Nota da Garmin sobre o ataque sofrido
28/07/2020 | 19h41
 
Comunicado da Garmin sobre motivos dos seus serviços ficarem fora do ar por alguns dias, afetando vários segmentos, em especial os desportistas com ausência de dados de treinos como distância e tempo usados em cada modalidade. Também prejudicou outras ferramentas que utilizam o Garmin Connect como forma de entrada para posterior visualização e avaliação de treinos.
Importante observar que há 10 anos atrás não faria nenhuma diferença esta ausência no cumprimento das metas esportivas, já hoje em dia, sem dados em tempo real assim como em tempo posterior, muitos ficaram desmotivados para treinar. Fato.
“A Garmin Ltd foi vítima de um ataque cibernético que criptografou alguns de nossos sistemas na quinta-feira, 23 de Julho. Como resultado, muitos de nossos serviços on-line foram interrompidos, incluindo funções web, atendimento ao cliente, aplicações de usuário final e comunicações da empresa. Imediatamente, a natureza do ataque foi avaliada e foram tomadas medidas para remediá-lo.

Não temos sinais de que se tenha acedido, perdido ou roubado nenhum dado de nossos clientes, incluindo informações de pagamento, de Garmin Pay. Além disso, a funcionalidade dos produtos Garmin não foi afetada além da capacidade de aceder aos serviços online. Os serviços afetados estão sendo restaurados e esperamos retornar às operações normais nos próximos dias.

Como nossos sistemas afetados foram restaurados, estimamos alguns atrasos devido a acumulação de informação. Queremos agradecer aos nossos clientes a sua paciência e compreensão durante o incidente e esperamos continuar oferecendo o melhor serviço e atenção que têm sido a nossa marca e tradição.”
Dúvidas esclarecidas pela empresa:

Quando poderei sincronizar meu dispositivo Garmin com o Garmin Connect?
Temos o prazer de informar que a recuperação de Garmin Connect está de caminho. Queremos agradecer pela compreensão e paciência ao retornarmos à operação normal. O status do Garmin Connect pode ser encontrado aqui.

Alguma informação do cliente foi perdida no Garmin Connect durante o incidente?
Embora Garmin Connect não estivesse disponível durante o incidente, as informações de treinos e wellnes foram salvas no dispositivo e prevemos que todos os dados aparecerão no Garmin Connect assim que o dispositivo for sincronizado.

A minha informação foi afetada pelo incidente?
Não temos sinais de que se tenha acedido, perdido ou roubado nenhum dado de nossos clientes, incluindo informações de pagamento de Garmin Pay

Sou cliente de inReach SOS. O serviço e as mensagens do SOS ainda funcionam?
O InReach SOS e as mensagens ainda estão totalmente funcionais e não foram impactados pelos incidentes. Isso inclui o site MapShare e a página de mensagens. O status de inReach pode ser encontrado aqui.

Os sistemas Garmin Aviation estão totalmente operacionais?
Os sistemas da Garmin Aviation estão totalmente operacionais. Isso inclui as aplicações Garmin Pilot, flyGarmin, Connext Services, fltplan.com. O status de aviação pode ser encontrado aqui.
Bons treinos!
 
Compartilhe
Reis de volta
23/07/2020 | 19h38
 
O professor de natação Luciano Reis, o mais renomado técnico da modalidade na cidade, retorna de mala e cuia para o Tênis Clube de Campos, após breve período em academia, ao qual parece que não deu liga.
Luciano é reconhecido por desenvolver um ótimo trabalho com jovens além de orientar atletas de piscina, águas abertas, triathlon e praticantes recreacionais.
Uma ótima contratação por parte do clube onde torço para que desta vez o sucesso para ambos seja ainda maior. Bons treinos!
Compartilhe
Se sente tonto após treinos ou provas? Entenda!
15/07/2020 | 20h13
 
