O Brasil nunca teve um evento como este! Vai ser histórico! TROPICAL BURN
02/06/2019 | 17h53
O Brasil se prepara para receber, pela primeira vez, um evento regional do Burning Man, um experimento que tem como proposta geral a transformação de valores! Iniciado em 1986 em Baker Beach, San Francisco, e realizado quatro anos depois no deserto de Black Rock em Nevada, o Tropical Burn acontecerá de 20 a 24 de junho na praia de Baía Formosa, município pacato de apenas 8,6 mil habitantes localizado no Rio Grande do Norte. O Tropical Burn não é um festival - mais que tudo, é um experimento social e sem fins lucrativos; é uma cidade temporária produzida localmente (algo como uma TAZ – zona autônoma temporária), e chega pra reinventar os valores no Brasil, começando no feriado de Corpus Christi e terminando no Dia de São João.
O inverno não é desculpa para deixar de vivenciar essa iniciativa inédita: o Tropical Burn acontecerá neste município que tem dunas e praias de águas mornas, é cercado por lagoas e pela Mata Atlântica e foi delicadamente escolhido por ser um paraíso natural pouco explorado e reunir as energias que o Burning Man, essa cidade temporária, precisa.
Produzido no Brasil pela comunidade “burner” brasileira (burner é alguém que tem uma visão de mundo do que é o Burning Man, essa cidade), numa parceria com o Movimento Nova Terra, o Tropical Burn por aqui integra uma rede com mais de 60 eventos distintos regionais pelo mundo, dentro da qual está o Tropical Burn.
Dentre tantas coisas que diferenciam o Tropical Burn de “eventos comuns”, está o fato de que, nessa iniciativa, não há espectadores – ou seja, uma mão única, de pessoas que produzem para outras pessoas, que recebem. No Tropical Burn, prevalece o princípio da co-criação, com todos os envolvidos participando como voluntários durante todo o processo, desde a construção dos Camps (acampamentos temáticos) e aldeias, passando pelo sistema de segurança, pelas artes e chegando até a alimentação.
Essa cidade temporária em formato de um relógio - e que reúne, em sua edição original, no deserto dos Estados Unidos, a média de 70 mil “burners” – é baseada totalmente em dez princípios, e aqui, na edição brasileira, os pilares para essa co-criação são: Auto-expressão Radical, Auto-suficiência, Descomoditização, Responsabilidade Cívica, Não deixar rastros, Inclusão Radical, Participação, Presentear, Comunidade/Esforço comum e Imediatismo.
 
 A PRIMEIRA EDIÇÃO NO BRASIL: HOMENAGEM AO FEMININO, CAMPS DISTINTOS E MUITA ARTE ORIGINAL
O tema de 2019 do Tropical Burn é: Mãe Divina – “Divine Mother”, numa homenagem ao começo de todos nós, ao lugar onde toda existência é gerada; numa homenagem às mulheres, ao interior da Mãe Terra, onde a energia feminina pulsa e nutre todo o Cosmos.
Os Camps, acampamentos temáticos, são grupos de participantes do Tropical Burn que se reúnem para ofertarem um serviço, educação, entretenimento, arte ou outra experiência criativa planejada ou espontânea para todos na Cidade Tropical, que é chamada de “playa”. Já as aldeias (também chamadas de “vilages”) são a reunião de dois ou mais Camps temáticos. O s Camps e Aldeias são o Atma Camp, Mad Max, Xama na Xana – Cozinha e Psicodelia, Feed the Artists, Aldeia Zen Camp, Aldeia Nova Terra, Feminist Tent, Upsala, Unplugged, 061, Mud inn Motel, Casa Bonita e Minimal Cay – Acampamento Escola, Camp Central e Arte Camps.
Dentre as artes, que são no total de 26, estão, por exemplo: a “Burning Portrait”, local onde a essência da verdadeira arte primal e do Burning Man poderá ser experimentada - onde o artista Fedrizi Junior usará seu próprio corpo como tela, a dança das chamas do fogo como tinta e a fotografia como meio de capturar o momento do encontro do homem com o fogo; a “Kundalini”, arte de José Maria Anacleto, que, usando conhecimentos ancestrais e tecnologias de ponta, vai proporcionar aos participantes uma experiência multidimensional que tocará pele, olfato, visão e audição de forma capaz de impulsionar a consciência a um mergulho na intuição; e, também, a arte-neuropsicoterapêutica ‘Vibra Quantum”, um espaço de contemplação de áudio vibracional, através de mantras, frequências harmônicas e binaurais, músicas eletrônicas e cantos xamânicos que estimulam bons neurotransmissores de valência positiva - como ocitocina, serotonina e outros hormônios, harmonizando o sistema bioquímico do corpo que proporcionam bem-estar, equilíbrio interno, saúde e harmonia.
 
 COMO PARTICIPAR - INGRESSOS
Todas as informações detalhadas dos Camps e Aldeias e das artes do Tropical Burn estão disponíveis nas páginas do evento nas redes sociais. Existem várias formas diferentes de tickets. O ticket/ingresso principal do evento custa R$900, e para adquiri-lo você deve entrar na página das artes do evento e escolher um projeto que você queira apoiar como parte do valor do seu ingresso. Ou seja, você vai escolher o projeto que você quer ajudar a financiar, então parte do valor do seu ingresso será destinado ao projeto de arte que você escolher.
