Roda: DIREITOS ANIMAIS E JUSTIÇA SOCIAL - Amanhã, no Caps Infantil
15/05/2019 | 15h26
Amanhã (quinta-feira, dia 16), o Coletivo Vegano promove a roda de conversa "O que o veganismo tem a ver com as lutas por justiça social?" e uma oficina culinária de amendoim. Com início às 9h30, no Caps Infantil, a roda e a oficina acontecem dentro da programação da 5a Semana da Luta Antimanicomial de Campos, organizada pelo Coletivo Estamira.
O Coletivo vai falar sobre a interseccionalidade do veganismo - sobre como os direitos dos animais estão totalmente ligados à luta pelos outros direitos sociais. 
A entrada é gratuita! Não perde! 
RODA DE CONVERSA "O que o veganismo tem a ver com as lutas por justiça social?" + Oficina culinária de amendoim
QUINTA-FEIRA (16 de maio),às 9h30
No Caps Infantil (Centro de Atendimento Psicossocial Infantil Dr. João Castelo Branco - Endereço: Rua João Barreto, 70, Parque Rosário - Campos-RJ
Confira a programação completa da Semana, aqui: www.facebook.com/events/454362662001485
E confirma presença na roda de conversa e oficina: https://www.facebook.com/events/301190087478336/
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As mães que não podem ser mães, e os filhos órfãos, por causa da agropecuária
12/05/2019 | 15h16
O blog deseja a todas as mães um dia especial, cheio de afeto. E faz esse post como homenagem principalmente às mães de outras espécies, que são exploradas pela espécie humana. Sobre o Dia das Mães, podemos perguntar: Feliz Dia das Mães pra quem? Feliz Dia das Mães pra quais mães? Mãe é mãe e ponto final, não é mesmo? Mas, para as mães de outras espécies, exploradas pela indústria do leite, dos ovos e da carne, todo dia é uma tortura. Você sabia que as fêmeas de outras espécies, como as vacas e as galinhas, não possuem o direito à maternidade, e seus filhos ficam órfãos logo que nascem?
A luta pelo Direito Animal é também a luta pelo direito à maternidade, e a luta pelo direito dos filhos terem uma mãe e um pai, direitos estes que são tirados dos animais pelas indústrias da carne, leite/laticínios e ovos – a indústria agropecuária. Além do feminismo, por exemplo, área de luta de muitas mulheres, existe um degrau acima, que é o feminismo antiespecista, que defende as fêmeas não apenas da espécie humana.
A indústria da propaganda e do marketing é muito bem paga pela indústria da agropecuária para produzir as imagens de vaquinhas felizes nas caixas de leite, num campo verde com o nascer do Sol, assim como pra defender que “está tudo bem em tomar leite porque nenhum animal foi morto pra dar leite”. Só que isso é uma grande mentira. Há também a defesa de que "o que eu como é uma escolha pessoal minha", mas nesse caso se está esquecendo de alguém, como ele:
Neste Dia das Mães escolhemos um vídeo em animação muito bem feito, que mostra um pouco sobre o que a indústria agropecuária, especificamente a indústria do leite, faz com as vacas e com seus filhos, para que o leite chegue até você nas prateleiras dos supermercados. Se você não aguenta ver imagens fortes, pode ver essa animação tranquilamente, porque ela é "suave". Mas tem aquele ditado, né?! Se algo não é bom pra você ver ou ouvir não deve ser bom pra você comer! Leite é morte, dor e sofrimento. São mães que não puderam ser mães – que sentiram a dor de perder um filho. São filhos que não puderam beber o leite que era deles, pra esse leite ir pra você, e que não puderam ter contato algum com sua mãe. Órfãos da indústria do leite. 
Veja o vídeo, que é bem curtinho, clicando abaixo:
É omitido da população, no geral, que vacas em fazendas produtoras de leite vivem em galpões sujos e superlotados. Para que produzam leite ininterruptamente, essas vacas são repetidamente inseminadas (seres humanos as forçam a engravidar). Assim que seus filhos nascem, os bezerros, eles lhe são retirados para que o leite que deveria ser deles chegue até você. Em alguns casos, eles mantêm o filho perto da mãe (para que, pelo amor, ao vê-lo, esta vaca produza leite), mas neste bezerro é colocado um "anel de desmame", que o machuca assim que ele tenta mamar em sua mãe. Você já viu, pelos pastos brasileiros, bezerros com uma espécie de "argola" no nariz, não viu?! Então: é isso. 
 Se o bebê da vaca for do sexo masculino, ele simplesmente é “descartado” da rota do leite e encaminhado pra uma fazenda de vitela, onde é mantido em uma baia minúscula onde ele basicamente não consegue se mover. E, em poucas semanas, esse filho é morto, pra comercialização da carne de vitelo, vendida em restaurantes. Mas, se o bebê da vaca for fêmea, esta vai seguir o mesmo “destino” da mãe (se tornará mais uma “vaca leiteira”, sem direito à maternidade, e com filhos órfãos). Isso não é natural.
Uma vaca leiteira, normalmente, vive a média de 20 anos ou mais, mas por conta dessa exploração sem fim feita pela indústria do leite, engravidando sem parar para a produção do leite, manteiga, requeijão e tudo isso que a sociedade consome, essa vaca vive apenas quatro anos, ou até menos. E então, quando o ser humano não consegue mais explorá-la dessa maneira, quando ela “deixa de dar leite”, ela é enviada para o “abate”– é morta em matadouros para a produção de carne, geralmente carne moída.
Na internet você encontra vários documentários e outras fontes de informação que mostram como as vacas são tratadas pela indústria do leite – funcionários de fazenda costumam chutar, espancar e perfurar esses animais, quando querem que eles façam algo.