Por que a tontura é um fenômeno relativamente comum nos esportes de resistência? E por que parece mais provável que ocorra na linha de chegada do que no percurso?
Muitos atletas de resistência experimentam tonturas após corridas ou treinamentos. Anos atrás, a sabedoria convencional era que a desidratação era a principal causa do colapso no final de longas corridas de resistência.
Embora a perda de líquidos e eletrólitos possa muito bem ser um fator que contribui para o que está acontecendo, supõe-se que algo chamado 'Hipotensão Postural Associada ao Exercício' (EAPH) seja muito mais provável de ser culpado na grande maioria dos casos.
Para entender melhor o que é EAPH (e por que isso acontece), é útil apreciar alguns princípios básicos sobre como o fluxo e a pressão sanguínea são regulados durante o exercício.
Quando você se exercita, a pressão arterial tende a aumentar à medida que a freqüência cardíaca aumenta e o sangue é bombeado com mais força pelo corpo para ajudar no resfriamento e fornecer mais oxigênio aos músculos que trabalham.
As artérias e veias (levando para a pele e músculos que trabalham em particular) se abrem (dilatam), enquanto aquelas que alimentam áreas menos agudas (por exemplo, o intestino) se contraem como um meio de redirecionar o sangue para onde é necessário e ajudar a regular a pressão global no sistema vascular.
Como seu coração está localizado relativamente alto no corpo, ele precisa combater a gravidade ao bombear grandes volumes de sangue das pernas para o peito e manter o cérebro abastecido com a quantidade de oxigênio e sangue rico em nutrientes necessária quando necessário. 
Para enfrentar esse desafio, o corpo depende de um efeito secundário de bombeamento, que provém da contração dos músculos das pernas para ajudar a devolver o sangue ao coração. Esse efeito ocorre porque a contração dos músculos aperta fisicamente os vasos sangüíneos maiores dos membros inferiores; portanto, ela age um pouco como a bomba adicional que você ajusta ao sistema de encanamento, se você decidir colocar um novo chuveiro no piso superior da sua casa.
Ao chegar à linha de chegada de um evento, muitos atletas passam de razoavelmente difíceis para subitamente parar na rampa de chegada. Com os vasos sanguíneos nas extremidades inferiores bem abertos neste momento, deixar de funcionar efetivamente 'desliga' a bomba externa de contração muscular nas pernas, e o resultado é que o fluxo sanguíneo para o coração e a cabeça fica temporariamente comprometido.
O corpo pode tentar reagir contraindo os vasos sanguíneos novamente para aumentar a pressão, mas às vezes isso não acontece com rapidez suficiente e o resultado é uma falta de sangue oxigenado que flui para o cérebro por um curto período de tempo.
Tonturas e até desmaios são o efeito indireto e explicam o impressionante que você vê com tanta frequência dos atletas na linha de chegada, pois seu cérebro de repente tem menos oxigênio do que precisa para funcionar corretamente.
É claro que a desidratação contribui significativamente para esse problema em alguns casos, pois resulta em menor volume sanguíneo, dificultando ao organismo manter a pressão sanguínea em geral. No entanto, é muito mais preciso dizer que o principal problema é o acúmulo de sangue nos membros inferiores devido à vasodilatação repentinamente, em vez de simplesmente estar com pouco líquido por si só.
Por esse motivo, os médicos na linha de chegada dos eventos esportivos estão se tornando cada vez mais conscientes do valor de ajudar os atletas tontos ou em colapso a deitar-se com as pernas elevadas. Isso pode ajudar o retorno venoso ao coração. Na grande maioria dos casos, essa ação corrige a condição muito rapidamente e geralmente é tudo o que é inicialmente necessário para colocar um atleta de pé (sem a necessidade de tratamentos mais invasivos e caros, intravenosos ou uma ida ao pronto-socorro) .
Obviamente, coisas como baixo nível de açúcar no sangue e condições mais sérias, como hiponatremia e insolação, podem ser envolvidas em extensões menores ou maiores quando os atletas se sentem desmaiados ou caem na linha de chegada das corridas, portanto não devem ser descartados (como explicado neste artigo abrangente sobre o assunto).
Pensa-se que o EAPH seja o culpado número um quando se trata de incidentes "benignos" na linha de chegada, envolvendo atletas que se sentem mal.
Bons treinos!
Compartilhe
Vc está se hidratando?
13/07/2020 | 20h06
Cientificamente falando, a desidratação ocorre quando você usa mais água do que está ingerindo, geralmente devido a sudorese, vômitos / diarréia / micção excessiva ou ingestão insuficiente de água. Entre outros sintomas, a desidratação causa uma redução no plasma sanguíneo, o que aumenta a viscosidade ou espessura do sangue. Isso torna mais difícil para o coração bombear sangue com eficiência, causando uma freqüência cardíaca elevada e uma redução na transpiração, um aumento na temperatura central e um aumento na taxa de utilização de glicogênio. Nenhum desses sintomas pode ser considerado ideal para o desempenho atlético. Se hidrate. Bons treinos!
Compartilhe
Lista completa de todas as marcas de bicicletas e a origem de todos os fabricantes
07/07/2020 | 05h40
Lista completa de todas as marcas de bicicletas e a origem de todos os fabricantes, por ordem alfabética.
A-bike – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Abici – Origem: Itália
Accell – Origem: Holanda
Adler – Origem: Alemanha
AIST – Origem: Bielorrússia
ALAN – Origem: Itália
Alcyon – Origem: França
Alexander Leutner – Origem: Russia
Alldays & Onions – Origem: Reino Unido / Inglaterra
American – Origem: EUA
American Star – Origem: EUA
AMF (American Machine and Foundry) – Origem: EUA
Argon 18 – Origem: Canadá
Ariel – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Atala – Origem: Holanda / Itália
Author – Origem: República Tcheca
Avanti – Origem: Nova Zelândia
Basso – Origem: Itália
Batavus – Origem: Holanda
Battaglin – Origem: Itália
Benotto – Origem: Itália / México / Venezuela
Berlin & Racycle Manufacturing – Origem: Canadá
BH – Origem: Espanha
Bianchi – Origem: Itália
Bicicapace – Origem: Itália
Bickerton – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Bike Friday – Origem: EUA
Bilenky – Origem: EUA
Biomega – Origem: Denmark
Birdy – Origem: Alemanha
BMC – Origem: Suiça
Boardman – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Bohemian – Origem: EUA
Bontrager – Origem: EUA
Bootie – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Borile – Origem: Itália
Bottecchia – Origem: Itália
Bradbury – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Brennabor – Origem: Alemanha
Bridgestone – Origem: Japão
British Eagle – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Brodie – Origem: Canadá
Brompton – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Brunswick – Origem: EUA
BSA – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Burley Design – Origem: EUA
Calcott Brothers – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Calfee Design – Origem: EUA
Caloi – Origem: Brasil
Campion – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Cannondale – Origem: EUA
Canyon bicycles – Origem: Alemanha
Carrera bicycles – Origem: Reino Unido / Inglaterra (produced by Merida)
Catrike – Origem: EUA
CCM – Origem: Canadá
Centurion – Origem: Japão
Cervélo – Origem: Canadá
Chater-Lea – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Chicago – Origem: EUA
CHUMBA – Origem: EUA
Cilo – Origem: Suiça
Cinelli – Origem: Itália
Clark-Kent – Origem: EUA
Claud Butler – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Clément – Origem: França
Co-Motion – Origem: EUA
Coker – Origem: EUA
Colnago – Origem: Itália
Columbia – Origem: EUA
Corima – Origem: França
Cortina – Origem: EUA
Cube – Origem: Alemanha
Currys – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Cycle Force Group – Origem: EUA
Cycles Devinci – Origem: Canadá
Cycles Follis – Origem: França
Cycleuropa Group – Origem: Suécia
Cyfac – Origem: França
Da Bomb – Origem: EUA/Taiwan
