Denúncia contra Aécio é julgada hoje:propina de R$2mi da exterminadora de animais JBS
17/04/2018 | 14h02
Por: Coletivo Vegano (publicado originalmente aqui, no Medium do Coletivo Vegano)
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira (17), com início às 14h, uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que é acusado de corrupção e obstrução da Justiça, em investigação derivada da delação da JBS. Se a denúncia for aceita nesta terça-feira, Aécio se tornará réu no STF pela primeira vez e responderá a processo pelos crimes nos quais é investigado. Aécio é acusado de receber, no mínimo, R$2 milhões em propina, de Joesley Batista, da JBS (empresa que é a maior exterminadora de animais do mundo!), em troca de favorecer a JBS politicamente e defender interesses do grupo. Aécio afirma que essa grana era para pagamento de advogado, mas a Polícia Federal afirma que esses R$2 milhões não chegaram ao advogado do tucano.
Além de Aécio, são investigados: sua irmã, Andréa Neves; seu primo Frederico Pacheco; e o assessor de Zezé Perrella (senador dono do helicóptero com meia tonelada de pasta-base de cocaína – “Helicoca”).
Nesse processo de investigação da JBS, executivos do grupo disseram ao Ministério Público que, em 2014, pagaram, no mínimo, R$60 milhões em propina para Aécio. De acordo com informações relacionadas às denúncias, Aécio teria ajudado na liberação de créditos de R$12,6 milhões de ICMS da JBS Couros e dos créditos de R$11,5 milhões de ICMS da empresa “Da Grança”, adquirida pela JBS na compra da Seara. Também existem informações de que a JBS ajudou na compra de partidos para entrarem na coligação de chapa candidata à presidência, encabeçada pelo PSDB (chapa derrotada por Dilma Rousseff).
A colaboração dos funcionários do frigorífico foi confirmada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. De acordo com relatos aos procuradores, nesse histórico de escândalos, a JBS emitiu uma série de notas fiscais frias a diversas empresas indicadas pelo senador; e um primo de Aécio, Frederico Medeiros, teria sido indicado para receber valores em espécie.
A sujeira envolvendo o grupo que assina o maior extermínio de animais do mundo parece não ter fim. Além desse valor de no mínimo R$60 milhões pagos em propina, a JBS também chegou a afirmar que, após a campanha de Aécio para a presidência, em 2014, o frigorífico "vendeu um imóvel superfaturado por R$ 17 milhões a pessoa indicada por Aécio, com o fim de fazer chegar a Aécio o dinheiro". O pagamento, segundo a delação, por meio de transferência bancária.
Os executivos da empresa relataram também que em 2016 o senador pediu mais um valor de R$ 5 milhões.
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Rafael Diniz pode ser cassado.É investigado por abuso de poder econômico e outros crimes
16/04/2018 | 11h23
O futuro de Campos pode ser decidido nesta segunda-feira (16). No Tribunal Regional Eleitoral (TRE) haverá o julgamento, com início às 17h, de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pede a cassação do prefeito de Campos, Rafael Diniz, e a vice-prefeita, Conceição Sant’Anna. O processo nº 72644/2016 apura o uso de instituto de pesquisa, hospital e jornais que teriam favorecido a candidatura de Rafael Diniz nas eleições de 2016.
O julgamento estava marcado para o último dia 5, mas foi adiado a pedido dos réus. A AIJE pede a cassação da chapa e a inelegibilidade de todos os réus por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social, captação ilícita de sufrágio e outros crimes. A Procuradoria Regional Eleitoral já chegou a dar parecer contrário a cassação.
Texto: Fabrício Lírio (www.facebook.com/liriofabricio) Foto: Thaís Tostes (Rafael em carreata em Guarus, 2016)
Foto: Thaís Tostes
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Tiros à Caravana de Lula vieram de fazenda de homem anti-MST e investigado por ameaça de homicídio
12/04/2018 | 10h46
Reportagem por: Carta Capital
Os tiros disparados contra os ônibus da caravana de Lula no último dia 27 de março no interior do Paraná vieram de uma fazenda pertencente a um homem com histórico de enfrentamento com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, investigado por ameaça de homicídio a lideranças políticas locais e que declara abertamente seus sentimentos de raiva e rancor tanto por Lula quanto pelo MST.
Seu nome é Leandro Langwinski Bonotto. Ele é fazendeiro, tem 45 anos e mora na cidade de Quedas do Iguaçu. A delegacia de Laranjeiras do Sul investiga denúncias recebidas contra ele e disse que solicitará ao chefe de polícia do município vizinho os autos referentes ao suspeito. Bonotto nega qualquer envolvimento com os disparos e afirma que, quando efetuados, não estava na propriedade.
Dias antes do juiz Sérgio Moro expedir o mandado de prisão de Lula e confiná-lo em Curitiba, o ex-presidente fazia um périplo pela região Sul do País, uma das etapas da “Caravana pelo Brasil”, o quarto ciclo nacional de viagens para encontrar eleitores.
Além dos milhares de habitantes que foram ao encontro de Lula em cada um dos municípios por onde passou, nesta caravana assistiu-se pela primeira vez a um movimento pequeno, organizado majoritariamente por apoiadores do deputado Jair Bolsonaro, de confronto violento com o ex-presidente e sua comitiva.