A cada dia que passa, mais médicos se tornam veganos, assim como nutricionistas, formando uma grande rede de profissionais que chegam pra desmentir, por exemplo, que “você tem que consumir laticínios”, que “se você não tomar leite você vai ficar fraco”. Essas coisas eram crenças da época da nossa avó e o mundo caminha para um mundo justo, onde os direitos sejam respeitados – o direito de todos, incluindo o outro, o animal -, como o direito à vida, à felicidade e à maternidade.
Luto por todas as mães e filhos explorados e mortos pela indústria agropecuária!
 
 
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Animais apreendidos no Mercado: da rota do abate direto para um santuário
07/05/2019 | 21h59
O Santuário Salvando Vidas, um dos únicos santuários, no mundo, coordenado por veganos (dentre eles a jornalista que escreve este texto e ativista antiespecista, Thaís Tostes) e grupo de defesa do Direito Animal que sobrevive de forma independente (sem apoio de governos ou da iniciativa privada), está muito feliz por ser o guardião de grande parte dos animais que foram apreendidos no Mercado Municipal de Campos-RJ no último dia 25, na operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e outros órgãos. O Santuário, como grupo antiespecista, está de luto pelo caminhão de galinhas que foram mortas por "falta de espaço", e ainda porque "protetores de animais" que conhecem o trabalho do Santuário não acionaram este grupo de defesa do Direito Animal, mesmo sabendo que o grupo tem estrutura o suficiente onde as galinhas poderiam viver, na zona rural de São Francisco do Itabapoana-RJ. A informação de que as galinhas não foram mortas, como circula nas redes sociais, não procede. Elas foram mortas, como confirma um dos documentos obtidos por esse blog. Sentimos muito por cada vida interrompida. No entanto, o Santuário Salvando Vidas conseguiu salvar vários animais, que, da rota do abate, agora estão na rota da proteção e defesa do Direito Animal. E na rota do amor.
O Santuário agradece imensamente aos delegados da 134ª Delegacia de Polícia de Campos, Natália Patrão e Bruno Cleuder, por confiarem no trabalho de resgate e defesa do Direito Animal mantido por esse grupo. Agora, os animais que viviam dentro do caos sonoro e de calor do Centro de Campos vivem livres na natureza, com direito a matas, patas na terra, lagos, rio e até piscina, e em harmonia com diferentes espécies de animais. São preás, coelhos, gansos, patos, perus que talvez tenham visto agora, pela primeira vez, bois, cavalos, gatinhos, cachorrinhos, cabritos, ovelhas e outras espécies.
O Santuário, como grupo antiespecista e de luta pela construção do animal como indivíduo sujeito de direitos, é contra o comércio de animais e acredita que essa prática acabará ao longo dos anos, por meio de muita educação e luta jurídica. E, ao mesmo tempo, defende que os órgãos públicos apoiem os comerciantes de animais neste momento, para que consigam pagar suas dívidas e outras despesas, como alimentação.
O Santuário está mais colorido por cada ser sensciente que saiu do risco de morte e agora viverá feliz e morrerá de morte natural; e está, também, com uma vaquinha aberta para o suporte à alimentação (milho, ração, vitaminas) e demais gastos (medicamentos, exames) dessas dezenas de animais pelos próximos meses. Ajude como puder! Link da vaquinha: www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-na-alimentacao-dos-animais-resgatados-do-mercado-municipal
NAS FOTOS ABAIXO:
1) COELHINHO QUE ERA COMERCIALIZADO NO MERCADO, NESTA FOTO NUMA GAIOLA, AINDA COM SEU ANTIGO "DONO", APÓS TER SIDO RETIRADO DO MERCADO MUNICIPAL.
2) O MESMO COELHINHO DA PRIMEIRA FOTO, BRINCANDO COM OS OUTROS, CORRENDO, JÁ NO SANTUÁRIO SALVANDO VIDAS
3) GANSOS QUE AGORA TÊM UMA PISCINA INTEIRA SÓ PRA ELES
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DOMINION, doc novíssimo sobre Direito Animal, nesta quarta, em Campos
06/05/2019 | 19h11
Nesta quarta-feira (8 de maio), vamos exibir o documentário Dominion (2018), uma das produções mais atuais sobre DIREITOS ANIMAIS. Às 19h, no Edifício Medical Center, no centro de Campos-RJ. Entrada livre! Vamos também debater Direito Animal, incluindo os atrasos que existem nessa área e que se tornaram ainda piores, no Brasil, no desgoverno de Jair Bolsonaro.
 Exibição: Coletivo Vegano, Thaís Tostes e Santuário Salvando Vidas // Dentro da programação do Cineclube Goytacá
O DOCUMENTÁRIO - Dominion foi filmado na Austrália e, com o uso de drones, câmeras escondidas e câmeras portáteis, denuncia os bastidores da cruel agropecuária moderna, questionando a moralidade e a validade do domínio da humanidade sobre os animais. Embora fale principalmente sobre os animais explorados pela indústria da "alimentação", o documentário também mostra outras maneiras pelas quais os animais são explorados, abusados e exterminados pelos humanos, como, por exemplo, nos setores de roupas, entretenimento e pesquisa.
O audiovisual é narrado por Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Sia, Sadie Sink e Kat Von D, e co-produzido pelo criador do documentário clássico da causa animal Earthlings ("Terráqueos"), Shaun Monson. A direção é de Chris Delforce e Lissy Jayne.
Exibição do documentário DOMINION
QUARTA-FEIRA, 19h
Edifício Medical Center (Rua Treze de Maio, 286 - Centro - Campo-RJ)
ENTRADA LIVRE
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Vale do Rio Doce é um mar de lama: muitos animais soterrados e mais de 200 pessoas desaparecidas
25/01/2019 | 15h27
A primeira postagem deste blog, que rolou em novembro de 2015, foi uma postagem de luto pelo crime praticado contra Mariana-MG, que deixou dezenas de vítimas - não apenas humanas, mas também não-humanas, como os animais. Esse crime que derramou mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama de minério na área rural de Mariana e deixou mais de 200 famílias sem casas e 19 pessoas mortas em Bento Rodrigues, além de muitos animais mortos, foi assinado pela Samarco, dos grupos Vale do Rio Doce e BHP.
