Ídolo eterno do Verdão, Djalma Santos morre aos 84 anos em MG
24/07/2013 | 09h29
[caption id="attachment_675" align="alignleft" width="269" caption="Djalma, orgulho alvi-verde, integrando a primeira Seleção da Fifa"][/caption] A Sociedade Esportiva Palmeiras está de luto pela perda de Djalma Santos. O Site do Clube traz um histórico completo do jogador, um dos mais importantes nomes do futebol mundial, que reproduzo aqui abaixo. O Palmeiras perdeu nesta terça-feira (23)  um dos maiores ídolos de sua história. O ex-lateral-direito Djalma Santos, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira e um dos melhores jogadores de todos os tempos, não resistiu à longa batalha contra os problemas de saúde que o afligiram nas últimas semanas e morreu às 19h30 em decorrência de uma pneumonia grave e de instabilidade hemodinâmica culminando em parada cardiorrespiratória. Eternizado na história do Verdão pelos anos de glória em que defendeu a camisa alviverde (1959 a 1968), Djalma deixa um legado de vitórias e muita saudade nos corações palestrinos. Nascido em Uberaba-MG, no dia 27 de fevereiro de 1929, Djalma Santos atuou por apenas três clubes: Portuguesa de Desportos, Palmeiras e Atlético-PR. Pela Seleção, disputou quatro Copas do Mundo (1954, na Suíça; 1958, na Suécia; 1962, no Chile; e 1966, na Inglaterra), tendo conquistado duas delas. Ao longo de sua carreira, jamais foi expulso de campo, fato que lhe rendeu uma das mais dignas condecorações: o troféu Belfort Duarte. Início de carreira Desde 1948, com apenas 19 anos, Djalma Santos já fazia sucesso defendendo a Portuguesa. Na primeira metade dos anos 50, aliás, o esquadrão da Lusa contava com grandes nomes do futebol – um deles era o craque Julio Botelho, à época conhecido como Julinho. Mais tarde, Djalma Santos e Julinho seriam eternizados por terem formado uma das melhores “alas direitas” já vistas na história do futebol. Juntos, fizeram história na Portuguesa, na Seleção Brasileira e no Palmeiras. Consagração Visto como um dos principais destaques da Lusa, Djalma Santos foi convocado pelo treinador Zezé Moreira para disputar a Copa de 1954 (Suíça), na qual ocupou o posto de titular. Apesar da eliminação precoce da Seleção Canarinho, o lateral-direito foi considerado pela imprensa da época um dos melhores jogadores da competição. Quatro anos depois, sob comando de Vicente Feola, Djalma novamente defendeu a Seleção em uma Copa. Reserva de De Sordi durante a maior parte da competição, assumiu a titularidade justamente na final contra a Suécia e, após a vitória brasileira por 5 a 2, foi eleito o melhor lateral-direito do torneio. Supercampeonato e Primeira Academia Djalma Santos defendeu a Lusa de 1948 a 1959. Quando se transferiu ao Palmeiras, portanto, já era uma estrela mundial. Em reformulação, o Alviverde havia vendido o craque Mazzola para a Itália e embolsado uma quantia capaz de mudar a equipe praticamente inteira. No ano anterior, em 1958, vários jogadores haviam chegado ao Palestra Itália – entre os quais, Romeiro, Chinesinho, Julinho Botelho, Geraldo Scotto, Zequinha, Américo, Ênio Andrade e Valdir de Morais. Integrado ao grupo logo após sua formação, Djalma Santos foi o componente que faltava para o Verdão atingir a forma perfeita e se transformar em uma verdadeira máquina de jogar futebol. Logo em seu primeiro ano envergando a camisa alviverde, Djalma levantou o primeiro troféu no clube: o Paulistão de 1959, cuja final aconteceu em janeiro de 1960, diante do poderoso Santos de Pelé. Tanto ele quanto Julinho, embora já consagrados, almejavam muito o inédito titulo paulista pela importância da competição na época. Eles declaravam isso repetidas vezes e, ao apito final do árbitro, ambos se abraçaram emocionados no campo e gritavam: "Conseguimos"! Após a conquista em cima do time de Pelé, Djalma Santos continuou escrevendo sua história com brilhantismo no Palmeiras. Ao longo de quase dez anos, foi campeão paulista mais duas vezes, campeão brasileiro três vezes e, a cada ano que passava, parecia ter mais disposição. Eterno ídolo Em 1963, o lateral-direito foi o primeiro jogador brasileiro a ser chamado para integrar a Seleção da FIFA, em um jogo contra a Inglaterra. Dois anos depois, o craque esteve