O Ingresso Performers, por sua vez, custa R$350, e é para quem quer contribuir com o Tropical Burn com sua performance artística (como, por exemplo, DJs, músicos). Já o ticket Solidário é para estudantes e para moradores do Norte e Nordeste do Brasil – sai por R$450. O Performers pode ser adquirido com o preenchimento deste formulário: https://forms.gle/3uCKZvA9yhNXkFAi7 E o ingresso Solidário você consegue adquirir aqui: https://goo.gl/forms/MiRMVlvJKiYGj1uO2
Além desses tipos de ingressos, também tem o Ingresso Voluntário Parcial, que custa R$500 e é para as pessoas que gostariam de se voluntariar durante um dia do evento, “trabalhando” durante seis horas num dia do Tropical Burn. O formulário para a inscrição neste ingresso é este: https://forms.gle/WU4UXmfc891T6E1U7
Todos os formulários e ingressos podem ser acessados nos links que estão disponíveis no site do Tropical Burn: www.tropicalburn.org /tickets
O Facebook você acessa aqui, e o Instagram está aqui.
O youtube está aqui nesse link.
E tem página do evento rolando no Facebook, clicando aqui.
 
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O Rio vai parar neste domingo! Grande ato PAREM DE NOS MATAR!
25/05/2019 | 19h43
Amanhã (domingo), dia 26 de maio, acontecerá no Posto 8, em Ipanema, às 10h, o Grande Ato "PAREM DE NOS MATAR"! #AsFavelasExigemPaz
 Os moradores das favelas do Rio de Janeiro convocam a população da cidade para o grande ato de protesto Parem De Nos Matar!, exigindo o fim das políticas públicas de ocupações e intervenções policiais e militares nas áreas residenciais que continuam nos matando e aos nossos familiares e amigos.
Formaremos um cordão humano desde o posto 12 até o Arpoador. Cidadãos de todas as idades e de todos os bairros e favelas da cidade darão as mãos e formarão uma corrente de protesto, exigindo segurança e a garantia da integridade das suas vidas.
 Na Segunda-feira de Páscoa o gari comunitário William Mendonça dos Santos, conhecido por todos como Nera, foi assassinado com dois tiros na favela do Vidigal, Zona Sul, pela polícia militar. Dias antes o músico Evaldo Rosa dos Santos e o catador de papel Luciano Macedo foram executados pelo exército com 80 tiros na Estrada do Cambotá em Guadalupe, Zona Oeste e o estudante Lucas Brás de 17 anos, foi abatido com um tiro nas costas no Parque Royal, Zona Norte.
William, Evaldo, Luciano e Lucas, todos negros. Todos assassinados pelo estado do seu país. Dezenas de tiros saídos das armas daqueles cujo juramento e dever é proteger e servir os cidadãos brasileiros. Polícia e exército existem para garantir a segurança e a integridade física dos cidadãos, nunca para os matar.
 Segundo dados do Instituto de Segurança pública, divulgados pelo Jornal Extra (2842019), o primeiro trimestre de 2019 registrou 434 homicídios em decorrência de ações policiais. Esse número representa uma média de 4 mortes por dia ocasionadas pela intervenção policial e o aumento de 18% em relação ao ano anterior.
 A violência de estado nas favelas e periferias excedeu, há muito, todos os limites humanamente admissíveis em qualquer país civilizado. O horror atingiu dimensões insuportáveis.
A ação das forças policiais e das ocupações militares, disfarçada de guerra às drogas, não é mais do que um muro segregador, instrumento para a dominação, repressão e extermínio de pobres favelados. Daqueles que não podem ser absorvidos pela “cidade mercadoria” dos grandes empreendimentos e do lucro a qualquer custo.
Policiais e soldados, na sua maioria cidadãos pretos e pobres recebem ordens e licença para matar outros cidadãos pretos e pobres. “A polícia vai mirar na cabecinha e… fogo” anunciou o novo governador do estado incitando ao massacre da população das favelas.
Embora a truculência faça parte das táticas policiais desde sempre, os atuais governos estadual e federal ampliaram a Licença Para Matar atribuída às já extremamente violentas forças de segurança pública.
 Oitenta tiros, dois tiros, um tiro, vale tudo nessa guerra política que, quando não nos mata, quer nos calar. Não calarão!
 Pelo fim dos assassínios de estado, pela paz nas favelas, juntem-se a nós. 
PAREM DE NOS MATAR!
 ORGANIZAÇÃO:
Associação de moradores do Vidigal
Politilaje
Favela no Feminino
Coletivo Jararaca RJ
Movimento popular de favelas
Movimento Moleque
B’nai B’rith
Redes da Maré
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Coletivo Juntos pela Paz
Nós do Morro
Bando Cultural Favelados da Rocinha
Associação de Moradores da Rocinha
Mães e Familiares Vítimas de Violência do Estado
Rede de Comunidades
Movimentos Contra a Violência
Rede de Mães e Familiares da Baixada
Levante Popular da Juventude
Favelação
Funperj
MTST
Fórum de Educação de Jovens e Adultos
Comissão Popular da Verdade
Movimento Negro Unificado
Favela não se cala
Frente Brasil Popular
Radio Estilo Livre Vidigal
Frente de Juristas Negras e Negros do Estado do Rio de Janeiro
Frente Democrática da Advocacia
UNEGRO - União de negras e negros por igualdade
Movimento Nosso Jardim
Coletivo União Comunitária
Ser Consciente
Frente Favela Brasil
Militantes em Cena
Frente Povo Sem Medo
Quilombo Raça e Classe
Torcedores pela Democracia
FAFERJ
FAM-RIO
Conselho Popular
MST
Grupo de Resistência Bando Cultural Favelados
ASA - Associação Scholem Aleichem.
