Hoje vamos falar da causa de pandemias: a exploração de animais. Às 19h, no Insta
05/06/2020 | 01h42
A pandemia de COVID-19 teria acontecido em um mundo vegano? Ou o sofrimento e morte de milhares de pessoas vítimas do coronavírus poderiam ter sido evitados? Pandemias têm a ver só com morcegos, pangolins e outros animais considerados "exóticos"? O que, de fato, podemos fazer para evitar as futuras pandemias? Covid-19, Gripe Suína, Gripe Aviária, Doença da Vaca Louca, Ebola: todas vieram da exploração dos animais, assinada pelo ser humano.
E tudo isso será debatido hoje (sexta-feira), às 19h, na live do Coletivo Vegano no Instagram (@coletivovegano), com os integrantes do Coletivo: o pesquisador, psicólogo social e ativista de direitos dos animais Luiz Souza; e a jornalista e ativista de Direito Animal e Direitos Humanos Thaís Tostes. A live será transmitida pelos Instagrams do @coletivovegano e da @thaistostesoficial
 
 
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FEIRA SUCULENTAS, que aconteceria domingo na Pelinca, terá nova data. Leia
14/03/2020 | 01h17
                    SUCULENTAS TERÁ NOVA DATA
Informamos que a FEIRA SUCULENTAS, que estava marcada para acontecer neste domingo, dia 15 de março, das 10h às 21h, no Soma+Lab, em Campos-RJ, FOI CANCELADA, em conformidade com o decreto do governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (decreto nº 46.970 de 13 de março de 2020), que determina a suspensão de eventos com aglomeração de pessoas, como feiras. Por meio de uma matéria jornalística do site G1, fomos informados que o decreto teria validade a partir de segunda-feira (16), mas a matéria está errada, e o Diário Oficial informa claramente que o decreto em questão entra em vigor na data de sua publicação, ou seja, hoje, dia 13.
Estamos bastante tristes pelo cancelamento da data, mas devemos seguir as leis. Pedimos desculpas a todos que estão envolvidos nesse processo, desde o espaço de eventos até os colaboradores e o público. E só agradecemos por tudo.
Marcaremos uma nova data para a realização da Feira. Ainda não temos a data definida pois, apesar de o decreto ter validade de 15 dias a contar de sua publicação, não sabemos como estará a situação do Estado. Vamos aguardar as informações oficiais dos próximos dias.
Sobre a produção que os colaboradores já iniciaram: entraremos em contato com cada um, para encontrarmos juntos uma solução para que ninguém saia prejudicado.
E seguimos agora nos próximos dias com ações sociais de base, nos setores que mais precisam e na periferia de Campos, pois esse é o espírito da Suculentas. Divulgaremos as ações em nossas redes.
E voltaremos em breve com a nova data. Viremos como uma fênix pós-coronavírus. Maiores e mais fortes.
>>> Em caso de dúvidas, entre em contato com a gente: 
Suculentas - Assessoria de Imprensa
Thaís Tostes - (22) 99933-7442
Thaís Mayrink - (22) 99872-7672
 
 
 
 
 
