Festa-show-manifesto Cabaré Escândalo rola neste sábado, em Atafona! Saiba mais
04/01/2018 | 18h48
Cabaré Escândalo
Cabaré Escândalo / CasaDuna
Depois de promover, no Réveillon Saravá, um final de semana cheio de som de qualidade e gente animada, a CasaDuna, espaço de arte, memória e pesquisa de Atafona, sedia mais um final de semana cultural. Hoje, quinta-feira (4), às 20h, o cineclube da Casa exibe o filme “Bye Bye, Brasil”. Nesta sexta-feira (5), com play às 20h, acontecerá o Boteco Filosófico, com debate sobre temas da filosofia. No sábado (6), o espaço de cultura será palco para o evento “Cabaré Escândalo”, com apresentações de drags e outras atrações. E no domingo (7) a Casa Duna abre a exposição “Atafona: museu em processo”, às 16h, com bate-papo. Todas essas atividades possuem entrada franca, e o Cabaré Escândalo tem entrada livre mas com colaboração consciente – ou seja, a pessoa faz uma colaboração.
O cineclube da CasaDuna já vem acontecendo há algum tempo e agora no verão ele terá sessões semanais. Já o projeto Boteco Filosófico tem estreia programada para esta sexta-feira (5), e sua proposta principal é promover rodas de conversa sobre filosofia, bem descontraídas e acompanhadas de boas cervejas. Nesta sexta, a professora de filosofia Julia Naidin chega no Boteco trazendo temas da história da filosofia e da filosofia contemporânea.
Cineclube CasaDuna
Cineclube CasaDuna / CasaDuna
Já neste sábado (6), o idealizador de Cabaré Escândalo, Filipe Codeço, traz essa festa-show-manifesto que surge como uma necessidade de marcar posição na disputa diária pelo afetos, pelos imaginários e pelas narrativas que formam corpos e subjetividades.
“Cabaré Escândalo surge marcando posição numa disputa pela cultura que nos forma e que é edificada a cada dia. Ele é uma festa-show-manifesto em busca da desinvenção do país que mais mata pessoas LGBT no mundo. Do país do fundamentalismo religioso. Do país que tirou o amor da sua bandeira”, comentou Filipe, acrescentando: “Quis realizar esse projeto em Atafona, lugar especial em minha memória e alegoria incrível para uma força de desconstrução, num processo desenvolvido em parceria com artistas de São João da Barra e Campos. A primeira e fundamental parceria foi a CasaDuna e seus criadores, Fernando Codeço e Julia Naidin. A estes se juntaram Michelle Belcanto, Chris Kalli, Felipe Monda, Daniel Azeredo, Bec Flor, Victor Santana, Jaílza Mota e a participação especial de Reinaldo Dutra, vindo do Rio de Janeiro”.
E no domingo rola a abertura da exposição “Atafona: museu em processo”, com um bate-papo que está marcado para as 16h. Nessa primeira exposição, a CasaDuna apresenta seu acervo permanente, com o material histórico cuidado pelo poeta e artesão Jair Vieira nos últimos 40 anos na cidade. O espaço também vai mostrar registros iniciais do Projeto Muxuango, coordenado pelos pesquisadores João Almeida e André Pinto. Esse projeto pretende um trabalho de registro e investigação sobre os antigos moradores da Ilha da Convivência. A exposição também é composta por trabalhos fotográficos de Fred Alvim, Jéssica Filipo, Flavio Bacellar, Mariana Moraes, Rodrigo Sobrosa, Elisael Pereira Barros, Renata Lamenza e Victor Aquino.
“A proposta desta exposição parte da concepção do espaço de memória e cultura como um agente aberto, dinâmico e colaborativo. Damos início a um ‘mural interativo’ idealizado para receber fotos de família em Atafona, registros pessoais, objetos históricos, que possam ser deixados para a composição deste espaço de memória coletiva. ‘Atafona: museu em processo’ significa trazer a lembrança de que toda narrativa, cada escombro e cada história desta praia estão no processo de tornar-se vestígio, de dar o testemunho e o depoimento de um tempo vivido para um tempo que virá”, explicam Fernando Codeço e Julia Naidin, adicionando: “’Atafona: museu em processo’ fala também de uma exposição que se manterá em processo, aberta a novas propostas e contribuições. Contamos com a co-curadoria de André Pinto, museólogo e agente cultural local, que tanto nos ajudou com a datação do acervo do seu Jair, com o encanto das histórias sanjoanenses e com o amor pela terra”.
Acesse o site da CasaDuna, aqui. O Facebook, aqui nesse link. A Casa também tem Instagram. E o whatsapp é: (21) 996293032 // (21) 988023921
Réveillon na Duna.
Réveillon na Duna. / CasaDuna
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Hoje tem Tati Veras (Raiz do Sana) + DJ Shama, em Atafona, com entrada free. Saiba mais
31/12/2017 | 18h03
A CasaDuna, centro de arte, pesquisa e memória de Atafona, sedia hoje um showzaço com Tati Veras (banda Raiz do Sana), um dos maiores nomes do forró pé-de-serra nacional. A noite que abre 2018 também vai ficar linda com o set pesado do projeto multisensorial The Reality Scientist e do DJ Shama! A festa é um evento fechado e tem entrada gratuita! Mais informações estão na página do evento no Facebook, aqui nesse link >> https://www.facebook.com/events/203842593522046/
Saravá.
Saravá. / CasaDuna.
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Hoje tem Baile do Ben, na Casa Duna, com Benjamim e DJ Shama por apenas R$15. Saiba mais!
29/12/2017 | 18h40
A melhor opção de evento lindo e delicioso para esse final de semana é o festival de três dias que começa na noite de hoje (sexta-feira, 29), na Casa Duna, em Atafona! Hoje rola o Baile do Ben, com o músico Benjamim e o DJ Shama! A entrada é só R$15. É a #OpenDuna, abertura de peso do projeto Verão na Duna, que vai rolar por todo o mês de janeiro na casa mais aconchegante e cultural de Atafona!
Amanhã (sabadão, dia 30), rola uma festaça na piscina - uma original "pool party" -, com o DJ Shama e a Selecta Duna. E sabe o que mais vai rolar nessa vibe irada que vai começar às 14h? O lançamento da cerveja artesanal Beach Brothers, a primeira cerveja artesanal made in Atafona! A entrada é grátis! Demorou partir? Chega mais!