RioOnWatch
Movimento dos Atingidos por Barragens
Copa por Diretas e por Direitos
Movimento Nenhum Serviço de Saúde a Menos!
Movimento Somos
ADDH-RJ, Associação da diversidade em direitos humanos
Fórum de Saúde do Estado do Rio de Janeiro
Rede de Médicas e Médicos Populares
AJD - Associação Juízes para a Democracia
Rede Rio Criança
Casa Nem
FIST - Frente Internacionalista dos Sem Teto
RUA - Juventude anticapitalista
Marcha das Favelas pela Legalização
CEN - Coletivo de Entidades Negras
ONDA - Observatório Nacional do Direito à Água e ao Saneamento
Sons das ruas
NAPAVE - Núcleo de Atenção Psicossocial a Afetados pela violência do Estado.
Policias Antifascismo RJ
Fórum Basta de Violência
Outra Maré é Possível
Juristas pela Democracia
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URGENTE! AJUDE A ÍNDIA, cachorrinha que ficou sem andar, pela cinomose
19/05/2019 | 23h01
>> URGENTE << AJUDE NO TRATAMENTO DA ÍNDIA, CACHORRINHA AMOROSA RESGATADA DAS RUAS QUE FICOU SEM ANDAR, SEM ENXERGAR E COM PROBLEMA DE PELE E IMUNIDADE, POR CAUSA DA CINOMOSE! DOE O QUANTO PUDER, NA VAKINHA!
Link da Vakinha: www.vaka.me/495768
CINOMOSE TEM CURA! AJUDE!
A Índia, uma cachorrinha muito linda e amorosa resgatada das ruas, hoje moradora do Santuário Salvando Vidas (www.instagram.com/santuariosalvandovidas), teve cinomose, que avançou para o quadro neurológico, deixando-a sem andar, sem enxergar e com um problema de pele complicado, grave. Precisamos bater os 100% da vakinha para que a Índia tenha seu tratamento custeado. Os gastos com medicamentos são absurdos – a cada mudança do quadro de saúde os medicamentos são modificados, de acordo com a forma como seu organismo responde à medicação. São antibióticos, antiinflamatórios, antivirais, corticoides, remédios para a pele, pastas e pomadas, além de medicação reforçada (para levantar a imunidade) e transporte até veterinários para consultas e exames.
A cinomose é uma doença gravíssima, e fica ainda pior no quadro neurológico, mas tem cura, mesmo o tratamento sendo demorado. 
Todo dia é um dia vencido para a guerreira Índia. Assim que ela melhorar do quadro grave dermatológico e de imunidade, irá para as sessões de acupuntura, para tentar voltar a andar! Ajude como puder, no custeio desse tratamento delicado!
>> O link da Vakinha está aqui: vaka.me/495768
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>> Você também pode doar no PayPal, na conta: [email protected]
Ou na conta bancária: >> Caixa Econômica Federal // Agência: 2524 // Operação: 013 // Conta poupança: 28264-9 //Titular da conta: Thaís Tostes (CPF: 124.287.127-64)
Por amor, ajude a Índia! S2 # Força, Índia! Guerreira!
#animals #loveanimals #sanctuary #animalsanctuary #vegan #love #india#dog #lovedogs #animal protection #animalrescue #animalliberation#dogprotection #animalrights #govegan #animalhealth
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Roda: DIREITOS ANIMAIS E JUSTIÇA SOCIAL - Amanhã, no Caps Infantil
15/05/2019 | 15h26
Amanhã (quinta-feira, dia 16), o Coletivo Vegano promove a roda de conversa "O que o veganismo tem a ver com as lutas por justiça social?" e uma oficina culinária de amendoim. Com início às 9h30, no Caps Infantil, a roda e a oficina acontecem dentro da programação da 5a Semana da Luta Antimanicomial de Campos, organizada pelo Coletivo Estamira.
O Coletivo vai falar sobre a interseccionalidade do veganismo - sobre como os direitos dos animais estão totalmente ligados à luta pelos outros direitos sociais. 
A entrada é gratuita! Não perde! 