O "tratoraço" convocado por ruralistas no município de Bagé, logo no início da caravana, com a leniência da polícia estadual, seguidos de pedradas e ameaças com barras de aço, seria padrão em praticamente toda caravana, Em São Borja foram socos, chutes e até chicotadas. Houve bloqueio de estrada em Passo Fundo, dezenas de ovos atirados em Chapecó, ovos e pedradas a caminho do Paraná.
A escalada, denunciada diariamente às autoridades de segurança e ao público pelas lideranças do PT, chegou ao ápice entre os municípios de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no oeste paranaense.
Na rodovia PR-473, no trecho entre as duas cidades, um agressor acertou dois tiros num dos ônibus da caravana que levava jornalistas escalados para a cobertura da viagem. Uma das balas, disparada a menos de 20 metros do veículo movimento, atingiu e perfurou a fuselagem lateral. O segundo projétil ricocheteou num dos vidros das poltronas dos passageiros, sem quebrá-lo.
Desde o ocorrido, em 27 de março, a Polícia Civil do Paraná investiga a autoria dos disparos. Até agora, apenas um nome chegou às autoridades, que trabalha com depoimentos de quem estava no ônibus, laudo pericial das balas e do possível local dos disparos e testemunhos de quem vive e conhece a região em que o crime ocorreu.
Que foi um crime, não se discute. Dano, disparo de arma fogo e tentativa de homicídio são os tipos penais possíveis. A descoberta da autoria e sua motivação definirão todos os elementos do caso. Por ora, o que existe é um conjunto de indícios que afunila essa investigação, ainda longe de ser encerrada.
O local dos disparos
O jornalista Antonio Alonso Junior, um dos autores desta reportagem, estava no ônibus alvejado. Tem vivo na memória o momento do ocorrido. Colocou à disposição da polícia todos as informações que registrou. Os dados da perícia corroboram sua lembrança e anotações.
O local de onde partiram os tiros fica na altura do quilômetro 29 da rodovia PR-473, um gramado verde e rasteiro que se estende por cerca de 100 metros ao longo do lado direito da estrada para quem segue de Quedas do Iguaçu para Laranjeiras. A pequena clareira contrasta com a vegetação fechada, as grandes plantações e as pastagens que preenchem os arredores.
Conhecido o local, com base no horário das imagens feitas em diferentes pontos do caminho, é possível afirmar que o ataque aconteceu entre 16h51 e 17h14 de 27 de março.
No ônibus, não se escutou os estampidos da arma. Ouviu-se o impacto dos projéteis contra a lataria e o vidro do carro. De início, ninguém sabia tratar-se de um atentado armado. Era o oitavo dia de caravana e o ônibus havia sido alvo de diversos outros ataques. Mas aquele som era diferente, seco, mais rápido, um pouco mais agudo.
Segundos se passaram e não aconteceu a esperada chuva de pedras. Veio então o segundo tiro. Desta vez, uma marca no vidro e um zumbido no ouvido da jornalista ao lado da janela atingida. Não se viu ninguém na área de grama baixa. Mais alguns metros e o ônibus seguiu em frente em um trajeto ladeado por mata fechada.
Só 30 minutos após os disparos o ônibus parou, quando o motorista avisou que os pneus tinham sido furados por “miguelitos”, pregos retorcidos atirados na rodovia para sabotar a caravana. Só ali, alguns quilômetros distante dos disparos, foi possível constatar a segunda marca de bala, na lataria.
A perícia da Polícia Civil do Paraná confirma que os tiros foram dados de uma altura elevada em relação ao ônibus, possivelmente de cima de um barranco ou árvore. O local exato do ataque fica em um barranco com árvores. O primeiro tiro foi disparado logo depois de o ônibus ter passado, a uma distância de 19 metros. O segundo foi dado a uma distância bem maior, provavelmente mais de 50 metros, e de um ângulo muito mais fechado. Por isso, a bala não teve força para quebrar o vidro.
O dono da área
Não se sabe se o agressor invadiu a fazenda ou se estava lá, o que se sabe é que a região dos disparos (identificação feita por mais de uma testemunha que estava no ônibus) é parte de uma propriedade situada nos limites do pequeno município de Espigão do Alto do Iguaçu, entre Quedas e Laranjeiras.
Ela pertence a Leandro Bonotto, morador de Quedas do Iguaçu. No local, mora seu pai, o fazendeiro Jocemino Bonotto. Em conversa com a reportagem, ambos negaram envolvimento com os disparos.
“Não sei, não ouvi nada, que eu saiba esses tiros foram a uns 15 ou 20 quilômetros daqui”, afirmou Jocemino em entrevista a poucos metros do local identificado.
“Não sei de nada disso. Eu estava em casa na hora dos tiros”, disse Leandro, sem abrir o portão para receber a reportagem. Sobre sua relação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que mantém acampamentos e assentamentos na região, e sobre o que achava de Lula e da caravana, disse não ter opinião formada nem nada contra o movimento rural ou o ex-presidente.
Processos judiciais em andamento, boletins de ocorrência, denúncias de ameaça de homicídio e testemunhos dos cidadãos do município de Quedas do Iguaçu contradizem, porém, o fazendeiro.
A família Bonotto disputa desde a década de 1990 a posse e a propriedade de terras da região destinadas pelo Incra à reforma agrária. Um assentamento do MST prosperou durante 11 anos, até que os Bonotto, em 1999, obtiveram na Justiça uma ordem precária (provisória) de reintegração de posse, e mais de 300 famílias foram removidas da propriedade.
