Vale do Rio Doce é um mar de lama: muitos animais soterrados e mais de 200 pessoas desaparecidas
25/01/2019 | 15h27
A primeira postagem deste blog, que rolou em novembro de 2015, foi uma postagem de luto pelo crime praticado contra Mariana-MG, que deixou dezenas de vítimas - não apenas humanas, mas também não-humanas, como os animais. Esse crime que derramou mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama de minério na área rural de Mariana e deixou mais de 200 famílias sem casas e 19 pessoas mortas em Bento Rodrigues, além de muitos animais mortos, foi assinado pela Samarco, dos grupos Vale do Rio Doce e BHP.
Ficamos indignados por este caso não ter dado em nada na área penal (o Direito Penal só costuma funcionar para pobres), e a Vale do Rio Doce acaba de assinar mais um CRIME ambiental - o rompimento de barragem ocorreu na tarde de hoje (sexta, dia 25), também em Minas Gerais, mas desta vez em Belo Horizonte, em Brumadinho, na Grande BH. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, mais de 200 pessoas estão desaparecidas e inúmeros animais morreram - sem, sequer, terem tido a oportunidade de resgate.
As fotos abaixo são do caso desta sexta-feira:
O mar de lama, dessa vez, destruiu casas da região do Córrego do Feijão. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão no local. A empresa disse, em nota, que "a prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade", e em nenhum momento falou sobre os animais locais e da região, que foram afetados e morreram.
O hospital da região já se prepara para receber feridos e dois helicópteros sobrevoam a região. As prefeituras regionais orientaram a população para que se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba. O Instituto Inhotim está retirando funcionários e visitantes do local.
VEJA FOTOS DE MARIANA-MG:
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Polícia que mata muito e presos sem julgamento e na superlotação: relatório da Human Rights Watch
19/01/2019 | 18h02
Uma das maiores organizações da área de Direitos Humanos do mundo, a Human Rights Watch (Observatório de Direitos Humanos), divulgou, na quinta-feira (17) dessa semana, os resultados de um relatório anual sobre problemas envolvendo Direitos Humanos em 90 países. Você pode acessar e baixar o relatório na íntegra, clicando aqui nesse link: Relatório da Human Rights Watch
Na análise do Brasil, o relatório deixou claro sobre: o posicionamento racista, homofóbico e misógino de Jair Bolsonaro; a não-investigação, por parte das Polícias, de crimes de violência; as ameaças contra jornalistas durante as últimas eleições presidenciais; o aumento da violência gerado pelos assassinatos ilegais cometidos pela Polícia; a violência doméstica, que continua generalizada; ataques xenófobos contra venezuelanos; a submissão, de moradores rurais, a agrotóxicos e o medo que eles possuem de denunciarem esses envenenamentos; a quantidade de execuções extrajudiciais que a polícia brasileira assina (policiais mataram 5.144 pessoas em 2017, 20% a mais do que em 2016); a tortura e crimes cometidos pela polícia militar; a investigação de todos esses crimes da polícia, que é feita pela própria polícia; as mortes causadas pelo Exército nas favelas do Rio e o quanto as mortes por policiais aumentaram no período da Intervenção; a superlotação do sistema carcerário brasileiro; a violação de direitos humanos nas cadeias - como falta de atendimento médico e alta mortalidade de presos por doenças nitidamente tratáveis; a falta de educação e de emprego para presidiários; e também sobre a quantidade absurda de pessoas que estão presas sem julgamento e sobre um Estado que dificulta e não dá acesso, para os detentos, às audiências de custódia (e como eles são intimidados nas audiências que acontecem, por conta da presença de policiais); dentre outros pontos altamente importantes e urgentes.
A respeito do país, dentre tantas coisas relatadas, a Human Rights Watch afirma:
"Jair Bolsonaro, um membro do Congresso que endossou a tortura e outras formas de práticas abusivas, e fez declarações abertamente racistas, homofóbicas e misóginas, ganhou no segundo turno em outubro. Violência política e ameaças contra jornalistas marcou a disputa presidencial. A violência atingiu um novo recorde no Brasil, com cerca de 64 mil mortes em 2017. A polícia resolve apenas uma pequena parte dos homicídios. Assassinatos ilegais cometidos pela polícia alimentam a onda de violência. O fraco controle estatal de muitas prisões facilita o recrutamento de gangues [facções]. A violência doméstica continua generalizada; milhares de casos a cada ano não são devidamente investigados. Dezenas de milhares de venezuelanos entraram no Brasil em 2018 fugindo da repressão, fome e assistência médica inadequada. O Brasil manteve suas fronteiras abertas, mas houve vários ataques xenófobos contra venezuelanos. Muitos brasileiros moradores das áreas rurais estão expostos a pesticidas pulverizados perto de suas casas, escolas e locais de trabalho, e eles temem represálias se denunciarem envenenamentos.
Especificamente sobre Segurança Pública e as Polícias, o relatório da Human Rights Watch diz:
"Um estudo em larga escala de criminologistas e jornalistas estima que os promotores apresentam acusações em apenas dois em cada dez homicídios. Abusos cometidos pela polícia, incluindo execuções extrajudiciais, contribuem para um ciclo de violência que prejudica a segurança pública e põe em risco a vida dos policiais e civis. O governo federal não publicou um relatório anual sobre mortes envolvendo policiais, conforme ordenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em uma decisão de 2017. Dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que 367 policiais em serviço e fora de serviço foram mortos em 2017, e esta é a informação mais recente disponível. Policiais, incluindo oficiais de folga, mataram 5.144 pessoas em 2017, 20% a mais do que em 2016. Enquanto alguns assassinatos cometidos pela polícia são em legítima defesa, a pesquisa da Human Rights Watch e outras organizações mostram que alguns são execuções extrajudiciais. Em São Paulo, o ouvidor da polícia examinou centenas de assassinatos cometidos pela polícia em 2017, concluindo que a polícia usou força excessiva em três quartos deles, às vezes contra pessoas desarmadas."
“O Rio de Janeiro tem 17 milhões de pessoas. A polícia matou 1400 civis. Nos Estados Unidos, um país com 325 milhões de pessoas, no mesmo período, a polícia em confronto com civis matou 1000. São números que em alguns casos podem ser equiparados com conflitos armados internos ou até internacionais”, declarou José Miguel Vivanco, diretor para a divisão das Américas da Human Rights Watch.