No domingo, dia da virada, 31, tem o showzaço da Tati Veras, da banda Raiz do Sana. Tati é um dos maiores nomes do forró pé-de-serra nacional! Nessa noite também vai rolar a apresentação multisensorial do projeto The Reality Scientist! Os ingressos para o Réveillon Saravá custam R$50. Eventão.
Os bilhetes pro Baile do Ben e pro Réveillon Saravá podem ser adquiridos na própria Casa Duna ou, ainda, no La Pátria Café e Bistrô, em Campos, que fica localizado na Rua Voluntários da Pátria, 486.
Pre-pa-ra porque esse festival é uma produção de peso e vem muito mais festa por aí!
Verão é na Duna! #RéveillonSaravá #TatiVeras #Benjamim #Shama #TheRealityScientist #VerãoNaDuna #CasaDuna
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Quer entrar de graça no Baile do Ben e no show da Tati Veras (Raiz do Sana), nesse réveillon, em Atafona? Sorteio rolando! Clica aqui
28/12/2017 | 15h33
Quer curtir o Baile do Ben (com o músico Benjamin e o DJ Shama) ou o showzaço da Tati Veras (Raiz do Sana) na Casa Duna, em Atafona, nesse final de semana? Então não perde tempo e participa do sorteio de ingressos que tá rolando na página do evento! É muito simples de participar! Basta compartilhar a postagem, marcar amigos e confirmar presença no evento! Serão quatro ganhadores (dois pra curtir o Baile do Ben - amanhã - e dois pra curtir a noite com a Tati Veras e com o projeto The Reality Scientist - dia 31, domingo).
Não perde essa oportunidade! Clica aqui nesse link e participa >>> https://goo.gl/GEg6eM
#PartiuVerãoNaDuna #RéveillonÉNaDuna #Saravá #TatiVeras #BaileDoBen #Benjamin #TheRealityScientist #DJShama #CasaDuna #VerãoNaDuna
Sorteio!
Sorteio! / Casa Duna
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Réveillon Saravá, Baile do Ben e festa Atafona Beat, na virada, em Atafona. Saiba mais!
20/12/2017 | 12h00
Texto e fotos: Comunicação Casa Duna
Atafona já é um lugar mágico, e no réveillon 2018 esta magia ganha eco com um festival de três dias que vai rolar na Casa Duna, espaço de arte, pesquisa e memória. Essa festa linda começa já no dia 29, com o Baile do Ben, continua no dia 30, com a pool party Atafona Beat, e segue pra virada, no dia 31, com um showzaço da Tati Veras, do Raiz do Sana, no Réveillon Saravá.
No Baile do Ben, a Casa recebe o som envolvente do músico Benjamin e a produção multisensorial do The Reality Scientist. O ingresso pra essa noite custa só R$20. No dia 30, vai ser uma pool party deliciosa, “Atafona Beat”, quando haverá o lançamento da cerveja Beach Brothers (primeira cerveja com produção de Atafona) e os CDJs da Selecta Duna e do DJ Shama. Nessa tarde, o evento é aberto.
Para fechar 2017 com as melhores vibrações e invocar os melhores ares para 2018, o projeto Verão na Duna promoverá a festa Saravá, com o forró pé-de-serra delicioso da Tati Veras (banda Raiz do Sana), conhecida como umas das maiores cantoras do forró nacional. Nessa noite, os DJs chegam junto no line-up, pra fazer o público dançar até quando sentir vontade, numa mega festa sem hora pra acabar. O bilhete pra curtir essa noite custa R$50. Os ingressos para o Réveillon Saravá podem ser adquiridos na própria Casa Duna (Rua Júlio de Souza Valê Júnior, 157 - Atafona, São João da Barra-RJ), no site Sympla (procurando por “Saravá Reveillon”) ou, ainda, com a produção do evento, pelos números (21) 98802-3921, (21) 99629-3032 e (22) 99998-2755.
“Histórico” é a palavra que pode definir o que será esse festival de três dias, realizado pela Casa Duna em parceria com o coletivo Casinha! Vai ter marzão que encontra com o rio, dunas lindas, cenário paradisíaco, sonzão de altíssima qualidade, comidas deliciosas e bebidas surreais! Verão é na Duna! Confirme presença no evento, convide os amigos e celebre o novo ano com a gente! Página do evento, com mais informações, rolando aqui nesse link. Também estamos no Insta (@casadunaduna) #festivaldavirada #Saravá #Reveillon2018 #BaileDoBen #VerãoNaDuna #TatiVeras #Shama #TheRealityScientist #Benjamin #CasaDuna #sarava #sarravamos #saravamos
Mais informações podem ser obtidas diretamente com a produção do evento, por meio dos telefones (21) 98802-3921, (21) 99629-3032 e (22) 99998-2755. O e-mail da Casa Duna é: [email protected]
Segue as páginas:
Réveillon Saravá.
Réveillon Saravá. / Casa Duna
Dunas.
Dunas. / Casa Duna.
Casa Duna.
Casa Duna. / Casa Duna.
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Veja fotos e saiba como foi o Seminário dos Policiais Antifascismo, no Rio
02/10/2017 | 17h34
Texto e fotos por Thaís Tostes, especial para a Ponte Jornalismo (Matéria publicada originalmente em: https://ponte.org/policiais-e-especialistas-se-reunem-para-falar-de-desmilitarizacao-e-legalizacao-de-drogas/
Na semana marcada pela tentativa do Senado de votar a redução da maioridade penal (barrada pela pressão das ruas) e pela entrada de centenas de homens das polícias e das Forças Armadas na Favela da Rocinha, policiais e outros profissionais da Justiça e Segurança Pública, que acreditam numa nova segurança pública possível, se reuniram no Rio de Janeiro. A primeira edição do Seminário Nacional dos Policiais Antifascismo aconteceu nos dias 28 e 29 de setembro, no prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Centro. “O que vemos hoje, no Brasil, não é uma política de segurança pública, mas um massacre”, pontuou Anderson Duarte, tenente da Polícia Militar do Ceará e criador do site “Policial Pensador”, que, no seminário, integrou a mesa sobre “Desmilitarização das políticas de segurança”.
“Entendemos que o policial e outros agentes da lei devem ser defensores dos direitos humanos. Existe a possibilidade de fazermos uma política de segurança pública desmilitarizada – uma política de segurança dos direitos, que seria o equivalente a uma política sem derramamento de sangue. Hoje, no Brasil, nós temos uma polícia que morre muito e que mata muito, em contextos de violência e de militarização da segurança pública. Precisamos de uma nova polícia, uma nova política e uma política de segurança pública mais democrática. Não somos um exército; não queremos ser um exército!”, expôs Anderson.