RODA DE CONVERSA "O que o veganismo tem a ver com as lutas por justiça social?" + Oficina culinária de amendoim
QUINTA-FEIRA (16 de maio),às 9h30
No Caps Infantil (Centro de Atendimento Psicossocial Infantil Dr. João Castelo Branco - Endereço: Rua João Barreto, 70, Parque Rosário - Campos-RJ
Confira a programação completa da Semana, aqui: www.facebook.com/events/454362662001485
E confirma presença na roda de conversa e oficina: https://www.facebook.com/events/301190087478336/
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As mães que não podem ser mães, e os filhos órfãos, por causa da agropecuária
12/05/2019 | 15h16
O blog deseja a todas as mães um dia especial, cheio de afeto. E faz esse post como homenagem principalmente às mães de outras espécies, que são exploradas pela espécie humana. Sobre o Dia das Mães, podemos perguntar: Feliz Dia das Mães pra quem? Feliz Dia das Mães pra quais mães? Mãe é mãe e ponto final, não é mesmo? Mas, para as mães de outras espécies, exploradas pela indústria do leite, dos ovos e da carne, todo dia é uma tortura. Você sabia que as fêmeas de outras espécies, como as vacas e as galinhas, não possuem o direito à maternidade, e seus filhos ficam órfãos logo que nascem?
A luta pelo Direito Animal é também a luta pelo direito à maternidade, e a luta pelo direito dos filhos terem uma mãe e um pai, direitos estes que são tirados dos animais pelas indústrias da carne, leite/laticínios e ovos – a indústria agropecuária. Além do feminismo, por exemplo, área de luta de muitas mulheres, existe um degrau acima, que é o feminismo antiespecista, que defende as fêmeas não apenas da espécie humana.
A indústria da propaganda e do marketing é muito bem paga pela indústria da agropecuária para produzir as imagens de vaquinhas felizes nas caixas de leite, num campo verde com o nascer do Sol, assim como pra defender que “está tudo bem em tomar leite porque nenhum animal foi morto pra dar leite”. Só que isso é uma grande mentira. Há também a defesa de que "o que eu como é uma escolha pessoal minha", mas nesse caso se está esquecendo de alguém, como ele:
Neste Dia das Mães escolhemos um vídeo em animação muito bem feito, que mostra um pouco sobre o que a indústria agropecuária, especificamente a indústria do leite, faz com as vacas e com seus filhos, para que o leite chegue até você nas prateleiras dos supermercados. Se você não aguenta ver imagens fortes, pode ver essa animação tranquilamente, porque ela é "suave". Mas tem aquele ditado, né?! Se algo não é bom pra você ver ou ouvir não deve ser bom pra você comer! Leite é morte, dor e sofrimento. São mães que não puderam ser mães – que sentiram a dor de perder um filho. São filhos que não puderam beber o leite que era deles, pra esse leite ir pra você, e que não puderam ter contato algum com sua mãe. Órfãos da indústria do leite. 
Veja o vídeo, que é bem curtinho, clicando abaixo:
É omitido da população, no geral, que vacas em fazendas produtoras de leite vivem em galpões sujos e superlotados. Para que produzam leite ininterruptamente, essas vacas são repetidamente inseminadas (seres humanos as forçam a engravidar). Assim que seus filhos nascem, os bezerros, eles lhe são retirados para que o leite que deveria ser deles chegue até você. Em alguns casos, eles mantêm o filho perto da mãe (para que, pelo amor, ao vê-lo, esta vaca produza leite), mas neste bezerro é colocado um "anel de desmame", que o machuca assim que ele tenta mamar em sua mãe. Você já viu, pelos pastos brasileiros, bezerros com uma espécie de "argola" no nariz, não viu?! Então: é isso. 
 Se o bebê da vaca for do sexo masculino, ele simplesmente é “descartado” da rota do leite e encaminhado pra uma fazenda de vitela, onde é mantido em uma baia minúscula onde ele basicamente não consegue se mover. E, em poucas semanas, esse filho é morto, pra comercialização da carne de vitelo, vendida em restaurantes. Mas, se o bebê da vaca for fêmea, esta vai seguir o mesmo “destino” da mãe (se tornará mais uma “vaca leiteira”, sem direito à maternidade, e com filhos órfãos). Isso não é natural.
Uma vaca leiteira, normalmente, vive a média de 20 anos ou mais, mas por conta dessa exploração sem fim feita pela indústria do leite, engravidando sem parar para a produção do leite, manteiga, requeijão e tudo isso que a sociedade consome, essa vaca vive apenas quatro anos, ou até menos. E então, quando o ser humano não consegue mais explorá-la dessa maneira, quando ela “deixa de dar leite”, ela é enviada para o “abate”– é morta em matadouros para a produção de carne, geralmente carne moída.
Na internet você encontra vários documentários e outras fontes de informação que mostram como as vacas são tratadas pela indústria do leite – funcionários de fazenda costumam chutar, espancar e perfurar esses animais, quando querem que eles façam algo.
A cada dia que passa, mais médicos se tornam veganos, assim como nutricionistas, formando uma grande rede de profissionais que chegam pra desmentir, por exemplo, que “você tem que consumir laticínios”, que “se você não tomar leite você vai ficar fraco”. Essas coisas eram crenças da época da nossa avó e o mundo caminha para um mundo justo, onde os direitos sejam respeitados – o direito de todos, incluindo o outro, o animal -, como o direito à vida, à felicidade e à maternidade.
Luto por todas as mães e filhos explorados e mortos pela indústria agropecuária!