Os tratores destruíram as casas, plantações e instalações de animais. Em 2003, no primeiro ano do governo Lula, o MST voltou a ocupar o terreno, beneficiado por uma decisão judicial em favor do Incra, que voltou a destinar a terra à reforma agrária.
Ao todo, de acordo com dados de processos públicos protocolados no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, as ações judiciais nas quais figura o patriarca Jocemino Bonotto em disputas de terra com o Incra e o MST somam 15,49 milhões de reais. São 49 processos judiciais administrativos e dois criminais, estes em segredo de Justiça. Leandro Bonotto é parte de 53 ações e o montante envolvido chega a 15,36 milhões.
Leandro é descrito como um homem enérgico, sempre armado e que não leva desaforo para casa. “Aqui neste bar mesmo ele disse que passou duas vezes em frente ao hotel onde estavam estacionados os ônibus do Lula, mas que não fez nada ali porque tinha muita gente”, afirma um morador da cidade que pede anonimato.
Em janeiro do ano passado, a Ouvidoria Agrária do Incra na região, por meio do ouvidor Raul Cezar Bergold, recebeu a denúncia de que Bonotto e um grupo de fazendeiros preparavam o assassinato de três lideranças do MST, incluído um advogado e ex-vereador de Quedas do Iguaçu. Lavrou-se um Boletim de Ocorrência na delegacia local. O ouvidor do Incra foi além: fez um relatório sobre o caso e enviou ao Ministério Público do Paraná, à Secretaria de Segurança estadual e à Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
O relatório, de 16 de janeiro de 2017, solicita:
“Diante da denúncia e das informações que apresentamos, pedimos que as ações de sua competência sejam adotadas, sobretudo para a prevenção do conflito e para a proteção da vida e da integridade das pessoas indicadas, bem como de outras que estariam envolvidas no considerado conflito, colocando-nos à disposição para esclarecimentos e providências conjuntas que se façam necessárias.”
O BO foi registrado na delegacia de Quedas do Iguaçu sob o número 2017/95984, em 24 de janeiro do ano passado, às 15h36, com a descrição de “AMEAÇA CONSTATADA - CRIMES CONTRA A PESSOA”.
O delegado Elder Lauria, responsável pela investigação sobre os tiros na caravana de Lula, informou à reportagem que vai solicitar à delegacia de Quedas do Iguaçu uma cópia do boletim de ocorrência, bem como relatos dos desdobramentos. Informou ainda que a polícia investiga as denúncias que chegaram e “levará autos da investigação com as informações sobre este caso”.
De acordo com o delegado, Leandro Bonotto e seu pai serão chamados a depor.
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Amanhã (véspera de feriado) rola a b-day do DJ Moranes, no Amster. Entrada só 5. Saiba mais
28/03/2018 | 15h09
Nesta quinta-feira (29), véspera de feriado, vai rolar muita música eletrônica (em várias vertentes) na b-day (festa de aniversário) de um dos DJs mais gabaritados de Campos e região, DJ Moranes. A Moranes B-day começa às 22h no Amster (Rua Saldanha Marinho, 264 - ao lado dos jardins do Teatro Trianon). E tá rolando lista amiga na página do evento no Facebook (clica aqui). Colocando seu nome na lista, você paga só R$5 entrando até as 23h. Evento para maiores de 18 anos (é obrigatória a apresentação de documento original de identificação com foto).
LINE-UP DA FESTA
22h - Bruci Amorim (open format - warm up)
23h30 - Galdino (nu disco, deep)
0h30 - Moranes (tech-house)
2h - Dakam
MORANES - DJ há 15 anos, atuante em Campos e cidades vizinhas, tem em seu currículo residências das principais casas da região: Usina do Queimado, Rancho da Ilha, Pepper's Club, Canto do Meio, Q-Lounge, Underground Pub, Amster, entre outras. Moranes é um dos precursores da música eletrônica na cidade. Em 2012, teve seu trabalho reconhecido pela Rio Music Conference, maior encontro da música eletrônica da América Latina, ganhando o concurso de DJs daquele ano. Mesmo sendo associado naturalmente à música eletrônica, Moranes é um amante eterno da música no geral e sempre surpreende com um set inusitado em outras vertentes.
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Lions distribui mudas de plantas à população, no centro de Campos
28/03/2018 | 14h42
Na manhã dessa terça-feira (27), o Lions Clube de Campos, em parceria com a escola Cebrac e o Projeto Capivara, realizou uma palestra de conscientização ambiental e distribuiu várias mudas de plantas (árvores frutíferas, ornamentais e temperos) para a população de Campos-RJ, no Calçadão do Centro. A iniciativa tem como proposta promover, nas pessoas, a consciência sobre a importância da preservação do meio ambiente. 
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Viu calúnia sobre Marielle? Envie aqui sua denúncia! E veja ao vivo a denúncia à ONU
20/03/2018 | 10h42
Viu alguma calúnia sobre Marielle Franco circulando em algum lugar? Sites, Facebook, Whatsap, Twitter? Clique aqui nesse link, e então uma equipe irá fazer a denúncia!
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Disse que Marielle era envolvida com o tráfico, agora vai tomar um processo =)
17/03/2018 | 15h08
O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) vai entrar com uma representação oficial no CNJ (Conselho nacional de Justiça) e com uma ação criminal por calúnia e difamação contra a desembargadora do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), Marilia Castro Neves, pelas declarações de que a vereadora Marielle Franco, assassinada na última quarta-feira (14), "estava engajada com bandidos".

