauta dos combustíveis a preço justo, que passa por campanha de reestatizar e comprar ativos que foram vendidos para fortalecer a Petrobras, para que esteja a serviço do povo brasileiro e não só para gerar lucro para acionistas. A reposição do efetivo, que passa por chamar os concursados. Tem descontos no nosso Plano de Fundo de Pensão, que é o nosso Petros, por problemas de equacionamento. Queremos parar com esses descontos. O plano de cargos e salários, que precisa ser revisado e atualizado. E ainda outro eixo que a gente gosta de debater sempre é a luta pela classe trabalhadora e pela democracia do Brasil", afirmou.
Sergio Borges também comentou a redução no preço do diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,35 por litro, anunciada pela Petrobras nesta quarta-feira, poucas horas após o Governo Federal confirmar o fim da subvenção ao combustível. Com o fim da medida, o desconto deixa de existir e é compensado pela redução equivalente no preço-base do diesel. Para ele, a pressão para a estatal seguir alinhada ao governo e controlar o preço do combustível não deve ser tarefa apenas do sindicato, mas da sociedade.
“A Petrobras também abaixa o preço do diesel em algumas dezenas de centavos, mas justamente para fazer um movimento casado com o Governo Federal e evitar qualquer aumento na bomba para o consumidor. Por isso a gente defende que a Petrobras continue sendo uma estatal alinhada com o governo e a serviço da sociedade brasileira, porque ela vai controlando o preço do combustível”, disse.
Sobre sua gestão na entidade, o dirigente destacou que é sua característica o diálogo com a base, onde pretende avançar.
"Acredito que consiga avançar no diálogo com a base. Essa é uma característica pessoal minha. Eu gosto de estar o tempo todo conversando com os trabalhadores que a gente representa, o que fortalece e estreita a relação entre o sindicato e os trabalhadores representados. E eu acredito que a representação dos trabalhadores precisa avançar para além dos espaços sindicais. Estou falando que os trabalhadores precisam eleger pessoas que dialoguem com as pautas dos trabalhadores", falou.
Além de defender o fim da escala 6x1, ele também atua pela escala 14x21 com redução de jornada sem redução salarial para os trabalhadores offshore da Bacia de Campos. Já há um projeto de lei apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT) na Câmara Federal, com regime de urgência aprovado.

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