 
 
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Animais apreendidos no Mercado: da rota do abate direto para um santuário
07/05/2019 | 21h59
O Santuário Salvando Vidas, um dos únicos santuários, no mundo, coordenado por veganos (dentre eles a jornalista que escreve este texto e ativista antiespecista, Thaís Tostes) e grupo de defesa do Direito Animal que sobrevive de forma independente (sem apoio de governos ou da iniciativa privada), está muito feliz por ser o guardião de grande parte dos animais que foram apreendidos no Mercado Municipal de Campos-RJ no último dia 25, na operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e outros órgãos. O Santuário, como grupo antiespecista, está de luto pelo caminhão de galinhas que foram mortas por "falta de espaço", e ainda porque "protetores de animais" que conhecem o trabalho do Santuário não acionaram este grupo de defesa do Direito Animal, mesmo sabendo que o grupo tem estrutura o suficiente onde as galinhas poderiam viver, na zona rural de São Francisco do Itabapoana-RJ. A informação de que as galinhas não foram mortas, como circula nas redes sociais, não procede. Elas foram mortas, como confirma um dos documentos obtidos por esse blog. Sentimos muito por cada vida interrompida. No entanto, o Santuário Salvando Vidas conseguiu salvar vários animais, que, da rota do abate, agora estão na rota da proteção e defesa do Direito Animal. E na rota do amor.
O Santuário agradece imensamente aos delegados da 134ª Delegacia de Polícia de Campos, Natália Patrão e Bruno Cleuder, por confiarem no trabalho de resgate e defesa do Direito Animal mantido por esse grupo. Agora, os animais que viviam dentro do caos sonoro e de calor do Centro de Campos vivem livres na natureza, com direito a matas, patas na terra, lagos, rio e até piscina, e em harmonia com diferentes espécies de animais. São preás, coelhos, gansos, patos, perus que talvez tenham visto agora, pela primeira vez, bois, cavalos, gatinhos, cachorrinhos, cabritos, ovelhas e outras espécies.
O Santuário, como grupo antiespecista e de luta pela construção do animal como indivíduo sujeito de direitos, é contra o comércio de animais e acredita que essa prática acabará ao longo dos anos, por meio de muita educação e luta jurídica. E, ao mesmo tempo, defende que os órgãos públicos apoiem os comerciantes de animais neste momento, para que consigam pagar suas dívidas e outras despesas, como alimentação.
O Santuário está mais colorido por cada ser sensciente que saiu do risco de morte e agora viverá feliz e morrerá de morte natural; e está, também, com uma vaquinha aberta para o suporte à alimentação (milho, ração, vitaminas) e demais gastos (medicamentos, exames) dessas dezenas de animais pelos próximos meses. Ajude como puder! Link da vaquinha: www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-na-alimentacao-dos-animais-resgatados-do-mercado-municipal
NAS FOTOS ABAIXO:
1) COELHINHO QUE ERA COMERCIALIZADO NO MERCADO, NESTA FOTO NUMA GAIOLA, AINDA COM SEU ANTIGO "DONO", APÓS TER SIDO RETIRADO DO MERCADO MUNICIPAL.
2) O MESMO COELHINHO DA PRIMEIRA FOTO, BRINCANDO COM OS OUTROS, CORRENDO, JÁ NO SANTUÁRIO SALVANDO VIDAS
3) GANSOS QUE AGORA TÊM UMA PISCINA INTEIRA SÓ PRA ELES
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DOMINION, doc novíssimo sobre Direito Animal, nesta quarta, em Campos
06/05/2019 | 19h11
Nesta quarta-feira (8 de maio), vamos exibir o documentário Dominion (2018), uma das produções mais atuais sobre DIREITOS ANIMAIS. Às 19h, no Edifício Medical Center, no centro de Campos-RJ. Entrada livre! Vamos também debater Direito Animal, incluindo os atrasos que existem nessa área e que se tornaram ainda piores, no Brasil, no desgoverno de Jair Bolsonaro.
 Exibição: Coletivo Vegano, Thaís Tostes e Santuário Salvando Vidas // Dentro da programação do Cineclube Goytacá
O DOCUMENTÁRIO - Dominion foi filmado na Austrália e, com o uso de drones, câmeras escondidas e câmeras portáteis, denuncia os bastidores da cruel agropecuária moderna, questionando a moralidade e a validade do domínio da humanidade sobre os animais. Embora fale principalmente sobre os animais explorados pela indústria da "alimentação", o documentário também mostra outras maneiras pelas quais os animais são explorados, abusados e exterminados pelos humanos, como, por exemplo, nos setores de roupas, entretenimento e pesquisa.
O audiovisual é narrado por Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Sia, Sadie Sink e Kat Von D, e co-produzido pelo criador do documentário clássico da causa animal Earthlings ("Terráqueos"), Shaun Monson. A direção é de Chris Delforce e Lissy Jayne.
Exibição do documentário DOMINION
QUARTA-FEIRA, 19h
Edifício Medical Center (Rua Treze de Maio, 286 - Centro - Campo-RJ)
ENTRADA LIVRE
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Vale do Rio Doce é um mar de lama: muitos animais soterrados e mais de 200 pessoas desaparecidas
25/01/2019 | 15h27
A primeira postagem deste blog, que rolou em novembro de 2015, foi uma postagem de luto pelo crime praticado contra Mariana-MG, que deixou dezenas de vítimas - não apenas humanas, mas também não-humanas, como os animais. Esse crime que derramou mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama de minério na área rural de Mariana e deixou mais de 200 famílias sem casas e 19 pessoas mortas em Bento Rodrigues, além de muitos animais mortos, foi assinado pela Samarco, dos grupos Vale do Rio Doce e BHP.