Ainda sobre a Polícia, diz a organização de Direitos Humanos:
"Uma lei de 2017 mudou os julgamentos de membros das forças armadas acusados de assassinatos ilegais de civis de tribunais civis a militares. A lei também moveu julgamentos da polícia militar - a polícia estadual que patrulha as ruas no Brasil - acusada de tortura e outros crimes - aos tribunais militares, embora os homicídios cometidos pela polícia são da jurisdição civil. Isso significa que as forças armadas e a polícia militar investigam seus próprios membros que são acusados de crimes. Sob normas internacionais, execuções extrajudiciais e outras graves violações dos direitos humanos assinados pela polícia e os militares devem ser investigados por autoridades civis e submetidas a tribunais civis. Menos de um mês após a promulgação da lei, oito civis foram mortos durante ação conjunta entre a Polícia Civil e o Exército na área metropolitana do Rio de Janeiro. Nem investigadores das forças armadas nem promotores federais militares haviam entrevistado testemunhas civis."
O relatório também destaca que o então presidente da República, Michel Temer, transferiu, em fevereiro, para o Exército, a responsabilidade pela segurança pública e pelos presídios no Rio de Janeiro, e que isso tinha como objetivo a melhoria da segurança das pessoas. No entanto, diz o relatório da Human Rights, de março a outubro, os homicídios subiram 2% no Estado do Rio, enquanto os assassinatos da polícia aumentaram 44%,
em comparação com o mesmo período de 2017. A Human Rights também destaca o assassinato de Marielle Franco, vereadora e defensora de direitos humanos, e de seu motorista, Anderson Gomes, exterminados por um atirador profissional; e diz que, até a redação do relatório, a polícia não havia prendido ninguém relacionado a esse caso. 
INTERNOS SEM SAÚDE E COM OUTROS DIREITOS HUMANOS VIOLADOS NAS CADEIAS SUPERLOTADAS DO BRASIL
Sobre as condições prisionais, sobre tortura e maus-tratos a presidiários do sistema prisional brasileiro, a organização especializada em Direitos Humanos relata que, segundo dados do Ministério da Justiça, em junho de 2016, mais de 726 mil adultos foram presos em instalações que tinham a capacidade de comportar a metade dessa quantidade de detentos. E que o governo federal esperava mais 115 mil presos até o final de 2018. 
O relatório ainda destaca que a superlotação e a falta de pessoal fazem com que seja impossível que as autoridades prisionais mantenham o controle dentro de muitas prisões, e isso deixa os internos vulneráveis à violência e recrutamento em gangues [facções]. Menos de 15% dos internos possuem acesso a oportunidades de Educação ou emprego, e os serviços de saúde dentro das cadeias são altamente e frequentemente deficientes. Segundo a publicação da Human Rights Watch, o Escritório da Defensoria Pública no Rio relatou que,  só no Estado do Rio de Janeiro,266 pessoas morreram dentro das cadeias no ano de 2017, a maioria em condições claramente reversíveis e passíveis de tratamento, como diabetes, hipertensão e doenças respiratórias.
Segundo a Human Rights, em fevereiro a Suprema Corte determinou que mulheres grávidas, mães de crianças menores de 13 anos e mães de crianças e adultos com deficiências, que estão presas por crimes não violentos, deveriam aguardar seus julgamentos em prisão domiciliar, exceto em "casos muito excepcionais". Apesar do Ministério da Justiça ter dito que esta ordem poderia aplicar-se a 10.693 mulheres presas, os juízes liberaram apenas 426 delas até a data de 1º de maio, o prazo para o cumprimento da determinação da Suprema Corte. Os juízes fizeram uso generalizado da exceção ("casos muito excepcionais") para simplesmente manterem as mulheres nas cadeias.
PRESOS SEM SEREM JULGADOS - E SEM DIREITO ÀS AUDIÊNCIAS DE CUSTÓDIA
O documento relata, ainda, o que todos os ativistas de Direitos Humanos não se cansam de dizer: que muitas pessoas que aguardam julgamento são rotineiramente mantidas como prisioneiros condenados, prática que viola padrões internacionais e leis brasileiras. O Conselho Nacional de Justiça determinou que até maio de 2016 todos os detidos tivessem, no prazo de 24 horas após a prisão, uma audiência para determinar se devem ser submetidos a detenção preventiva ou julgamento gratuito pendente. Mas mais de dois anos depois, muitas jurisdições fora das capitais ainda não realizam tais “audiências de custódia”. Quando não há essas audiências, os detidos esperam meses para serem julgados pela primeira vez.
Nas audiências de custódia, os juízes podem detectar o abuso policial, mas alguns não perguntam aos detidos sobre o seu tratamento. Na maioria dos casos, policiais estão presentes durante a audiência, o que torna a situação altamente intimidante (para o interno). Ainda assim, cerca de 5% dos detentos, durante as audiências, relatam abusos, segundo o Conselho Nacional de Justiça. E vários estudos têm mostrado que as alegações dos internos muitas vezes não são devidamente investigadas. ["Mas quem vai acreditar no meu depoimento?", Diário de um detento, Racionais]
Ainda sobre as audiências de custódia, o relatório da organização conta que, até o momento que o documento foi feito,  o Congresso examinava um projeto de lei para fazer com que as audiências de custódia sejam obrigatórias em todo o país.  Mas o projeto permitiria que alguns fossem realizados via videoconferência com as pessoas em seus locais de detenção, o que tornaria as audiências muito mais difíceis de serem uma oportunidade genuína para descobrir alegações de abuso policial.
OUTRO RELATÓRIO, DO FINAL DO ANO PASSADO, DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, APONTA VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS EM VÁRIOS SETORES NO PAÍS, DENTRE ELES AS CADEIAS
Se você não acompanhou, vale a pena dar uma conferida em outro relatório - o da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, organização que visitou o Brasil em novembro do ano passado numa visita que foi a mais profunda dos últimos 27 anos. A Comissão fala das questões indígenas e quilombolas, demonstrando imensa preocupação, e mergulhou no Complexo Penitenciário de Bangu, elegendo o Presídio Jorge Santana como um dos piores presídios das Américas, e detectando que internos não estavam tomando sol e tinham feridas pelo corpo com dificuldade de cicatrização, dentre outras violações de direitos humanos. A Comissão também falou da preocupação com a militarização da Segurança Pública.