Dahon – Origem: EUA / China
Dawes – Origem: Reino Unido / Inglaterra
DBS (Den Beste Sykkel) – Origem: Noruega
De Rosa – Origem: Itália
Demorest – Origem: EUA
Derby – Origem: Alemanha
Di Blasi Industriale – Origem: Itália
Diamant – Origem: Alemanha
Diamondback – Origem: EUA
Dolan – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Dorel Industries – Origem: Canadá
Dunelt – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Dynacraft – Origem: EUA
Eagle Manufacturing – Origem: EUA
Eddy Merckx – Origem: Bélgica
Electra – Origem: EUA
Ellis Briggs – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Ellsworth Handcrafted – Origem: EUA
Emilio Bozzi – Origem: Itália
Enigma Titanium – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Excelsior – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Falcon – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Fat City – Origem: EUA
Felt – Origem: EUA
Fleetwing – Origem: EUA
Flying Pigeon – Origem: China
Flying Scot – Origem: Escócia
Focus – Origem: Alemanha
Fondriest – Origem: Itália
Fram – Origem: Suécia
Freddie Grubb – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Fuji – Origem: EUA
Gary Fisher – Origem: EUA
Gazelle – Origem: Holanda
Gendron – Origem: EUA
Gepida – Origem: Hungary
Giant – Origem: Taiwan
Gitane – Origem: França
Gladiator – Origem: França
Gnome et Rhône – Origem: França
Gormully & Jeffery – Origem: EUA
Gräf & Stift – Origem: Áustria
Graflex – Origem: EUA
GT – Origem: EUA
Guerciotti – Origem: Itália
Gunnar – Origem: EUA
Haro – Origem: EUA
Harry Quinn – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Hase bikes – Origem: Alemanha
Head – Origem: Noruega
Heinkel – Origem: Alemanha
Helkama – Origem: Finlândia
Henley – Origem: EUA
Hercules – Origem: Alemanha / Holanda / Reino Unido / Inglaterra
Hero – Origem: Índia
Hetchins – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Hillman – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Hoffmann – Origem: Alemanha
Holdsworth – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Huffy – Origem: EUA
Humber – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Hurtu – Origem: França
Husqvarna – Origem: Suécia
Ibis – Origem: EUA
Ideal – Origem: Greece
IFA – Origem: East Germany
Indian – Origem: EUA
Iride – Origem: Itália
Iron Horse – Origem: EUA
Islabikes – Reino Unido / Inglaterra
Italvega – Origem: EUA
Itera – Origem: Suécia
Iver Johnson – Origem: EUA
Iverson – Origem: EUA
Jamis – Origem: EUA
JMC – Origem: EUA
K2 – Origem: EUA
Kent – Origem: EUA
Kestrel – Origem: EUA
Kettler – Origem: Alemanha
KHS – Origem: Taiwan and USA
Klein – Origem: EUA
Koga-Miyata – Origem: Holanda
Kogswell – Origem: EUA
Kona – Origem: EUA
Kronan – Origem: Suécia
Kross – Origem: Polônia
KTM – Origem: Áustria
Kuota – Origem: Itália
Kuwahara – Origem: Japão
Lapierre – Origem: França / Holanda
Laurin & Klement – Origem: Áustria / Hungria / República Tcheca
LeMond – Origem: EUA
Litespeed – Origem: EUA
Loekie – Origem: Holanda
Look – Origem: França
Lotus – EUA
Louison Bobet – Origem: França
Magna – Origem: EUA
Malvern Star – Origem: Austrália
Marin – Origem: EUA
Masi – Origem: EUA
Matchless – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Matra – Origem: França
Melon – Origem: EUA
Mercian – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Mercier – Origem: Holanda
Merckx – Origem: Bélgica
Merida – Origem: Taiwan
Merlin – Origem: EUA
Miele – Origem: Canadá
Milwaukee – Origem: EUA
Minerva – Origem: Bélgica
Miyata – Origem: Japão
Monark – Origem: Suécia / Brasil / Peru
Mondia – Origem: Suiça
Mongoose – Origem: EUA
Montague – Origem: EUA
Moots – Origem: USA
Moser – Origem: Itália
Motobécane – Origem: França
Moulton – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Muddy Fox – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Murray – Origem: EUA
Nagasawa – Japão
National – Origem: Japão
Neil Pryde – Origem: Hong Kong
Neobike – Origem: Taiwan
NEXT – Origem: EUA
Nishiki – Origem: EUA
Norco – Origem: Canadá
Norman – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Novara – Origem: EUA
NSU – Origem: Alemanha
Nymanbolagen – Origem: Suécia
Opel – Origem: Alemanha
Orange – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Orbea – Origem: Espanha
Orient – Origem: Greece
Pacific – Origem: EUA
Panasonic – Origem: Japão
Pashley – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Pedersen – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Peugeot – Origem: França
Phillips – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Phoenix – Origem: China
Pierce – Origem: EUA
Pinarello – Origem: Itália
Planet X – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Pocket – Origem: EUA
Pogliaghi – Origem: Itália
Premier – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Prophete – Origem: Alemanha
Puch – Origem: Áustria
Quadrant – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Quality – Origem: EUA and Taiwan
Quintana Roo – Origem: EUA
Rabasa – Origem: Espanha
Radio Flyer – Origem: EUA
Raleigh – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Rambler – Origem: EUA
Rans Designs – Origem: EUA
Razor – Origem: EUA
Redline – Origem: EUA
René Herse – Origem: França
Rhoades Car – Origem: EUA
Ridgeback – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Ridley – Origem: Bélgica
Riese und Müller – Origem: Alemanha
RIH – Origem: Holanda
Riley – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Rivendell Works – Origem: EUA
Roadmaster – Origem: EUA
Roberts – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Robin Hood – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Rocky Mountain – Origem: Canadá
Romet – Origem: Polônia
Ross – Origem: EUA
Rover – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Rowbike – Origem: EUA
Rudge-Whitworth – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Samchuly – Origem: Coreia do Sul
Santa Cruz – Origem: EUA
Santana – Origem: EUA
Saracen – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Scania – Origem: Suécia
Schwinn – Origem: EUA
SCOTT – Origem: Suiça
Serotta – Origem: EUA
Seven – Origem: EUA
Shelby – Origem: EUA
Simson – Origem: Alemanha
Sinclair Research – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Singer – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Sohrab – Origem: Pakistan
Solé – Origem: EUA
Solex – Origem: França
Somec – Origem: Itália
Sparta BV – Origem: Holanda
Specialized – Origem: EUA
Speedwell – Origem: Austrália
Staiger – Origem: Holanda
Star – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Stearns – Origem: EUA
Stelber – Origem: EUA
Stella – Origem: França
Sterling – Origem: EUA
Strida – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Sun & Fittings – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Sunbeam – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Sundown – Origem: Brasil
Surly – Origem: EUA
Suzuki – Origem: Japão
Swift Folder – Origem: EUA
Swing – Origem: EUA
Tern – Origem: Taiwan
Terrot – Origem: França
Thomas – Origem: EUA
Thorn – Origem: Reino Unido / Inglaterra
TI – Origem: Índia
Time – Origem: França
Torker – Origem: EUA
Transition – Origem: EUA
Trek – Origem: EUA
Triumph (TWN) – Origem: Alemanha / Reino Unido / Inglaterra
Tunturi – Origem: Finlândia / Holanda
Univega – Origem: EUA
Urago – Origem: França
Utopia – Origem: Alemanha
Valdora – Origem: EUA
Van Dessel – Origem: EUA
Vauxhall– Origem: Suécia
Velo Vie – Origem: EUA
Velomotors – Origem: Rússia
VéloSoleX – Origem: França
Victoria – Origem: Alemanha
Villiger – Origem: Suiça
Villy – Origem: EUA
Vindec – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Vitus – Origem: França
Wanderer – Origem: Alemanha
Waterford Precision – Origem: EUA
Wilderness Trail – Origem: EUA
Wilier Triestina – Origem: Itália
Winora – Origem: Holanda
Witcomb – Origem: Reino Unido / Inglaterra
Worksman – Origem: EUA
Wright – Origem: EUA
Yamaguchi – Origem: EUA
Yamaha – Origem: Japão
Yeti – Origem: EUA
Zenith – Origem: Argentina
Zigo – Origem: EUA
Bons treinos!
Compartilhe
Retornando ao exercício após a recuperação do coronavírus
30/06/2020 | 22h02
 