As informações foram confirmadas pelo vereador da legenda, Tarcísio Motta, ao UOL. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio também está juntando informações sobre as declarações da desembargadora para se manifestar oficialmente sobre o caso, segundo apurou a reportagem.

Ontem, a coluna Monica Bergamo, do jornal "Folha de S.Paulo", revelou a postagem da juíza, que comentava uma postagem do advogado Paulo Nader no Facebook.

"A questão é que a tal Marielle não era apenas uma 'lutadora', ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu 'compromissos' assumidos com seus apoiadores. Ela, mais do que qualquer outra pessoa 'longe da favela' sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava", escreveu a juíza.

O texto da desembargadora Marilia Castro Neves segue: "Até nós sabemos disso. A verdade é que jamais saberemos ao certo o que determinou a morte da vereadora mas temos certeza de que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro".

À coluna da jornalista, a desembargadora declarou que não tinha ouvido falar de Marielle Franco até a sua morte. "Eu postei as informações que li no texto de uma amiga", afirmou. "A minha questão não é pessoal. Eu só estava me opondo à politização da morte dela. Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e não houve essa comoção. E ela também lutava, trabalhava, salvava vidas", finalizou.

"Mancharam o nome dela"

O PSOL vai mover uma ação criminal contra a juíza em decorrência das declarações.

