Idosos x Calor: como cuidar da saúde no verão.
16/01/2019 | 09h51
   Com o intenso calor do verão, estação do ano geralmente marcada pelas temperaturas elevadas,  são necessários cuidados para manter a saúde do organismo e a qualidade de vida. 
Na velhice o indivíduo pode apresentar uma menor capacidade de se adaptar à elevação dos termômetros devido ao processo de envelhecimento, o que justifica haver uma maior atenção à saúde para evitar problemas como a desidratação e a hipertermia.
    Recomenda-se que, no caso dos idosos, não se pode esperar ter vontade de tomar água para fazê-lo. Eles devem procurar bebê-la com constância, como uma rotina mesmo,fazendo parte do estilo de vida saudável e ativo, preservando suas funcionalidades(ações cotidianas) e claro dando possibilidades de garantir a sua saúde.
A prevenção deve ser feita a partir de cuidados simples e diários. Ingerir pelo menos dois litros de água ou suco por dia, usar roupas leves, preferir alimentos menos gordurosos, passar protetores solares nas áreas dos corpos expostos aos raios solares, são algumas das nossas dicas.para passar o verão com saúde e qualidade de vida:
 
 
1- Beba grande quantidade de água – o ideal é consumir no mínimo 2 litros ao longo do dia
Nos horários de sol forte procure abrigo em lugares cobertos e arejados ou em áreas que possuam ar condicionado;
2- Vista-se com roupas leves, frescas – como as de algodão e cor clara. Óculos de sol e bonés também são aliados na proteção do corpo contra o calor;
3 - Evite atividade física extenuante na parte mais quente do dia (entre as 10 da manhã e às 16 horas) – em especial a prática de esportes ao ar livre neste período;
4-Filtro solar e banhos mais frios são alguns dos cuidados com a pele essenciais;
5-Evite tomar cafeína e álcool, pois são bebidas que contribuem para desidratação;
6-Evite refeições quentes. Privilegie alimentos como as frutas, verduras e legumes, pois são fontes de vitaminas, minerais e fibras, além de serem alimentos mais refrescantes. Sorvetes também devem ser lembrados neste período;
7-Alimente-se com uma frequência a cada três horas.Lavar e armazenar os alimentos de forma adequada ajudam a evitar contaminação, vômitos e diarreia.
8- Lavar e armazenar os alimentos de forma adequada ajudam a evitar contaminação, vômitos e diarreia.
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Envelhecimento: o papel do idoso ativo na sociedade e no mercado de trabalho .
29/12/2018 | 12h17
  Envelhecimento ativo é a capacidade de os idosos continuarem participando da sociedade, por meio do envolvimento em questões sociais, econômicas, espirituais, culturais e cívicas. Quanto mais ativos, mais os idosos conseguem superar as dificuldades.
  Para especialista, o Brasil deveria aproveitar o chamado "bônus demográfico" para estabelecer políticas públicas para sustentar o envelhecimento da população.Em 2002, a OMS, Organização Mundial de Saúde, lançou o Marco Político do Envelhecimento. Em 2015, o Centro Internacional de Longevidade lançou uma publicação incorporando novos conceitos sobre o envelhecimento ativo, principalmente a questão dos direitos dos idosos e da resiliência.

  Segundo o médico Alexandre Kalache, presidente do centro, o envelhecimento ativo é uma visão que garante às pessoas idosas uma participação continuada em questões sociais, econômicas, espirituais, culturais e cívicas.

   O envelhecimento ativo é o que irá garantir a qualidade de vida após os 60 anos, e ele está diretamente relacionado à capacidade do indivíduo de manter a sua autonomia e independência.

   Envelhecer no Brasil tem algumas particularidades, segundo a coordenadora-geral de Saúde da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde, Maria Cristina Correa Lopes Hoffman. Ela lembra que o envelhecimento é muito pessoal e influenciado por vários fatores. No entanto, é um processo com o qual não devemos nos preocupar apenas ao completar 60 anos de idade, mas ao longo de toda a vida.
 Portanto , muito do nosso envelhecimento, de como se dará o nosso processo de envelhecimento será reflexo de como nós estamos cuidando desse nosso processo. Como que nós cuidamos das questões relacionadas à nossa alimentação, à nossa prática de atividade física, a nossa garantia de debate, de espaço, de decisão, de autonomia. Então, são diversos fatores que vão influenciar no processo de envelhecimento. Fatores socioeconômicos, hábitos de vida, aspectos culturais.
 Outro aspecto do envelhecimento ativo é a capacidade laboral. O consultor legislativo Alexandre Cândido tratou do tema "mercado de trabalho" no livro publicado pelo Cedes, Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados.