presente em uma das mais memoráveis partidas da história do Palmeiras e da Seleção Brasileira, e deixou seu nome registrado na súmula da partida que inaugurou o estádio Magalhães Pinto, o Mineirão. Na ocasião, o Palmeiras foi convidado para representar a Seleção Brasileira por completo, do goleiro ao ponta-esquerda, do técnico ao massagista, inclusive os reservas, num amistoso diante da Seleção Uruguaia. Naquela oportunidade, o Palmeiras (Brasil) venceu a Seleção Celeste por 3 a 1. Mestre na arte de jogar, produzir, sentir, recompor e recriar o esporte. Genial e vitorioso, conseguia com seu espírito natural de líder manter a concentração de todo o grupo, estruturando e organizando a sua genialidade e a dos outros. Ele alimentava a fé e a confiança na vitória de sua equipe diante das dúvidas e dos obstáculos. Para ele não existia derrota nem bola perdida. Djalma Santos era imbatível em jogadas no ombro a ombro e em divididas. Não dava chutão. Era daqueles defensores que encaravam os atacantes e saíam jogando com a bola dominada. Seus arremessos laterais com a mão eram como cruzamentos para a área adversária. Simplesmente incrível. Neste próximo dia 28, o craque completaria 45 anos de sua despedida do Palestra Italia (vitória por 4 a 3 sobre o Cianorte-PR). Deixou a vaga no time para Eurico. Mas jamais foi esquecido. E jamais esqueceu o Palmeiras. No último dia 6, na vitória por 4 a 0 sobre o Oeste, o time alviverde inteiro entrou em campo com uma mensagem de apoio ao ídolo na camisa, com os dizeres #forzadjamasantos. O ex-lateral, emocionado, respondeu: “Saibam que, de certa forma, o Palmeiras nunca deixará de ser a minha casa”. O Palmeiras se orgulha de contar com Djalma Santos em sua galeria de grandes craques, agradece ao ex-atleta pelos anos de serviço ao clube e presta solidariedade aos familiares e amigos. "A comunidade palmeirense está mais triste pela perda de um dos maiores jogadores que vestiram o manto alviverde. Desejamos toda a força aos familiares neste momento difícil", declarou o presidente Paulo Nobre. Números de Djalma Santos pelo Palmeiras: Jogos: 501 Vitórias: 299 Empates: 105 Derrotas: 97 Gols: 12 Principais títulos pelo Verdão: Campeonato Brasileiro: 1960, 1967 (Taça Brasil) e 1967 (Roberto Gomes Pedrosa) Campeonato Paulista: 1959, 1963 e 1966 Torneio Rio-São Paulo: 1965
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Francisco é verbo
22/07/2013 | 16h57
Se mais fraterno eu for, e amar quem comigo caminha, serei. Se meu olhar for doce, e souber cuidar da flor, serei. Francisco serei, se alcançar o irmão que chora e seu pranto acalantar.   Francisco serei, se eu semear a paz, estender a mão.   Francisco serei, se um rosto da América Latina sorrir ao mundo, se minha boca evangelizar, se aceitar a cruz e me puser de pé…   Cante e torne mais Clara a nossa fé.
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Já não se faz mais atacante como antigamente
12/07/2013 | 08h45
Nada maltrata mais do que a tal na nostalgia. No futebol então, ela faz um verdadeiro açoite nas nossas lembranças. Hoje, é comum esse tipo de manchete que vemos na ilustração. Atacante com 20 jogos sem marcar gols. Outro atacante dois anos sem fazer um golzinho. E são atacantes de Botafogo e Fluminense, clubes de ponta do futebol brasileiro. Agora, chega do Sul, notícia de um atacante do Internacional (Maurides) que foi comemorar um gol com um “salto mortal”, acabou com uma lesão grave (ruptura ligamentar no joelho direito) e será submetido a uma cirurgia. O tempo de parada é de três meses. Alguém com mais de 40 anos (como é o caso desse velho nostálgico que vos escreve) se lembra de Roberto Dinamite sem fazer gols durante 20 jogos? Alguém se lembra de Zico, Nunes ou Careca sem marcar por dois anos? Alguém se lembra de Reinaldo lesionado depois de uma comemoração exagerada de um gol? Penso que essa nova turma treina mais a comemoração do que os fundamentos pra fazer os gols. Eles passam mais tempo nos cabeleireiros e nas clínicas de tatuagem do que na convivência com a “amante bola”. O resultado é a medíocre situação dos nossos times de futebol, uma realidade que faz um placar com três gols ser considerado goleada.
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