Ficamos indignados por este caso não ter dado em nada na área penal (o Direito Penal só costuma funcionar para pobres), e a Vale do Rio Doce acaba de assinar mais um CRIME ambiental - o rompimento de barragem ocorreu na tarde de hoje (sexta, dia 25), também em Minas Gerais, mas desta vez em Belo Horizonte, em Brumadinho, na Grande BH. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, mais de 200 pessoas estão desaparecidas e inúmeros animais morreram - sem, sequer, terem tido a oportunidade de resgate.
As fotos abaixo são do caso desta sexta-feira:
O mar de lama, dessa vez, destruiu casas da região do Córrego do Feijão. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão no local. A empresa disse, em nota, que "a prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade", e em nenhum momento falou sobre os animais locais e da região, que foram afetados e morreram.
O hospital da região já se prepara para receber feridos e dois helicópteros sobrevoam a região. As prefeituras regionais orientaram a população para que se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba. O Instituto Inhotim está retirando funcionários e visitantes do local.
VEJA FOTOS DE MARIANA-MG:
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Polícia que mata muito e presos sem julgamento e na superlotação: relatório da Human Rights Watch
19/01/2019 | 18h02
Uma das maiores organizações da área de Direitos Humanos do mundo, a Human Rights Watch (Observatório de Direitos Humanos), divulgou, na quinta-feira (17) dessa semana, os resultados de um relatório anual sobre problemas envolvendo Direitos Humanos em 90 países. Você pode acessar e baixar o relatório na íntegra, clicando aqui nesse link: Relatório da Human Rights Watch
Na análise do Brasil, o relatório deixou claro sobre: o posicionamento racista, homofóbico e misógino de Jair Bolsonaro; a não-investigação, por parte das Polícias, de crimes de violência; as ameaças contra jornalistas durante as últimas eleições presidenciais; o aumento da violência gerado pelos assassinatos ilegais cometidos pela Polícia; a violência doméstica, que continua generalizada; ataques xenófobos contra venezuelanos; a submissão, de moradores rurais, a agrotóxicos e o medo que eles possuem de denunciarem esses envenenamentos; a quantidade de execuções extrajudiciais que a polícia brasileira assina (policiais mataram 5.144 pessoas em 2017, 20% a mais do que em 2016); a tortura e crimes cometidos pela polícia militar; a investigação de todos esses crimes da polícia, que é feita pela própria polícia; as mortes causadas pelo Exército nas favelas do Rio e o quanto as mortes por policiais aumentaram no período da Intervenção; a superlotação do sistema carcerário brasileiro; a violação de direitos humanos nas cadeias - como falta de atendimento médico e alta mortalidade de presos por doenças nitidamente tratáveis; a falta de educação e de emprego para presidiários; e também sobre a quantidade absurda de pessoas que estão presas sem julgamento e sobre um Estado que dificulta e não dá acesso, para os detentos, às audiências de custódia (e como eles são intimidados nas audiências que acontecem, por conta da presença de policiais); dentre outros pontos altamente importantes e urgentes.
A respeito do país, dentre tantas coisas relatadas, a Human Rights Watch afirma:
"Jair Bolsonaro, um membro do Congresso que endossou a tortura e outras formas de práticas abusivas, e fez declarações abertamente racistas, homofóbicas e misóginas, ganhou no segundo turno em outubro. Violência política e ameaças contra jornalistas marcou a disputa presidencial. A violência atingiu um novo recorde no Brasil, com cerca de 64 mil mortes em 2017. A polícia resolve apenas uma pequena parte dos homicídios. Assassinatos ilegais cometidos pela polícia alimentam a onda de violência. O fraco controle estatal de muitas prisões facilita o recrutamento de gangues [facções]. A violência doméstica continua generalizada; milhares de casos a cada ano não são devidamente investigados. Dezenas de milhares de venezuelanos entraram no Brasil em 2018 fugindo da repressão, fome e assistência médica inadequada. O Brasil manteve suas fronteiras abertas, mas houve vários ataques xenófobos contra venezuelanos. Muitos brasileiros moradores das áreas rurais estão expostos a pesticidas pulverizados perto de suas casas, escolas e locais de trabalho, e eles temem represálias se denunciarem envenenamentos.
Especificamente sobre Segurança Pública e as Polícias, o relatório da Human Rights Watch diz:
"Um estudo em larga escala de criminologistas e jornalistas estima que os promotores apresentam acusações em apenas dois em cada dez homicídios. Abusos cometidos pela polícia, incluindo execuções extrajudiciais, contribuem para um ciclo de violência que prejudica a segurança pública e põe em risco a vida dos policiais e civis. O governo federal não publicou um relatório anual sobre mortes envolvendo policiais, conforme ordenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em uma decisão de 2017. Dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que 367 policiais em serviço e fora de serviço foram mortos em 2017, e esta é a informação mais recente disponível. Policiais, incluindo oficiais de folga, mataram 5.144 pessoas em 2017, 20% a mais do que em 2016. Enquanto alguns assassinatos cometidos pela polícia são em legítima defesa, a pesquisa da Human Rights Watch e outras organizações mostram que alguns são execuções extrajudiciais. Em São Paulo, o ouvidor da polícia examinou centenas de assassinatos cometidos pela polícia em 2017, concluindo que a polícia usou força excessiva em três quartos deles, às vezes contra pessoas desarmadas."
“O Rio de Janeiro tem 17 milhões de pessoas. A polícia matou 1400 civis. Nos Estados Unidos, um país com 325 milhões de pessoas, no mesmo período, a polícia em confronto com civis matou 1000. São números que em alguns casos podem ser equiparados com conflitos armados internos ou até internacionais”, declarou José Miguel Vivanco, diretor para a divisão das Américas da Human Rights Watch.
