Especialista afirma: A música é um instrumento poderoso contra o Alzheimer!
16/09/2019 | 13h34
A música proporciona imensos benefícios para o nosso corpo e alma. Entre idosos, estudos mostram que a música é responsável por liberar endorfinas, sociabilizar e até mesmo diminuir algumas dores, proporcionando muitos ganhos em diversas outras áreas. Além disso tudo, é um instrumento poderoso contra o Alzheimer! Os benefícios da musicoterapia para pessoas com Alzheimer são gigantescos e, mesmo já sendo conhecidos, os efeitos positivos da música ainda surpreendem o mundo todo!
 
A ligação emocional entre música e o ser humano tem explicações biológicas. A região do cérebro responsável pela música fica muito próxima à área das emoções, contribuindo para tornar tão forte essa associação entre a música e a emoção. Por isso a música é considerada a “linguagem da emoção”.
 
É fundamental que as músicas escolhidas sejam calmas, do agrado do doente e, caso tenham uma ligação emocional com ele os resultados tendem a ser ainda melhores! A música ligada à emoção pode estimular boas memórias e dar sensação de prazer.
 
De acordo com a geriatra Dra. Deborah Casarsa, a memória musical é a última que se perde na demência. “Portanto, viva a música”.
 
Além da música, existem inúmeras outras formas de estimular a pessoa com Alzheimer, inclusive através da religiosidade também, por exemplo, vcê pode estimular o doente até convidando-o para rezar um terço com você, se a pessoa for católica. As possibilidades para estimular o doente são inúmeras!
 
 
 
 
*Dra. Deborah é graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos (1999) e tem especialização em Gerontologia e Geriatria Interdisciplinar pela Universidade Federal Fluminense(2001). Tem vasta experiência em Geriatria com participação em Congressos Nacionais e Internacionais.
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Seus pais podem estar com depressão. Você consegue identificar?
08/09/2019 | 04h35
O mês de setembro abre o diálogo sobre o suicídio. A ideia é quebrar o tabu e abrir os olhos para quem precisa de ajuda à nossa volta, principalmente, os idosos. A terceira idade é marcada, do ponto de vista existencial, pela finitude da vida, que começa com o declínio das funções físicas, sexuais e cognitivas. A morte é natural e faz parte da vida, porém, na prática, a teoria não é tão simples assim. De todas as doenças e transtornos que chegam com frequência nessa etapa da vida, a depressão pode ser um dos mais difíceis de identificar.
A sensação de ‘utilidade’ e o respeito à individualidade de cada um é essencial para o envelhecimento mentalmente saudável. Os filhos não devem “falar” pelos pais em uma consulta médica, por exemplo. Ou mudá-los de casa, pois a que estão “é muito grande”, tirando os pequenos prazeres como cuidar das plantas ou isolar do convívio com os vizinhos antigos.
Os homens, principalmente, têm mais dificuldade em reconhecer que estão deprimidos. Justificam que estão tristes, cansados, têm dores; mas jamais admitem a hipótese de depressão.
O idoso, quando comete suicídio, não é por impulso, como nos jovens, é por decisão própria mesmo. Nessa fase da vida, muitos começam a refletir sobre os objetivos que alcançaram, mas também sobre as perdas. Alguns têm a sensação de dever cumprido. Mas, outros, podem entrar em desespero ao pensar que a morte está se aproximando.
A Organização Mundial de Saúde destaca, no Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde, que o ambiente ideal para envelhecer não leva em conta apenas a mobilidade, habitação e trabalho, mas também a manutenção da autonomia e a possibilidade de contribuir com a comunidade. Algumas épocas merecem mais atenção, como datas de aniversário de morte de alguém importante, datas comemorativas, como o Natal, Dias das Mães ou dos Pais.
FIQUE ATENTO!
É preciso ter mais atenção quando o idoso para de fazer planos, de falar do futuro… Quando começa a avaliar a distribuição de bens, pode ser só alguém organizado ou um suicida?
Procurar um profissional é sempre a melhor opção. Antes de tudo, olhe para o idoso e inclua-o no dia a dia. E não se esqueça: ele tem sentimentos e vontades!
 