 Cândido fala sobre algumas das dificuldades enfrentadas pelos mais velhos para se reposicionar no mercado de trabalho."O que acontece é que, hoje, as faixas mais idosas da população, elas têm um maior grau de analfabetismo e acabam competindo com as gerações que já são nascidas na era digital. Óbvio que isso depende da ocupação, do trabalho que vai ser, que aquela pessoa está competindo. Ela vai ter uma grande dificuldade de competição."
 Fato é que não podemos esquecer a educação social continuada,são necessárias  políticas nacionais  educacionais, (assim como há a política nacional de saúde de cuidados) ou de capacitação, podem ser até profissionais, para essa faixa etária mais madura, para que eles consigam permanecer no mercado de trabalho.
 Há ainda a importância da participação sócio cultural do idoso e de quem se prepara para envelhecer, pois é justamente essa participação social que se dá através da empregabilidade da pessoa idosa, do exercício da cidadania, das oportunidades de vida saudável em sua plenitude , que possibilitam o aumento da autonomia, da funcionalidade preservada dando dignidade aqueles que envelhecem.

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Novas Tecnologias e o envelhecimento
08/12/2018 | 18h53
    
     A cada dia, se torna mais expressiva a importância  dos idosos, considerados "imigrantes digitais" , por diversos pesquisadores da área de envelhecimento humano, se familiarizarem com as novas tecnologias. Seja para sair do isolamento que muitas vezes a velhice trás consigo, seja, para estar conectado as mais novas possibilidades de manutenção da vida saudável e ativa.
    Ter um smartphone  com o aplicativo  Medex  pode auxiliar ao idoso monitorar sua saúde, desenvolvendo ações preventivas como  aferição de pressão arterial, glicose, triglirerídeos bem como da das atividades físicas praticadas com monitoramento remoto pelos profissionais de saúde envolvidos no Projeto Medex. 
     Com tecnologia produzida  pela IBM, o aplicativo Medex  entrou no mercado de para atender as demandas das seguradoras de saúde, que interessadas em traçar um perfil do estilo de vida de seus usuários, aderiu de pronto em várias partes do país a utilização dessa ferramenta.
     Coqueluche no mercado das seguradoras e planos de  saúde , o Medex é um conjunto de serviços, com call center personalizado, certificações internacionais no âmbito Acadêmico, proporcionando segurança aos usuários e consideráveis avanços para a população idosa.
    
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Velho Mundo
28/07/2017 | 13h17
Eles inventaram o rock’n’roll, derrubaram tabus, amaram livremente, enfrentaram ditaduras e juraram que seriam jovens para sempre. Mas um dia, ao se olhar no espelho, notaram um rosto juncado de rugas. O corpo já não obedecia aos comandos, a mente pregava peças, aquela vontade louca de mudar os rumos da história aquietou-se. A geração baby boomer — a nascida no pós-guerra, responsável por remodelar o mundo no século 20 — enfim envelheceu.
 