Ainda sobre a Polícia, diz a organização de Direitos Humanos:
"Uma lei de 2017 mudou os julgamentos de membros das forças armadas acusados de assassinatos ilegais de civis de tribunais civis a militares. A lei também moveu julgamentos da polícia militar - a polícia estadual que patrulha as ruas no Brasil - acusada de tortura e outros crimes - aos tribunais militares, embora os homicídios cometidos pela polícia são da jurisdição civil. Isso significa que as forças armadas e a polícia militar investigam seus próprios membros que são acusados de crimes. Sob normas internacionais, execuções extrajudiciais e outras graves violações dos direitos humanos assinados pela polícia e os militares devem ser investigados por autoridades civis e submetidas a tribunais civis. Menos de um mês após a promulgação da lei, oito civis foram mortos durante ação conjunta entre a Polícia Civil e o Exército na área metropolitana do Rio de Janeiro. Nem investigadores das forças armadas nem promotores federais militares haviam entrevistado testemunhas civis."
O relatório também destaca que o então presidente da República, Michel Temer, transferiu, em fevereiro, para o Exército, a responsabilidade pela segurança pública e pelos presídios no Rio de Janeiro, e que isso tinha como objetivo a melhoria da segurança das pessoas. No entanto, diz o relatório da Human Rights, de março a outubro, os homicídios subiram 2% no Estado do Rio, enquanto os assassinatos da polícia aumentaram 44%,
em comparação com o mesmo período de 2017. A Human Rights também destaca o assassinato de Marielle Franco, vereadora e defensora de direitos humanos, e de seu motorista, Anderson Gomes, exterminados por um atirador profissional; e diz que, até a redação do relatório, a polícia não havia prendido ninguém relacionado a esse caso. 
INTERNOS SEM SAÚDE E COM OUTROS DIREITOS HUMANOS VIOLADOS NAS CADEIAS SUPERLOTADAS DO BRASIL
Sobre as condições prisionais, sobre tortura e maus-tratos a presidiários do sistema prisional brasileiro, a organização especializada em Direitos Humanos relata que, segundo dados do Ministério da Justiça, em junho de 2016, mais de 726 mil adultos foram presos em instalações que tinham a capacidade de comportar a metade dessa quantidade de detentos. E que o governo federal esperava mais 115 mil presos até o final de 2018. 
O relatório ainda destaca que a superlotação e a falta de pessoal fazem com que seja impossível que as autoridades prisionais mantenham o controle dentro de muitas prisões, e isso deixa os internos vulneráveis à violência e recrutamento em gangues [facções]. Menos de 15% dos internos possuem acesso a oportunidades de Educação ou emprego, e os serviços de saúde dentro das cadeias são altamente e frequentemente deficientes. Segundo a publicação da Human Rights Watch, o Escritório da Defensoria Pública no Rio relatou que,  só no Estado do Rio de Janeiro,266 pessoas morreram dentro das cadeias no ano de 2017, a maioria em condições claramente reversíveis e passíveis de tratamento, como diabetes, hipertensão e doenças respiratórias.
Segundo a Human Rights, em fevereiro a Suprema Corte determinou que mulheres grávidas, mães de crianças menores de 13 anos e mães de crianças e adultos com deficiências, que estão presas por crimes não violentos, deveriam aguardar seus julgamentos em prisão domiciliar, exceto em "casos muito excepcionais". Apesar do Ministério da Justiça ter dito que esta ordem poderia aplicar-se a 10.693 mulheres presas, os juízes liberaram apenas 426 delas até a data de 1º de maio, o prazo para o cumprimento da determinação da Suprema Corte. Os juízes fizeram uso generalizado da exceção ("casos muito excepcionais") para simplesmente manterem as mulheres nas cadeias.
PRESOS SEM SEREM JULGADOS - E SEM DIREITO ÀS AUDIÊNCIAS DE CUSTÓDIA
O documento relata, ainda, o que todos os ativistas de Direitos Humanos não se cansam de dizer: que muitas pessoas que aguardam julgamento são rotineiramente mantidas como prisioneiros condenados, prática que viola padrões internacionais e leis brasileiras. O Conselho Nacional de Justiça determinou que até maio de 2016 todos os detidos tivessem, no prazo de 24 horas após a prisão, uma audiência para determinar se devem ser submetidos a detenção preventiva ou julgamento gratuito pendente. Mas mais de dois anos depois, muitas jurisdições fora das capitais ainda não realizam tais “audiências de custódia”. Quando não há essas audiências, os detidos esperam meses para serem julgados pela primeira vez.
Nas audiências de custódia, os juízes podem detectar o abuso policial, mas alguns não perguntam aos detidos sobre o seu tratamento. Na maioria dos casos, policiais estão presentes durante a audiência, o que torna a situação altamente intimidante (para o interno). Ainda assim, cerca de 5% dos detentos, durante as audiências, relatam abusos, segundo o Conselho Nacional de Justiça. E vários estudos têm mostrado que as alegações dos internos muitas vezes não são devidamente investigadas. ["Mas quem vai acreditar no meu depoimento?", Diário de um detento, Racionais]
Ainda sobre as audiências de custódia, o relatório da organização conta que, até o momento que o documento foi feito,  o Congresso examinava um projeto de lei para fazer com que as audiências de custódia sejam obrigatórias em todo o país.  Mas o projeto permitiria que alguns fossem realizados via videoconferência com as pessoas em seus locais de detenção, o que tornaria as audiências muito mais difíceis de serem uma oportunidade genuína para descobrir alegações de abuso policial.