"É um absurdo esse tipo de declaração. A desembargadora deveria ter o mínimo de responsabilidade sobre a vida de Marielle, inclusive pelo cargo que ela [a juíza] ocupa", declarou o vereador do PSOL à reportagem por telefone.

"Vamos entrar com uma representação no CNJ e com uma ação criminal por calúnia e difamação. Não vamos deixar que uma situação como essa sem consequência. Mancharam, absurdamente, o nome dela [Marielle]", prosseguiu.

Ele vê o comentário da desembargadora Marilia Castro Neves como uma "politização equivocada do processo".

"[O assassinato] é um crime politico, é um atentado contra a democracia. Negar isso é calar as bandeiras que Marielle defendia", afirmou o vereador.

Já o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Marcelo Chalréo, confirmou à reportagem que a entidade está reunindo "esse material referente à desembargadora para tratarem sobre isso com o vice-presidente da Comissão a partir de segunda". 

"Na minha opinião, deve ser aberto um procedimento investigativo para apurar possível cometimento de crime pela desembargadora pela Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Nada impede, outrossim, que o Ministério Público do Estado requisite a instauração de um inquérito para apurar a conduta dessa senhora. São providências que não se confundem e podem caminhar em paralelo", declarou Chalréo.

Por: UOL

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"Tudo aponta para possível envolvimento de policiais", diz MPF sobre o Caso Marielle. Leia tudo:
16/03/2018 | 10h56
O coordenador criminal do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, o procurador José Maria Panoeiro, disse à BBC Brasil que uma análise inicial do assassinato da vereadora carioca do PSOL Marielle Franco aponta para o possível envolvimento de policiais ou agentes milicianos no crime.
 
'Tudo aponta para possível envolvimento de policiais', afirma coordenador criminal do MPF no Rio sobre Marielle
 
Milícias são formadas principalmente por policiais militares, mas também por policiais civis, bombeiros e mesmo integrantes das Forças Armadas, explicou.
 
Marielle foi morta ao ter seu carro alvejado por pelo menos nove tiros, no Centro do Rio, após ela deixar um evento no bairro da Lapa. O motorista Anderson Pedro Gomes também acabou atingido e morreu, enquanto uma assessora que estava no carro teve ferimentos leves e sobreviveu.
 
Para Panoeiro, as informações de que o carro foi perseguido por outro, de onde partiram os disparos, e o fato de ela ter morrido com quatro tiros na cabeça tornam pouco prováveis as hipóteses de uma ação de traficantes ou assaltantes.
 
"A forma de organização do crime, o fato de a assessora não ter sido alvejada diretamente e o fato de o motorista ter levado um tiro por trás denota um certo grau de planejamento (da ação) que leva a colocar policiais como suspeitos da prática do delito", afirmou.
 
Ele disse, porém, que outras hipóteses também precisam ser investigadas.
 
"Dentro de uma análise inicial soa pouco provável que, por exemplo, traficantes de drogas de uma determinada comunidade saíssem armados para seguir o carro de uma vereadora que sai de um evento à noite na Lapa. Mas não deve ser descartada essa hipótese porque, quando você investiga, você não descarta nenhuma possibilidade", ressaltou.
 
Juíza Patrícia
Na sua avaliação, o caso lembra o da juíza Patrícia Acioli, morta em 2011 com 21 tiros na porta de sua casa em Niterói (RJ). Ela era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo e atuava em diversos processos em que os réus eram PMs do município, o que levou à prisão cerca de 60 policiais ligados a milícias e a grupos de extermínio. Onze policiais militares foram condenados pelo seu assassinato.
 
O procurador considera que "o ponto de partida" para as investigações do assassinato da vereadora é o fato de Marielle ter denunciado a violência policial. Quatro dias antes do assassinato, a vereadora denunciou supostos abusos de agentes do 41º Batalhão da Polícia Militar na favela de Acari, na zona norte do Rio.
 
"O que ela fez que é diferente e poderia incomodar as atuações expostas? É a questão da violência policial. Dos elementos que se apresentam, tudo aponta para possível envolvimento de policiais ou milicianos no crime", reforçou.
 
 
Apesar de ver indícios do envolvimento de policiais, Panoeiro manifestou confiança de que a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro tenham independência para investigar o caso, assim como foi feito no caso de Acioli. Embora a segurança do Rio de Janeiro esteja sob intervenção federal militar, as autoridades estaduais continuam responsáveis pelas investigações dos crimes.
 