 
-Duas novas declarações de consenso de especialistas em pneumologistas e cardiologistas, publicadas separadamente no The Lancet e no JAMA Cardiology, exigem cautela.
 -As novas declarações apontam que a questão sempre espinhosa de quando atleta doentes podem retornar ao treinamento é ainda mais complicada agora, já que o novo coronavírus é novo e muito sobre seus efeitos a curto e longo prazo no corpo permanecem desconhecidos. Assim, os autores das novas afirmações estabelecem avaliações e protocolos experimentais que, idealmente, atletas doentes completariam antes de retornar ao exercício extenuante. Eles também destacam alguns sintomas preocupantes que potencialmente podem suscitar novas preocupações no futuro.
 -Até agora, é claro, quase todos nós reconhecemos que a aptidão não é garantia contra o Covid-19. Corredores de maratona, ciclistas competitivos, jogadores profissionais de basquete e outros atletas estão entre os muitos que testaram positivo para o vírus, e alguns supostamente desenvolveram doenças graves. Um número incontável de outros atletas pode ter sido infectado, mas assintomático e nunca percebeu que carregava o vírus.
-Muitos desses atletas agora podem se sentir prontos para retomar o treinamento pesado. Mas os critérios habituais de retorno ao jogo para atletas provavelmente não se aplicam a alguém que foi infectado com o coronavírus, diz o Dr. James Hull, pneumologista esportivo do Royal Brompton Hospital em Londres e co-autor da nova declaração em The Lancet sobre atletas e coronavírus.
-Desde a década de 1990, ele diz, os médicos de medicina esportiva geralmente confiam no "controle do pescoço" para decidir se e quando um atleta com problemas respiratórios deve treinar. Usando essa medida, se os sintomas de um atleta estiverem confinados, em geral, à cabeça - ou seja, acima ou no pescoço, como coriza, sinusite e dor de garganta -, normalmente ele pode treinar e jogar.
-Mas o novo coronavírus preocupa os pneumologistas esportivos, diz Hull, em parte porque, em algumas pessoas, a doença pode parecer benigna a princípio e depois descer rapidamente. "Vimos que as pessoas têm alguns sintomas leves para começar e parecem melhorar", diz ele, "apenas para se deteriorar bastante aos sete dias após os primeiros sintomas".
-Em vez disso, ele e outros pneumologistas, escrevendo no The Lancet, aconselham os atletas que testaram positivo para o coronavírus ou suspeitam que podem ser positivos para descansar, sem nenhum exercício, por pelo menos 10 dias a partir do momento em que sentirem os primeiros sintomas. Então, supondo que sua doença permaneça leve, eles devem continuar descansando por mais uma semana, mesmo após a resolução dos sintomas.
-Esse protocolo é conservador, mas está alinhado com uma nova opinião de consenso sobre atletas, coronavírus, exercícios e corações publicada este mês no JAMA Cardiology, com o apoio do Conselho de Cardiologia Esportiva e Exercício do American College of Cardiology.
-Os cardiologistas se sentiram compelidos a divulgar essa declaração em parte porque o novo coronavírus às vezes parece ter efeitos inesperados e perigosos no coração, mesmo entre atletas robustos, diz o Dr. Jonathan Kim, cardiologista esportivo da Universidade Emory, em Atlanta, e co-autor de as novas recomendações, com o Dr. Dermot Phelan, do Sanger Heart and Vascular Institute, em Charlotte, NC, e o Dr. Eugene Chung, da Universidade de Michigan.
-Com a maioria das infecções respiratórias virais, diz ele, talvez 1% das pessoas infectadas desenvolvam problemas cardíacos relacionados, como miocardite, que é uma inflamação do músculo cardíaco. Mas há indícios de que as pessoas infectadas com o coronavírus podem ter uma incidência muito maior de problemas cardíacos, diz ele, embora os riscos reais sejam difíceis de avaliar, com tanto sobre o vírus ainda misterioso.
-Mesmo assim, ele e seus colegas cardiologistas sugerem, assim como os autores do artigo da Lancet, que atletas e praticantes de exercícios com resultados positivos para o vírus, mas com sintomas leves ou inexistentes - ou que se preocupem com a possibilidade de terem sido infectados, sem testes - fique em casa e descanse por pelo menos duas semanas a partir da data de seus primeiros sintomas ou teste positivo. Esse período também é a duração do auto-isolamento exigido pelas diretrizes de saúde atuais após qualquer possível exposição ao vírus.
-Dr. Kim concorda. Para a maioria dos atletas que passaram semanas em casa se recuperando do vírus, os primeiros treinos podem parecer ruins, diz ele, já que quaisquer efeitos virais persistentes podem combinar com a perda do condicionamento físico geral. Então, espere algum desconforto. Mas se você sentir um aperto no peito considerável ou crescente ou novas palpitações cardíacas, pare de se exercitar, entre em contato com seu médico e discuta se você deve concluir os testes cardíacos, diz ele.
-Qualquer atleta que tenha sido hospitalizado ou acamado pelo vírus provavelmente precisará de extensos exames pulmonares e cardíacos e liberação de seus médicos antes de se exercitar novamente, diz ele.
-Mas para aqueles que são praticantes casuais que não testaram positivo para o vírus ou não se sentiram doentes durante esta pandemia, caminhadas, jogging, ciclismo e outras atividades permanecem seguros e desejáveis, diz ele, com distanciamento social adequado e cobertura facial, é claro . "É uma boa idéia ser cauteloso agora", diz ele, "mas o exercício ainda é uma das melhores coisas que você pode fazer por sua saúde".
Compartilhe
Zonas de treinamento
27/06/2020 | 21h51
Para um bom treinamento, é fundamental que o esforço esteja adequado aos objetivos do planejamento e de acordo com a fisiologia particular de cada praticante ou atleta. No ciclismo e mountain bike, temos três maneiras básicas de controlar o esforço durante um treino ou prova: a percepção de esforço, a frequência cardíaca e a potência. Cada uma dessas escalas possui características diferentes e para serem bem empregadas, elas precisam ser adequadamente ajustadas, avaliadas e reavaliadas com o andamento do treinamento.
As zonas de treinamento são parte de uma escala que define os níveis de esforço. Esses níveis significam diferentes demandas fisiológicas, com diferentes impactos no nosso organismo. Quanto mais forçamos os pedais, maior o esforço e maior o desgaste, certo? O que ocorre de fato são inúmeras variações metabólicas, ou seja, formas com que o nosso corpo converte os diferentes estoques de energia armazenados em nosso corpo em trabalho (potência) e calor. Porém, tudo acontece de forma fluída e contínua, e aos poucos um tipo de “combustível” se torna mais predominante que outro. Não existe um ponto exato em que queimamos somente gordura, ou somente carboidratos, ou somente lactato. Em resumo: as zonas de treinamento são uma forma de delimitar níveis de algo que não tem limites claros.
Felizmente, é possível determinar algumas faixas dentro desse espectro e determinar quais os maiores benefícios e os custos metabólicos em cada um desses níveis de esforço. E é exatamente para isso que utilizamos as tais zonas, tanto em frequência cardíaca (FC) quanto em potência. Há zonas ideais para cada situação: se precisamos desenvolver resistência, potência, velocidade, ou se simplesmente precisamos recuperar de um esforço. E existe também a quantidade ideal de tempo que precisamos (e podemos) dedicar a cada zona de esforço.
Os limiares
Há um conceito básico que precisa ser compreendido antes de partirmos para as zonas: o limiar anaeróbio. Diferentes pesquisadores definiram diferentes nomenclaturas e definições específicas para esse fenômeno da fisiologia. Em resumo, o limiar anaeróbio (LAn) é o nível de esforço a partir do qual ocorre acúmulo de lactato no sangue, pois sua produção torna-se maior do que a capacidade de utilização e remoção. Acredita-se, ainda, que há um ponto de equilíbrio que representa o máximo esforço sustentável, em que a taxa de produção é exatamente igual à taxa de extração do lactato. Esse conceito é denominado MLSS (sigla em inglês para máximo estado estável de lactato).