 
 
 
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Não ironize seus pais por ter que ajudá-los a usar o computador, eles lhe ensinaram a usar a colher!
01/09/2019 | 23h35
Mundo virtual: um universo que se descortina à frente. É assim que os especialistas que trabalham na orientação de idosos para o uso da tecnologia costumam definir o que acontece com seus aprendizes quando estes passam a usar as redes sociais e seus smartphones. Os especialistas também descrevem os benefícios e dificuldades da imersão dos idosos no mundo da tecnologia. Eles começam a fazer parte de algo novo no qual todos os outros membros da família já estavam inseridos, menos eles!
O número de idosos conectados tem crescido. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, apenas 5,7% das pessoas acima dos 60 anos eram internautas. Em 2013, o número aumentou para 12,6%. Em 2015, do total da amostra, 86% disseram que o celular é o dispositivo mais usado e 78% deles possuem um smartphone; 76% usam o Facebook e somente 9% não utilizam nenhum serviço de comunicação. No entanto, apesar de serem consumidores de tecnologia, a pesquisa mostra que eles não se sentem incluídos no mundo digital. Os entrevistados disseram sentir-se menosprezados pelas empresas de tecnologia e tratados como analfabetos digitais, principalmente pela própria família.
Seus pais te ensinaram a usar a colher. Porque, agora, falta paciência para ensiná-los a usar o smartphone, tablet ou notebook?
A inclusão digital é apenas uma consequência. O maior contato com amigos e familiares – ainda que à distância e de forma virtual – diminui a solidão. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, entidade norte-americana, 50% dos idosos que utilizam a Internet melhoram o contato familiar, social, comercial (por meio da leitura de notícias) e até educacionais – para além do aprendizado da tecnologia, os idosos também passam a realizar pesquisas, a ver filmes e a fazer cursos on-line. Outra grande vantagem na retomada do aprendizado é a atualização cultural e o aumento da autoestima.
O uso das redes sociais amplia o contato e a interação com a própria família, já que muitos passam a se comunicar com maior efetividade e constância com os filhos e netos por meio do smartphone e seus aplicativos de troca de mensagens.
A preferência, de acordo com pesquisas, é clara pelo uso do Facebook e do WhatsApp – sempre no celular. Este último tem uma imensidão de aplicativos, mas os idosos não usam a maioria deles. A principal justificativa é “que não sabem para que serve”.
O aprendizado novo estimula o cérebro, portanto, há inúmeros benefícios cognitivos, afastando os riscos de demência ou doença de Alzheimer. Segundo um estudo da Clínica Mayo, dos Estados Unidos, que acompanhou 1.929 pessoas com mais de 70 anos durante quatro anos, utilizar o computador ao menos uma vez por semana reduz em 42% a probabilidade de o idoso ter problemas de memória e raciocínio. Em comparação, ler revistas reduz em 30%, enquanto trabalhos manuais, como tricô e crochê, em 16%. Os ganhos, portanto, são muitos e vale a pena vencer as barreiras inicias para obtê-los.
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É segunda-feira? Cuidado, você pode morrer!
25/08/2019 | 15h24
Um estudo publicado pelo American Heart Journal trouxe um alerta para todos a população mundial. Segundo uma pesquisa que levou oito anos para ser concluída e analisou mais de 156.000 registros de infarto, o maior risco de sofrer ataques cardíacos acontece às segundas-feiras.
Seguindo a mesma linha, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto analisaram 173.982 mil internações motivadas por distúrbios cardiovasculares. Os resultados mostraram que a segunda-feira é o dia mais propenso para se infartar, com 17% dos casos. Mas por que o risco de se morrer na segunda-feira é tão maior que nos outros dias da semana?
Sentimentos como estresse, descontentamento com a vida e com a rotina ou motivos financeiros costumam aflorar mais fortemente neste período de transição entre domingo e segunda-feira.
De acordo com o Departamento de Doenças Coronarianas da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro (Socerj), o estresse tem se tornado algo constante. Isso faz com que a pressão sanguínea aumente mais, que a pessoa fique mais ansiosa e nervosa, aumentando a frequência cardíaca e levando a uma piora do quadro geral. Some, a isso, o excesso de demanda diário, principalmente de trabalho.
Mas, calma! Não é motivo para você começar a sentir palpitações no peito e a respiração ficar ofegante. O problema geralmente acontece com pessoas que não investem tempo para olhar para suas emoções e trabalhá-las.
A cada dois brasileiros 50+, um é hipertenso
As doenças cardiovasculares são as de maior mortalidade no mundo, superando todas as outras causas de morte, como câncer, traumas ou infecções. A cada cinco óbitos, um acontece devido a problemas no coração.
Uma das principais causas do infarto é a pressão alta, que atinge um em cada quatro brasileiros. A situação é ainda pior para a população acima dos cinquenta anos: um a cada dois brasileiros 50+ sofrem de pressão alta.
Diabetes e obesidade são outros dois fatores que, segundo cardiologistas, caminham de mãos dadas. Resultado de uma população muito sedentária, com uma taxa de atividades físicas muito aquém da desejada, que é de 150 minutos por semana.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Instituto Mongeral Aegon
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Residenciais sênior: vasto e promissor segmento
18/08/2019 | 14h54
Investir no bem-estar e na qualidade de vida para os idosos virou uma excelente opção de negócio. Com o envelhecimento da população – até 2050 serão 2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos - o setor e as oportunidades cresceram nos últimos anos. Diante do sucesso de uma empresa canadense especializada em residenciais sênior, ainda este ano, a cidade de Sertãozinho, em São Paulo, vai inaugurar uma unidade destinada a aumentar a qualidade de vida dos idosos com conceito diferenciado e acolhedor.
 
