Campos para muito além dos Roylties, da teoria à prática com Cristiane Brasil
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                 Com uma população beirando meio milhão de pessoas e 12%(IBGE 2016) com mais de 60 anos, Campos dos Goytacazes recebeu na última semana um reforço para alcançar suas metas para muito além dos Royalties: A Deputada Federal Cristiane Brasil, pesquisadora do envelhecimento saudável e ativo, esteve na cidade para lançamento de seu mais recente livro, Brasil 2050:Desafios de uma nação que envelhece. 
Dentre as perspectivas para o envelhecimento , é necessário que se tenha uma política pública de vanguarda que acompanhe não só o quantitativo de pessoas idosas(60 anos +), mais idosas(acima dos 80 anos), mas a qualidade das ações que a permeiam sejam na mesma velocidade de sua necessidade.
Campos para além dos Royalties requer essa atenção, pois entende-se que cuidaremos cada vez mais das pessoas em suas potencialidades , buscando alternativas vivas e simples de efetivarmos uma rede de proteção social para os que envelhecem.
Saindo da teoria do livro  para prática cotidiana de recursos escassos, Cristiane Brasil trouxe consigo a concretude do ato de através de suas emendas , destinar 957 mil reais para alavancar o desenvolvimento humano e social , para uma Campos mais justa e lépida em atender as necessidades tão urgentes.
Campos para além dos Royalties, é investimento na saúde preventiva através de iniciativas públicas voltadas para o esporte, lazer, cultura e sem dúvidas para o ser humano.
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Divórcio na velhice: a quebra de algo que parecia "pronto"
05/04/2017 | 16h24
Na série Grace and Frankie, Cronos, “o tempo do relógio”, revela-se pelo “peso da idade”: “estou muito velha para namorar”. Ao mesmo tempo Kairós, o tempo vivido, imprime a força, o movimento, a disposição para o recomeçar: “vamos fazer o melhor deste restante das nossas vidas”. Mulheres que envelheceram com seus conflitos, inseguranças, curiosidades e vontade de viver.
 
Cynthia Nunes de Almeida Prado* e Ruth Gelehrter da Costa Lopes
 
Esta breve reflexão tem por finalidade tratar do tema divórcio na velhice, articulando com trechos do texto “Finitude: viver no pesadelo do Cronos ou escolher a benção do kairós?” (Pessini, 2006) e a série americana “Grace and Frankie” (Direção: Tate Taylor e Scott Winant).
A ideia aqui é tratar de questões como a solidão e a insegurança do ser humano, ou seja, a ilusão do “não vou morrer sozinho”. Isto porque se costuma pensar que o casamento na velhice seria algo “pronto” e imutável, quer dizer: se até agora não nos divorciamos, não será agora que o rompimento acontecerá, ainda mais nessa fase da vida.
 
Essa compreensão traz a noção do cuidado de si e para/com o outro. Pessini (2006, p. 70) diz que “[…] cuidar é um desafio que une competência técnico-científica e ternura humana, sem esquecer que a ‘chave para se morrer bem está no bem viver’”.
 
De repente nos vemos diante da difícil tarefa do cuidar de si e do outro (que pode ser, poucas vezes boa, ou enormemente ruim, ou talvez, as duas ao mesmo tempo) e, ainda, com a terrível perspectiva da finitude diante de nós. Em casamentos de longa data, como é o caso das respectivas uniões vividas pelas personagens Grace e Frankie (interpretadas por Jane Fonda e Lily Tomlin), havia um parceiro que poderia, em alguma medida, “auxiliar” nesse cuidado. Com a separação, a princípio inesperada, a quebra do estado vivido até então, muitas vezes leva ao luto, acompanhado da agústia de se ver ainda mais só diante da ideia de “fim de linha”.
 
Na série, as duas mulheres, casadas há 40 anos, são “abandonadas” por seus maridos. Eles pedem o divórcio para se casarem um com o outro, assumindo a homossexualidade. Grace e Frankie são forçadas a viverem juntas, formando assim uma excêntrica amizade. Analisando o modo de vida dos dois casais, vemos que Grace e Robert parecem ter um relacionamento por conveniência, por ser “algo que faz parte da vida” (palavras de Grace), já Frankie possui uma relação de profundo companheirismo com Sol, o que torna a vivência do luto triste e difícil de ser “digerida”.
 
A série retrata a vida dessas mulheres após a separação, mostrando as dores e alegrias vividas, perdas e ganhos a serem experienciados na maturidade.
 
Cronos, “o tempo do relógio”, revela-se pelo “peso da idade”: “estou muito velha para namorar”. Ao mesmo tempo Kairós, o tempo vivido, imprime a força, o movimento, a disposição para o recomeçar: “vamos fazer o melhor deste restante das nossas vidas”.
 