O policial Anderson Duarte, criador do site Policial Pensador
O policial Anderson Duarte, criador do site Policial Pensador / Foto: Thaís Tostes
No primeiro dia, o encontro focou no debate sobre a construção dos policiais como trabalhadores, e quem falou sobre isso foi o inspetor de polícia e diretor da Associação dos Policiais Civis da Bahia, Denilson Campos; o cabo da Polícia Militar de Santa Catarina e presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra), Elisandro Lotin; o inspetor de polícia e diretor da Coligação dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, Hildebrando Saraiva; e a perito criminal e membro do Movimento Unificado dos Servidores Públicos, Janaína Matos.
“Já fomos para atos onde apanhamos dos próprios colegas! É horrível passarmos por situações dessas, mas, por outro lado, esses momentos também são uma grande oportunidade para construirmos consciência de classe. Quando a polícia recebe de volta o seu próprio discurso, ela abre os olhos para o quão perverso é o sistema”, comentou Janaína.
A perito criminal Janaína Matos
A perito criminal Janaína Matos / Foto: Thaís Tostes
Polícia como massa de manobra e contenção de massas
Para Lotin, o modelo de segurança pública vigente no país é o modelo em que os policiais são idealizados para o controle de classes: “Fomos feitos para manter as favelas sob controle; para manter as periferias nos guetos e, a partir disso, dar toda liberdade de atuação e vivência para as elites. Isso a gente faz desde 1808 ou antes. Nós somos massa de manobra e muro de contenção da massa”.
Nesse debate, Denilson destacou a existência de registros de policiais que se rebelam dentro de quartéis ou em ações sociais coletivas e progressistas: “Mas não existe política que trate esse policial como sujeito e atuante direto da modificação dessa realidade em que ele está inserido. O policial deve se perceber como um ser que sofre todas as contradições sociais que os demais trabalhadores do país sofrem. Por que esse policial não consegue se identificar com a causa trabalhadora? Por que é difícil para a sociedade vê-lo como classe trabalhadora?”.
Ocupação da Rocinha é um processo que começa em 1991
O delegado Orlando Zaccone
O delegado Orlando Zaccone / Foto: Thaís Tostes
O seminário também contou com a presença dos professores doutores Nilo Batista e Vera Malaguti, do Instituto Carioca de Criminologia; o delegado Orlando Zaccone, da Polícia Civil do Rio; o coronel da Polícia Militar do Rio, Ibis da Silva; e o membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-RJ, Marcelo Chalreo, que participaram do debate “Políticas de segurança sem derramamento de sangue”.
“A militarização da segurança pública cresce, tem o hiper-encarceramento, vivemos um quadro de terror, e eles continuam dizendo que o remédio é a militarização da segurança. Como podemos acreditar que esse remédio que não está funcionando vai resolver? Temos que apresentar mudança. Foi na perda do debate político, da construção do modelo democrático de segurança, que a situação chegou onde está hoje. Essa ocupação militar da Rocinha, que também se reproduz no Alemão e na Maré, é um processo que começa em 1991, na Operação Rio. Tem o artigo 142, que permite que as Forças Armadas, para a garantia da ordem, façam intervenção, visando à garantia dos Poderes. Não cabe às Forças garantirem os Poderes: os Poderes é que têm que garantir as Forças Armadas”, desenvolveu Zaccone.
Foto: Thaís Tostes
Segurança Pública para o gerenciamento da exclusão
Os debates também citaram estatísticas da Segurança Pública no Brasil. Na mesa sobre políticas de segurança sem derramamento de sangue, Ibis afirmou que apenas em 2015 a polícia brasileira matou 3.320 pessoas, e que os sete primeiros meses de 2017 contabilizam 600 pessoas mortas pela polícia e mais de 100 policiais mortos.
O coronel da Polícia Militar do Rio, Ibis da Silva
O coronel da Polícia Militar do Rio, Ibis da Silva / Foto: Thaís Tostes
“São duas faces da mesma moeda, que é a tragédia da segurança pública no Brasil. Segurança pública, no Brasil, tem sido uma forma de se gerenciar a exclusão. De 60 mil brasileiros mortos em 2015, 78% deles são jovens, pobres e moradores de periferia. Isso não é por acaso. E não é de hoje que esse Estado vem funcionando assim. Nós ainda somos esse triste moinho de espremer e triturar brasileiros. Estava vendo, na TV, um programa policial e tive vontade de chorar de raiva, por causa da polícia que podíamos ter e não temos”, desabafou.
O sistema penal, que coloca o Brasil como a quarta maior população carcerária do mundo (500 mil presos), ficando atrás apenas de Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhões) e Rússia (740 mil), também foi um tema bastante debatido no Seminário. Para Nilo Batista, a pena é a pior forma de violência.
O professor doutor Nilo Batista, do Instituto Carioca de Criminologia
O professor doutor Nilo Batista, do Instituto Carioca de Criminologia / Foto: Thaís Tostes
“O sistema penal não é só ruim na ponta da polícia – é ruim completamente. Como, por exemplo, um juiz pode dar um mandado de busca e apreensão genérico? Ele está expondo milhares de pessoas a um vexame, e não acontece nada. E o Datena, o Bonner, vão dizer que tudo isso está muito bom. A mídia hegemônica brasileira queria que as Forças Armadas viessem. Um seminário como este deve se reproduzir. E mais: não precisamos só de policiais antifascistas – mas de juízes antifascistas, e de advogados antifascistas”, Nilo ressaltou.
A relação da mídia com a Segurança Pública
A relação da mídia hegemônica com as políticas de segurança pública brasileiras também foi um ponto debatido no encontro, como no segundo dia (sexta, 29, Dia do Policial Civil), na mesa intitulada “Legalização das drogas: uma pauta policial”, composta por Fabrício Rosa, da Polícia Rodoviária Federal de Goiás; Kleber Rosa, da Polícia Civil da Bahia; Zaccone; e Bruno de Freitas, inspetor da Polícia Civil do Rio.
