Rômulo Gomes e amigos cantam no Sesi Campos
31/08/2016 | 16h09
[caption id="attachment_20" align="aligncenter" width="504"]Rômulo Gomes traz seus trabalhos para Campos (foto: divulgação) Cantor e compositor, Rômulo Gomes apresenta "Entre amigos" (foto: divulgação)[/caption]   Há quem acredite que a cultura em Campos esteja morrendo. Mas, por sorte, existem aqueles que mostram o contrário: bastam iniciativa, paixão e oportunidade para fazê-la funcionar. E, como comprovação, o músico campista Rômulo Gomes, que reside no Rio de Janeiro há 18 anos, estará em sua cidade natal, na noite desta quinta-feira (1º), às 20h, para uma apresentação no Sesi. Com o show “Entre amigos”, o artista mostrará a seus conterrâneos a sua arte e dividirá o palco com parceiros. Para o espetáculo, foram convidados Adriana Medeiros, Matheus Nicolau, Maria Fernanda e Mariana Soares. Delair Ribeiro Gomes, pai de Rômulo, também fará uma participação especial. Nascido em 1966, Rômulo começou a carreira, há 25 anos, como guitarrista em bandas de rock e violonista – com violão de seis e sete cordas – em grupos de chorinho. Atualmente, sua especialidade é contrabaixo. Seu primeiro disco autoral, intitulado "Jeito de ser feliz", foi lançado em 1998. Como instrumentista, ele subiu ao palco com Caetano Veloso, Nana Caymmi, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Francis Hime, Edu Lobo e outros artistas da MPB. Na gravação do DVD “Maricotinha – Ao vivo”, fez um dueto com Maria Bethânia. Por 10 anos, ele participou da banda da cantora baiana. O novo álbum de Rômulo está em fase de pré-produção. Suas composições unem os estilos brasileiro e estrangeiros. - Vou apresentar meu trabalho de cantor e compositor, que vem sendo desenvolvido há muito anos e, curiosamente, pouco apresentei em Campos. Mostro, no show, as minhas músicas, que fazem parte do primeiro CD e do novo projeto. Mas também toco canções de artistas consagrados, com novos arranjos. Com minha assinatura – contou o artista, em entrevista ao blog. A relação com a música começou ainda na infância, quando Rômulo acompanhava o pai, Delair, a apresentações de serestas. “Ele foi minha primeira influência musical. Sempre o acompanhei. Com 17 anos, iniciei meu trabalho com música em Campos, onde fiquei até o final dos anos 80”, contou. No início da década de 90, o campista se mudou para o Rio de Janeiro para começar a carreira de instrumentista. A última apresentação solo de Rômulo em Campos foi há cinco anos. Para a noite, a expectativa do músico é “muito grande”. “Estou muito feliz por tocar na minha cidade natal. Tenho certeza de que o pessoal vai curtir. Convido vocês para uma noite muito interessante.”   Confira, abaixo, um pouco do trabalho artístico de Rômulo: https://www.youtube.com/watch?v=oQsPTy2m844
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Aos leitores
30/08/2016 | 21h21
“O sol nas bancas de revistas/ Me enche de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia?” Na música “Alegria, Alegria”, composta no final dos anos 60, Caetano Veloso faz um questionamento baseado na quantidade de informações a que as pessoas tinham acesso por meio dos jornais impressos, com fatos relacionados a “crimes, espaços, guerrilhas e Cardinales bonitas”. Ainda hoje, a canção continua atual, embora a situação seja pouco pior: sem desejar, por meio não somente dos veículos de comunicação, mas também das redes sociais, os usuários são bombardeados, em todos os momentos, com fotos, vídeos, áudios e matérias sobre diversos temas. De separação de apresentadores até o impeachment da presidente Dilma Rousseff, passando por casos inventados nos feeds de notícia de Facebook para assustar os leitores desprevenidos e pregar peças em jornalistas, o internauta consome mais informações do que o necessário e o saudável, fato que resulta em cansaço mental, emocional e desânimo para compreender dados relevantes e úteis para a formação de seu pensamento. Por isso, é preciso que o profissional da comunicação, lamentavelmente desacreditado, esteja em constante atividade. Para que o consumidor de notícias não fique mais desinformado do que informado; para que não haja enganos espalhados de modo indiscriminado como se fossem verdades absolutas; para que as informações, antes de chegarem ao produto final, sejam filtradas e selecionadas de acordo com o interesse público. Mas, apesar de ser esta a função do jornalista, é necessário que os que atuam na área se policiem para que não caiam no senso comum e no trabalho mecânico. Afinal, o jornalismo é exercício de criatividade (unida à verdade), responsabilidade e ética, com o propósito de servir ao leitor, telespectador e ouvinte, seja por meio do noticiário ou de opinião, que serão dois dos focos deste blog. E que, juntos, façamos um mergulho no mundo real. Mas, com a sua permissão, espero que tenhamos, em algumas ocasiões, o auxílio das artes – literatura, cinema e música – como um meio para compreendermos a realidade.  
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Sobre o autor

Paula Vigneron

pazevedo@fmanha.com.br