"A gente não pode generalizar. Ainda que tenha policiais envolvidos, não significa que toda a polícia está envolvida", disse Panoeiro.
 
No início desta tarde, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também manifestou essa confiança por meio de nota, mas ao mesmo tempo instaurou procedimento para eventual "federalização" do caso. Ou seja, a PGR agora vai acompanhar o desenrolar das investigações para avaliar a possibilidade de pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que retire o caso das autoridades estaduais e passe a apuração para o Ministério Público Federal.
 
Esse procedimento costuma ser adotado em crimes contra os direitos humanos e quando as autoridades estaduais falham no seu papel de investigação. Recentemente, por exemplo, foi federalizada a investigação da chacina de dez trabalhadores rurais em Pau D'Arco, no Pará, devido a envolvimento de policiais no crime.
 
Temer
A nota da Procuradoria Geral da República (PGR) destaca que "a vereadora (Marielle) se notabilizou por ser defensora de direitos humanos e por dar voz às vítimas de violência no Estado". Informa ainda que "o Ministério Público está unido e mobilizado em torno do assunto" e que foram destacados três procuradores para se reunir com o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussen, e acompanhar o início das investigações. Entre eles está o secretário de Direitos Humanos da PGR, André de Carvalho Ramos.
 
 
Independentemente da federalização do caso, o presidente Michel Temer solicitou ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que coloque a Polícia Federal à disposição para ajudar na investigação.
 
A BBC Brasil procurou a Secretaria de Segurança do Rio para comentar as suspeitas de envolvimento de policiais no assassinato da vereadora. Em nota, o órgão afirmou que "o Secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes, determinou à Divisão de Homicídios ampla investigação sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora que a acompanhava".
 
Já a Polícia Civil disse em um comunicado que "a investigação está sob sigilo e não descarta nenhuma possibilidade sobre a motivação do crime".
 
O chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, se reuniu, nesta manhã (15), com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), e os delegados Fábio Cardoso e Giniton Lages, que estão assumindo as titularidades da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Homicídios da Capital (DH/Capital), respectivamente.
 