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Vigário Geral lacra com o Bozonaro fazendo arminha no Carnaval do Rio. Deveria levar o primeiro lugar
22/02/2020 | 14h04
A Escola de Samba Acadêmicos de Vigário Geral mostrou que o Carnaval no Brasil não está morto na arte do protesto. A agremiação que abriu a primeira noite de desfiles da Série A, que é o grupo de acesso do Carnaval carioca, jogou na Sapucaí um boneco gigante do palhaço Bozo batendo continência com uma das mãos e fazendo "arminha" com a outra. O boneco é uma referência ao presidente Jair Bolsonaro, que vem assinando vários retrocessos no processo democrático do Brasil e ganhando imensa rejeição pública (inclusive de eleitores que votaram nele nas últimas eleições, dentre eles militares). O enredo da agremiação levou o título de "O conto do vigário".
Um dos trechos do samba-enredo da escola faz referência a índios e quilombolas, para quem Bolsonaro deixou claro que não cederia "nem um centímetro de terra" em demarcações. Para quem não lembra: Bolsonaro também verbalizou que esteve numa comunidade quilombola e que os quilombolas, lá, "não faziam nada".
A escola também colocou integrantes levantando plaquinhas com dizeres como "Meu partido é o Brasil", "Não à ideologia de gênero" e "Fim da velha política", bandeiras fascistas do governo Bolsonaro.
"Tupiniquins, Tupinambás e Potiguaras/ Tamoios, Caetés e Tabajaras/ É Banto, é Congo, é de Angola/ Somos da tribo quilombola/ Que segue aguerrida/ Mas sempre esquecida Por quem tem poder/ Montando em cabrestos/ Matando direitos de quem quer viver/ O homem de terno pregando mentira/ Desperta a ira em nome da fé/ Pois é, na crise nossa gente acende vela/ Pra santo que nem olha pra favela/ E brinca com direito social/ Ó mãe, o morro é o retrato do passado/ Legado de um mito mal contado/ Vigário, teu protesto é Carnaval!, diz um dos trechos do samba-enredo.
A Vigário Geral também fez crítica a Crivella.
Depois da passagem do boneco Bozo, a escola de samba passou com a ala "Bloco Sujo", fazendo uma homenagem aos blocos de rua que se manifestam contra o descaso do poder público - dos políticos. Os integrantes da ala estavam vestidos de marinheiro e melindrosa, carregavam estandartes com as palavras "Educação", "Cultura", "Saúde" e "Democracia". 
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População carcerária do Brasil supera limite em 312 mil - Dados do Depen, divulgados ontem (14/02)
15/02/2020 | 19h44
14/02/20 por Arthur Stabile // Matéria originalmente publicada no site da Ponte Jornalismo - Justiça, Segurança Pública e Direitos Humanos, aqui neste link: https://ponte.org/populacao-carceraria-do-brasil-supera-limite-em-312-mil/
 
 
Estatística é do Departamento Penitenciário, que registrou 738 mil presos no país em junho de 2019; para especialista, situação é compatível com ‘período medieval’
 
 
Números oficiais divulgados pelo Depen (Departamento Penitenciário) nesta sexta-feira (14/2) apontam que a população prisional do Brasil extrapola o limite de vagas disponíveis em 312.125 pessoas.
 
 
As estatísticas são referentes a junho de 2019, as mais recente divulgadas pelo governo. Naquele momento havia 758.767 pessoas presas no país, mantendo o posto de terceira nação em número de pessoas encarceradas, atrás de Estados Unidos e Rússia.
 
 
Os dados apresentam separação entre as formas de prisão: são 348.371 presos em regime fechado, enquanto 126.146 cumprem as penas no semiaberto. Esta segunda é quando a pessoa tem a possibilidade de trabalhar fora dos presídios.
 
 
Ainda há o grupo de 27.069 que cumprem penas no regime aberto.
 
 
As estatísticas oficiais do governo brasileiro também delimitam as pessoas que estão atrás das grades que já receberam condenação e as que cumprem pena de forma provisória. O total de quem ainda não foi condenado é de 253.963 pessoas.
 
 
São Paulo é o Estado com a maior população carcerária, abrigando 233.755 de todos os apenados. Destes, 51.093 respondem sem que haja uma pena definida e o trânsito em julgado.
 
 
Maior estado do país, São Paulo tem 40.663 pessoas cumprindo as sentenças em regime semiaberto, o que representa menos de 20% de todos os encarcerados.
 
 
Gabriel Sampaio, coordenador do programa de enfrentamento à violência institucional da Conectas, avalia que os dados trazem um alerta grave quanto à atual situação dos presídios brasileiros. Para ele, é necessária uma urgente reavaliação do sistema de Justiça penal.
 
 
“A situação é de tamanho absurdo que acabamos fazendo um debate que talvez fosse compatível com período medieval”, argumentou o especialista, em conversa com a Ponte. Ele sustenta a afirmação com a falta de condições básicas de saúde, a superlotação e a falta de capacidade do sistema em reinserir as pessoas na sociedade, função “constitucional dada para a prisão”.
 
