Thiago Virgílio diz que canibalismo político ameaça representação de Campos na Alerj
Saulo Pessanha 01/07/2026 17:28 - Atualizado em 01/07/2026 17:28
 
Desde que, a partir dos anos 90, Anthony Garotinho passou a dar as cartas no cenário político de Campos, candidatos a cada eleição para a Assembléia Legislativa (Alerj), contando com o apoio dele, e do seu grupo, limitam-se a dois nomes.

Assim é que Fernando Leite e Paulo César Martins, candidatos quando Garotinho exercia o primeiro mandato como prefeito, foram eleitos deputados estaduais com o seu decisivo apoio nas urnas.

Para as eleições deste ano, em que Wladimir Garotinho comanda o mesmo grupo político no plano municipal, surge um estremecimento: o apoio vai ser concentrado em torno de Bruno Dauaire, ou dividido com a candidatura de Thiago Virgílio?

O cenário que se apresenta é que Bruno Dauaire contaria, mais uma vez, com o engajamento na campanha por parte de Wladimir, repetindo o feito iniciado em 2014 quando Bruno conquistou o primeiro mandato.

O que em princípio seria um encaminhamento natural, de Wladimir apoiar Bruno, e Garotinho liderar a campanha do vereador Thiago Virgílio, estaria travando. Thiago chega a falar em um "canibalismo eleitoral".

Sem papas na língua, Thiago disse, em entrevista à Folha da Manhã, não querer conflitos, mas que também não foge deles. "Algumas pessoas estão tentando criar dificuldades no processo, quando há espaço para as duas candidaturas".

No desabafo de Thiago, também feito por ele nas redes sociais, o vereador diz que está chegando no seu limite. "Nosso grupo, a cidade e a região precisam da eleição dessas duas candidaturas, quando forem confirmadas. Não vamos tumultuar", assinala.

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