OUTRO RELATÓRIO, DO FINAL DO ANO PASSADO, DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, APONTA VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS EM VÁRIOS SETORES NO PAÍS, DENTRE ELES AS CADEIAS
Se você não acompanhou, vale a pena dar uma conferida em outro relatório - o da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, organização que visitou o Brasil em novembro do ano passado numa visita que foi a mais profunda dos últimos 27 anos. A Comissão fala das questões indígenas e quilombolas, demonstrando imensa preocupação, e mergulhou no Complexo Penitenciário de Bangu, elegendo o Presídio Jorge Santana como um dos piores presídios das Américas, e detectando que internos não estavam tomando sol e tinham feridas pelo corpo com dificuldade de cicatrização, dentre outras violações de direitos humanos. A Comissão também falou da preocupação com a militarização da Segurança Pública.
Bangu. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Francisco Proner - FARPA
Bangu. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Francisco Proner - FARPA
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos chegou ao Brasil no dia cinco de novembro e visitou o Rio de Janeiro, o Distrito Federal e outros sete estados. A última vez que o grupo esteve no Brasil foi em 1995. Entre os temas observados estão a discriminação, desigualdade, pobreza e aplicação de políticas públicas. Os especialistas observaram principalmente a parte da população brasileira que está historicamente em situação de discriminação, como afrodescendentes, indígenas, trabalhadores rurais, população em situação de pobreza, presidiários, migrantes e defensores de direitos humanos. 
"No Rio de Janeiro, dentro do Complexo Penitenciário de Bangu merece atenção a situação dos Institutos Plácido Carvalho, Nelson Hungria e Jorge Santanna. O presídio Jorge Santanna se encontra em condições extremas de funcionamento, e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos denuncia esse lugar como um dos centros penitenciários em piores condições em toda a América", afirmou o documento.
Outro ponto destacado foram as condições do Centro Socioeducativo Dom Bosco, que possui poucas ações de reinserção dos menores na sociedade.
“O Centro Socioeducativo Dom Bosco vive um desvio integral da sua finalidade institucional, ante a ausência de atividades socioeducativas e claras características de um verdadeiro presídio", destacou também o relatório.
Leia e baixe esse relatório preliminar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, clicando aqui: RELATÓRIO DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
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URGENTE! Ajude os animais do Santuário Salvando Vidas, de São Francisco do Itabapoana
17/01/2019 | 23h46
Como a própria Folha da Manhã informou em matéria publicada no ano passado, o Santuário Salvando Vidas fica localizado ao lado de Campos-RJ, na zona rural de São Francisco do Itabapoana-RJ. O Santuário abriga, atualmente, mais de 500 animais que foram resgatados de maus-tratos, violência e abandono. E precisa muito da sua ajuda para continuar seu trabalho de resgate e proteção! São vacas, porcos, gatos, cachorros, perus, galinhas, ovelhas, cabritos protegidos, numa ação coordenada pelo ativista Camilo José Nascimento.
O santuário sobrevive com muita luta, sem apoio de governos e iniciativa privada. As doações são pequenas e advêm de pessoas comuns, que apoiam este trabalho. Os gastos com alimentação (ração, milho, etc.), remédios, consultas, exames, água e luz são grandes! Ajude como puder! Toda ajuda é bem-vinda!
O Santuário possui contas bancárias autorizadas para depósito e também acabou de abrir uma vakinha online, por meio da qual você pode doar em forma de boleto ou por cartão de crédito. O link para você doar na Vakinha é este: www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-os-animais-do-santuario-salvando-vidas-vakinha-oficial 
E você também pode doar nas seguintes contas:
Caixa Econômica Federal
Agência: 2524
Operação: 013
Conta poupança: 28264-9
(Thaís // CPF: 124.287.127-64)
 
 
Banco Bradesco
Agência: 0960
Conta corrente: 2383-3
(Camilo José // CPF: 051.712.467-00)
Você também pode ajudar comprando, você mesmo, a ração com a loja fornecedora do Santuário. Pra isso, basta entrar em contato com o Santuário por meio dos telefones ou páginas abaixo e obter o contato da loja. 
Para conhecer mais o trabalho do Santuário Salvando Vidas, ver fotos, vídeos, obter mais informações, siga suas páginas oficiais nas redes:
Os telefones pra contato são: (22) 99822-4409 // (22) 98158-4293
E o e-mail: [email protected]
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Secretário de Adm Penitenciária do Ceará provoca facções e ataques começam no dia seguinte
12/01/2019 | 17h12
O Ceará vive, desde o dia 2 de janeiro, uma série de ataques que seriam assinados por facções do Estado. Até a tarde dessa sexta-feira (11), mais de 170 ocorrências policiais já tinham sido registradas. Investigadores e analistas do cenário defendem que os ataques vêm acontecendo como uma forma de retaliação ao discurso do secretário de Administração Penitenciária do Ceará, Luís Mauro Albuquerque, que, no dia de sua posse, dia 1º de janeiro, afirmou que encurralaria o crime organizado e que não reconheceria facções e, por isso, deixaria de separar, no sistema prisional, detentos de facções rivais. No dia seguinte ao seu discurso, a onda de ataques teve início no Ceará, e já dura 11 dias. Explosivos foram detonados em pontes; ônibus, carros, caminhões, prefeitura, bancos e delegacias foram incendiados; uma torre de transmissão de energia foi derrubada; uma bomba foi detonada numa concessionária de veículos; dentre outras ações. O total é de 190 ataques em 43 municípios (Veja o infográfico, do G1, logo após este texto).
O secretário não assume a responsabilidade pela motivação dos ataques, dizendo que estes vêm acontecendo porque o Estado tem agido de forma “dura” no âmbito da Segurança Pública. Até a tarde dessa sexta-feira, 319 pessoas já haviam sido presas, SUSPEITAS de envolvimento nos ataques. Desse total, mais de 110 são menores de 18 anos, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil. Muitas famílias relatam excessos e violação de direitos humanos nas apreensões.