Pessini (2006, p. 66-70) lembra que “Cronos é o tempo das batidas do relógio, a marca implacável da finitude e temporalidade humanas no processo de envelhevelhecimento do nosso corpo. […] Nesta dimensão do tempo, lutamos contra, sentimo-nos facilmente vítimas dele, pois em geral chegamos sempre atrasados e o tratamos como se fosse inimigo”. Em contrapartida, Kairós seria “o tempo das batidas do coração. Na perspectiva de Kairós, temos como tarefa amar a vida pelo tempo, seja o ser ainda sem as marcas do tempo, como o caso do bebê ainda em gestação, o tempo do adolescente rebelde, o tempo do jovem idealista, o tempo do adulto responsável, e por que não o tempo da velhice”.
Grace e Frankie, após o processo de luto, não deixam de viver a vida por Kairós: conhecem novos lugares, reveem antigas amizades e amores, além do extremo companheirismo. Não obstante, não deixam de levar em conta a realidade imposta por Cronos. Com a convivência, elas percebem que não estão sozinhas, se uniram nas perdas e, o que antes era uma relação difícil, torna-se uma grande amizade.
 
A série fala um pouco sobre os sentimentos de pessoas mais velhas que, inesperadamente, se veem sozinhas, sem o companheiro de anos, e ainda tem de enfrentar a complexa tarefa de pensar um novo modo de vida na velhice. Vemos que o partilhar da vida oferece possibilidades, mesmo quando as diferenças estão presentes.
 
Grace e Frankie se tornam companheiras para o que der e vier, amigas de coração, vivem uma relação de profundo afeto e respeito. Mulheres, simplesmente seres humanos que envelheceram com seus conflitos, inseguranças, curiosidades e vontade de viver.
 
Referências :
 
PESSINI, L. (2006). Finitude: viver no pesadelo do Cronos ou escolher a benção do Kairós? In: Velhices, reflexões contemporâneas. São Paulo: SESC: PUC, 2006.
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As culturas & o envelhecimento.
22/03/2017 | 16h16
O rápido processo de envelhecimento populacional brasileiro que experimentamos é um alerta para a necessidade de mudanças que englobem diversos âmbitos da vida. Também é essencial que se pense na valorização da vida daquele que envelhece, mas será que a sociedade entende isso?
A imposição por estilos de vida pré moldados socialmente não funciona para todos. É preciso que faça sentido, que proporcione bem estar, segurança e a certeza de que estamos fazendo algo por nós mesmos, e não apenas respondendo a anseios sociais de “Corpo sarado e magro”. Nosso corpo funciona bem se estamos mentalmente saudáveis e vice versa. Investir em saúde não pode ser apenas matricular-se numa academia e cortar o glúten. Estamos errando nesse ponto.
 
Estamos todos preocupados com a situação da Previdência Social e não é por menos, nosso futuro está em jogo. Como podemos ficar sossegados e tranquilos com um futuro tão incerto e numa fase da vida onde podemos estar mais vulneráveis? Investir financeiramente no futuro é essencial para alcançarmos um longeviver mais seguro e pleno, onde possamos continuar aproveitando a vida como almejamos. Cada vez mais, os jovens se preocupam em investir na previdência social ou privada, guardar na poupança para o futuro, investir em algo que garanta alguma segurança para a velhice. Vamos pensar agora na nossa Previdência Corporal, como andam seus investimentos?
 
É fato que as pessoas estão mais consciente sobre a importância da prática de atividade física e da alimentação saudável. Basta acessarmos qualquer rede social que teremos dicas de como ter um estilo de vida mais saudável. Mas a questão não é essa.
 
Quando investimos nosso dinheiro em algum fundo, o primeiro passo é “Traçar o nosso perfil” como investidor. Podemos ser mais “conservadores ou mais arrojados”, assumindo mais riscos de perdas futuras. Traduzindo isso para nossa dimensão corporal, o ideal seria que também traçássemos nosso “perfil” para adequarmos nosso estilo de vida, que é influenciado pela nossa cultura, valores, possibilidades financeiras, nossos gostos pessoais, ambiente em que vivemos, nossas necessidades específicas etc., para aí sim, optarmos pelo investimento mais adequado. A imposição por estilos de vida pré moldados socialmente não funciona para todos. É preciso que faça sentido, que proporcione bem estar, segurança e a certeza de que estamos fazendo algo por nós mesmos, e não apenas respondendo a anseios sociais de “Corpo sarado e magro”.
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Estilo de vida é fator importante na tendencia ao Alzhaimer
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As atividades cognitivas são importantíssimas para a prevenção do Alzheimer , mas o ESTILO DE VIDA é determinante de grande importância. Confira aí em baixo.