Ficamos indignados por este caso não ter dado em nada na área penal (o Direito Penal só costuma funcionar para pobres), e a Vale do Rio Doce acaba de assinar mais um CRIME ambiental - o rompimento de barragem ocorreu na tarde de hoje (sexta, dia 25), também em Minas Gerais, mas desta vez em Belo Horizonte, em Brumadinho, na Grande BH. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, mais de 200 pessoas estão desaparecidas e inúmeros animais morreram - sem, sequer, terem tido a oportunidade de resgate.
As fotos abaixo são do caso desta sexta-feira:
O mar de lama, dessa vez, destruiu casas da região do Córrego do Feijão. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão no local. A empresa disse, em nota, que "a prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade", e em nenhum momento falou sobre os animais locais e da região, que foram afetados e morreram.
O hospital da região já se prepara para receber feridos e dois helicópteros sobrevoam a região. As prefeituras regionais orientaram a população para que se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba. O Instituto Inhotim está retirando funcionários e visitantes do local.
VEJA FOTOS DE MARIANA-MG:
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Polícia que mata muito e presos sem julgamento e na superlotação: relatório da Human Rights Watch
19/01/2019 | 18h02
Uma das maiores organizações da área de Direitos Humanos do mundo, a Human Rights Watch (Observatório de Direitos Humanos), divulgou, na quinta-feira (17) dessa semana, os resultados de um relatório anual sobre problemas envolvendo Direitos Humanos em 90 países. Você pode acessar e baixar o relatório na íntegra, clicando aqui nesse link: Relatório da Human Rights Watch
Na análise do Brasil, o relatório deixou claro sobre: o posicionamento racista, homofóbico e misógino de Jair Bolsonaro; a não-investigação, por parte das Polícias, de crimes de violência; as ameaças contra jornalistas durante as últimas eleições presidenciais; o aumento da violência gerado pelos assassinatos ilegais cometidos pela Polícia; a violência doméstica, que continua generalizada; ataques xenófobos contra venezuelanos; a submissão, de moradores rurais, a agrotóxicos e o medo que eles possuem de denunciarem esses envenenamentos; a quantidade de execuções extrajudiciais que a polícia brasileira assina (policiais mataram 5.144 pessoas em 2017, 20% a mais do que em 2016); a tortura e crimes cometidos pela polícia militar; a investigação de todos esses crimes da polícia, que é feita pela própria polícia; as mortes causadas pelo Exército nas favelas do Rio e o quanto as mortes por policiais aumentaram no período da Intervenção; a superlotação do sistema carcerário brasileiro; a violação de direitos humanos nas cadeias - como falta de atendimento médico e alta mortalidade de presos por doenças nitidamente tratáveis; a falta de educação e de emprego para presidiários; e também sobre a quantidade absurda de pessoas que estão presas sem julgamento e sobre um Estado que dificulta e não dá acesso, para os detentos, às audiências de custódia (e como eles são intimidados nas audiências que acontecem, por conta da presença de policiais); dentre outros pontos altamente importantes e urgentes.
A respeito do país, dentre tantas coisas relatadas, a Human Rights Watch afirma:
"Jair Bolsonaro, um membro do Congresso que endossou a tortura e outras formas de práticas abusivas, e fez declarações abertamente racistas, homofóbicas e misóginas, ganhou no segundo turno em outubro. Violência política e ameaças contra jornalistas marcou a disputa presidencial. A violência atingiu um novo recorde no Brasil, com cerca de 64 mil mortes em 2017. A polícia resolve apenas uma pequena parte dos homicídios. Assassinatos ilegais cometidos pela polícia alimentam a onda de violência. O fraco controle estatal de muitas prisões facilita o recrutamento de gangues [facções]. A violência doméstica continua generalizada; milhares de casos a cada ano não são devidamente investigados. Dezenas de milhares de venezuelanos entraram no Brasil em 2018 fugindo da repressão, fome e assistência médica inadequada. O Brasil manteve suas fronteiras abertas, mas houve vários ataques xenófobos contra venezuelanos. Muitos brasileiros moradores das áreas rurais estão expostos a pesticidas pulverizados perto de suas casas, escolas e locais de trabalho, e eles temem represálias se denunciarem envenenamentos.
Especificamente sobre Segurança Pública e as Polícias, o relatório da Human Rights Watch diz:
"Um estudo em larga escala de criminologistas e jornalistas estima que os promotores apresentam acusações em apenas dois em cada dez homicídios. Abusos cometidos pela polícia, incluindo execuções extrajudiciais, contribuem para um ciclo de violência que prejudica a segurança pública e põe em risco a vida dos policiais e civis. O governo federal não publicou um relatório anual sobre mortes envolvendo policiais, conforme ordenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em uma decisão de 2017. Dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que 367 policiais em serviço e fora de serviço foram mortos em 2017, e esta é a informação mais recente disponível. Policiais, incluindo oficiais de folga, mataram 5.144 pessoas em 2017, 20% a mais do que em 2016. Enquanto alguns assassinatos cometidos pela polícia são em legítima defesa, a pesquisa da Human Rights Watch e outras organizações mostram que alguns são execuções extrajudiciais. Em São Paulo, o ouvidor da polícia examinou centenas de assassinatos cometidos pela polícia em 2017, concluindo que a polícia usou força excessiva em três quartos deles, às vezes contra pessoas desarmadas."