Bangu. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Francisco Proner - FARPA
Bangu. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Francisco Proner - FARPA
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos chegou ao Brasil no dia cinco de novembro e visitou o Rio de Janeiro, o Distrito Federal e outros sete estados. A última vez que o grupo esteve no Brasil foi em 1995. Entre os temas observados estão a discriminação, desigualdade, pobreza e aplicação de políticas públicas. Os especialistas observaram principalmente a parte da população brasileira que está historicamente em situação de discriminação, como afrodescendentes, indígenas, trabalhadores rurais, população em situação de pobreza, presidiários, migrantes e defensores de direitos humanos. 
"No Rio de Janeiro, dentro do Complexo Penitenciário de Bangu merece atenção a situação dos Institutos Plácido Carvalho, Nelson Hungria e Jorge Santanna. O presídio Jorge Santanna se encontra em condições extremas de funcionamento, e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos denuncia esse lugar como um dos centros penitenciários em piores condições em toda a América", afirmou o documento.
Outro ponto destacado foram as condições do Centro Socioeducativo Dom Bosco, que possui poucas ações de reinserção dos menores na sociedade.
“O Centro Socioeducativo Dom Bosco vive um desvio integral da sua finalidade institucional, ante a ausência de atividades socioeducativas e claras características de um verdadeiro presídio", destacou também o relatório.
Leia e baixe esse relatório preliminar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, clicando aqui: RELATÓRIO DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
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URGENTE! Ajude os animais do Santuário Salvando Vidas, de São Francisco do Itabapoana
17/01/2019 | 23h46
Como a própria Folha da Manhã informou em matéria publicada no ano passado, o Santuário Salvando Vidas fica localizado ao lado de Campos-RJ, na zona rural de São Francisco do Itabapoana-RJ. O Santuário abriga, atualmente, mais de 500 animais que foram resgatados de maus-tratos, violência e abandono. E precisa muito da sua ajuda para continuar seu trabalho de resgate e proteção! São vacas, porcos, gatos, cachorros, perus, galinhas, ovelhas, cabritos protegidos, numa ação coordenada pelo ativista Camilo José Nascimento.
O santuário sobrevive com muita luta, sem apoio de governos e iniciativa privada. As doações são pequenas e advêm de pessoas comuns, que apoiam este trabalho. Os gastos com alimentação (ração, milho, etc.), remédios, consultas, exames, água e luz são grandes! Ajude como puder! Toda ajuda é bem-vinda!
O Santuário possui contas bancárias autorizadas para depósito e também acabou de abrir uma vakinha online, por meio da qual você pode doar em forma de boleto ou por cartão de crédito. O link para você doar na Vakinha é este: www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-os-animais-do-santuario-salvando-vidas-vakinha-oficial 
E você também pode doar nas seguintes contas:
Caixa Econômica Federal
Agência: 2524
Operação: 013
Conta poupança: 28264-9
(Thaís // CPF: 124.287.127-64)
 
 
Banco Bradesco
Agência: 0960
Conta corrente: 2383-3
(Camilo José // CPF: 051.712.467-00)
Você também pode ajudar comprando, você mesmo, a ração com a loja fornecedora do Santuário. Pra isso, basta entrar em contato com o Santuário por meio dos telefones ou páginas abaixo e obter o contato da loja. 
Para conhecer mais o trabalho do Santuário Salvando Vidas, ver fotos, vídeos, obter mais informações, siga suas páginas oficiais nas redes:
Os telefones pra contato são: (22) 99822-4409 // (22) 98158-4293
E o e-mail: [email protected]
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Secretário de Adm Penitenciária do Ceará provoca facções e ataques começam no dia seguinte
12/01/2019 | 17h12
O Ceará vive, desde o dia 2 de janeiro, uma série de ataques que seriam assinados por facções do Estado. Até a tarde dessa sexta-feira (11), mais de 170 ocorrências policiais já tinham sido registradas. Investigadores e analistas do cenário defendem que os ataques vêm acontecendo como uma forma de retaliação ao discurso do secretário de Administração Penitenciária do Ceará, Luís Mauro Albuquerque, que, no dia de sua posse, dia 1º de janeiro, afirmou que encurralaria o crime organizado e que não reconheceria facções e, por isso, deixaria de separar, no sistema prisional, detentos de facções rivais. No dia seguinte ao seu discurso, a onda de ataques teve início no Ceará, e já dura 11 dias. Explosivos foram detonados em pontes; ônibus, carros, caminhões, prefeitura, bancos e delegacias foram incendiados; uma torre de transmissão de energia foi derrubada; uma bomba foi detonada numa concessionária de veículos; dentre outras ações. O total é de 190 ataques em 43 municípios (Veja o infográfico, do G1, logo após este texto).
O secretário não assume a responsabilidade pela motivação dos ataques, dizendo que estes vêm acontecendo porque o Estado tem agido de forma “dura” no âmbito da Segurança Pública. Até a tarde dessa sexta-feira, 319 pessoas já haviam sido presas, SUSPEITAS de envolvimento nos ataques. Desse total, mais de 110 são menores de 18 anos, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil. Muitas famílias relatam excessos e violação de direitos humanos nas apreensões.
“O Estado vê um adolescente suspeito (que são sempre negros e pobres de periferia) e apreende. Depois que vão saber quem são”, disse, em entrevista, a presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Beatriz Xavier.
O defensor público Muniz Freire, do Núcleo de Atendimento ao Jovem e Adolescente em Conflito com a Lei, relatou em entrevista que muitos desses adolescentes apreendidos estão submetidos a penas não previstas em lei.
“Obrigam o adolescente a pintar um muro que está pixado, por exemplo, antes mesmo de sequer saberem se este adolescente praticou alguma das infrações”, comentou o defensor público.
O Governo do Estado conta com a parceria de atuação de agentes da Força Nacional, além de militares de outros estados, como Pernambuco, Piauí e Bahia. O Governo do Estado também afirmou que está agindo com apoio do Governo Federal (Jair Bolsonaro), por meio dos ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública.