O LAn é extremamente importante no momento de definir as zonas de treinamento, pois ele determina um fator determinante nas respostas do organismo ao exercício. Há um outro limiar, mais baixo em esforço, que corresponde ao ponto em que a concentração de lactato no sangue sai da concentração basal e começa gradualmente a se acumular, ainda que em uma taxa moderada. Podemos denominar esse como o limiar aeróbio (LAe). Embora menos “famoso” que o LAn, o LAe tem um significado especial: é próximo a ele que a gordura participa como maior fonte de energia no exercício. Voltaremos a isso adiante.
Testes e protocolos
Há diversos métodos para determinar ou estimar os limiares, e a escolha depende, principalmente, dos recursos disponíveis. A maior precisão é alcançada por um teste de esforço progressivo em laboratório com aferição da concentração de lactato no sangue e volume de gases da respiração, no qual é possível encontrar com boa exatidão os limiares aeróbio e anaeróbio, o VO2máx [nota de rodapé 1] e outros dados. Porém, ter acesso ou encontrar um laboratório bem equipado que ofereça esse serviço não é exatamente algo simples.
Felizmente, temos algumas alternativas baratas e acessíveis e razoavelmente práticas: os testes de performance em campo:
20 minutos: o protocolo mais difundido é o teste proposto pelo Dr. Andrew Coggan. Nele, há um aquecimento específico e uma “queimada” de 5 minutos para ativar os metabolismos envolvidos próximos ao VO2máx – e também para ceifar eventuais excessos de ímpeto. Na sequência, após um período de recuperação, realiza-se um contra-relógio máximo de 20 minutos. O LAn e o FTP [nota de rodapé 2] são estimados a partir da média simples dos valores obtidos nesses vinte minutos, mas descontados 5% no caso da potência. No exemplo abaixo, o atleta obteve médias de 437w e 179 bpm; logo, seu FTP seria 415w.
 T30: Indicado anos atrás por Joe Friel, esse é um teste fácil de executar e adequado para atletas de todos os níveis. É um contra-relógio máximo de 30 minutos. Assim como no teste de 20 minutos, o T30 precisa ser executado sozinho, em terreno contínuo, sem interrupções de ritmo (como descidas, semáforos, trânsito, etc). O LAn é estimado como a média da FC dos últimos 20 minutos do teste. Já o FTP é a média simples de potência do teste inteiro.
Potência Crítica (CP): é único método com validade científica e o mais completo para um panorama amplo da performance do atleta. São realizados 2 ou 3 testes máximos – geralmente um ou dois mais curtos, entre 3 a 8 minutos, e um mais longo, entre 16 e 20 minutos. As médias de potência dos testes são convertidas em trabalho realizado em kilojoules a partir da duração de cada um, e uma calculadora específica é utilizada para determinar a maior potência que o atleta pode sustentar por um período indefinido sem acessar as reservas anaeróbias. A partir desse valor, conhecido como “potência crítica”, é possível estimar a maior potência possível para 60 minutos – o FTP.
Há também outras formas de estimar o limiar a partir da análise dos dados acumulados entre os arquivos de treinamento de um atleta. Provas curtas (~1h de duração) geralmente tem médias de FC e potência que podem indicar o LAn do atleta. Essas análises dependem de uma boa experiência e olhar do treinador, e idealmente devem ser mais um indício do limiar, e não um substituto para os testes. Com os limiares em mãos, o próximo passo é calcular as zonas a partir das porcentagens estimadas tanto para FC quanto potência, que estão discriminadas no guia a seguir.
Posso usar a FCmáx para calcular as zonas de frequência cardíaca?
Não! As fórmulas baseadas em FCmáx não dão conta de estimar as zonas de treinamento de maneira adequada. As zonas existem para delimitar respostas fisiológicas específicas dentro do espectro do esforço, e essas fórmulas não levam em consideração o fator mais importante, que é o limiar anaeróbio. Por exemplo, dois atletas com a mesma FCmáx podem ter o LAn em pontos diferentes. Ao realizar um treino de intensidade, um atleta poderá estar acima do limiar anaeróbio, enquanto o outro estará abaixo, resultando em um estímulo e impacto muito diferente para o organismo.
As zonas de treinamento
Do ponto de vista estritamente fisiológico, precisaríamos apenas de 3 zonas: abaixo do LAe, entre o LAe e o LAn e acima do LAn, como já vimos no texto sobre treinamento polarizado. Porém, para elaborar um treinamento bem estruturado e que contemple as diferentes demandas e situações, utilizaremos um sistema de 5 zonas baseadas em frequência cardíaca. Paralelamente, temos 7 zonas (níveis) de potência, que correspondem e complementam as zonas de FC.
ZONA 1: Recuperação ativa
FC: 55 a 68% do limiar anaeróbio
Potência: abaixo de 55% do FTP
Percepção: Muito fácil, intensidade muito baixa. É possível manter uma conversa sem alteração no fôlego.
Tempo por sessão: 30 a 50 minutos.
Objetivos: Promover a recuperação após intervalados de alta intensidade ou após treinos longos com depleção do glicogênio muscular. Manutenção das adaptações dos sistemas cardiovascular e músculo-esquelético.
Descrição: A zona 1 é conhecida como “recuperação ativa” por permitir que o ciclista mantenha-se em atividade em um treino curto e leve sem causar mais fadiga. Também é importante girar um pouco em z1 no fim das sessões mais duras para “descarregar” parte dos resíduos metabólicos e para relaxar a musculatura. É por isso que vemos os ciclistas profissionais pedalando leve no rolo, por alguns minutos, após as etapas das grandes voltas.
Quando treinar em z1: No fim de treinos intensos ou em dias de recuperação ativa.
Exemplo de sessão: 50 minutos em z1 no rolo após dois dias de treinos intensos.
ZONA 2: Endurance (resistência)
FC: 68 a 83% do limiar anaeróbio
Potência: 55 a 75% do FTP
Percepção: Fácil a moderado. É possível manter uma conversa quase sem interrupções, com pequena alteração no fôlego.
Tempo por sessão: 2 a 6 horas
Objetivos: Desenvolvimento de adaptações periféricas: promove o metabolismo de gorduras, aumento do tamanho e da quantidade das mitocôndrias e da capilarização muscular.
Descrição: A zona 2 é a mais importante do treinamento, pois é aquela na qual o ciclista deve passar a maior parte do tempo, em todas das fases da preparação. Ela é fundamental para o condicionamento aeróbio e resistência. O tempo em z2, dependendo do atleta, da modalidade e do momento, pode representar 60 a 90% do total semanal na maioria dos casos. Esse é o nível de intensidade na qual o corpo “aprende” a utilizar prioritariamente as reservas lentas de energia – as gorduras. Pouco trabalho em zona 2 resulta em má resistência e economia, ou seja, o atleta será pouco eficiente mesmo quando em zonas mais altas. Algumas fontes indicam que o limite entre a zona 2 e a zona 3 está no limiar ventilatório 1 ou limiar aeróbio (não confundir com anaeróbio), o que é útil para quem realizar o teste ergoespirométrico.
Quando treinar em z2: Essa zona deve prevalecer no período de base e estar presente durante toda a temporada, inclusive no aquecimento das sessões mais intensas. É recomendável ter ao menos um “longão” semanal, entre 3 e 4 horas ou mais, com 75 a 85% do tempo total em zona 2.
Exemplo: 3h em z2, com foco em regularidade e constância no esforço.
ZONA 3: Tempo (passada)
FC: 84 a 94% do limiar anaeróbio
Potência: 75 a 90% do FTP
Percepção: Intensidade moderada, que torna-se razoavelmente difícil após 20 a 40 minutos. Uma conversa precisa ser interrompida após uma ou algumas frases para retomar o fôlego.
Tempo por sessão: 20 minutos a 3 horas (contínuo) ou tiros de 20 a 40 minutos
Objetivo: Mesmos benefícios da zona 2, além do trabalho em ritmo sustentado.
Descrição: A zona 3 mantém muitos dos benefícios da zona 2, acrescida da capacidade de manter um ritmo sustentado por um período de tempo razoavelmente longo – o que chamamos de “manter o passo”. Sua grande vantagem é estimular o aumento das reservas de glicogênio – que é a fonte de energia usada mais utilizada após as gorduras em uma escala crescente de esforço. Geralmente é a intensidade mantida na maior parte do tempo naqueles treinos longos e mais “animados” em grupo. Não por acaso, um atleta com excelente condicionamento permanecerá muito tempo em zona 3 durante provas de estrada ou XCM. Porém, ao contrário da zona 2, a z3 é cansativa e seu desgaste não compensa os prejuízos para o tempo dedicado ao endurance. Por isso, um treinamento bem planejado prevê poucos exercícios em z3, para dar prioridade ao trabalho em z4 e manter um bom volume em z2. Isso é feito para otimizar o equilíbrio entre stress de treino, volume e os benefícios esperados.
