BRF, exterminadora de animais: da prisão pela PF até a queda de R$4 bi
07/03/2018 | 03h09
Por Coletivo Vegano
Estamos em festa! :) A BRF, máfia exterminadora de animais, dona de marcas como Sadia e Perdigão e maior exportadora de carne de frango do mundo (vendendo para aproximadamente 150 países), é o alvo da 3ª fase da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A fase, intitulada “Operação Trapaça”, foi deflagrada na última segunda-feira (5). A fase cumpre 91 ordens judiciais em cinco regiões: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. Há mandados de prisão e, também, 27 mandados de coerção coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão. Nove pessoas continuam presas, nesta quarta-feira (7)—dentre elas, o ex-diretor global da BRF, Pedro de Andrade Faria. Ontem e na segunda foram soltas duas presas temporárias: as ex-funcionárias da BRF Tatiane Cristina Alviero e Fabianne Baldo.
A Polícia Federal está investigando, nessa fase da Carne Fraca, quatro unidades da BRF: as de Carambeí (PR) e Rio Verde (GO), que produzem frango; a de Mineiros (GO), que produz peru; e a de Chapecó (SC), que produz ração. A PF e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informaram que essas quatro unidades fraudavam laudos relacionados à presença de salmonela em alimentos que eram exportados para 12 países, incluindo China, África do Sul e países da União Europeia. Essa exportação, que está suspensa, exige requisitos sanitários específicos de controle da bactéria salmonela spp.
Ex-executivos da BRF, funcionários e técnicos de cinco laboratórios do grupo são suspeitos de, para passar por cima da fiscalização, preencher com informações falsas vários laudos que são enviados ao Serviço de Inspeção Federal (SIF/Mapa). Daí o nome da operação: Trapaça. Os investigados podem responder por falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, e por crimes contra a saúde pública, dentre outros crimes. De acordo com a Justiça, os crimes contra a saúde pública foram basicamente praticados na unidade de Carambeí, no Paraná.
Reuters
QUEREMOS QUE AS AÇÕES DE MERCADO CAIAM MAIS AINDA
No mesmo dia em que a Operação Trapaça foi deflagrada, segunda-feira (5), a BRF perdeu, em poucos minutos, mais de R$ 4 bilhões em valor de mercado, de acordo com informações da Economatica. Na sexta-feira (2), a BRF fechou com uma avaliação de mercado de mais de R$25 bilhões, e na tarde de segunda-feira o grupo registrava um valor de mercado de pouco mais de R$20 bilhões. Isso pode ser acompanhado na cotação do Ibovespa. A BRF fechou 2017 com um prejuízo de R$1 bilhão e em 2016 teve perdas de R$ 367 milhões.
Publicado originalmente em: https://medium.com/@coletivoveganx
Divulgação
Comentar
Compartilhe
Termina hoje o Seminário Nacional dos Policiais Antifascismo, no Rio
29/09/2017 | 01h42
Texto e foto por: Thaís Tostes
Acontece nesta sexta-feira (29), na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio, capital, o 1* Seminário Nacional dos Policiais Antifascismo, que teve início ontem e que reúne dezenas de policiais e demais profissionais de Justiça e Segurança Pública para debater questões urgentes do país, como, por exemplo, a desmilitarização das políticas de segurança e a legalização das drogas. Esses dois temas, em específico, estiveram em debate nas mesas de hoje, e ontem o seminário debateu "a construção dos policiais como trabalhadores" e "políticas de segurança sem derramamento de sangue". Agora à tarde, às 15h, acontecerá uma plenária para a elaboração do Manifesto dos Policiais Antifascismo.
"Pesquisando sobre qual é o público que usa drogas ilícitas, encontrei uma pesquisa da FGV que diz que 62% dos consumidores declarados pertencem à classe A, que representam 5,8% da população. 85% dos usuários de drogas são brancos. E, na outra ponta: quem produz a droga? O cara mais poderoso é o dono das fazendas onde se planta a droga. Se não é na favela onde há a produção, e não é na favela onde está o consumo, o que há então na favela quando o Estado foca seu olhar para o combate às drogas? E aí concluímos: não há combate a drogas. O que há é o combate a pessoas. É um racismo de Estado, porque não é uma escolha aleatória – tem embasamento na história. O Estado brasileiro sempre marginalizou e criminalizou a população negra com objetivo nítido de controle , de criminalização e extermínio. Não vemos o Estado fazendo buscas nas fazendas, nos aeroportos. E os brancos que estão no comércio de drogas não são vistos pela imprensa, nem pela sociedade, como traficantes. A imagem do traficante é a do cara que 'tá na favela, que é negro, pobre.", analisou o policial civil da Bahia, Kleber Rosa, na mesa "Legalização das drogas - uma pauta policial", que ocorreu hoje de amanhã.
Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Thaís Tostes

[email protected]