Eraldo Leite - Vinte dias para arrumar a Seleção
11/04/2026 08:58 - Atualizado em 11/04/2026 08:58
CBF divulgação
Fontes quer circulam pelos corredores da CBF me informam que Carlo Ancelotti já teria decidido: Neymar vai para a Copa, com a Seleção Brasileira. Logicamente, está condicionado a ele não sofrer nenhuma lesão até 18 de maio – dia da convocação – mas isso vale para qualquer jogador. O técnico estaria baseado em dois pilares: conhece bem Neymar e sua capacidade técnica, desde os tempos de Barcelona e de PSG, quando foi seu feroz adversário, e sabe do que ele é capaz – jogador que desequilibra jogos; e terá quase 20 dias de preparação, desde a chegada dos jogadores em 25 de maio na Granja Comary, até à estreia contra o Marrocos, dia 13 de junho em Nova Jersey. Nesse tempo de treinos, primeiro em Teresópolis, depois no CT do RB New York, Ancelotti poderá aprofundar seus métodos e encaixar Neymar na equipe. Vai ter muito ”papo-trainning” com o craque de 34 anos, para que ele apresente sua melhor versão na quarta copa do mundo que vai disputar.
Neymar pode ser aquela peça-chave para entrar no decorrer dos jogos e mudar o ritmo da seleção. Não tem que, obrigatoriamente, jogar todas as partidas desde o início. Sua presença no banco de reservas já será uma intimidação ao adversário. Num lançamento, numa falta bem cobrada, Neymar pode desequilibrar para o Brasil. Também é preciso posicionar o atacante mais perto do gol adversário, onde será menos caçado pelos marcadores. O que parece mais difícil é administrar o ego de estrela máxima de Neymar. Ele precisa estar preparado para ser mais um no grupo, imbuído do espírito coletivo. Aí entra o talento de Ancelotti de ganhar o vestiário, e nisso o técnico tem história. No Real Madri tinha que lidar com as estrelas Courtois, Toni Kroos, Modric, Bellingham, Vini Jr., Benzema e Rodrygo para montar um time de 11. Na Seleção Brasileira terá que achar o melhor posicionamento e o melhor momento de cada jogo para escalar Raphinha, Luiz Henrique, Estêvão, Matheus Cunha, Martinelli, Vinícius Júnior e Neymar. Dureza?
Copa do Mundo do México 1986. Sigo o ônibus da seleção da concentração ao estádio em meu carro alugado, numa perseguição frenética, driblando batedores; escapo de bater num carro branco, mas este acerta em cheio um carro da polícia. Esquivei-me fui embora. Chego ao Jalisco junto com a seleção (missão cumprida), mas sou detido por policiais. O carro branco, descaracterizado, era do chefe de polícia de Guadalajara. Pedro Costa nosso coordenador da equipe da Rádio Globo, negocia com os policiais um “câmbio de prisioneiros”. Alegando que eu precisava transmitir o jogo para o Brasil, ele ficou em meu lugar. Muito habilidoso acabou se tornando amigo do “chefão”.

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