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.

Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Outros fatores importantes referem-se ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.
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Estilo de vida é fator de importante na tendencia ao Alzhaimer
20/03/2017 | 15h51
As atividades cognitivas são importantíssimas para a prevenção do Alzheimer , mas o ESTILO DE VIDA é determinante de grande importância. Confira aí em baixo.

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.

Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Outros fatores importantes referem-se ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.
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Qualidade de vida e Saúde do Idoso
06/03/2017 | 12h27
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a população está vivendo cada vez mais. Por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos que crianças no planeta. O Brasil, que já foi intitulado o País dos jovens, em 20 anos será o sexto no mundo com o maior número de pessoas da terceira idade.

As principais razões para essa elevação na expectativa de vida foram o avanço da medicina e a melhora da saúde e do bem-estar da população. Com o envelhecimento das pessoas, os cuidados físicos e psicológicos com os idosos devem ser redobrados. Afinal de contas, os músculos ficam mais frágeis e as quedas são comuns, além de outros problemas de saúde, que antes não eram frequentes.
A obesidade e o excesso de peso na terceira idade são preocupantes. Especialistas alertam que o excesso de gordura corporal diminui o desempenho físico pela perda da massa muscular, causa instabilidade da postura, dores nas articulações, acelera o processo de envelhecimento e leva a outras patologias, como diabetes e hipertensão. Além disso, pode acelerar o processo de doenças crônico-degenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Há  dois fatores que contribuem para a dificuldade de perder peso com o avançar da idade. O primeiro seria a redução da massa muscular. Após os 40 anos, para cada década perde-se 10% de massa muscular. O que é importante na perda de peso, uma vez que substitui a gordura corporal e aumenta a captação do excesso de açúcar no sangue — que poderá ser estocado na forma de gordura abdominal. Além disso, ela aponta o sedentarismo. A tendência com o avanço da idade é nos mantermos menos ativos, ou seja, reduzirmos a prática de atividades programadas.

O envelhecimento ativo e saudável consiste na busca pela qualidade de vida, por meio de uma alimentação adequada e balanceada, da prática regular de exercícios físicos, convivência social, busca por atividades prazerosas e que diminuam o estresse. Um idoso saudável tem sua autonomia preservada, tanto a independência física como a psíquica. O apoio da família também é essencial para que vivam felizes.

Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3,2 milhões de mortes todo ano são atribuídas à atividade física insuficiente. O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global, responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas.


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As Super marcas se curvam aos que ewnvelhecem
15/02/2017 | 15h25
Ao longo do tempo, as principais marcas do Mundo do Running já fizeram anúncios históricos e comoventes. O mais recente, “Break Free”, é da responsabilidade de jovem estudante de 26 anos para a Adidas.

O vídeo chegou a ser rejeitado pela Adidas, mas devido a repercussão a marca acabou por mudar de ideia.Confira aqui.

É um vídeo que dificilmente não ficará na memória de todos os corredores, principalmente por transmitir muito do que a modalidade representa para todos, mesmo numa idade mais avançada. Quem ficar indiferente a este anúncio, não sabe realmente o que significa ser um corredor.
 
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Universidade do Porto Recebe Cristiane Brasil
15/02/2017 | 15h10
  A troca de experiências é muito importante para construir políticas públicas visando a terceira idade. Participou  de uma reunião com pesquisadores da Universidade do Porto, em Portugal, a convite da instituição portuguesa.
Ao lada da Prof. Dra. Alexandra Lopes, diretora do centro de investigação Instituto de Sociologia, responsável pelos projetos “Programa Amiga das Pessoas Idosas” e o programa “Sprint Proteção Social Investimento Inovador em Cuidados de Longo Prazo” tivemos um debate muito enriquecedor sobre o que Portugal está fazendo em relação ao envelhecimento ativo e outras questões, em um encontro que contou ainda com a Professora. Dra. Fernanda Ribeiro, Diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e também ligada ao tema.
Foi apresentado a eles um pouco da preparação brasileira para o envelhecimento populacional, nossos maiores desafios, e recebemos de volta algo da experiência europeia onde, em certa medida, ele já é uma realidade. Tudo para representar cada vez melhor os interesses dos idosos do nosso país. É da Cristiane Brasil , o Programa que gerou uma rede de proteção social aos que envelhecem na Cidade do Rio de Janeiro, sendo considerado uma inovação em todo Brasil.
 
