Rio Branco vestido em verde e branco: vergonha histórica
28/12/2012 | 12h18
[caption id="attachment_548" align="alignleft" width="300" caption="Como um peixe barato, Rio Branco foi jogado nas redes (Foto: Phillipe Moacyr/Folha da Manhã)"][/caption] O caos estabelecido no Rio Branco pela atual diretoria (executiva e deliberativa) - da qual fiz parte até o ultimo mês de outubro, quando tomei a decisão (por amor ao clube) de tirar minha incompetência do caminho para que outro riobranquense tenha a oportunidade de restabelecer uma condição digna ao clube, o que nós jogamos no ralo por conta de um futebol que não passou de medíocre – teve seu apogeu na noite desta quinta-feira (27/12) no Estádio Godofredo Cruz, na “Pelada do Túlio”. O Rio Branco de camisa nas cores verde e branco foi uma das páginas mais ridículas de uma história gloriosa e rica em 100 anos completados no último dia 5 de novembro. Se existe mesmo aquela lenda de mortos que reviram no túmulo de tristeza, os cemitérios de Campos devem estar revirados por bravos homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao clube. Pra não chorar, não tive coragem de ver com meus próprios olhos, coisa que muita gente que apenas se diz riobranquense deve ter feito, quem sabe sorrindo. Quando o Romário também marcou uma pelada contra o Rio Branco, em São Januário, também em busca do milésimo gol e a imprensa mundial acompanhava aquela contagem do Baixinho, eu esperava que o Rio Branco fosse atuar com as cores rosa e preto, só nossas, tradicionais, escolhidas pelos nossos meninos bravos fundadores. Jogamos de meias pretas, calções pretos e camisas pretas. Vergonha do rosa? Pobre Rio Branco. Se alguém me vier com o discurso de que o time que jogou contra o Túlio se tratava de um combinado de jogadores campistas e que o Rio Branco somente emprestou seu nome vai piorar ainda mais esse quadro crítico e ridículo. Um clube de 100 anos não pode se prestar pra esse tipo de bagunça. Não podemos colocar nossos elementos históricos (nome, cores, documentos) numa banca de esquina e vender como se fossem tomates. Nas últimas reuniões do Conselho Deliberativo do clube das quais participei fui rotulado de intransigente. Hoje, não pertenço mais a esse Conselho, como já disse. Mas, se conselheiro fosse teria brigado pra evitar e estaria envergonhado se não conseguisse, assim como deve se envergonhar todo o conselho atual. Não sei se é estatutário, já que o estatuto do Rio Branco está guardado numa caixa preta, o clube não tem sequer um site oficial onde possa disponibilizar suas condutas regulamentares, mas jogar de verde e branco é pelo menos imoral, uma ofensa àquela gente que construiu uma história digna de 100 anos. O Conselho deveria não permitir que o nome do Rio Branco fosse colocado à venda (remunerada ou não, isso não interessa) numa esquina, como foi, feito uma dama da noite. Ah, pra os desavisados, um detalhe importante: eu vou morrer riobranquense, mesmo que minha língua se finde no gume de uma faca.
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A força do futebol paulista
16/12/2012 | 15h16
[caption id="attachment_543" align="alignleft" width="300" caption="Corinthians, o melhor do mundo (foto: Kimimasa Mayama/Efe)"][/caption] Se esse palmeirense viesse com aquele discurso de que torceu pelo Corinthians desde o início da decisão do Mundial na manhã de hoje, contra o Chelsea, seria pego em mentira desnecessária. Mas, confesso que, à medida que o jogo foi rolando e, sobretudo, depois do gol corintiano acabei aderindo e torcendo para que a decisão terminasse logo. Nem sempre o melhor time é aquele que tem os melhores jogadores e esse é o caso do Corinthians, que pode não ter hoje o melhor time de futebol, mas tem a melhor equipe do planeta. Deu gosto ver o Corinthians jogar as competições internacionais desse ano. Está de parabéns o Tite e seus comandados, um grupo unido, que sabe o que quer e sabe onde pode ir e como deve ir. E o melhor da conquista corintiana é ver esse pessoal da crônica esportiva do Rio sem saber o que dizer, com sorriso amarelo, sem graça. Como eles mesmos dizem, os cronistas cariocas são “uns malas sem alça”, que não admitem a superioridade de São Paulo em tudo, sobretudo no futebol. Agora terão que engolir mais um título mundial dos paulistas. São sete contra um, uma verdadeira surra; dá pra fazer uma exposição de troféus a céu aberto, colocando uma taça em cada cartão postal deles (Corcovado, Pão de Açúcar, Copacabana, Ipanema, Teatro Municipal e Lapa). No Maracanã? Não, seria cruel demais. Parabéns Corinthians. Parabéns São Paulo.
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Morre o deputado Sadi Bogado
14/12/2012 | 00h03
[caption id="attachment_538" align="alignleft" width="300" caption="Sadi Bogado: mandato devolvido pelo Congresso Nacional uma semana antes de sua morte (foto: Antunis Clayton)"][/caption] Faleceu na noite desta quinta-feira (13/12), aos 84 anos, o médico e deputado federal Sadi Coube Bogado. Nascido em Nova Friburgo, em 15 de janeiro de 1928, Sadi veio para Campos logo após se formar em Medicina, casando-se com Selma Vital Brasil Bogado, com quem teve sete filhos. Em 1966 foi eleito deputado federal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), tendo o mandato cassado após a edição do Ato Institucional nº 5, em 1968. No último dia 6, teve seu mandato simbolicamente devolvido numa sessão especial do Congresso Nacional.  
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