 
No passado, as redes de franquias brasileiras tiveram um faturamento de quase R$ 175 bilhões, 7% a mais em relação a 2017. O segmento também deu um salto no número de empregos gerados em 2018, chegando a 1,3 milhão, segundo levantamento da Associação Brasileira de Franquias (ABF).
Para a terceira idade, o mercado abrange opções como franquia de home care (cuidados em casa), turismo e passeios, jogos e atividades mentais, além de casas de repouso. O diferencial deste segmento é o treinamento constante da equipe, dos processos e das rotinas. Além disso, o ambiente físico estimula a autonomia dos hóspedes. Tudo realizado com um acolhimento de extremo carinho por uma equipe multidisciplinar, a fim de fazer com que os idosos se sintam em casa.
 
 
*Com informações do site Mapa das Franquias
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Bolsonaro cancela a 5ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa
11/08/2019 | 10h04
No último dia 7, com uma nota oficial endereçada aos Conselhos Estaduais dos Direitos da Pessoa Idosa, o Secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Antônio Fernandes Toninho Costa, descumpriu o vigente Decreto presidencial de 9.620, de 20 de dezembro de 2018, assinado pelo ex-presidente Michel Temer, que convocava a 5ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, para novembro deste ano.
O documento justifica essa medida por alegadas dificuldades dos Estados e pela falta de recursos federais para a não realização da 5ª Conferência Nacional e impõe um adiamento para o próximo ano. As dificuldades nos Estados são fato, mas são também o grande esforço que os conselhos estaduais estão fazendo para realizá-las, como também trabalharam muito centenas de conferências municipais que aconteceram por todo o país, tirando propostas para serem encaminhadas para a Conferência Nacional. Em Campos, a Conferência foi realizada em maio e no encontro foram debatidos quatro eixos temáticos.
Em junho, antes da publicação do Decreto 9893 que desmontou o CNDI, o colegiado em exercício, na ocasião, já tinha garantido parte do recurso, levando em conta os valores apresentados pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, para a realização da conferência. Na 100ª Reunião Ordinária do CNDI, realizada em junho deste ano, foi deliberado que seria usado o recurso do Fundo Nacional do Idoso que estava previsto dentro do Projeto de Cooperação para Fortalecimento e Promoção e Defesa das Políticas dos Direitos da Pessoa Idosa, de aproximadamente R$1 milhão e 400 mil.
As Conferências – municipais, estaduais e a nacional – são um espaço de diálogo e participação social que em muito contribuem com as políticas públicas do estado.
 