 
Sampaio cita o déficit de vagas “absurdo” de 300 mil pessoas para exemplificar o “caminho equivocado que o país adota para o sistema penal”. Segundo ele, para além da falta de ressocialização, há várias violações de direitos humanos e o fortalecimento dentro dos presídios de facções criminosas.
 
 
Um dos pontos levantados como necessários é a revisão do sistema da Justiça. Gabriel Sampaio afirma que o encarceramento em massa tem como base prisões provisórias que poderiam ser revistas, bem como crimes de menos gravidade que teriam melhor efetividade em penas alternativas do que a prisão das pessoas.
 
 
“Tanto uma melhor fiscalização dos estabelecimentos prisionais quanto um comportamento diferente na aplicação da pena contribuiria muito para modificar o atual cenário e mudar esta realidade”, justificou.
 
 
Reportagem atualizada às 19h59 para incluir análise de Gabriel Sampaio, da Conectas.
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Feira Suculentas une pequenos produtores e consumidores em março em Campos. LEIA
13/02/2020 | 15h24
Precisamos falar sobre cultura alimentar, meio ambiente e tudo o que está relacionado a isso. Campos tem várias lacunas em diferentes setores, e pra suprir essa carência a cidade recebe no próximo dia 14 de março, um sábado, das 13h às 22h, a Suculentas - Feira In Natura. O encontro, que ocorrerá na Santa Paciência Casa Criativa, tem entrada livre mas com sugestão de que a pessoa leve ração para animais, que será doada para uma ONG de proteção animal. A Suculentas é uma realização do Páprica - Centro de Cultura Alimentar, um projeto sonhado com muito carinho pelo cozinheiro, produtor cultural e ativista alimentar Bruno Macedo; um centro de cultura que tem como proposta principal levar, para a sociedade, informações sobre cultura alimentar. A Suculentas tem o apoio do Santa Paciência e vai aproximar quem produz de quem consome.
A Suculentas - Feira In Natura vem com o objetivo de valorizar e consolidar a cultura gastronômica saudável e a alimentação orgânica, agroecológica e sustentável, por meio de reunião de agricultores familiares independentes, economia criativa, consumo consciente e valorização do trabalho manual, em busca de um mundo mais verde e mais diverso.
- Com a grande industrialização e os ultraprocessados, a gente acaba esquecendo um pouco o que é comida de verdade. Acreditamos que, para implementar uma mudança real e duradoura, precisamos mudar a cultura vigente, e não há nada individualmente com mais impacto na sociedade e no meio ambiente do que a escolha do nosso prato - a escolha da nossa refeição. - comentou Bruno Macedo.
Com essa proposta de integrar micro e pequenos produtores, promovendo troca de conhecimento e debates sobre políticas de economia agro sustentável, o evento busca fomentar o discurso da alimentação orgânica sustentável como ferramenta de transformação social em um cenário nacional de um país cheio de iniciativas de produção orgânica e agroecológica, que são responsáveis por 70% da alimentação que chega às casas dos brasileiros.
 Os pequenos produtores estarão em banquinhas expondo seus produtos e em contato direto com o público da feira - os consumidores. Serão comercializados frutas, verduras, legumes, temperos, pães, flores, compotas, geléias, bolos, artesanato de bambu, cervejinhas, comida vegana de diferentes tipos, brownies, roupas plus size de brechós e muito mais!
Haverá rodas de conversas sobre diferentes assuntos, que estão totalmente relacionados, como, por exemplo, alimentação saudável, veganismo, consumo consciente, desperdício alimentar, agrotóxicos, preservação ambiental e tudo o mais que é urgente!
Suculentas é uma oportunidade para as pessoas exporem seus trabalhos, dividirem ideias e gerarem atividades. Será um encontro de pessoas que apreciam a cozinha orgânica e, também, um espaço para difundir bons negócios. A Suculentas é mais que uma feira gastronômica - ela reflete um estilo de vida.
Haverá, ainda, uma mesinha da ONG Santuário Salvando Vidas, com venda de produtos da ONG para reverter renda para alimentação dos animais protegidos.
Esperamos vocês! Vai ser lindo!
Para mais informações, entre em contato:
Suculentas - Assessoria de Imprensa
Thaís Tostes - (22) 99933-7442 // Thaís Mayrink - (22) 99872-7672
 