Quando treinar em z3: Em trechos mais duros (como subidas) nos treinos de resistência (z2), como estímulo intermediário durante o período de base ou em treinos coletivos mais intensos, como pelotões e simulações de corrida.
Exemplo: Em percurso plano, executar dois a quatro tiros de 20 minutos em z3, intercalados com 10 minutos em z1~z2 para descanso. Manter cadência ligeiramente baixa (60~70 rpm) durante os tiros.
ZONA 4: Limiar
FC: 95 a 104% do limiar anaeróbio
Potência: 90 a 105% do FTP
Percepção: Intensidade alta, difícil após alguns minutos. É possível proferir uma série de palavras ou uma frase antes de precisar de um tempo equivalente para retomar o fôlego. Sensação de queimação nas pernas após vários minutos, dependendo do condicionamento.
Tempo por sessão: Tiros de 5 a 20 minutos. Em algumas situações, 30 a 50 minutos contínuos.
Objetivos: Promoção de adaptações centrais, como o aumento do volume sistólico, aumento da capacidade aeróbia máxima (e consequente elevação do LAn e FTP) e da tolerância ao lactato.
Descrição: A z4 é importante por influenciar as capacidades máximas, mas ao mesmo tempo é sustentável por alguns minutos. Bons exercícios nessas zonas podem elevar os valores dos limiares, seja “empurrando-os” por meio de tiros mais longos na metade inferior da zona ou “puxando-os” por meio de tiros um pouco mais curtos na metade superior. Em z4, o atleta recorre ao lactato, mas ainda dentro dos limites da capacidade de remoção, e é estimulando esse mecanismo que os limiares podem ser ampliados. O trabalho em z4 também estimula mitocôndrias a reprocessar o lactato, tornando-a mais versáteis e com maior capacidade enzimática. Além disso, a zona 4 representa boa parte dos momentos mais duros de uma prova, ajudando o atleta a adaptar-se a essas situações.
Quando treinar em z4: Treinos intervalados, com foco em qualidade, uma a duas vezes por semana. Um bom ponto de partida é alcançar algo entre 20 e 40 minutos ao total em uma mesma sessão, divididos em tiros de 5 a 20 minutos.
Exemplo: Após aquecer, executar 4 tiros de 10 minutos em z4, com 5 minutos em z1~z2 entre eles. Para induzir adaptações musculares específicas para prova, segure na parte baixa do guidão ou apoie no clipe durante os tiros.
ZONA 5: VO2MÁX
FC: acima do LAn, 90 a 100% da FCmáx
Potência: 105 a 120~150% do FTP
Percepção: Intensidade muito alta, sustentável por no máximo 3 a 8 minutos. É possível falar algumas palavras ou partes de frases, mas é preciso um tempo maior para recuperar o fôlego. A sensação de queimação nas pernas aparece em alguns segundos ou, no máximo, um ou dois minutos.
Tempo por sessão: Tiros curtos entre 40 segundos a 3 minutos. Em alguma situações muito específicas, os tiros podem chegar a 5 minutos ou até mais.
Objetivo: Desenvolvimento da capacidade anaeróbia e capacidade de remoção do lactato. Melhoria do VO2 máximo e ampliação do LAn e FTP.
Descrição: Essa é a última zona de FC, pois daqui em diante o ritmo cardíaco deixa de ser uma referência para o esforço. Embora o metabolismo tenha bastante contribuição anaeróbia, é nesse momento que alcançamos nossa capacidade máxima de transportar e processar o oxigênio. Ao entrar em zona 5, o ciclista terá poucos minutos para desfrutar dessa intensidade: a maioria consegue sustentá-la por 3 a 8 minutos. Por isso, é importante evitá-la se você precisar manter o ritmo por mais tempo, como no início de subidas longas, por exemplo. Os exercícios em z5 são muito exigentes e cansativos; chegam a ser dolorosos. Se estiver cansado, é possível que seu coração sequer consiga alcançar essa zona, por mais que o esforço na pernas (e no medidor de potência) já esteja lá.
Quando treinar potência do VO2máx: Assim como a z4, é recomendado realizar uma a duas sessões semanais que incluem exercícios em tal intensidade. Os tiros são curtos e a recuperação entre eles não pode permitir grande queda da FC, para maximizar os benefícios.
Exemplo: Após aquecer, executar 6 tiros de 2 minutos em z5, com 2 minutos em baixa intensidade entre eles. Iniciar os tiros em pé por 10 a 15 segundos. Girar leve por 20 a 30 minutos e repetir a série.
ZONA 6: capacidade anaeróbia
Potência: 120~150 a 150~200% do FTP
Percepção: Muito, muito difícil. Sustentável por no máximo 1 a 3 minutos. Exige concentração e você consegue falar menos que um punhado de palavras. Esqueça o fôlego. Pernas queimam quase que imediatamente.
Tempo por sessão: Tiros de alguns segundos a no máximo 2 a 3 minutos.
Objetivos: Desenvolvimento da potência máxima e força muscular, velocidade de movimento e capacidades motoras.
Descrição: Aqui temos um esforço extenuante, que exigirá algum tempo de recuperação e que é útil para situações específicas, como subidas muito curtas e decisivas, últimos dois quilômetros de uma prova de estrada (no plano), atacar o pelotão, etc. Para quem compete, é importante dominar o quanto é possível resistir nessa zona e quanto tempo é preciso para se recuperar de um esforço nela.
Quando treinar potência anaeróbia: Simulações de situações de prova, treinos muito específicos e quando você quiser deixar seus amigos para trás ou pegar um KOM no Strava.
Exemplo: Após um bom aquecimento, executar 2 séries de 8 tiros de 40 segundos em zona 6 (potência ou percepção) intercalados com 20 segundos soltando.
ZONA 7: Potência neuromuscular
Potência: acima de 150~200% do FTP
Percepção: É simplesmente o máximo que você consegue fazer, por poucos segundos, sobre uma bicicleta. Exige foco total, então nem pense em conversas e fôlego. Não há tempo para isso!
Tempo por sessão: sprints de 10 a 20 segundos.
Objetivos: Hipertrofia muscular, desenvolvimento das conexões neuromusculares, melhoria da potência máxima e técnica.
Descrição: Corpo curvado adiante, cabeça baixa, quadril no alto, trabalho total de pernas, braços e tronco. Sprints lidam não apenas com sua potência máxima ou próximo da máxima, mas também exigem bastante treino para refinar a técnica e conseguir extrair o máximo desse momento.
Quando treinar potência neuromuscular: Aprimorar sua técnica e potência nos sprints para uma prova, ou quando você realmente quer sair antes de todos no semáforo verde.
Exemplo: Após um excelente aquecimento, procure um aclive leve, sem trânsito e outros riscos e veja o quão veloz você consegue ser!
VO2máx: É a nossa capacidade máxima de transportar e metabolizar oxigênio. Existe uma relação direta entre mobilização de O2 e potência. Quanto maior é o volume de gases que um atleta processa, maior é a potência e a performance entregue. Assim, normalmente, espera-se uma maior performance de atleta com alto VO2máx em comparação a um atleta com baixo VO2máx.
Porém, alguns atletas apresentam elevado LAn em relação ao VO2máx, e são capazes de manter grandes esforços contínuos por períodos prolongados, mas com pouca capacidade explosiva, como contra-relogistas, passistas, atletas de XCM e triatletas. Por outro lado, há aqueles que possuem o LAn em uma % baixa em relação ao VO2máx, mas com maior potência anaeróbia e maior explosão. É o caso de atletas de pista, sprinters, XCO, etc.
 FTP: Um termo que, infelizmente, é muito superestimado. O FTP (sigla em ingês para limiar de potência funcional) é parcialmente análogo ao LAn, sendo a maior potência que um atleta é capaz de manter no período de aproximadamente sessenta minutos. Um dos maiores problemas do FTP é a maneira com que ele é convencionalmente estimado, geralmente a partir de um único teste simples de esforço máximo por 20 minutos, subtraindo 5% da potência média do trecho.
Dois atletas diferentes com, digamos, 300w no teste de 20 minutos terão ambos o FTP de 285w, certo? Aí é onde mora o problema. Se um deles é super explosivo, com grande predominância do metabolismo glicolítico, tenha certeza de que ele se sairia muito melhor em um teste mais curto (por ex., 5 minutos) e seu FTP será mais baixo. Se um deles é bastante diesel, com excelente metabolismo aeróbio e LAn a uma alta % do VO2máx, tenha certeza de que seu FTP será bem mais elevado, embora tenha menos potência no teste curto de 5 minutos.
Compartilhe
Sugestões para o atleta em envelhecimento
22/06/2020 | 17h30
 