“O Estado vê um adolescente suspeito (que são sempre negros e pobres de periferia) e apreende. Depois que vão saber quem são”, disse, em entrevista, a presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Beatriz Xavier.
O defensor público Muniz Freire, do Núcleo de Atendimento ao Jovem e Adolescente em Conflito com a Lei, relatou em entrevista que muitos desses adolescentes apreendidos estão submetidos a penas não previstas em lei.
“Obrigam o adolescente a pintar um muro que está pixado, por exemplo, antes mesmo de sequer saberem se este adolescente praticou alguma das infrações”, comentou o defensor público.
O Governo do Estado conta com a parceria de atuação de agentes da Força Nacional, além de militares de outros estados, como Pernambuco, Piauí e Bahia. O Governo do Estado também afirmou que está agindo com apoio do Governo Federal (Jair Bolsonaro), por meio dos ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública.
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Australiano Rich Latimer lança novo clipe, "Sol e Lua", produzido pelo campista Marcelo Shama
09/01/2019 | 17h47
O músico australiano Rich Latimer produz canções que podem ser tranquilamente colocadas dentre as produções musicais de mais alta qualidade feitas atualmente no mundo. Num cenário fonográfico com muita coisa interessante mas também muita coisa ruim, as músicas de Rich Latimer são um verdadeiro oásis para ouvidos que buscam composições que elevam o astral. São músicas positivas, que trabalham sentimentos como amor, fé, alegria. A mais recente produção de Rich Latimer é “Sol e Lua”, que o artista nascido na Austrália e apaixonado pelo Brasil lançou, como parte do seu disco “Dreamer” (“Sonhador”), previsto para ser lançado agora em 2019. O campista Marcelo Shama assina a produção do videoclipe de “Sol e Lua”, ao lado de Italo Rocha. Marcelo Shama também assinou como produtor no primeiro videoclipe solo do artista, “Uplift”, como já divulgamos aqui no blog. É impossível não se apaixonar e não sair transformado após assistir "Sol e Lua". Permita-se a essa experiência astral de amor, dando o play no vídeo, clicando aqui nesse link, da página oficial do artista no Facebook: www.facebook.com/richlatimermusic/videos/502126320294854
“Sol e Lua” tem formato de animação e foi lançado na simbólica e poderosa data do Solstício de Verão, agora no final de dezembro, e o resultado ficou incrível, como poderão conferir nas imagens. Esse é o terceiro clipe que Rich lançou em 2018. A música e o vídeo contam a história de Rich com sua esposa, Juliana Zago, e narram também sobre as sementinhas que floresceram desse amor verdadeiro e genuíno.
Rich e Juliana se casaram espiritualmente num momento de eclipse total do Sol e ambos sempre se conectaram muito com essa representatividade cósmica, da união e do equilíbrio dinâmico, oposto e complementar, da vibração solar e lunar. A história do casal foi conectada à lenda tupi-guarani do Sol e da Lua, Jaci e Guaraci, e integrada também a diversos elementos do sagrado masculino e feminino, assim como as polaridades que habitam em todos os seres humanos.
A própria Juliana também co-criou o roteiro e participou ativamente em todo o processo de produção, que contou com uma equipe muito profissional e comprometida com essa obra de arte. O videoclipe contempla uma pequena parte dessa história de amor genuíno e sublime, que inspirou e inspira Rich em suas composições. O amor que ele colocou na produção de "Sol e Lua" é tão grande, tão elevado, que talvez essa seja uma das músicas mais impactantes do álbum "Dreamer", que já é, por completo, muito pra cima e cheio de mensagens positivas.
 
 
 
SOL E LUA - Equipe de Produção:
Dirigido por: Marcelo Shama e Italo Rocha
Produzido por: Marcelo Shama
Roteiro: Juliana Zago, Marcelo Shama, Marcelo Zuza e Italo Rocha
Animação e Rotoscopia: Lohan Nery, Italo Rocha
Cenarista: Marcelo Zuza
Editado por: Italo Rocha 
Agradecimento especial: Bruno Miranda

TEXTO EM INGLÊS:
Australian Rich Latimer releases new clip, "Sun and Moon", produced by Marcelo Shama
Australian musician Rich Latimer produces songs that can be quietly placed among the highest quality musical productions in the world today. In a phonographic setting with a lot of interesting stuff but also a lot of bad things, Rich Latimer's songs are a real oasis for ears that seek compositions that elevate the astral. They are positive songs, which work feelings like love, faith, joy. Rich Latimer's latest production is "Sun and Moon," which the Australian-born artist is in love with as part of his "Dreamer" album, set to be released in 2019. The brazilian Marcelo Shama signs the production of the music video for "Sol e Lua", next to Italo Rocha. Marcelo Shama also signed as a producer on the artist's first solo music video, "Uplift", as we have already posted here on the blog. It is impossible not to fall in love and not get transformed after watching "Sun and Moon". Allow yourself to experience this astral love, giving the play in the video, clicking here in this link, the official website of the artist on Facebook: www.facebook.com/richlatimermusic/videos/502126320294854
"Sun and Moon" has an animation format and was released on the symbolic and powerful date of the Summer Solstice, now at the end of December, and the result was incredible, as you can see in the images. This is the third clip that Rich released in 2018. Music and video tell Rich's story with his wife, Juliana Zago, and also tell about the seeds that have bloomed from this true and genuine love.

Rich and Juliana married spiritually in a moment of total eclipse of the Sun and both have always been very connected with this cosmic representativeness, of the union and the dynamic, opposite and complementary balance of the solar and lunar vibration. The story of the couple was connected to the Tupi-Guarani legend of the Sun and the Moon, Jaci and Guaraci, and also integrated into various elements of the sacred male and female, as well as the polarities that inhabit all human beings.