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Australiano Rich Latimer lança novo clipe, "Sol e Lua", produzido pelo campista Marcelo Shama
09/01/2019 | 17h47
O músico australiano Rich Latimer produz canções que podem ser tranquilamente colocadas dentre as produções musicais de mais alta qualidade feitas atualmente no mundo. Num cenário fonográfico com muita coisa interessante mas também muita coisa ruim, as músicas de Rich Latimer são um verdadeiro oásis para ouvidos que buscam composições que elevam o astral. São músicas positivas, que trabalham sentimentos como amor, fé, alegria. A mais recente produção de Rich Latimer é “Sol e Lua”, que o artista nascido na Austrália e apaixonado pelo Brasil lançou, como parte do seu disco “Dreamer” (“Sonhador”), previsto para ser lançado agora em 2019. O campista Marcelo Shama assina a produção do videoclipe de “Sol e Lua”, ao lado de Italo Rocha. Marcelo Shama também assinou como produtor no primeiro videoclipe solo do artista, “Uplift”, como já divulgamos aqui no blog. É impossível não se apaixonar e não sair transformado após assistir "Sol e Lua". Permita-se a essa experiência astral de amor, dando o play no vídeo, clicando aqui nesse link, da página oficial do artista no Facebook: www.facebook.com/richlatimermusic/videos/502126320294854
“Sol e Lua” tem formato de animação e foi lançado na simbólica e poderosa data do Solstício de Verão, agora no final de dezembro, e o resultado ficou incrível, como poderão conferir nas imagens. Esse é o terceiro clipe que Rich lançou em 2018. A música e o vídeo contam a história de Rich com sua esposa, Juliana Zago, e narram também sobre as sementinhas que floresceram desse amor verdadeiro e genuíno.
Rich e Juliana se casaram espiritualmente num momento de eclipse total do Sol e ambos sempre se conectaram muito com essa representatividade cósmica, da união e do equilíbrio dinâmico, oposto e complementar, da vibração solar e lunar. A história do casal foi conectada à lenda tupi-guarani do Sol e da Lua, Jaci e Guaraci, e integrada também a diversos elementos do sagrado masculino e feminino, assim como as polaridades que habitam em todos os seres humanos.
A própria Juliana também co-criou o roteiro e participou ativamente em todo o processo de produção, que contou com uma equipe muito profissional e comprometida com essa obra de arte. O videoclipe contempla uma pequena parte dessa história de amor genuíno e sublime, que inspirou e inspira Rich em suas composições. O amor que ele colocou na produção de "Sol e Lua" é tão grande, tão elevado, que talvez essa seja uma das músicas mais impactantes do álbum "Dreamer", que já é, por completo, muito pra cima e cheio de mensagens positivas.
 
 
 
SOL E LUA - Equipe de Produção:
Dirigido por: Marcelo Shama e Italo Rocha
Produzido por: Marcelo Shama
Roteiro: Juliana Zago, Marcelo Shama, Marcelo Zuza e Italo Rocha
Animação e Rotoscopia: Lohan Nery, Italo Rocha
Cenarista: Marcelo Zuza
Editado por: Italo Rocha 
Agradecimento especial: Bruno Miranda

TEXTO EM INGLÊS:
Australian Rich Latimer releases new clip, "Sun and Moon", produced by Marcelo Shama
Australian musician Rich Latimer produces songs that can be quietly placed among the highest quality musical productions in the world today. In a phonographic setting with a lot of interesting stuff but also a lot of bad things, Rich Latimer's songs are a real oasis for ears that seek compositions that elevate the astral. They are positive songs, which work feelings like love, faith, joy. Rich Latimer's latest production is "Sun and Moon," which the Australian-born artist is in love with as part of his "Dreamer" album, set to be released in 2019. The brazilian Marcelo Shama signs the production of the music video for "Sol e Lua", next to Italo Rocha. Marcelo Shama also signed as a producer on the artist's first solo music video, "Uplift", as we have already posted here on the blog. It is impossible not to fall in love and not get transformed after watching "Sun and Moon". Allow yourself to experience this astral love, giving the play in the video, clicking here in this link, the official website of the artist on Facebook: www.facebook.com/richlatimermusic/videos/502126320294854
"Sun and Moon" has an animation format and was released on the symbolic and powerful date of the Summer Solstice, now at the end of December, and the result was incredible, as you can see in the images. This is the third clip that Rich released in 2018. Music and video tell Rich's story with his wife, Juliana Zago, and also tell about the seeds that have bloomed from this true and genuine love.

Rich and Juliana married spiritually in a moment of total eclipse of the Sun and both have always been very connected with this cosmic representativeness, of the union and the dynamic, opposite and complementary balance of the solar and lunar vibration. The story of the couple was connected to the Tupi-Guarani legend of the Sun and the Moon, Jaci and Guaraci, and also integrated into various elements of the sacred male and female, as well as the polarities that inhabit all human beings.
Juliana also co-created the script and participated actively in the entire production process, which had a very professional team and committed to this work of art. The music video covers a small part of this story of genuine and sublime love, which inspired and inspired Rich in his compositions. The love he put into the production of "Sun and Moon" is so great, so high, that perhaps this is one of the most impactful songs on the album "Dreamer", which is already completely up and full of positive messages .

SOL E LUA - Crew:
Directed by: Marcelo Shama and Italo Rocha
Produced by: Marcelo Shama
Screenplay: Juliana Zago, Marcelo Shama, Marcelo Zuza and Italo Rocha
Animation and Rotoscopy: Lohan Nery, Italo Rocha
Production Manager: Marcelo Zuza
Edited by: Italo Rocha
Special thanks: Bruno Miranda
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Brasil mata 8 milhões de perus por Natal e governo Bolsonaro é contra animais
25/12/2018 | 03h38
A luta antiespecista (contra a exploração dos animais) vem tomando grandes proporções no país e no mundo. A Holanda, por exemplo, está se preparando para se tornar o primeiro país vegano da Terra. O Brasil, como sempre, gosta de colecionar péssimas imagens internacionais: ao mesmo tempo em que é um dos tops no encarceramento em massa de jovens negros pobres (política de extermínio), na violência e assassinato de LGBTs, em feminicídios e outras vergonhas, é também o país onde está o maior exterminador de animais terrestres do mundo - o grupo JBS-Friboi. JBS-Friboi só não mata mais que o China Shipping Group, que é o maior exterminador de animais aquáticos do planeta.