 
- via BBC -
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Quem matou Marielle Franco e seu motorista Anderson? O que se sabe sobre o crime
15/03/2018 | 17h42
O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Pedro Gomes na noite de quarta-feira no centro do Rio de Janeiro trouxe novamente à tona o temor da ação de milícias armadas na cidade. Defensora dos direitos humanos e crítica ferrenha da atuação de policiais que agem fora da lei, Marielle voltava de um evento na Lapa quando foi alvo dos disparos. Veja o que se sabe até agora sobre o crime.
Como ocorreu o assassinato
Por volta das 21h30 o veículo no qual Marielle, Anderson e uma assessora da vereadora trafegava pela rua Joaquin Palhares, no Estácio, região central do Rio. Neste momento um outro carro emparelhou e foram feitos ao menos nove disparos na direção do Chevrolet Agile branco. Os disparos foram feitos de trás para frente, no sentido do banco traseiro à direita (onde ela estava sentada) até o banco do motorista. Marielle Franco foi atingida por quatro tiros na região da cabeça e pescoço. Anderson foi alvo de três disparos nas costas. Uma assessora que estava no banco dos passageiros ficou ferida pelos estilhaços.
Qual a principal suspeita das autoridades
A Polícia Civil, que investiga o caso, trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido uma execução. Até o momento não existe informação de que algum pertence tenha sido roubado após o crime: os atiradores teriam disparado e fugido em seguida. Além disso, o fato de Marielle estar no banco traseiro do carro que tinha vidros escurecidos são um indicativo de que o grupo de assassinos acompanhou a vereadora por algum tempo, sabendo sua exata posição no veículo. Após o crime, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) afirmou que o assassinato tem "características nítidas" de execução. Parlamentares do PSOL, no entanto, afirmam que Marielle não havia informado ter recebido ameaças.
Quem são os suspeitos
Até o momento não foi divulgada nenhuma informação sobre os assassinos - não se sabe quantos participaram da ação. O modus operandi do crime, no entanto, lembrou o da emboscada que matou a juíza Patrícia Acioli em 2011, assassinada com 21 tiros por sua atuação contra grupos de milicianos. Posteriormente descobriu-se que o crime foi encomendado e executado por integrantes de uma milícia carioca. Como Marielle era critica ferrenha de abusos cometidos por policiais, em especial do 41º Batalhão de Acari, as autoridades não descartam que sua morte tenha sido encomendada por milicianos ou policiais militares corruptos. Além disso, Marielle havia assumido há duas semanas a relatoria de uma comissão na Câmara municipal criada para acompanhar os desdobramentos da intervenção federal no Rio.
No sábado, dia 10 de março, a vereadora usou a rede social Facebook para criticar a atuação dos policiais do 41º Batalhão do Acari. “Precisamos gritar para que todos saibam o está acontecendo em Acari nesse momento. O 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, escreveu. No dia 13 de março, nova denúncia feita pela vereadora nas redes sociais: “Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”.
Que armas foram usadas
Foram encontradas nove cápsulas no local do crime. Até o momento não foram divulgadas informações sobre o calibre ou o tipo das armas utilizadas.
Quem são as testemunhas do caso
A assessora de Marielle, que sobreviveu ao ataque, já prestou depoimento à Polícia Civil do Rio. Por questões de segurança, ela não teve o nome divulgado. Além disso uma segunda testemunha, também desconhecida da imprensa, irá depor nesta quinta-feira. As autoridades irão analisar imagens das câmaras de vídeo do entorno para tentar identificar o veículo usado pelos assassinos.
Quem irá investigar os assassinatos
Até o momento o caso está com a Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, conversou com o interventor do Estado, o general Braga Netto, para que a Polícia Federal auxiliasse nas investigações.
Por: El País
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O assassinato de Marielle Franco, num Rio sob intervenção, em 4 pontos centrais
15/03/2018 | 13h48
O assassinato de Marielle Franco, num Rio sob intervenção, em 4 pontos centrais
Matéria por: Nexo (www.nexojornal.com.br)
A vereadora Marielle Franco fazia do combate ao racismo e à violência policial contra moradores de comunidades do Rio suas bandeiras. Na noite de quarta-feira (14), ao voltar de um debate com jovens negras, a vereadora pelo PSOL foi morta a tiros, no Estácio, região central do Rio. Ela estava no carro quando um outro veículo se aproximou e seus ocupantes começaram a atirar. Nenhum pertence foi levado. O motorista da vereadora, Anderson Pedro Gomes, também morreu. A assessora de imprensa de Marielle, Fernanda Chaves, que estava ao seu lado, sobreviveu. Até o momento, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio trabalha com a hipótese de execução. Em nota, o PSOL pediu apuração “imediata e rigorosa” e afirmou que a hipótese de crime político não deve ser descartada. A Anistia Internacional Brasil e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio também cobraram rápida apuração.
O Palácio do Planalto ofereceu o apoio da Polícia Federal para as investigações. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, também afirmou que acompanhará o caso pessoalmente. O ministério foi criado em fevereiro pelo presidente Michel Temer, logo após o anúncio da intervenção federal na segurança do Rio em razão da escalada dos registros de violência na capital e em cidades do estado. Nesta quinta-feira (15), Temer afirmou que a morte da vereadora foi ato de “extrema covardia” e que o “crime não ficará impune”.