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Desafios do Envelhecimento vira Livro com a Deputada Cristiane Brasil
08/02/2017 | 16h24
 A Câmara Federal  lançará um  livro sobre desafios do envelhecimento no Brasil
Tema foi discutido com especialista em reunião do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Casa

Billy Boss - Câmara dos Deputados

O Centro de Estudos e Debates Estratégicos (CEDES) realizou palestra sobre os “Impactos do envelhecimento na previdência e a necessidade de reformas”. Dep. Cristiane Brasil (PTB-RJ)Para a relatora do estudo, Cristiane Brasil, idosos precisam de mais inclusão na sociedade.
 
O Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados vai lançar no dia 21 de fevereiro um livro com os resultados do estudo “Brasil 2050 - os desafios de uma nação que envelhece”, relatado pela deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) com o apoio da Consultoria Legislativa da Casa.

Como parte do estudo, o Cedes ouviu nesta terça-feira (7) o diretor-executivo do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo, Nico Schiettekatte, que relatou a experiência da rede de proteção na Holanda.

Segundo ele, a ideia principal é a autogestão, o treinamento e preparo para fazer com que as pessoas sejam responsáveis por suas decisões.

“O envelhecimento saudável será o maior desafio do século XXI. O importante é que os idosos estejam no centro dos cuidados e gerenciem suas próprias vidas, participem da sociedade e sejam donos de seu planejamento de saúde”, explicou.

Inclusão
Para a deputada Cristiane Brasil, há bons exemplos do tratamento da pessoa idosa na Holanda, principalmente quanto à inclusão na sociedade.

“É uma sociedade que se mostra muito mais inclusiva do que a nossa. Em relação à saúde, eles colocam o idoso em centro do tratamento, de acordo com as suas próprias escolhas”, afirmou.

Apesar das diferenças entre Brasil e Holanda, os dois países enfrentarão situações semelhante quanto ao envelhecimento. Em 2050, 30% da população dos dois países terão mais de 65 anos.

A Holanda tem parceria com o Brasil no tratamento de algumas doenças, como o mal de Parkinson, mas Schiettekatte aposta no cuidado de saúde especializado por bairros para melhorar as condições de envelhecimento nos dois países.

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Rosalva Nunes
Câmara dos Deputados
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Demência: uma prioridade de saúde pública
07/02/2017 | 14h07
 
O Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que o projeto de Plano de Ação Global em resposta à Demência como prioridade de saúde pública 2017-2025 seja discutido na 70ª Assembleia Mundial da Saúde – que reúne representantes dos Estados-Membros da Organização, a ser realizada de 22 a 31 de maio deste ano, em Genebra (Suíça). 
O projeto, que tem como base o relatório “Demência: uma prioridade de saúde pública”, foi desenvolvido conjuntamente pela OMS e pela Alzheimer’s Disease International (ADI). A iniciativa de colocar em prática as proposições do plano visa estimular os governos a desenvolverem estratégias para conter o impacto provocado pela demência em suas populações, bem como aumentar a conscientização sobre a demência como uma prioridade de saúde pública.

Sobre demência

Demência é uma síndrome caracterizada por diminuição progressiva da capacidade cognitiva do indivíduo (que inclui memória, linguagem e abstração, entre outros domínios), o que prejudica seu desempenho na realização de atividades diárias. O indivíduo com demência torna-se, cada vez mais, dependente de terceiros para a vida em sociedade e para seus cuidados.

De acordo com a OMS, o número de pessoas vivendo com demência no mundo é de aproximadamente 35,6 milhões. Esse número deve dobrar até 2030 e mais do que triplicará em 2050.

A demência tem repercussões profundas sobre o indivíduo doente, seus familiares e cuidadores, com prejuízos de ordem física, psicológica, espiritual e financeira. De acordo com Claudia Burlá, doutora em Bioética e membro da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos da SBGG, “demência é uma doença com indicação inquestionável de abordagem paliativa, desde o momento do seu diagnóstico. Permite ao especialista a oportunidade de acompanhar por anos a pessoa doente, com o suporte da equipe multidisciplinar, travando uma aliança de cuidado e proteção com os familiares.”

Devido à falta de conhecimento sobre a doença, ela ainda é pouco compreendida pela população e estigmatizada. O diagnóstico costuma acontecer quando a doença já está em fase moderada ou avançada: os familiares demoram a procurar orientação, talvez por acreditarem que “é normal esquecer ao envelhecer”. O encaminhamento tardio ao médico dificulta o cuidado dos indivíduos com demência na fase inicial, quando inúmeras providências importantes já devem ser tomadas, desde orientações jurídicas sobre a perda da autonomia à adaptação de ambientes e a adoção de rotinas que estimulem os potenciais do indivíduo com demência.

Com informações Ascom SBGG e ADI
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