Esse país que ama passar uma vergonha é também o que tem uma das bancadas políticas mais fortes do mundo - a Bancada Ruralista, formada por dezenas e dezenas de deputados e senadores. A luta antiespecista fica ainda mais forte agora nos próximos mandatos, porque o presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou a presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (Bancada Ruralista), a deputada Tereza Cristina (DEM), a "Musa do Veneno" (uma das principais articuladoras do projeto -PL 6299/02- que facilita a liberação do veneno nos nossos alimentos), como ministra da Agricultura e Pecuária. Isso quer dizer que os animais ficarão nas mãos dos seus próprios exterminadores e exploradores.
A luta dos ativistas antiespecistas/animalistas/veganos se intensificará nesse cenário. Se antes a luta contra o holocausto animal, contra o especismo, já era árdua, agora ela fica ainda mais pesada. No entanto, o número de ativistas antiespecistas vem aumentando no país. Prova disso são as quedas no comércio de carnes, e comentários de integrantes desse novo governo que debocham dos defensores da luta pela libertação animal.
O general Augusto Heleno, por exemplo, que vai assumir o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, foi questionado, por jornalistas, sobre se o Ministério da Agricultura e Pecuária teria um papel diferente do que tem hoje com a chegada da presidente da Bancada Ruralista. E o general foi debochado, dizendo, sobre o Ministério da Agricultura e Pecuária:
“Rapaz, sabe que eu não sei. Não tenho a menor ideia. Vai ser vegano!”
 Outro nome deplorável do próximo governo é o de Ricardo Salles, advogado da extrema direita nomeado por Bolsonaro pra ser o futuro ministro do Meio Ambiente. O que Bolsonaro fez foi entregar de bandeja para os ruralistas o único Ministério que ainda fazia algo pela natureza e pelos animais. Ricardo é totalmente do agronegócio e a proposta é que ele lide com o meio ambiente da forma como os ruralistas sempre quiseram. Num vídeo em que apoia o Rodeio de Barretos, Bolsonaro fala aos ruralistas: "Gostaram do Ministro do Meio Ambiente, né?!" Recentemente, Ricardo Salles chegou a postar uma foto com porcos empalados, num churrasco, colocando a legenda: "Churrasco vegano". Ricardo Salles, que foi condenado nos últimos dias, pela Justiça de São Paulo, por improbidade administrativa, quando foi anunciado por Bolsonaro ele já era réu por fraudar documentos de licenciamento ambiental para favorecer empresários (quando pegou a pasta de Meio Ambiente no governo Alckmin (PSDB) no estado de SP). É esse o "combate à corrupção" que o presidente eleito falou tanto, em sua campanha, que ia fazer. Ricardo Salles, que tentou se eleger como deputado federal, também propôs, em sua campanha, o uso de arma de fogo contra ANIMAIS e pessoas.
O deboche desses nomes do novo governo mostra que a luta pela libertação animal vem tomando força, conseguindo mais adeptos e incomodando esses nomes e grupos que sempre se mantiveram com base na exploração e no extermínio dos animais. A pecuária não explora apenas animais, mas também pessoas, sendo a área, no Brasil, que mais concentra índices de trabalho escravo. Entra ano e sai ano e o setor é líder na escravização de pessoas. A agricultura também aparece em segundo lugar na escravização de pessoas, mas vale lembrar que agricultura, no país, é pra alimentar os animais explorados e exterminados pela pecuária e a pesca - sendo assim, continua sendo a pesca e a pecuária em segundo lugar no trabalho escravo. Coloca no Google que você acha muita informação sobre isso. Temos então uma área que viola tanto os direitos animais quanto os direitos humanos. E, agora, nas mãos de Ricardo Salles, a tendência é a violação também dos direitos da natureza (árvores, rios, etc). Durante as campanhas eleitorais e após as eleições, santuários de proteção animal, ativistas e grupos de defesa animal vêm recebendo ataques de grupos de caçadores (principalmente caçadores de javalis), que debocham dos ativistas dizendo que vão comer todos os animais na cerimônia de posse presidencial, em janeiro.
Esse post também foi feito pra deixar alguns dados sobre a luta pela libertação animal: essa época de Natal e Ano Novo é a pior época para os animais, porque o extermínio se intensifica por conta dos "banquetes" e "ceias" dessas festas. Só no Brasil, por exemplo, mata-se mais de 8 milhões de perus para o Natal, segundo dados divulgados pela página Vegano Periférico (instagram: @veganoperiferico). Nessa conta entra apenas o Brasil, em apenas uma data (Natal) e apenas um animal - o peru. Nessa data também tem uma matança generalizada de porcos e outros animais, e no mundo todo.
Para além disso, as estatísticas de ONGs de defesa animal apontam que o mundo mata, em média, 150 bilhões de animais anualmente apenas na pecuária e na pesca, somente para a produção de carne. Aqui não estamos falando de animais que são mortos para testes laboratoriais da indústria da beleza e estética, nem de animais mortos em práticas cruéis como Farra do Boi, vaquejadas, rodeios e caça, dentre outras. Segundo a ONG Human Society International, todos os anos o mundo mata 100 milhões de animais em laboratórios. 
O que acontece com os animais é um extermínio legitimado socialmente, mas que tem tudo para chegar ao fim, se depender da luta dos ativistas. O extermínio de animais é o maior extermínio da história do mundo. O maior número de vidas interrompidas, na história da humanidade. Mas o quadro vem sendo modificado, com muita luta. Só no Brasil existem mais de 16 milhões de veganos e vegetarianos, contabilizados. O país também vem contando com alguns nomes da política e da Justiça que estão na luta pela libertação animal, pelo reconhecimento dos animais como sujeitos de direitos (e não mais como coisas, objetos, propriedade, economia, ou como pastas de Ministérios), contra o embarque de animais nos portos do país, em defesa da criação do Código de Direito Animal, contra a exportação de jumentos para a China (após serem explorados por carroças), dentre outras frentes de luta. O caso da cachorra Manchinha, violentada por um funcionário do Carrefour de Osasco-SP, por exemplo, tomou grandes proporções e mostra que a sociedade já não está mais satisfeita com a forma como os animais vêm sendo tratados. É um grande e belo despertar, que infelizmente acontece aos poucos (e com base em muita luta e guerra de informação), mas que está acontecendo. As novas gerações já não querem a Peppa Pig em seus pratos - elas querem o Nemo nadando em paz e a Galinha Pintadinha livre do risco de ser frita e livre da exploração da indústria dos ovos. Essa geração já chegou.