Sugestões para o atleta em envelhecimento
6 de abril de 2020 por Joe Friel
 
Quem é um atleta envelhecido? Por uma questão de simplicidade, vamos supor que seja alguém com mais de 50 anos. Embora eu conheça muitos atletas de meio século que ainda competem com sucesso com 30 e poucos anos, nesta fase da vida, a maioria de nós começa a ver as coisas mudarem um pouco. O mais óbvio é a necessidade de mais tempo de recuperação após treinos e corridas difíceis. Os atletas na casa dos 20 anos podem lidar com vários dias difíceis seguidos e ainda se apresentar em alto nível a cada vez. Não é assim para o atleta em envelhecimento. Precisamos de mais tempo de descanso e recuperação do que há alguns anos atrás. À medida que os anos se acumulam, notamos que outras mudanças estão ocorrendo. Aqui estão três que eu descobri que têm muito a ver com a manutenção do desempenho à medida que avançamos além dos 50 que descrevi com muito mais detalhes em meu livro, Fast After 50 .
 
Além da recuperação, a mudança mais óbvia é que a capacidade aeróbica (VO 2 máx) começa a diminuir. Você respira com tanto esforço e esforço, como sempre fez, mas não está indo tão rápido ou o poder não é tão grande. Isso não acontece de uma só vez, mas muito lentamente por um período de vários anos. Provavelmente, começou nos seus 30 e 30 anos e continuou até os 40, mas talvez não fosse realmente perceptível na época porque você se tornara um piloto mais inteligente e sabia como tirar vantagem de seus outros pontos fortes para ser competitivo. Mas geralmente quando há 50 velas no seu bolo de aniversário, você já sabe disso. Isto é normal. Isso acontece com todos nós. E, sem uma varinha mágica, não conheço nenhuma maneira de reverter completamente a tendência. Mas você pode reverter temporariamente a tendência - talvez. Você certamente pode retardar o declínio do VO 2 máx. Não há dúvida sobre isso, especialmente se o seu treinamento agora for típico de outros companheiros de idade semelhantes. A essa altura da vida, a maioria de nós começa a gravitar em direção a longas e lentas distâncias. Além de um esforço ocasional ocasional, geralmente em uma corrida ou treino em grupo, achamos um pouco mais confortável concentrar-se na duração em detrimento da intensidade (embora a duração também tenha diminuído com o envelhecimento). Nós nos concentramos em quantas milhas ou horas estamos fazendo, e não em quão difíceis são os passeios. Para aumentar seu VO 2 máximo, você precisa reverter essa tendência. Para fazer isso, sugiro incluir dois tipos de exercícios em seu treinamento semanal. Ambos devem ser intervalos de alta intensidade feitos perto ou acima do seu limiar anaeróbico. Nos apêndices de exercícios da Bíblia de treinamento para ciclistas e da Bíblia para treinamento de triatleta, você encontrará diretrizes em duas categorias de habilidades que se encaixam na conta: exercícios de resistência muscular e resistência anaeróbica.
 
A segunda mudança que começa a aparecer após os 50 é a perda de massa muscular. Novamente, isso não acontece de repente, mas se aproxima de você. Também ajuda a explicar, em parte, o declínio no VO 2 máximo, pois quanto mais músculos específicos do esporte você tem, mais oxigênio você pode processar. Infelizmente, isso acontece porque ficamos com preguiça. Contratamos alguém para cortar a grama ou limpar a casa. E estamos menos inclinados a fazer cursos montanhosos ou ir ao limite. Paramos de ir à academia. E muito mais. A conclusão é que, se você não estressar os músculos, eles encolhem. Usa-o ou perde-o. O conserto? Faça questão de estressar os músculos pelo menos duas vezes por semana - toda semana. Não apenas quando lhe apetecer. Talvez a melhor maneira de fazer isso seja voltando ao ginásio novamente. Os músculos que mais lhe preocupam são os que o impulsionam no seu esporte. Por exemplo, em um ciclista, são os músculos das pernas que movimentam os tornozelos, joelhos e quadris ao pedalar. Para isso, você já conhece os melhores exercícios: agachamentos, leg press, estocadas ou qualquer exercício pesado que faça com que você estenda os tornozelos, joelhos e quadris ao mesmo tempo. Um corredor ou nadador, por exemplo, precisa refletir sobre quais músculos são mais importantes - e desenvolvê-los com uma sobrecarga estressante. Não gosta de ir à academia? Compreendo. Então vá para a seção Força Muscular dos apêndices das minhas Bíblias de treinamento para encontrar alternativas. Então faça-os regularmente. Seus músculos específicos do esporte começarão a voltar para uma força mais jovem e serão capazes de produzir maior poder.
 