 
 
 
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Crime de Brumadinho: 1 ano! MP-MG denuncia ex-presidente da Vale e mais 15 por homicídio doloso
23/01/2020 | 21h43
Nesta semana, completa-se um ano do crime da Vale em Brumadinho. Nessa terça-feira (21), o Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) denunciou Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale, mais 15 pessoas pelo crime de homicídio doloso, aquele em que há a intenção de matar. Elas também vão responder por crime ambiental, assim como as empresas Vale e TÜV SÜD.
 
 
A força-tarefa que investiga o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho distribuiu a denúncia para a Justiça ainda nesta semana. A barragem I da Mina do Córrego do Feijão se rompeu no dia 25 de janeiro de 2019, deixando milhares de vítimas não-humanas (os animais) e centenas de vítimas humanas. Destas, 259 foram identificadas pela Polícia Civil de Minas Gerais. Os bombeiros ainda procuram 11 desaparecidos, na maior operação de buscas do país.
 
 
Estivemos em Brumadinho de quando a queda da barragem e foi uma das piores vivências que já tivemos. A cidade segue desolada. Milhares de animais morreram soterrados, e muitos outros por abandono, fome e sede.
Segundo o Diário de Pernambuco, o MP-MG descobriu documentos sigilosos numa espécie de "caixa-preta", que mostraram que a Barragem do Córrego do Feijão estava numa lista das barragens em "situação inaceitável de segurança". Para eleger as barragens "top 10" em situação inaceitável de segurança,  a Vale fazia um cálculo monetizado para cada uma, em relação à probabilidade de falhas e custos se efetivado o rompimento. Nesses cálculos havia informações de custo por perda de vida, em média de US$ 2,5 milhões. No caso da Barragem do Córrego do Feijão, o valor por óbito era de R$8,8 milhões por pessoa. No pior cenário para a Barragem, a Vale estimou 215 mortes humanas.
Segundo a denúncia do MP, a Vale calculou o número de pessoas que poderiam ser atingidas, incluindo valores de ventiladores, aspiradores, colchões e carros, com diferenciações de preços por classes A, B, C, D e E.
 
 
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Bozo: "desmatamento e queimadas são culturais". / Seu bife causa quase 90% da destruição
21/11/2019 | 03h16
Nesta quarta-feira (20), na saída do Palácio da Alvorada, ao encontrar eleitores, o presidente Jair Bolsonaro disse que o desmatamento e as queimadas são "práticas culturais no Brasil". Ele ainda criticou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, dizendo que quando Marina estava à frente da pasta houve "a maior quantidade de ilícitos na Amazônia". Mas, Bolsonaro não apresentou dados que sustentem sua afirmação. 
Na última segunda-feira (18), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostrou que, entre agosto de 2018 e 31 de julho deste ano, a Amazônia perdeu 9.762 km² de floresta, uma alta de 29,5% (quase 30%) em relação ao mesmo período anterior. ESTE É O MAIOR PERCENTUAL DE DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA DESDE 1998, quando o estrago avançou 31% (pouca coisa acima da destruição de agora), e significa, mais ou menos, quase 13 mil quilômetros de mata devastada.
O Sinistro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ignorou, como sempre, sua responsabilidade e a de Bolsonaro em relação a essa destruição, e disse, com o ar debochado que sempre mantém em sua fala, que o aumento se deve a "motivos já conhecidos", que "acontecem há anos". A chamada Amazônia Legal é formada por nove estados, e o Pará é o que responde por 39,6% do desmatamento.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O DESMONTE DAS POLÍTICAS AMBIENTAIS,
FEITO NA CARA DE PAU
FUNDO AMAZÔNIA - O Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia, nos termos do Decreto no 6.527, de 1º de agosto de 2008. Ele estava funcionando normalmente por dez anos (de 2008 a 2018), mas está paralisado em 2019. O Fundo, que já recebeu R$3,4 bilhões de doações desde sua criação, em 2008, foi desmontado por Ricardo Salles, que tentou mudar o conselho responsável por sua administração e a destinação das verbas. O estrago assinado por esses nomes do (des)governo é tão absurdo que em agosto a Noruega, que financia 94% da iniciativa, cancelou um repasse de R$133 milhões, e a Alemanha também cancelou repasse ao Fundo. Após o Inpe, por várias vezes, deixar claro a destruição da Amazônia, Jair Bolsonaro simplesmente demitiu, em agosto, o então presidente do órgão, Ricardo Galvão. 
 