Quem é Marielle Franco - Marielle exercia seu primeiro mandato na Câmara, para o qual foi eleita em 2016, com 46.502 votos, a quinta maior votação para o Legislativo municipal. Aos 38 anos e mãe de uma filha de 19 anos, ela teve uma trajetória dedicada aos direitos humanos. Marielle era socióloga, formada pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio e mestre em Administração Pública pela UFF (Universidade Federal Fluminense). Antes de assumir o mandato na Câmara, trabalhou em organizações como o Centro de Ações Solidárias da Maré, complexo de favelas no Rio, e a Brasil Foundation. Ao lado do deputado estadual Marcelo Freixo, em 2009, ela integrou a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio como assessora.
Polícia na cena do crime. Foto: Reuters
Na Câmara, a vereadora integrava o bloco de oposição ao governo de Marcelo Crivella (PRB). Era uma das sete mulheres entre os 51 parlamentares. Marielle defendeu projetos voltados à saúde da mulher e à educação, tendo como perspectiva a ampliação da rede de atendimento a mulheres pobres. Em setembro de 2017, a Câmara aprovou um projeto de autoria de Marielle que propôs a ampliação das Casas de Parto em áreas de vulnerabilidade social da capital, para a realização de acompanhamento das gestantes e partos normais.
Como ela atuava na questão policial - Como militante e vereadora Marielle dedicava-se também à questões da segurança pública, em especial a abordagem policial em comunidades. Sua dissertação de mestrado, “UPP: a redução da favela a três letras”, tratou da atuação das Unidades de Polícia Pacificadora no Rio, projeto implantado pelo governo estadual a partir de 2008. A UPP teve por objetivo ocupar morros e comunidades como parte de uma estratégia de combate ao tráfico de drogas e à violência. Marielle acompanhou parte dessa política na Maré, complexo de 16 comunidades na zona norte do Rio, onde nasceu e foi criada. Experiências pessoais da vereadora pautaram seu posicionamento e as críticas à atuação policial, considerada abusiva por Marielle, em especial contra jovens negros. “Quantos jovens precisarão morrer para que essa guerra aos pobres acabe?”, escreveu a vereadora, na terça-feira (13), ao comentar a morte de um homem de 23 anos por policiais militares. No domingo (11), a vereadora usou suas redes sociais para denunciar a ação do 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio na comunidade Acari, zona norte da capital. O batalhão está entre os recordistas de registros de mortes, de acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública).
Após a intervenção federal na segurança do Rio, Marielle foi escolhida como relatora da comissão da Câmara organizada para acompanhar as ações federais, que estão sob o comando do general do Exército Walter Braga Netto. Crítica da intervenção, a vereadora considerava a medida ineficaz e questionava a ausência de políticas consolidadas voltadas à educação, cultura e lazer.
Qual a linha de investigação - Ao menos nove tiros foram disparados contra o carro em que a vereadora estava. Integrantes do partido e familiares disseram desconhecer se a vereadora vinha sofrendo algum tipo de ameaça. “Ela incomodava pequenas e grandes máfias”, afirmou, sem entrar em detalhes, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) à BBC Brasil. Das informações tornadas públicas até o momento, o que se sabe é: Ao menos quatro tiros atingiram Marielle. Os disparos foram na direção da vereadora, sentada no banco traseiro. O carro onde Marielle tinha os vidros escurecidos, o que indica que os autores sabiam previamente da posição dos passageiros, o que reforça a suspeita de execução. Os criminosos fugiram sem levar nenhum objeto das vítimas. A polícia solicitou imagens de câmeras de segurança do entorno onde o assassinato ocorreu. Além da assessora de imprensa de Marielle, que sobreviveu ao ataque, uma segunda testemunha, não identificada, prestou depoimento à Polícia Civil. O motorista morto durante a abordagem estava na linha de tiro, segundo policiais, e foi atingido na lateral das costas. Anderson Pedro Gomes estava fazendo “bico”, substituindo o motorista regular de Marielle, conforme relatou a esposa Ágatha Arnaus Reis.
O que diz o interventor federal - As polícias Civil e Militar estão sob o comando do interventor federal. Ou seja, quem comanda a segurança pública do Rio é o presidente Michel Temer via seus interventores militares. Por meio de nota, o general-interventor Braga Netto afirmou que “repudia” ações criminosas e que está em “contato permanente” com o secretário de Segurança. O governo federal colocou a Polícia Federal à disposição, mas até o momento as investigações seguem com a Divisão de Homicídios. Na manhã desta quinta-feira (15), o chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, se reuniu com Freixo e o titular da Divisão de Homicídios, delegado Fábio Cardoso. Prestes a completar um mês na função de interventor federal, Braga Netto tentará, até 31 de dezembro de 2018, dar uma resposta à escalada de violência no Rio. Nesse período, o general mudou postos de comando das políticas e oficiais do Exército têm feito ações de policiamento em comunidades e presídios. Nas poucas entrevistas que concedeu, o general afirmou que um dos propósitos da intervenção é combater o crime organizado e a corrupção nas polícias. Ao jornal Folha de S.Paulo, por escrito, ele afirmou que a ação policial será insuficiente se não vier acompanhada de projetos de inclusão social e melhora dos serviços públicos.
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NOTA DO PSOL: MARIELLE FRANCO, PRESENTE!
O Partido Socialismo e Liberdade vem a público manifestar seu pesar diante do assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes, motorista que a acompanhava.
Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta. Não podemos descartar a hipótese de crime político, ou seja, uma execução. Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Além disso, as características do crime com um carro emparelhando com o veículo onde estava a vereadora, efetuando muitos disparos e fugindo em seguida reforçam essa possibilidade. Por isso, exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!
Marielle, presente!
Partido Socialismo e Liberdade
14 de março de 2018.
Foto: Mídia Ninja
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Sobre o autor

Thaís Tostes

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