O inspetor da Polícia Civil do Rio, Bruno de Freitas
O inspetor da Polícia Civil do Rio, Bruno de Freitas
Bruno relatou que, por muitas vezes, se atribui ao tráfico de drogas todos os crimes que acontecem, e que quando um delegado assume uma delegacia ele é pressionado a dar respostas sobre os índices criminais daquela região, sendo cobrado não só pelo governador, pelo chefe de polícia e pelo chefe de segurança, mas também pela mídia.
“E existem algumas palavras mágicas que deixam a mídia satisfeita, como ‘Sim, isso veio do tráfico e estamos investigando’. Aí o delegado é avaliado se fez um bom serviço ou não; se conseguiu fazer uma grande operação que saísse nos jornais e que se pudesse dizer: ‘Ah, cumprimos 20, 50 mandados de prisão, entramos, prendemos, e tem mais pessoas sendo procuradas’. Se essas justificativas forem dadas, a mídia se acalma, porque parece que isso é o que é trabalhar. O chefe do tráfico se torna o responsável por todo o crime da região. É assim que a mídia vende. E o Ministério Público gosta quando acontecem essas prisões, para mostrar que está trabalhando para a criminalidade ser combatida”, comentou Bruno.
Proibicionismo como racismo de Estado
Na mesa sobre legalização, Kleber Rosa citou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que aponta que 62% dos usuários (declarados) de entorpecentes pertencem à classe A, que corresponde a 5,8% da população do país. Kleber destacou que o mesmo estudo revela que 85% dos usuários são brancos.
“E aí temos, na outra ponta: quem produz a droga? O cara mais poderoso é o dono das fazendas onde essa droga é plantada. Se não é na favela onde está a produção e o consumo, o que há, então, na favela, quando o Estado foca seu olhar no combate às drogas? Não vemos o Estado fazendo busca e apreensão em fazendas e aeroportos. E os brancos que estão no comércio de drogas não são vistos, pela imprensa, como traficantes. E aí concluímos que não há combate a drogas. O que há é o combate a pessoas. É um racismo de Estado. Aqui no Rio a gente vive um momento em que a Polícia Militar ocupa a Rocinha. É fundamental que a gente paute um contraponto a esse tipo de política de segurança pública. Política de segurança pública precisa ser pensada de uma forma universal, junto com outras políticas públicas do Estado”, defendeu.
Kleber Rosa
Kleber Rosa / Foto: Thaís Tostes
"Se o Estado quisesse proteger a saúde, ele estaria cuidando do SUS"
Nesse debate sobre legalização das drogas, Zaccone afirmou que uma das maiores falácias é a de que as drogas são proibidas para que a saúde pública seja mantida. “Se o Estado quisesse proteger a saúde, ele estaria cuidando do SUS [Sistema Único de Saúde]. E sabemos que o povo morre muito mais pela omissão do Estado na promoção da saúde do que pelo uso de drogas”, comentou o delegado, adicionando: “E não adianta regulamentar somente uma das substâncias, porque o proibicionismo nunca proibiu todas as drogas. As farmácias são chamadas de drogarias e inúmeros remédios são usados para efeitos recreativos, como a Ritalina, o Lexotan e o Viagra. Mas a repressão é para a maconha, a coca e a papoula, que são plantas. Os sintéticos não sofrem repressão militar, porque não são plantas. Existe um controle geopolítico aí, também”.
Orlando Zaccone e Bruno de Freitas
Orlando Zaccone e Bruno de Freitas / Foto: Thaís Tostes
Desmilitarização e sociedade sem classes
Finalizando o seminário, a última mesa, intitulada “Desmilitarização das políticas de segurança”, foi composta por Anderson, do “Policial Pensador”; pelo comandante Ibis; pelo subtenente Misael Souza, do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia; por Monica Lopes, da Guarda Municipal de Fortaleza; e por Bruno de Freitas, da Polícia Civil do Rio.
Foto: Thaís Tostes
Em sua análise, Ibis entende que a ideia de desmilitarização é indissociável da luta anti-capitalista. Ele comentou que a proteção à propriedade é garantida, mas o direito à propriedade não é, e que nesse jogo o indivíduo tem valor de acordo com sua bancária. Assim, ele concluiu: “E esse ‘direito ao ‘ser’’ não é garantido a todo mundo. Quem está fora está condenado a continuar fora, e como lidar com os ‘fracassados’ dessa sociedade de consumo? É guerra! Portanto, militarização. Não adianta transformar a PM em Civil. Se o modelo continuar esse daí, não temos escapatória”.
Após os debates, os policiais se reuniram para a elaboração do Manifesto dos Policiais Antifascismo, que será divulgado em breve. A página do grupo, no Facebook, é www.facebook.com/groups/policiaisantifascismo
Foto: Policiais Antifascismo
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Termina hoje o Seminário Nacional dos Policiais Antifascismo, no Rio
29/09/2017 | 13h42
Texto e foto por: Thaís Tostes
Acontece nesta sexta-feira (29), na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio, capital, o 1* Seminário Nacional dos Policiais Antifascismo, que teve início ontem e que reúne dezenas de policiais e demais profissionais de Justiça e Segurança Pública para debater questões urgentes do país, como, por exemplo, a desmilitarização das políticas de segurança e a legalização das drogas. Esses dois temas, em específico, estiveram em debate nas mesas de hoje, e ontem o seminário debateu "a construção dos policiais como trabalhadores" e "políticas de segurança sem derramamento de sangue". Agora à tarde, às 15h, acontecerá uma plenária para a elaboração do Manifesto dos Policiais Antifascismo.