“O Rio de Janeiro tem 17 milhões de pessoas. A polícia matou 1400 civis. Nos Estados Unidos, um país com 325 milhões de pessoas, no mesmo período, a polícia em confronto com civis matou 1000. São números que em alguns casos podem ser equiparados com conflitos armados internos ou até internacionais”, declarou José Miguel Vivanco, diretor para a divisão das Américas da Human Rights Watch.
Ainda sobre a Polícia, diz a organização de Direitos Humanos:
"Uma lei de 2017 mudou os julgamentos de membros das forças armadas acusados de assassinatos ilegais de civis de tribunais civis a militares. A lei também moveu julgamentos da polícia militar - a polícia estadual que patrulha as ruas no Brasil - acusada de tortura e outros crimes - aos tribunais militares, embora os homicídios cometidos pela polícia são da jurisdição civil. Isso significa que as forças armadas e a polícia militar investigam seus próprios membros que são acusados de crimes. Sob normas internacionais, execuções extrajudiciais e outras graves violações dos direitos humanos assinados pela polícia e os militares devem ser investigados por autoridades civis e submetidas a tribunais civis. Menos de um mês após a promulgação da lei, oito civis foram mortos durante ação conjunta entre a Polícia Civil e o Exército na área metropolitana do Rio de Janeiro. Nem investigadores das forças armadas nem promotores federais militares haviam entrevistado testemunhas civis."
O relatório também destaca que o então presidente da República, Michel Temer, transferiu, em fevereiro, para o Exército, a responsabilidade pela segurança pública e pelos presídios no Rio de Janeiro, e que isso tinha como objetivo a melhoria da segurança das pessoas. No entanto, diz o relatório da Human Rights, de março a outubro, os homicídios subiram 2% no Estado do Rio, enquanto os assassinatos da polícia aumentaram 44%,
em comparação com o mesmo período de 2017. A Human Rights também destaca o assassinato de Marielle Franco, vereadora e defensora de direitos humanos, e de seu motorista, Anderson Gomes, exterminados por um atirador profissional; e diz que, até a redação do relatório, a polícia não havia prendido ninguém relacionado a esse caso. 
INTERNOS SEM SAÚDE E COM OUTROS DIREITOS HUMANOS VIOLADOS NAS CADEIAS SUPERLOTADAS DO BRASIL
Sobre as condições prisionais, sobre tortura e maus-tratos a presidiários do sistema prisional brasileiro, a organização especializada em Direitos Humanos relata que, segundo dados do Ministério da Justiça, em junho de 2016, mais de 726 mil adultos foram presos em instalações que tinham a capacidade de comportar a metade dessa quantidade de detentos. E que o governo federal esperava mais 115 mil presos até o final de 2018. 
O relatório ainda destaca que a superlotação e a falta de pessoal fazem com que seja impossível que as autoridades prisionais mantenham o controle dentro de muitas prisões, e isso deixa os internos vulneráveis à violência e recrutamento em gangues [facções]. Menos de 15% dos internos possuem acesso a oportunidades de Educação ou emprego, e os serviços de saúde dentro das cadeias são altamente e frequentemente deficientes. Segundo a publicação da Human Rights Watch, o Escritório da Defensoria Pública no Rio relatou que,  só no Estado do Rio de Janeiro,266 pessoas morreram dentro das cadeias no ano de 2017, a maioria em condições claramente reversíveis e passíveis de tratamento, como diabetes, hipertensão e doenças respiratórias.
Segundo a Human Rights, em fevereiro a Suprema Corte determinou que mulheres grávidas, mães de crianças menores de 13 anos e mães de crianças e adultos com deficiências, que estão presas por crimes não violentos, deveriam aguardar seus julgamentos em prisão domiciliar, exceto em "casos muito excepcionais". Apesar do Ministério da Justiça ter dito que esta ordem poderia aplicar-se a 10.693 mulheres presas, os juízes liberaram apenas 426 delas até a data de 1º de maio, o prazo para o cumprimento da determinação da Suprema Corte. Os juízes fizeram uso generalizado da exceção ("casos muito excepcionais") para simplesmente manterem as mulheres nas cadeias.
PRESOS SEM SEREM JULGADOS - E SEM DIREITO ÀS AUDIÊNCIAS DE CUSTÓDIA
O documento relata, ainda, o que todos os ativistas de Direitos Humanos não se cansam de dizer: que muitas pessoas que aguardam julgamento são rotineiramente mantidas como prisioneiros condenados, prática que viola padrões internacionais e leis brasileiras. O Conselho Nacional de Justiça determinou que até maio de 2016 todos os detidos tivessem, no prazo de 24 horas após a prisão, uma audiência para determinar se devem ser submetidos a detenção preventiva ou julgamento gratuito pendente. Mas mais de dois anos depois, muitas jurisdições fora das capitais ainda não realizam tais “audiências de custódia”. Quando não há essas audiências, os detidos esperam meses para serem julgados pela primeira vez.