Juliana also co-created the script and participated actively in the entire production process, which had a very professional team and committed to this work of art. The music video covers a small part of this story of genuine and sublime love, which inspired and inspired Rich in his compositions. The love he put into the production of "Sun and Moon" is so great, so high, that perhaps this is one of the most impactful songs on the album "Dreamer", which is already completely up and full of positive messages .

SOL E LUA - Crew:
Directed by: Marcelo Shama and Italo Rocha
Produced by: Marcelo Shama
Screenplay: Juliana Zago, Marcelo Shama, Marcelo Zuza and Italo Rocha
Animation and Rotoscopy: Lohan Nery, Italo Rocha
Production Manager: Marcelo Zuza
Edited by: Italo Rocha
Special thanks: Bruno Miranda
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Brasil mata 8 milhões de perus por Natal e governo Bolsonaro é contra animais
25/12/2018 | 03h38
A luta antiespecista (contra a exploração dos animais) vem tomando grandes proporções no país e no mundo. A Holanda, por exemplo, está se preparando para se tornar o primeiro país vegano da Terra. O Brasil, como sempre, gosta de colecionar péssimas imagens internacionais: ao mesmo tempo em que é um dos tops no encarceramento em massa de jovens negros pobres (política de extermínio), na violência e assassinato de LGBTs, em feminicídios e outras vergonhas, é também o país onde está o maior exterminador de animais terrestres do mundo - o grupo JBS-Friboi. JBS-Friboi só não mata mais que o China Shipping Group, que é o maior exterminador de animais aquáticos do planeta.
Esse país que ama passar uma vergonha é também o que tem uma das bancadas políticas mais fortes do mundo - a Bancada Ruralista, formada por dezenas e dezenas de deputados e senadores. A luta antiespecista fica ainda mais forte agora nos próximos mandatos, porque o presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou a presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (Bancada Ruralista), a deputada Tereza Cristina (DEM), a "Musa do Veneno" (uma das principais articuladoras do projeto -PL 6299/02- que facilita a liberação do veneno nos nossos alimentos), como ministra da Agricultura e Pecuária. Isso quer dizer que os animais ficarão nas mãos dos seus próprios exterminadores e exploradores.
A luta dos ativistas antiespecistas/animalistas/veganos se intensificará nesse cenário. Se antes a luta contra o holocausto animal, contra o especismo, já era árdua, agora ela fica ainda mais pesada. No entanto, o número de ativistas antiespecistas vem aumentando no país. Prova disso são as quedas no comércio de carnes, e comentários de integrantes desse novo governo que debocham dos defensores da luta pela libertação animal.
O general Augusto Heleno, por exemplo, que vai assumir o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, foi questionado, por jornalistas, sobre se o Ministério da Agricultura e Pecuária teria um papel diferente do que tem hoje com a chegada da presidente da Bancada Ruralista. E o general foi debochado, dizendo, sobre o Ministério da Agricultura e Pecuária:
“Rapaz, sabe que eu não sei. Não tenho a menor ideia. Vai ser vegano!”
 Outro nome deplorável do próximo governo é o de Ricardo Salles, advogado da extrema direita nomeado por Bolsonaro pra ser o futuro ministro do Meio Ambiente. O que Bolsonaro fez foi entregar de bandeja para os ruralistas o único Ministério que ainda fazia algo pela natureza e pelos animais. Ricardo é totalmente do agronegócio e a proposta é que ele lide com o meio ambiente da forma como os ruralistas sempre quiseram. Num vídeo em que apoia o Rodeio de Barretos, Bolsonaro fala aos ruralistas: "Gostaram do Ministro do Meio Ambiente, né?!" Recentemente, Ricardo Salles chegou a postar uma foto com porcos empalados, num churrasco, colocando a legenda: "Churrasco vegano". Ricardo Salles, que foi condenado nos últimos dias, pela Justiça de São Paulo, por improbidade administrativa, quando foi anunciado por Bolsonaro ele já era réu por fraudar documentos de licenciamento ambiental para favorecer empresários (quando pegou a pasta de Meio Ambiente no governo Alckmin (PSDB) no estado de SP). É esse o "combate à corrupção" que o presidente eleito falou tanto, em sua campanha, que ia fazer. Ricardo Salles, que tentou se eleger como deputado federal, também propôs, em sua campanha, o uso de arma de fogo contra ANIMAIS e pessoas.
O deboche desses nomes do novo governo mostra que a luta pela libertação animal vem tomando força, conseguindo mais adeptos e incomodando esses nomes e grupos que sempre se mantiveram com base na exploração e no extermínio dos animais. A pecuária não explora apenas animais, mas também pessoas, sendo a área, no Brasil, que mais concentra índices de trabalho escravo. Entra ano e sai ano e o setor é líder na escravização de pessoas. A agricultura também aparece em segundo lugar na escravização de pessoas, mas vale lembrar que agricultura, no país, é pra alimentar os animais explorados e exterminados pela pecuária e a pesca - sendo assim, continua sendo a pesca e a pecuária em segundo lugar no trabalho escravo. Coloca no Google que você acha muita informação sobre isso. Temos então uma área que viola tanto os direitos animais quanto os direitos humanos. E, agora, nas mãos de Ricardo Salles, a tendência é a violação também dos direitos da natureza (árvores, rios, etc). Durante as campanhas eleitorais e após as eleições, santuários de proteção animal, ativistas e grupos de defesa animal vêm recebendo ataques de grupos de caçadores (principalmente caçadores de javalis), que debocham dos ativistas dizendo que vão comer todos os animais na cerimônia de posse presidencial, em janeiro.
Esse post também foi feito pra deixar alguns dados sobre a luta pela libertação animal: essa época de Natal e Ano Novo é a pior época para os animais, porque o extermínio se intensifica por conta dos "banquetes" e "ceias" dessas festas. Só no Brasil, por exemplo, mata-se mais de 8 milhões de perus para o Natal, segundo dados divulgados pela página Vegano Periférico (instagram: @veganoperiferico). Nessa conta entra apenas o Brasil, em apenas uma data (Natal) e apenas um animal - o peru. Nessa data também tem uma matança generalizada de porcos e outros animais, e no mundo todo.