Nunca o globo esteve tão senil quanto agora. São 841 milhões de pessoas com mais de 60 anos, alterando radicalmente o desenho da pirâmide etária — se antes um funil invertido, agora base e topo têm largura semelhante. Em 2020, haverá mais idosos que crianças de até 5 anos, nas projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), que calcula em 2 bilhões o número de anciãos em três décadas, ou 20% dos habitantes do planeta. Enquanto, daqui a 30 anos, a população com mais de 60 vai quadruplicar em relação a 1950, na faixa dos octogenários, o salto será 26 vezes maior.
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Demência e Alzheimer
24/07/2017 | 16h40
O que é demência?
É um quadro neurológico, crônico e progressivo caracterizado por declínio das funções cognitivas com intensidade suficiente para interferir na vida diária e na qualidade de vida.
Demência é a mesma coisa que loucura?
Não. Em geral, a palavra loucura é aplicada para doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia e a psicose. A demência é um quadro neurológico que envolve a perda de neurônios e, consequentemente, das funções a eles associadas. São doenças diferentes, entretanto, na fase mais avançada da Doença de Alzheimer é possível o aparecimento de sintomas como delírios e alucinações, que também são encontrados em pacientes psiquiátricos. Em ambos os casos, é necessário o auxílio de um médico para o uso adequado de medicação, a fim de amenizar tais sintomas.
A Doença de Alzheimer (DA) é considerada demência?
Sim. Há vários tipos de demência e a DA é uma delas. A DA é caracterizada por perdas progressivas de funções cognitivas. Com a evolução da doença, a interferência no cotidiano é crescente, resultando em perda de autonomia e de independência.
Fonte: Associação Brasileira de Alzheimer
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Envelhecimento e seus processos para uma velhice com saude
06/06/2017 | 13h05
  O envelhecimento é um processo que se inicia desde que nascemos. Exatamente por isso diariamente passamos por transformações biológicas que nos levam a necessidade de nos preparar para enfrentarmos os desafios de nos tornarmos parte da fatia da população com mais de 60 anos.
Portanto todos os esforços para a preservação da saúde física e mental, são importantíssimos para que tenhamos uma sociedade mais saudável e preparada para os embates fisiológicos , sociais, previdenciários dentre outros, desse processo chamado envelhecimento, que muitas vezes nos assusta. Isso por que na maioria das cidades desse Brasil, o idoso é visto como alguém que não contribui produtivamente, que não tem como deferia ter sua autonomia preservada.
 Em Campos já são 12% da população de quase meio milhão de habitantes, com mais de 60 anos e dentro em breve esse número vai pular para casa de 20% a 30% nas próximas décadas.
Assim, todas ações contra o sedentarismo, nas diversas faixas etárias, são importantíssimas para a mitigação do pior cenário que poderemos encontrar: Idosos com comorbidades, dependentes de medicamentos, sem a sua funcionalidade preservada dentre outros aspectos.
Nesse sentido, é de relevante importância a política pública inserida pela Fundação Municipal de Esportes, com a realização de programas e projetos que venham contemplar as mais diversas faixas etárias do município.
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Campos para muito além dos Roylties, da teoria à prática com Cristiane Brasil
17/05/2017 | 02h26
 
                 Com uma população beirando meio milhão de pessoas e 12%(IBGE 2016) com mais de 60 anos, Campos dos Goytacazes recebeu na última semana um reforço para alcançar suas metas para muito além dos Royalties: A Deputada Federal Cristiane Brasil, pesquisadora do envelhecimento saudável e ativo, esteve na cidade para lançamento de seu mais recente livro, Brasil 2050:Desafios de uma nação que envelhece. 
Dentre as perspectivas para o envelhecimento , é necessário que se tenha uma política pública de vanguarda que acompanhe não só o quantitativo de pessoas idosas(60 anos +), mais idosas(acima dos 80 anos), mas a qualidade das ações que a permeiam sejam na mesma velocidade de sua necessidade.
Campos para além dos Royalties requer essa atenção, pois entende-se que cuidaremos cada vez mais das pessoas em suas potencialidades , buscando alternativas vivas e simples de efetivarmos uma rede de proteção social para os que envelhecem.
Saindo da teoria do livro  para prática cotidiana de recursos escassos, Cristiane Brasil trouxe consigo a concretude do ato de através de suas emendas , destinar 957 mil reais para alavancar o desenvolvimento humano e social , para uma Campos mais justa e lépida em atender as necessidades tão urgentes.
Campos para além dos Royalties, é investimento na saúde preventiva através de iniciativas públicas voltadas para o esporte, lazer, cultura e sem dúvidas para o ser humano.
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Estilo de vida é fator importante na tendencia ao Alzhaimer
17/05/2017 | 02h26
As atividades cognitivas são importantíssimas para a prevenção do Alzheimer , mas o ESTILO DE VIDA é determinante de grande importância. Confira aí em baixo.

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.

Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Outros fatores importantes referem-se ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.
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Você tem fome de que?
12/05/2017 | 12h21
O Brasil vive um momento de mudança de estado nutricional de sua população. Essa afirmação é constatada em cada nova pesquisa realizada tanto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quanto por outros institutos de pesquisa. Em Campos não é diferente, temos uma população que beira a meio milhão de habitantes, e, 12% dela é de pessoas com mais de 60 anos.
Em contra partida, o número de pessoas com excesso de peso, nas mais diversas faixas etárias, vem crescendo a cada ano no país, desde o público infantil até idosos. Seja nas periferias como nos grandes centros, a obesidade infelizmente vem se alastrando e trazendo consequências sérias para a saúde do indivíduo, o que também compromete sua qualidade de vida.
Apesar desse fenômeno da transição nutricional, os idosos ainda são um grupo de risco para desnutrição, pois com o envelhecimento ocorrem diversas mudanças fisiológicas no organismo, tais como:
– dificuldade para mastigação devido à ausência de dentes ou próteses dentárias mal adaptadas;
– perda de sensibilidade a gostos, associado a uso de múltiplos medicamentos (sob prescrição médica ou não) que pode reduzir a ingestão alimentar do indivíduo.
– dificuldade para engolir alimentos, pela perda de força nos músculos envolvidos na deglutição;
– diminuição da atividade do estômago, gerando dificuldade para digestão dos alimentos e maior tempo de esvaziamento gástrico;
A desnutrição no idoso não ocorre somente porque ele ingere menos alimentos do que suas necessidades corporais, mas está associada fortemente ao seu contexto familiar e social que pode envolver abandono, negligência, isolamento, depressão, maus tratos e outras formas de violência. Infelizmente, essa realidade existe!
Nem sempre o idoso tem fome de comida. A fome, na velhice, atinge dimensões tão profundas que muitas vezes passam despercebidas aos olhos de familiares, cuidadores e de profissionais de saúde.é necessário a criação de uma rede de proteção social para os que envelhecem, serem os autores de suas escolhas.
Para tal , se faz imprescindível a presença do poder público desempenhando  o que é seu papel, políticas públicas voltadas para desenvolvimento humano e social. Essa rede de proteção social a pessoa que envelhece e ao idoso , vem sendo o foco das ações desenvolvidas na atual gestão municipal.
O idoso não quer só comida, ele quer também ser ouvido e ter voz.O idoso não quer só comida, ele quer ser bem atendido em um serviço de saúde, com tratamento digno e humanizado.Não quer só comer, ele quer não ter que sofrer com violência. Quer ter a chance de ser perdoado por erros cometidos no passado.
O idoso tem fome de um lar tranquilo, de uma aposentadoria justa e de ter seus direitos garantidos.Também quer diversão e arte, amar e ser amado… e por que não? Encarar a desnutrição apenas como uma inadequação alimentar é tratar apenas a ponta do iceberg. O que está escondido é bem maior do que o que se mostra.
E você? Tem fome de quê?
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Geração Sanduiche
11/05/2017 | 15h51
Enquanto a atual geração de idosos espera que sejam seus filhos ou outros familiares que se ocupem de seu cuidado, a realidade para atual geração intermediária aponta que serão as instituições públicas e privadas que devem assumir esses cuidados, posto que, cada vez menos os filhos estão dispostos a cuidar dos pais quando estes chegam à velhice, o que revela mais um desafio para a geração sanduíche.
A evolução da sociedade nas últimas décadas produziu, em um sentido demográfico, uma ampliação da longevidade do brasileiro o que tem provocado um aumento do número de gerações coexistindo em um mesmo período histórico e social (em muitos casos também corresidindo). O resultado disso se configura na multigeracionalidade que aflora no contexto de mudanças sócio demográficas, com novos arranjos familiares, um novo padrão de fecundidade, um crescente processo de envelhecimento populacional, e por outro lado uma juventude extensiva (jovens que demoram mais tempo para se emancipar).
Quando a maior longevidade se converte em demanda por cuidados e a juventude em uma dependência mais longa, os ganhos com o alongamento da vida e os de poder compartilhar por mais tempo a convivência com gerações distintas podem se tornar um inconveniente (Ruiz Coloma, 2012).
Isso é especialmente preocupante quando nos referirmos à geração de pessoas de idade intermediária que por sua posição “imprensada” entre duas ou mais gerações pode acabar enfrentando o desafio de fornecer ao mesmo tempo o cuidado aos filhos, aos pais idosos e em alguns casos também o suporte aos netos, em especial no contexto da fecundidade precoce. É o que na literatura especializada tem se denominado por geração sanduíche (Myller, 1981, Zal, 1993, Mota, 2010, Jesus e Wajanman, 2014).
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Sobre o autor

Helô Landim

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