"Pesquisando sobre qual é o público que usa drogas ilícitas, encontrei uma pesquisa da FGV que diz que 62% dos consumidores declarados pertencem à classe A, que representam 5,8% da população. 85% dos usuários de drogas são brancos. E, na outra ponta: quem produz a droga? O cara mais poderoso é o dono das fazendas onde se planta a droga. Se não é na favela onde há a produção, e não é na favela onde está o consumo, o que há então na favela quando o Estado foca seu olhar para o combate às drogas? E aí concluímos: não há combate a drogas. O que há é o combate a pessoas. É um racismo de Estado, porque não é uma escolha aleatória – tem embasamento na história. O Estado brasileiro sempre marginalizou e criminalizou a população negra com objetivo nítido de controle , de criminalização e extermínio. Não vemos o Estado fazendo buscas nas fazendas, nos aeroportos. E os brancos que estão no comércio de drogas não são vistos pela imprensa, nem pela sociedade, como traficantes. A imagem do traficante é a do cara que 'tá na favela, que é negro, pobre.", analisou o policial civil da Bahia, Kleber Rosa, na mesa "Legalização das drogas - uma pauta policial", que ocorreu hoje de amanhã.
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Seminário Nacional dos Policiais Anti-Fascismo, hoje e amanhã, na OAB do Rio
28/09/2017 | 11h30
Acontece hoje e amanhã (sexta, dia 29), na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio, capital, o 1° Seminário Nacional dos Policiais Antifascismo, um encontro que reunirá policiais (militares, civis, federais), inspetores, delegados, advogados, juízes, promotores, defensores e demais profissionais da Justiça e Segurança Pública do país para debates sobre questões urgentes e importantíssimas. Hoje, com play às 16h, os debates serão sobre "A construção dos policiais como trabalhadores" e "Política de segurança sem derramamento de sangue". 
Quem vai expôr e debater sobre "A construção dos policiais como trabalhadores" serão: o inspetor de polícia e diretor da Associação dos Policiais Civis da Bahia, Denison Campos Neves; o cabo da Polícia Militar de Santa Catarina e presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra), Elisandro Lotin; o inspetor de polícia e diretor da Coligação dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, Hildebrando Saraiva; e a perito criminal e membro do Movimento Unificado dos Servidores Públicos, Janaína Matos.
A mesa seguinte, sobre "Política de segurança sem derramamento de sangue", será composta pelo professor doutor Nilo Batista, do Instituto Carioca de Criminologia (ICC); a professora doutora Vera Malaguti, também do ICC; o delegado Orlando Zaccone, da Polícia Civil do Rio (caso Amarildo); o coronel da Polícia Militar do Rio, Ibis da Silva; e o membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-RJ, Marcelo Chalreo.
Já amanhã, sexta, os debates serão sobre "Legalização das drogas - uma pauta policial" e "Desmilitarização das políticas de segurança". O primeiro destes será feito por: Thiago Luiz, da Polícia Civil do Rio; Fabrício Rosa, da Polícia Rodoviária Federal de Goiás; Sandra Ornelas, também da PC do Rio; e Kleber Rosa, da Polícia Civil da Bahia. O último debate do seminário, sobre "Desmilitarização das políticas de segurança", será feito pelo tenente da Polícia Militar do Ceará, Anderson Duarte; pelo subtenente Misael Souza, do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia; Monica Lopes, da Guarda Municipal de Fortaleza; e por Bruno Vieira de Freitas, da Polícia Civil do Rio.
Após os debates, finalizando o encontro nacional, acontecerá uma plenária para a elaboração e aprovação do Manifesto dos Policiais Antifascismo. 
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Votação da redução da maioridade penal é adiada! #ReduçãoNão!
27/09/2017 | 13h03
VITÓRIA! A votação da redução da maioridade penal, que estava programada para acontecer hoje (quarta, dia 27), na CCJ do Senado (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), foi adiada para acontecer daqui a 30 dias. O adiamento foi possível graças à pressão das ruas contra esse crime cometido contra a juventude. Não queremos falsas soluções pra violência, queremos educação, cultura, emprego e oportunidades para a juventude!
Pressione os senadores e receba os próximos passos da campanha "Amanhecer contra a redução", no site: www.reducaonaoesolucao.com.br
Temos 30 dias para dizer que #ReduçãoNãoÉSolução e impedir a aprovação dessa PEC que vai levar milhares de jovens para a cadeia. São 30 dias para fazemos protestos, caravanas para Brasília, pressionarmos por e-mail, redes sociais, telefone e ao vivo cada um dos senadores que têm a vida da juventude nas mãos. São 30 dias para colocar essa pauta no centro das mobilizações e para defender o futuro do Brasil. 30 dias para dizer que não queremos falsas soluções para a violência.
Nenhum país que reduziu a maioridade penal reduziu a violência!
“Seria o maior retrocesso nos direitos da criança e do adolescente no Brasil”, diz o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil. Segundo o órgão, a redução descumpre convenções internacionais assinadas pelo Brasil e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Reduzir a maioridade penal não resolverá o problema da segurança e dos altos índices de violência. No Brasil, os adolescentes são hoje mais vítimas do que autores de atos de violência. São eles que estão sendo mortos”, diz a Unicef.
O Brasil tem a 4° maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado com 500 mil presos. Só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhões) e Rússia (740 mil).
O sistema penitenciário brasileiro NÃO tem cumprido sua função social de controle, reinserção e reeducação dos agentes da violência. Ao contrário, tem demonstrado ser uma “escola do crime”.
Portanto, nenhum tipo de experiência na cadeia pode contribuir com o processo de reeducação e reintegração dos jovens na sociedade.
#ContraARedução #ReduçãoNão #ReduçãoNãoÉSolução #ContraAReduçãoDaMaioridadePenal
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Atafona sedia o festival Nova Terra, de espiritualidade, ciência e arte, neste fds
21/09/2017 | 18h10