Nas audiências de custódia, os juízes podem detectar o abuso policial, mas alguns não perguntam aos detidos sobre o seu tratamento. Na maioria dos casos, policiais estão presentes durante a audiência, o que torna a situação altamente intimidante (para o interno). Ainda assim, cerca de 5% dos detentos, durante as audiências, relatam abusos, segundo o Conselho Nacional de Justiça. E vários estudos têm mostrado que as alegações dos internos muitas vezes não são devidamente investigadas. ["Mas quem vai acreditar no meu depoimento?", Diário de um detento, Racionais]
Ainda sobre as audiências de custódia, o relatório da organização conta que, até o momento que o documento foi feito,  o Congresso examinava um projeto de lei para fazer com que as audiências de custódia sejam obrigatórias em todo o país.  Mas o projeto permitiria que alguns fossem realizados via videoconferência com as pessoas em seus locais de detenção, o que tornaria as audiências muito mais difíceis de serem uma oportunidade genuína para descobrir alegações de abuso policial.
OUTRO RELATÓRIO, DO FINAL DO ANO PASSADO, DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, APONTA VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS EM VÁRIOS SETORES NO PAÍS, DENTRE ELES AS CADEIAS
Se você não acompanhou, vale a pena dar uma conferida em outro relatório - o da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, organização que visitou o Brasil em novembro do ano passado numa visita que foi a mais profunda dos últimos 27 anos. A Comissão fala das questões indígenas e quilombolas, demonstrando imensa preocupação, e mergulhou no Complexo Penitenciário de Bangu, elegendo o Presídio Jorge Santana como um dos piores presídios das Américas, e detectando que internos não estavam tomando sol e tinham feridas pelo corpo com dificuldade de cicatrização, dentre outras violações de direitos humanos. A Comissão também falou da preocupação com a militarização da Segurança Pública.
Bangu. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Francisco Proner - FARPA
Bangu. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Francisco Proner - FARPA
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos chegou ao Brasil no dia cinco de novembro e visitou o Rio de Janeiro, o Distrito Federal e outros sete estados. A última vez que o grupo esteve no Brasil foi em 1995. Entre os temas observados estão a discriminação, desigualdade, pobreza e aplicação de políticas públicas. Os especialistas observaram principalmente a parte da população brasileira que está historicamente em situação de discriminação, como afrodescendentes, indígenas, trabalhadores rurais, população em situação de pobreza, presidiários, migrantes e defensores de direitos humanos. 
"No Rio de Janeiro, dentro do Complexo Penitenciário de Bangu merece atenção a situação dos Institutos Plácido Carvalho, Nelson Hungria e Jorge Santanna. O presídio Jorge Santanna se encontra em condições extremas de funcionamento, e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos denuncia esse lugar como um dos centros penitenciários em piores condições em toda a América", afirmou o documento.
Outro ponto destacado foram as condições do Centro Socioeducativo Dom Bosco, que possui poucas ações de reinserção dos menores na sociedade.
“O Centro Socioeducativo Dom Bosco vive um desvio integral da sua finalidade institucional, ante a ausência de atividades socioeducativas e claras características de um verdadeiro presídio", destacou também o relatório.
Leia e baixe esse relatório preliminar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, clicando aqui: RELATÓRIO DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
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URGENTE! Ajude os animais do Santuário Salvando Vidas, de São Francisco do Itabapoana
17/01/2019 | 23h46
Como a própria Folha da Manhã informou em matéria publicada no ano passado, o Santuário Salvando Vidas fica localizado ao lado de Campos-RJ, na zona rural de São Francisco do Itabapoana-RJ. O Santuário abriga, atualmente, mais de 500 animais que foram resgatados de maus-tratos, violência e abandono. E precisa muito da sua ajuda para continuar seu trabalho de resgate e proteção! São vacas, porcos, gatos, cachorros, perus, galinhas, ovelhas, cabritos protegidos, numa ação coordenada pelo ativista Camilo José Nascimento.
O santuário sobrevive com muita luta, sem apoio de governos e iniciativa privada. As doações são pequenas e advêm de pessoas comuns, que apoiam este trabalho. Os gastos com alimentação (ração, milho, etc.), remédios, consultas, exames, água e luz são grandes! Ajude como puder! Toda ajuda é bem-vinda!
O Santuário possui contas bancárias autorizadas para depósito e também acabou de abrir uma vakinha online, por meio da qual você pode doar em forma de boleto ou por cartão de crédito. O link para você doar na Vakinha é este: www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-os-animais-do-santuario-salvando-vidas-vakinha-oficial 
E você também pode doar nas seguintes contas:
Caixa Econômica Federal
Agência: 2524
Operação: 013
Conta poupança: 28264-9
(Thaís // CPF: 124.287.127-64)
 
 
Banco Bradesco
Agência: 0960
Conta corrente: 2383-3
(Camilo José // CPF: 051.712.467-00)
Você também pode ajudar comprando, você mesmo, a ração com a loja fornecedora do Santuário. Pra isso, basta entrar em contato com o Santuário por meio dos telefones ou páginas abaixo e obter o contato da loja. 
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Os telefones pra contato são: (22) 99822-4409 // (22) 98158-4293
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Thaís Tostes

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