Para além disso, as estatísticas de ONGs de defesa animal apontam que o mundo mata, em média, 150 bilhões de animais anualmente apenas na pecuária e na pesca, somente para a produção de carne. Aqui não estamos falando de animais que são mortos para testes laboratoriais da indústria da beleza e estética, nem de animais mortos em práticas cruéis como Farra do Boi, vaquejadas, rodeios e caça, dentre outras. Segundo a ONG Human Society International, todos os anos o mundo mata 100 milhões de animais em laboratórios. 
O que acontece com os animais é um extermínio legitimado socialmente, mas que tem tudo para chegar ao fim, se depender da luta dos ativistas. O extermínio de animais é o maior extermínio da história do mundo. O maior número de vidas interrompidas, na história da humanidade. Mas o quadro vem sendo modificado, com muita luta. Só no Brasil existem mais de 16 milhões de veganos e vegetarianos, contabilizados. O país também vem contando com alguns nomes da política e da Justiça que estão na luta pela libertação animal, pelo reconhecimento dos animais como sujeitos de direitos (e não mais como coisas, objetos, propriedade, economia, ou como pastas de Ministérios), contra o embarque de animais nos portos do país, em defesa da criação do Código de Direito Animal, contra a exportação de jumentos para a China (após serem explorados por carroças), dentre outras frentes de luta. O caso da cachorra Manchinha, violentada por um funcionário do Carrefour de Osasco-SP, por exemplo, tomou grandes proporções e mostra que a sociedade já não está mais satisfeita com a forma como os animais vêm sendo tratados. É um grande e belo despertar, que infelizmente acontece aos poucos (e com base em muita luta e guerra de informação), mas que está acontecendo. As novas gerações já não querem a Peppa Pig em seus pratos - elas querem o Nemo nadando em paz e a Galinha Pintadinha livre do risco de ser frita e livre da exploração da indústria dos ovos. Essa geração já chegou.
Muita luta vem sendo travada nas ruas e nas redes, pelos animais. Talvez antes, em outros tempos, a indignação com a crueldade contra os animais fosse menor ou até mesmo não tivéssemos os meios necessários pra expressar essa luta, mas agora temos a Internet (que já vem tentando ser censurada) e os veículos alternativos de mídia. O mundo ficou sabendo da carne de papelão porque foi um escândalo que não tinha como ser escondido, e fica sabendo de uma ou outra coisa pequena sobre os malefícios de se ingerir animais, mas não podemos, por exemplo, esperar que a Rede Globo faça uma mega reportagem contra o consumo de animais. A falta de avanço na questão animal, mantida pela sociedade, é absurda, principalmente por parte do Estado. Nessa semana, por exemplo, a Polícia Militar de Santa Catarina exterminou, a tiros, um boi, após ser explorado pela Farra do Boi, uma prática perversa e cruel, um crime contra os animais. A Polícia Militar de Santa Catarina "legitimou" o extermínio do animal dizendo que este teria machucado uma pessoa, entrado numa casa e gerado danos patrimoniais, e atingido uma viatura. Quer dizer, o animal é explorado numa prática cruel e criminosa, que é a Farra do Boi, e desorientado pode chegar a entrar em casas, etc, e quem é responsável por isso é o animal? Primeiro que ele nem deveria estar sendo usado pra Farra do Boi - deveria estar vivendo em paz, livre, sujeito de direito à vida e à felicidade-, e quem deve assinar a responsabilidade por esses atos são simplesmente quem permite que a Farra do Boi aconteça, quem compra ingressos pra assistir a esse show de horror e quem apoia esse tipo de prática. E não bastasse culpabilizar o animal por ações que foram de autoria dos órgãos liberadores da Farra do Boi, ainda matam o animal a tiros, covardemente? Veja aqui o vídeo dessa crueldade e crime: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/bom-dia-santa-catarina/videos/t/edicoes/v/animal-e-morto-pela-policia-apos-ser-usado-para-farra-do-boi/7253447/
E voltando ao próximo governo: A ligação de Jair Messias Bolsonaro com o extermínio animal já estava clara muito antes das eleições. Ele já tinha confessado que, durante a campanha eleitoral de 2014, ele recebeu da JBS-Friboi, pelo seu partido na época, o PP, a quantia de R$ 200 mil. Exploração dos animais gera muito dinheiro: a JBS teria pago R$1,4 bilhão em propinas a 28 partidos do país.
Bolsonaro fez uma campanha em defesa da caça de animais, chamando a caça de "esporte" e, ainda, "esporte saudável"", ganhando apoio de todos os grupos de caçadores ("Caçadores, estamos juntos!"); em defesa dos rodeios, vaquejadas e outras práticas; falando tranquilamente sobre zoofilia ("que naquela época não tinha mulher"); incentivando a Pesca; e propondo a fusão do Ministério do Meio Ambiente com o Ministério da Agricultura. 
Ele é o mesmo cara que diz que quilombola não faz nada, que mulher tem que ganhar menos e que índio não vai ter mais nenhum centímetro de terra. Ele também chegou a anunciar, nos últimos dias, o ruralista Nabhan Garcia (da Frente Democrática Ruralista) como o novo demarcador de terras indígenas, num episódio que mais parecia uma piada, mas acabou recuando e dizendo que "questões que envolvam conflitos de terras serão submetidas a um Conselho Interministerial", composto - adivinhem! - por Tereza Cristina (a Musa Ruralista), Ricardo Salles e os ministérios de Defesa, de Direitos Humanos, e o Gabinete de Segurança Institucional.
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Sobre o autor

Thaís Tostes

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