Atafona, local místico onde o Rio Paraíba do Sul encontra com o Oceano Atlântico; local onde Chico Xavier esteve e se inspirou para escrever o seu livro "Portal de Luz", no qual fala que Atafona possui muita energia e que há, acima dela, uma cidade espiritual muito desenvolvida; localização geográfica a qual Pietro Ubaldi, outro nome do espiritismo, disse ter um link forte com o mundo espiritual; esse lugar que possui o terceiro clima medicinal do mundo e é o segundo maior delta do Brasil sediará neste final de semana (de amanhã - sexta, às 16h20- até domingo à noite - às 20h20) o encontro Nova Terra, que vai mixar espiritualidade, arte e ciência na Casa Duna, centro de arte, pesquisa e memória de Atafona (www.casaduna.org) - Rua Julio Souza Vale Junior, número 157, Atafona (perto da loja Constrular). O Nova Terra abre junto com o Equinócio da Primavera (22 de setembro) e acontece debaixo de um alinhamento planetário - que rola no sábado, dia 23. 

O encontro é mais um dos vários realizados pelo Movimento Nova Terra, movimento global que promove vários festivais que são verdadeiros laboratórios de novos paradigmas e novas formas de relacionamento do indivíduo consigo próprio e com a comunidade planetária e o Universo! O festival Nova Terra que acontecerá em Atafona certamente te desplugará da Matrix, como diz a própria descrição do evento na página do Facebook: www.facebook.com/events/2003702566572411/