Muita luta vem sendo travada nas ruas e nas redes, pelos animais. Talvez antes, em outros tempos, a indignação com a crueldade contra os animais fosse menor ou até mesmo não tivéssemos os meios necessários pra expressar essa luta, mas agora temos a Internet (que já vem tentando ser censurada) e os veículos alternativos de mídia. O mundo ficou sabendo da carne de papelão porque foi um escândalo que não tinha como ser escondido, e fica sabendo de uma ou outra coisa pequena sobre os malefícios de se ingerir animais, mas não podemos, por exemplo, esperar que a Rede Globo faça uma mega reportagem contra o consumo de animais. A falta de avanço na questão animal, mantida pela sociedade, é absurda, principalmente por parte do Estado. Nessa semana, por exemplo, a Polícia Militar de Santa Catarina exterminou, a tiros, um boi, após ser explorado pela Farra do Boi, uma prática perversa e cruel, um crime contra os animais. A Polícia Militar de Santa Catarina "legitimou" o extermínio do animal dizendo que este teria machucado uma pessoa, entrado numa casa e gerado danos patrimoniais, e atingido uma viatura. Quer dizer, o animal é explorado numa prática cruel e criminosa, que é a Farra do Boi, e desorientado pode chegar a entrar em casas, etc, e quem é responsável por isso é o animal? Primeiro que ele nem deveria estar sendo usado pra Farra do Boi - deveria estar vivendo em paz, livre, sujeito de direito à vida e à felicidade-, e quem deve assinar a responsabilidade por esses atos são simplesmente quem permite que a Farra do Boi aconteça, quem compra ingressos pra assistir a esse show de horror e quem apoia esse tipo de prática. E não bastasse culpabilizar o animal por ações que foram de autoria dos órgãos liberadores da Farra do Boi, ainda matam o animal a tiros, covardemente? Veja aqui o vídeo dessa crueldade e crime: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/bom-dia-santa-catarina/videos/t/edicoes/v/animal-e-morto-pela-policia-apos-ser-usado-para-farra-do-boi/7253447/
E voltando ao próximo governo: A ligação de Jair Messias Bolsonaro com o extermínio animal já estava clara muito antes das eleições. Ele já tinha confessado que, durante a campanha eleitoral de 2014, ele recebeu da JBS-Friboi, pelo seu partido na época, o PP, a quantia de R$ 200 mil. Exploração dos animais gera muito dinheiro: a JBS teria pago R$1,4 bilhão em propinas a 28 partidos do país.
Bolsonaro fez uma campanha em defesa da caça de animais, chamando a caça de "esporte" e, ainda, "esporte saudável"", ganhando apoio de todos os grupos de caçadores ("Caçadores, estamos juntos!"); em defesa dos rodeios, vaquejadas e outras práticas; falando tranquilamente sobre zoofilia ("que naquela época não tinha mulher"); incentivando a Pesca; e propondo a fusão do Ministério do Meio Ambiente com o Ministério da Agricultura. 
Ele é o mesmo cara que diz que quilombola não faz nada, que mulher tem que ganhar menos e que índio não vai ter mais nenhum centímetro de terra. Ele também chegou a anunciar, nos últimos dias, o ruralista Nabhan Garcia (da Frente Democrática Ruralista) como o novo demarcador de terras indígenas, num episódio que mais parecia uma piada, mas acabou recuando e dizendo que "questões que envolvam conflitos de terras serão submetidas a um Conselho Interministerial", composto - adivinhem! - por Tereza Cristina (a Musa Ruralista), Ricardo Salles e os ministérios de Defesa, de Direitos Humanos, e o Gabinete de Segurança Institucional.
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Atos antiespecistas e sobre veganismo periférico marcam semana dos Direitos Animais
21/12/2018 | 02h10
Texto por Thaís Tostes / Mídia NINJA
Nesse último dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, também foi o Dia Internacional dos Direitos Animais (conhecido pela sigla DIDA). A data é novíssima e foi criada pela ONG inglesa Uncaged, em 1998. O dia faz uma alusão à ratificação, na ONU, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, e a proposta principal da data é chamar a atenção para a necessidade de que todos os animais sejam reconhecidos como sujeitos de direitos. Atualmente, a sociedade trata os animais como objetos, coisas, economia, propriedade e recursos da natureza. E além da Declaração Universal dos Direitos Animais ser contraditória, o Brasil não a assinou. Nesse período, vem ocorrendo várias ações, protestos e atos em várias cidades do país, organizados por defensores de animais da área independente e também por coletivos e ONGs. Em São Paulo-SP, por exemplo, aconteceu no último dia 9 o Veg Fest São Paulo, um evento vegano da cena underground, organizado pela mesma galera que promoveu a clássica Verdurada e que promove o Hardcore Contra o Fascismo (evento que surgiu após o aparecimento do inominável). A proposta principal do Veg Fest foi debater a ligação que existe entre os Direitos Animais e os Direitos Humanos, colocando na roda várias questões relacionadas ao especismo, racismo, sexismo e outras áreas. Além disso, Sampa sediou, nessa segunda-feira (17), o encontro “Bancada Ativista Escuta: Causa Animal”, quando a Bancada Ativista, eleita no Estado de São Paulo, recebeu ativistas da libertação animal para conversar sobre pecuária, consumo, veganismo, proteção animal, educação animalista, agroecologia, ecofeminismo (ou feminismo antiespecista), veganismo negro e outros temas.