 
IBAMA SUCATEADO - Desde quando tomaram posse, Jair Bolsonaro e o sinistro Ricardo Salles atacam agentes do Ibama, acusando-os de promoverem uma "indústria de multas". Em abril, o presidente disse que mandou Salles "fazer uma limpa" no órgão, e nesse mesmo mês o orçamento do Ibama teve uma redução de 24%, saindo de R$368,3 milhões para R$279,4 milhões. 
BOLSONARO E SALLES SÃO ESTRATÉGICOS - O Observatório do Clima disse, em nota, que o aumento da destruição ambiental na Amazônia ocorreu por conta da estratégia de Bolsonaro de desmontar o Ministério do Meio Ambiente, desmobilizar a fiscalização, engavetar os planos de combate ao desmatamento feitos pelos governos anteriores (PT) :) , e empoderar, no discurso, criminosos ambientais.
O QUE OS DADOS DO ANO QUE VEM VÃO REVELAR?
Ambientalistas acreditam que, em 2020, o Prodes, uma ferramenta do Inpe que mede as taxas anuais de desmatamento, e que indicou esses 29,5% de agora, vai mostrar uma Amazônia muito mais destruída. Apenas entre agosto e a primeira semana deste mês de novembro, o Deter, sistema de alertas do Inpe, registrou 3.929 km² desmatados, o que quer dizer 57% de tudo o que foi destruído até agora em 2019. Em 2020, o setor de monitoramento de matas do Inpe pode ter um corte de 38%, saindo de R$2,01 milhões e indo para R$1,21 milhão.   
O SEU BIFE TAMBÉM ASSINA ESSA DESTRUIÇÃO
- A FLORESTA VIRANDO CAPIM! -
O compromisso do Brasil era de não desmatar mais de 3.900 km² até 2020. E de agosto até a primeira semana de novembro tivemos nada mais nada menos do que mais que isso, 3.929 km². Diante de toda essa destruição, Bolsonaro diz que o Código Florestal "é o suficiente".
"Se fosse, não estaríamos vendo a floresta virar capim", disse a professora Mercedes Bustamante, da UnB.
Quase 90% do desmatamento na região amazônica é em decorrência da pecuária (EXTERMÍNIO DE ANIMAIS). O fogo é usado para limpar o terreno, pra colocar milhares de animais (a maioria, bois) que serão assassinados pouco tempo depois. E a pecuária continua liderando, também, os índices de trabalho escravo, na Amazônia e no restante do país.
Dados do TerraClasse, programa de monitoramento das áreas que já foram abertas, feito pelo Inpe e pela Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], nessas áreas se colocam espécies de gramíneas, forrageiras, capim para os bois. O Pará é hoje um dos maiores "criadores" de bois do Brasil. 
A Amazônia tem hoje 85 milhões de bois "criados" para o extermínio, três para cada habitante humano. Na década de 1970, a quantidade desses animais era um décimo desse tamanho e a floresta estava quase intacta. Desde então, uma porção equivalente ao tamanho da França desapareceu, da qual 66% virou pastagem. A mudança foi incentivada pelo governo, que motivou a chegada de milhares de fazendeiros de outras partes do país. A pecuária tornou-se bandeira econômica e cultural da Amazônia, no processo, elegendo poderosos políticos para defender a atividade. 
ALÉM DE LUTAR CONTRA O DESMONTE AMBIENTAL DESSE (DES)GOVERNO, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO PARA NÃO COMPACTUAR COM ESSA DESTRUIÇÃO? VOCÊ PODE SIMPLESMENTE TOMAR OS DADOS COMO BASE E INICIAR UMA ALIMENTAÇÃO VEGANA, TIRANDO OS ANIMAIS E SUAS SECREÇÕES (LEITE E OVOS) DO PRATO. PELOS ANIMAIS, PELO MEIO AMBIENTE E POR SUA SAÚDE.