Um dos integrantes do Movimento Nova Terra e da organização do festival, Marcelo Shama, comentou sobre o festival:

"Apesar de todos os desafios que estamos vivendo no mundo físico e astral, estamos entrando num momento único do planeta, no qual a humanidade poderá experienciar outro nível de consciência; um momento para transcender toda a dualidade e vivenciar cada vez mais uma vida em harmonia, unidade e amor no coração! E essa Nova Terra é isso - um estado de consciência! Nesses encontros, a gente apenas cria um campo de energia para que cada participante vivencie essa nova dimensão, esse Novo Mundo na prática, e possa entrar em contato consigo mesmx, com a pureza de sua criança interior e com pessoas que estão nessa mesma busca pela evolução aqui nessa escola chamada Gaia! E ao conhecer outros buscadores, isso gera um pertencimento, cria uma comum unidade e nos sentimos parte de uma família - planetária! Muitas pessoas estão adoecendo por não se sentirem parte de uma comunidade, de pessoas que cuidam e trocam amor. O meio transforma o indivíduo, e em cada encontro desse entramos dele de um jeito e saímos totalmente transformados. Então fica o chamado: venha se transformar, venha aprender e ensinar…. vem pra rodaaa!"

O QUE VAI ROLAR?

Yoga, Tai-Chi, meditação, dança circular, prática de dança-desenho, atividades permaculturais e agroecológicas, palestras, workshops e vivências xamânicas, práticas de reprogramação dos nossos padrões comportamentais (PNL e auto-hipnose), celebração com apresentações musicais (incluindo uma roda de mantras tocados com instrumentos musicais védicos), DJs e VJ, apresentação circense, círculos de conversas e debates, mostra de filmes, show de talentos, fogueira, passeio na praia, passeio de barco e o que mais fluir! 