Ato do coletivo antiespecista Vozes em Luto SP (foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja)
Ato do coletivo antiespecista Vozes em Luto SP (foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja)
 
A LUTA PELA LIBERTAÇÃO ANIMAL
Na semana passada, São Paulo também foi palco para um ato da ONG Veddas, quando vários ativistas foram para as ruas segurando corpos de animais mortos. Esses animais usados no ato fazem parte do descarte das cruéis e gigantescas indústrias da carne, ovos e laticínios. Dezembro é o mês mais violento para os animais, por conta do avanço do extermínio animal para as festas de final de ano. E por isso São Paulo-SP também promoveu no último domingo, dia 16, no Vão Livre do MASP, a terceira edição do Natal Sem Sangue, um ato contra o holocausto animal, idealizado pelo movimento 269 Nordeste e articulado em Sampa pelo coletivo anti-especista Vozes em Luto SP.
O Brasil, país que mais mata animais no mundo (JBS-Friboi, perdendo apenas para a China Shiping Group, maior exterminadora de animais aquáticos), e que concentra na pecuária o maior índice de trabalho escravo, parou nos últimos dias com o caso da Manchinha, a cachorrinha que foi espancada por um segurança do Carrefour de Osasco-SP. O caso gerou uma repercussão gigante e atos, em várias cidades, de boicote à Rede Carrefour, e embora a maioria das pessoas envolvidas nos atos ainda comam os animais, é possível que, com esse caso, a causa antiespecista consiga alguns avanços. A luta antiespecista também acontece no campo jurídico, com vários profissionais da Justiça envolvidos na construção do Direito Animal, e uma das maiores lutas travadas no país é pelo fim do embarque de animais vivos nos portos brasileiros, e contra a bancada ruralista, que além de exterminar milhares de animais por segundo também assina a violação dos direitos dos quilombolas, sem-terras e indígenas. Na luta pela libertação animal e pela libertação humana, os inimigos são em comum.
FEMINISMO ANTI-ESPECISTA EM DIÁLOGO COM A BANCADA ATIVISTA
Na escuta da Bancada Ativista, que aconteceu no espaço Matilha Cultural, esteve presente o coletivo feminista anti-especista (ou ecofeminista) FeminiVegan. Elas falaram sobre a luta pelas fêmeas de outras espécies além da humana e, ainda, sobre o desafio de levar a conscientização sobre a exploração animal para as periferias.
“Uma das nossas principais ações é mostrar que o veganismo não é comida. Veganismo é um ato político. Então, tipo… ‘Ah, eu não gasto água porque eu fecho a torneira quando eu escovo os dentes.’. ‘Mas você come hambúrguer’. Então, são muitas questões que você tem que conscientizar as pessoas. E a luta é pra tirar essa capa de que veganismo é pra rico. E as pessoas que precisam do acesso ao veganismo não possuem esse acesso – esse acesso é negado, de forma violenta. Para fazer o veganismo de verdade nós temos que mexer onde está a população. Porque, querendo ou não, a partir do momento em que grande parte dos trabalhadores estão optando pelo veganismo, muito provavelmente eles não vão querer trabalhar na indústria da carne – eles não vão querer depenar um frango. E as pessoas que precisam desses trabalhadores vão sentir que não estão tendo os funcionários, e assim ficam sem os produtos.”, expuseram as integrantes do FeminiVegan. No evento, também marcaram presença integrantes da base ecossocialista do PSOL-SP, integrantes do Movimento Afro Vegano (MAV), além de Nina Rosa (idealizadora do documentário A Carne é Fraca, de 2004 e ativista fundadora do Instituto Nina Rosa, que promove conscientização sobre defesa animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo); Ale Nahra (agroecologista vegana e escritora) e integrantes do Coletivo Vegano, que trabalha a proteção animal com os setores de base e do Santuário Salvando Vidas, um dos maiores santuários de animais da América Latina.
VEGANISMO PARA OS MANOS DA PERIFERIA E O FOCO NA LIBERDADE DOS ANIMAIS (AO INVÉS DO FOCO NO CONSUMO)
Uma das palestras do Veg Fest São Paulo foi “Deselitizando o veganismo – Para o desmonte de um sistema estrutural que escraviza animais humanos e não-humanos, e que faz o veganismo parecer algo inacessível para o povo periférico”. Quem falou sobre isso foi o Duh, da página Vegano Periférico, que tem mais de 60 mil seguidores no Instagram. A galera do @veganoperiferico é uma das bases mais atuantes na linha de frente da luta pela libertação animal. Nas redes você também encontra o @veganodequebrada
“‘É interessante começar de onde você tá. Começa da elite. Comecem vocês tirando essa capa de prepotência, de arrogância. Vocês, veganos, que estão olhando pro mundo com uma visão de consumo, comecem com vocês, tirando isso, popularizando. Vocês não sabe como que é? Vai na rua, meu! Vai na periferia! O veganismo vem sendo vinculado ao nicho de consumo, e eles estão fazendo um movimento pra quem tem dinheiro, pra quem tem possibilidades. Entendeu? E essas pessoas têm muito poder – essas que estão fazendo o movimento se manter elitista. Esse é o problema. Então, quando a gente da base começa a falar que o movimento não é elitista, a gente enfraquece e faz com que as pessoas não se importem com a deselitização. Porque a questão é o animal. Quando você tá preocupado com o animal, você quer fazer algo pra mudar. E quando você mostra que é elitista, a tendência é que essas pessoas mudem”, comentou Duh.
Na edição anterior do Veg Fest, quem marcou presença foi o DJ dos Racionais, KL Jay, que é ativista dos direitos animais e fala principalmente para a população negra e periférica. Na página Vegano Periférico, seus desenvolvedores não expõem suas imagens, ao contrário da maioria das páginas veganas, que são elitistas, onde o foco se torna a própria pessoa (curtindo praias, restaurantes caros, hotéis) e pratos com ingredientes totalmente inacessíveis para a população pobre. O que era pra ser, então, uma avalanche de pessoas na luta pela liberdade dos animais (e da população oprimida) se torna um mutirão de glutões consumistas alimentadores do ego e do poder de compra.