 
 
 
Com informações do site Jornal 3ª idade
 
 
 
 
 
 
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Dança: um aliado contra a doença de Alzheimer
04/08/2019 | 13h16
Praticar uma atividade física é importante em qualquer idade. Para quem passou dos 65 então, os benefícios são inumeráveis como o combate à deterioração cognitiva. E, dançar? Também é uma forma de “mexer o esqueleto” e, segundo especialistas, se mover ao ritmo da música é um aliado contra a doença de Alzheimer
A passagem do tempo é inevitável. Porém, é possível evitar uma deterioração maior que o esperado das habilidades cognitivas. Com esse objetivo em mente, cientistas do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas e outras instituições alemãs empreenderam um trabalho que os levou a mostrar que os idosos que se exercitam regularmente podem reverter os sinais de envelhecimento no cérebro. E concluíram que entre todos os tipos de exercício, a dança é a que tem o mais profundo efeito benéfico.
Antigamente, imaginava-se que apenas exercícios como a hidroginástica e a caminhada deveriam ser recomendados aos idosos, por apresentarem impactos físicos limitados e fluxo moderado. Hoje, no entanto, a gama de possibilidades aumentou e a dança cumpre um papel fundamental para o aumento da autoestima dessas pessoas.
Um dos principais diferenciais da dança é o estímulo ao convívio social, algo fundamental para quem chega à terceira idade. Em alguns casos, o idoso pode sentir-se solitário ou abandonado, já que passa mais tempo em casa e não mantém a rotina atribulada de outros tempos. E uma das principais consequências acaba sendo a depressão.
Principais benefícios da dança para os idosos:
– Bem-estar físico e emocional;
– Exercício de vários grupos musculares;
– Ganhos de agilidade e na coordenação motora;
– Melhorias à atividade cardiorrespiratória;
– Estímulo à atenção e à memória;
– Incentivo à concentração e melhora no equilíbrio;
– Ajuda no combate à depressão e melhora a autoestima.
 
 
 
 
 
 
Colaboração: sites Pensar contemporâneo e IBBCA
 
 
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Ginástica para o cérebro. Já ouviu falar?
28/07/2019 | 14h04
 
O cérebro, apesar de ser um órgão requisitado o tempo todo, tem tendência a ser preguiçoso, a funcionar no piloto automático. Por isso, é importante fazer exercícios que desenvolvam as funções cognitivas (memória, concentração, raciocínio e criatividade).
Andar de costas, fazer palavras-cruzadas, ler palavras ao contrário... para que servem estas atividades denominadas neuróbicas ou aeróbicas dos neurônios?
De acordo com especialistas, exercícios simples, que te tiram da zona de conforto, tendem a tornar o cérebro mais ágil e flexível. Podem ser baseados em situações diárias ou até desafios mais complexos.
                                                            Te proponho um desafio
                                Tente algumas das atividades abaixo e me conte como foi a experiência! 
•Ande pela casa de trás para frente;
•Vista-se de olhos fechados;
•Use o relógio no pulso contrário ao habitual;
•Escove os dentes também com a mão contrária da de costume;
•Veja as horas num espelho;
•Troque o mouse de lado;
•Em vez de elaborar uma lista, experimente memorizar o que tem de comprar no supermercado;
•Faça um novo caminho para ir a lugares habituais;
•Ao ler uma palavra, pense em outras cinco que comecem com a mesma letra;
•Selecione uma frase de um livro e tente formar, com as mesmas palavras, uma frase diferente.
 Fonte: Instituto Mongeral Aegon
 