Existe uma contribuição $ugerida - são 3 valores diferentes, e você pode escolher qual pode pagar:

Solidário > R$90 antecipado e R$140 na hora

Sustentável > R$130 antecipado e R$180 na hora

Ideal > R$180 antecipado e R$230 na hora

O encontro dá 30% de desconto para quem for ficar em uma casa ou pousada que não sejam na Casa Duna. O valor da diária > R$50 antecipado e R$80 na hora.

O festival também diz, em sua página: "Se o dinheiro for um impedimento, entre em contato conosco para pensarmos juntos em outra forma de troca."

Os valores incluem água potável, camping e um passeio de barco para conhecer a beleza e os mistérios da região. Por R$15/dia, a pessoa pode dormir dentro de uma suíte da casa, compartilhando o quarto com outra pessoa e trazendo o seu próprio colchonete. A alimentação não está inclusa, será vegana e vegetariana e custará > R$10 (café); R$15 (almoço) e R$15 (jantar). Menores de 12 anos não pagam ingresso e apenas metade da alimentação.

Para garantir o seu ingresso antecipado, basta depositar o valor na conta abaixo. Quem puder, já pode pagar adiantada a alimentação (somente pelos dias que vai se alimentar no evento), e no festival a organização dará fichas de consumação. Para isso, a pessoa deve levar o comprovante do depósito.

Caixa Econômica Federal

Agência 1927

Conta POUPANÇA 2843-0

Operação 13

CPF 055883807-38

Marcelo Fernandes

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Sobre o autor

Thaís Tostes

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