Mais informações sobre a DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA, QUE É CAUSADA PELA PECUÁRIA, você encontra em documentários, artigos, pesquisas, e dentre eles estão os documentários: "Sob a pata do boi" (2018), nacional, do diretor Marcio Isensee e Sá; e Cowspiracy (2014), de Kip Andersen, que você pode assistir à versão legendada aqui: www.youtube.com/watch?v=18LTa6W8wtI 
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LULA JÁ SAIU! ESTÁ NAS RUAS, EM LIBERDADE!
08/11/2019 | 17h54
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Vigília "Justiça para Cícero", no Fórum, durante julgamento do assassinato de Cícero Guedes (MST)
07/11/2019 | 16h10
Por Thaís Tostes / Fotos: Coletivo de Comunicação do MST-RJ
Nesta quinta-feira (7), acontece no Fórum Luiza Maria Tereza Gusmão, em Campos-RJ, a vigília "Justiça para Cícero", diante do julgamento do assassinato de Cícero Guedes, liderança sem-terra. O réu, José Renato Gomes de Abreu, foi a Júri Popular.
O crime ocorreu em janeiro de 2013, próximo à Usina de Cambaíba, em Campos-RJ. Cícero era uma grande liderança do movimento de luta pela terra, e era um dos coordenadores do Assentamento Zumbi dos Palmares.
O Brasil é o país que mais mata ativistas de Direitos Humanos no mundo, deixando para trás países líderes em assassinatos desses ativistas, como Filipinas, México e Colômbia. 
As fotos são do Coletivo de Comunicação do MST-RJ.
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Bolsonaro: 300 dias de (des)governo e a maior crise ambiental. Salles, curtindo litoral
07/11/2019 | 02h51
Por Thaís Tostes // Artes: Mídia Ninja e Design Ativista / Fotos de Brumadinho: Thaís Tostes
 O seu presidente parece se superar na arte do (des)governo. Com popularidade baixíssima (até entre os militares kkkkkk), Jair Bolsonaro chega aos 300 dias de mandato num cenário de um Brasil com sua maior crise ambiental. Como divulgou a Mídia Ninja, nesta quarta-feira (6), o óleo que atravessou a costa do Nordeste chegou a cidade de Mucuri (BA), que faz a divisa entre a Bahia e o Espírito Santo. Até agora mais de 2,5 mil toneladas de petróleo foram despejadas nas praias brasileiras. Enquanto isso, o seu ministro, o antiambientalista Ricardo Salles, curte o litoral de São Paulo! Os voluntários que lutem! :)
Sobre Brumadinho-MG, que deixou milhares de animais mortos, e 250 pessoas, além de 20 humanos desaparecidos, a Agência Nacional de Mineração divulgou que a Vale omitiu informações sobre a Barragem do Córrego do Feijão. Brumadinho é considerado o maior crime ambiental da história do país.
Também foi durante o (des)governo Bolsonaro que o Brasil vivenciou sua maior queimada já registrada: mais de 1 milhão de hectares foram queimados.
(   )Simples coincidência?
(   ) A culpa é do PT?
(   ) Espécie de maldição que caiu sobre o Brasil depois das eleições de 2018? 
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Thaís Tostes

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