A terceira mudança é com a qual estamos familiarizados - um aumento na gordura corporal. Parte da razão pela qual engordamos com o envelhecimento é que nossos hormônios anabólicos, como testosterona, estrogênio, hormônio do crescimento humano, fator de crescimento semelhante à insulina, e muitos, muitos mais, estão em grande declínio aos 50 anos. Adivinhe o que estimula a produção de esses hormônios construtores de tecidos - exercícios de alta intensidade, como intervalos e levantamento de pesos pesados. Mas isso não acontece durante o passeio difícil ou a sessão de ginástica. Esses apenas criam o potencial para os hormônios agirem. As mudanças reais que ocorrem no corpo acontecem principalmente durante o sono. Isso é algo que a maioria de nós não se cansa. Tentamos fazer muitas coisas em nossos dias. Onde quase sempre encontramos esse tempo "extra" para fazer mais coisas? Ao reduzir a hora de dormir. Por isso, digo aos atletas com objetivos esportivos muito altos que só podem ter três coisas em suas vidas - família, carreira e treinamento. Todas as outras coisas devem ir. Eu sei que essas outras coisas são importantes para você. Mas há apenas um você. Na verdade, tudo se resume ao quanto você deseja alcançar esse objetivo atlético alto. A decisão é sua.
 
Você tem escolhas a fazer todos os dias. Sugeri aqui três opções com potencial para melhorar seu desempenho, apesar do envelhecimento. Cabe a você decidir o que, se houver, você fará.
Compartilhe
Como será o novo normal nos eventos esportivos
15/06/2020 | 18h55
Abaixo, em matéria bem atual da Tri Sport, uma futura situação real nas abordagens que os organizadores de eventos, assim como os atletas, terão que passar a partir deste fenômeno da pandemia que a cada dia nos deixa mais em dúvida, sobre tudo. Clique aqui e veja como muito possivelmente serão "nossos" futuros eventos esportivos. Bons treinos
 
 
Compartilhe
Precursores
13/06/2020 | 13h00
Em 2007, após conhecer Sileno Júnior em início de curso de mestrado fui convidado pelo mesmo para que o ajudasse a implementar, sob sua supervisão, assim como do preparador físico à época do profissional do Americano, Fábio Rangel, de um circuito de treino funcional com o objetivo principal de atuar na prevenção de lesões dos jogadores. Em 2006 eu havia conhecido o Treinamento Funcional tendo a oportunidade de estar presente no primeiro curso desta modalidade realizado no País, que foi em São Paulo, 2006.
Cito o fato por dois motivos, (1): ter sido o nosso primeiro trabalho interdisciplinar, eu, Sileno e Fábio. Após esta grande experiência nos alinhamos cada vez mais, via pesquisas científicas, bancas de graduação, congressos e assessoria de ambas as partes, tendo ainda com Fábio parceria quando ele foi preparador físico do Goytacaz, em 2018; e (2), pelo fato de sermos precursores neste tipo de trabalho na cidade (muito provavelmente no estado também), denominado por nós à época, Treino Sensório Motor Funcional.
Importante pontuar que clubes como Palmeiras e Corinthians já realizavam esta rotina em virtude da proteção que a prática dava aos atletas, diminuindo consideravelmente o índice de lesões, como foi provado em trabalhos posteriores realizados pelo já mestre Sileno.
Segundo relato de Fábio Rangel (em 2006 era auxiliar da preparação física) que em 2007 assumiu a função principal no Americano: "a fisioterapia exercia um trabalho mais conservador diante da clássica negativa dos dirigentes e alguns membros da comissão técnica. O Sileno tinha ideias muito boas mas o preparador físico há época não deixava ele fazer. Após eu assumir esta função no Americano, em 2007, dei total liberdade para que ele fizesse o seu melhor. Ele me apresentou o professor Marcos Almeida falando sobre o trabalho bacana que ele realizava, que era era focado na prevenção de lesões nos esportes. Dei toda a força frente a possibilidade de me ajudar, pois menos lesões era fator primordial para um ótimo rendimento. Por incrível que pareça tivemos um ano maravilhoso - sabemos que a lesão é multifatorial - naquele ano nós não tivemos uma lesão sequer que pudesse tirar atletas de jogos, somente lesões comuns no futebol. Por mais incrível que pareça, foi um baita campeonato que realizamos. Fomos campeões, passamos três fases da Copa do Brasil, ganhamos vários jogos de times grandes, sendo muito bacana esta integração dos departamentos."
Já Sileno Jr. nos passa a teoria que envolveu o trabalho à época: "O Fábio de fato falou muito bem. Exatamente isso. Ele acompanhou a luta, esta resistência no futebol que sempre tivemos com a aplicação do trabalho preventivo. Na verdade, quando ele assumiu eu pude colocar minha visão em prática, foi quando procurei o Marcos Almeida que já realizava este tipo de trabalho. Esta rotina teve uma base de conhecimento focado nas principais lesões existentes no futebol. A intenção era automatizar o movimento pelo Sub Córtex para tornar o atleta mais rápido com o objetivo de diminuir o tempo de reação nos mecanismos de lesões. Era um circuito onde nós simulamos os principais gestos de mecanismos de lesão, por exemplo, controle neuromuscular para diminuir riscos no cruzado anterior, entorse de tornozelo, treinamentos excêntricos para musculatura posterior de coxa que tem um alto índice de problemas, circuitos de equilíbrio, dentre outros para que diminuíssem as lesões durante o campeonato. Foi um trabalho criado com uma base de raciocínio clínico e científico em cima dos principais mecanismos de lesão. O circuito era dividido em níveis de baixa complexidade, média complexidade e alta complexidade. O atleta evoluía dentro das repetições neste circuito. Tinha todo um processo de aprendizagem onde ele ia passando de fases de acordo com sua execução dos exercícios. Agilidade, Força, simulação do gestual esportivo, Propriocepção que com outros elementos formavam o Treinamento Sensório Motor Funcional, sendo uma rotina puramente cognitiva e Bio-operacional, tendo alcançado muito sucesso."
Enfim, foi incrível mesmo o trabalho, em especial para quem estava colocando em prática estudos ao qual eu havia tido acesso em 2006 e que posteriormente, após o mestrado, entendi bem as bases cerebrais que estavam sendo estimuladas em busca de novas plasticidade. Ótimas recordações de encorpadas parcerias e que duram até hoje. Bons treinos!
 
 
 
Compartilhe
Sobre o autor

Marcos Almeida

[email protected]