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Relacionamento promissor: idosos e tecnologia
21/07/2019 | 11h22
Idosos e a tecnologia
Idosos e a tecnologia
Internet: palavra ainda considerada "estranha" para muitos idosos. Quando o assunto é tecnologia, logo nos vêm à mente os jovens. Porém, especialistas já registram um crescimento do uso da tecnologia em uma população que até bem pouco tempo era considerada excluída: os idosos. Esqueça aquela ideia de uma pessoa velha, sem expectativa de futuro e com mobilidade limitada. Eles estão chamando atenção pela rápida adesão ao mundo digital. Buscam informação, diversão e encontrar pessoas com objetivos em comum.
Em uma rede social bastante popular, uma página destinada a idosos, soma com quase meio milhão de seguidores. E os números não param de crescer. As mulheres são maioria. O espírito curioso e desbravador as levam ao mundo virtual em busca de dicas de saúde, atividades físicas e culinária. Já os homens preferem usar a grande rede para a leitura de jornais, livros e revistas.
O fato é que a tecnologia ajuda a manter ativa a mente, permite fugir da solidão e da depressão, oferecendo atividades simples como jogos online, ler e se comunicar com outras pessoas pelas redes sociais.
Quando questionados sobre o que mais fazem nas redes sociais, as dicas de saúde ficam logo abaixo do contato com as famílias. Isso significa que os idosos estão usando a tecnologia em prol da saúde. Os idosos de Campos, por exemplo, tiveram a oportunidade de instalar em seus smartphones, no final do ano passado, um aplicativo de saúde que não teve custo nem para o município tampouco para os usuários. O Medex monitora remotamente a saúde do idoso. Ao inserir determinados dados no aplicativo, como glicose e pressão arterial, o idoso recebe orientações valiosas e, em alguns casos, é orientado a procurar um médico.
Em suma, a tecnologia tem mudado para melhor a vida dos idosos.
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Estamos prontos para sermos pais dos nossos pais?
14/07/2019 | 13h53
Nascemos filhos e esperamos sê-los para sempre. Reconhecer, eternamente, nossa meninice nos olhos dos nossos pais. Mas, será que estamos prontos para trocar de lugar nesta relação?
Nossos pais envelhecem. Mas, será que entendemos que as limitações que começam a aparecer com a idade deles não é questão de preguiça? Que não é porque se esqueceram de dar um recado que significa que não se importam com a nossa urgência? Que pedem para repetirmos a mesma frase porque não escutam mais tão bem?
Depois que eles envelhecem já não podemos (ou seria, devemos), dividir nossas angústias e nossos problemas porque, para eles, as proporções são ainda maiores e tudo se desregula: o ritmo cardíaco, a pressão, a taxa glicêmica, o equilíbrio emocional.
Neste momento, começa-se a inverter os papéis de proteção. Passamos a tentar resguardar nossos pais dos abalos do mundo. Porém, enquanto mudamos esses pequenos detalhes nesta relação, ficamos um pouco órfãos. Quanto mais eles perdem memória, vigor, audição; mais sozinhos nos sentimos.
Finalmente, chega o dia em que nossos pais se transformam, de fato, em nossos filhos. Talvez precisemos lembrá-los de comer, de tomar o remédio ou de pagar uma conta. Conduzi-los na rua ou ajudar a se equilibrar. Talvez até alimentá-los, levando o talher à boca.
Nesta trajetória invertida há esperança nas políticas públicas que proporcionam através da Rede de Proteção Social um envelhecimento saudável e ativo. Os filhos devem incentivar os pais a participarem de grupos de interesse mútuo, de convivência, de estimulo à memória, revistas de caça-palavras, oficinas que estimulem as atividades cerebrais etc.
Ser pai dos nossos pais não é uma tarefa fácil. Afinal, não é a lógica da vida. No entanto, aproveite esta oportunidade, agradeça e proponha-se a viver este momento com toda a intensidade.
Sorria diante dos comentários senis ou cante enquanto estiverem juntos. Ouça aquela história contada tantas vezes como se fosse a primeira e faça perguntas como se tudo fosse inédito. Beije-os na testa com toda ternura possível, como quando se coloca uma criança na cama.
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Sobre o autor

Helô Landim

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