“Nos eventos veganos, por exemplo, as pessoas não estão preocupadas em quanto elas vão cobrar nos produtos. Porque é um movimento voltado para a classe burguesa. E quando chamam a gente pra estar em locais assim eles chamam porque é bonito ver um pobre falando. Sobre a página, eles ficam perguntando se não vamos postar fotos nossas. Não, não vamos. Porque o foco não somos nós, e sim o conteúdo, os textos. Quem pesquisa sobre veganismo hoje na internet vai ver que a parada não é pra gente. Mas é preciso lutar contra isso. O movimento é pra uma minoria privilegiada. Eu ‘tava conversando com um camarada e ele me perguntou: Você usa que tipo de açúcar? Eu disse: açúcar – açúcar normal. Ele me perguntou se eu comia arroz, eu disse três vezes que eu comia.”, contou Duh. Então, o que a galera do veganismo de base tenta fazer? “A gente tenta popularizar a forma de falar, popularizar como o movimento é visto. O ponto principal pra você conseguir alguma coisa na periferia, em favela, com pessoas que foram extremamente sabotadas pelo ensino público, é por meio da comunicação. E outra: tem que conhecer, tem que saber como fala, tem que entender. Porque você não consegue olhar por trás dos muros do condomínio fechado, tá ligado?”
VEGANISMO NEGRO E O SISTEMA QUE MATA OS NEGROS PELA BOCA
Outra palestra que integrou o evento foi com a ativista vegana Márcia Cris, jornalista e integrante do Movimento Afro Vegano (MAV). Márcia falou sobre “Nutricídio: Por que os piores alimentos são distribuídos entre a população preta e periférica?”.
Márcia falou sobre o esquema das indústrias de alimentos (que inclui as indústrias da carne, laticínios e ovos), que mata os negros aos poucos. A ativista explicou que essas indústrias partem de dois processos – um deles é produzir os alimentos de baixa qualidade, que são os que vão para a periferia, para a população pobre e preta; e o outro é a distribuição dos produtos de alta qualidade (que também são ruins, industrializados), que vão pra população dos centros e bairros mais ricos.
“O que chega nas populações pobres e periféricas são os refrigerantes com mais açúcar, os biscoitos com mais gorduras; e os produtos com menos açúcar, integrais, produtos melhores, vão para os centros, que é onde as pessoas podem escolher o que elas querem comer. Elas têm esse poder de escolha, que a população periférica não tem – o que é colocado pra periferia, a periferia compra, porque não pode escolher. A periferia, quando come, come errado! É um plano muito bem arquitetado pra dizimar a população preta e periférica por meio da alimentação.”, explicou Márcia, falando também sobre a exclusão da população negra e periférica, feita pelos chamados “veganos de elite”, e sobre a importância dos negros retomarem um tipo de alimentação, sem matança de animais, que sempre fez parte da ancestralidade, da África:
“Também tem a questão do veganismo de elite; que vegano come castanha. Eu como amendoim e me sinto bem. É bem baratinho e eu não preciso comprar macadâmia que custa cem reais na zona cerealista, que é o lugar mais barato. E é isso que tem que ser passado pras pessoas. Dá pra você fazer pratos legais; dá pra fazer muita coisa gastando muito pouco. Quando dizem que veganismo é para a elite é porque não querem que a periferia participe de uma coisa que é bacana e que vai fazer bem para a população negra e periférica. A questão do diabetes, por exemplo, surgiu quando os negros, escravizados, foram colocados pra trabalharem nas plantações de cana-de-açúcar. Então, junto com a colonização eles também trouxeram como presente as doenças oriundas da Europa. Nossos ancestrais negros, na África, berço da humanidade, comiam vegetais e legumes, frutas, eram extremamente saudáveis, trabalhavam na terra. E do mesmo modo que o trabalho foi imposto aos negros, a alimentação também foi, e é imposta até hoje.”
Márcia também destacou iniciativas que vêm promovendo a libertação animal e a libertação humana, como, por exemplo, as hortas urbanas, construídas em ocupações e nas periferias. “Porque aí os negros e a população pobre retomam o poder contra o nutricídio. Os médicos nunca vão dizer, por exemplo, que a raça negra tem uma intolerância à lactose. Eles não vão falar que se o negro parar de tomar leite ele não vai mais problemas de saúde. A gente infelizmente não pode esperar isso da classe médica, porque eles estão envolvidos em lobbys, em esquemas com a indústria farmacêutica. Então, por meio da informação, nós negros temos que voltar a colocar a mão na terra, temos que retomar esse poder de alimentação, retomar o que é nosso – o veganismo preto!
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Coronel que estava no Massacre do Carandiru vai coordenar cadeias de SP
12/12/2018 | 00h38
Por UOL
Vinte e seis anos depois de estar presente na ação que ficou conhecida como o Massacre do Carandiru, quando 111 presos foram mortos por policiais militares em uma operação dentro da Casa de Detenção, o coronel da PM (Polícia Militar) Nivaldo César Restivo, 53, foi anunciado pelo governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), como futuro secretário da Administração Penitenciária de seu governo, que terá início em janeiro de 2019. Restivo não foi formalmente acusado de nenhum assassinato no massacre, mas, sim, de não ter impedido que policiais sob seu comando praticassem atos de violência contra detentos sobreviventes. O crime pelo qual o coronel era acusado prescreveu antes que fosse julgado.
Quando anunciado como comandante-geral da PM, em 2017, Restivo defendeu a ação da polícia no Carandiru, afirmando a considerar "legítima e necessária". No entanto, disse que era apenas o tenente responsável pelo suprimento do material logístico da tropa em que estava atuando, ou seja, que não tinha o poder de comandar policiais (leia mais abaixo). Até março de 2018, o coronel era o comandante-geral da PM. Sob sua tutela, as polícias de São Paulo atingiram o recorde de letalidade policial em 2017, com 939 pessoas mortas. Em contraponto, no mesmo ano, morreram 60 policiais no estado (80% durante a folga) --o número foi o menor da série histórica.
Nomeado a comandante-geral pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), em fevereiro de 2017, Restivo tinha o perfil considerado "linha dura". Quando Alckmin deixou o governo para disputar a Presidência da República, em abril, o governador Márcio França trocou o Nivaldo Restivo por Marcelo Vieira Salles, considerado como “conciliador” e defensor dos direitos humanos. Salles continuará como comandante da corporação no ano que vem. Além do comando da corporação, Restivo também já comandou a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), considerada pela PM como sua “tropa de elite”. Atualmente, o coronel exerce a função de chefe de gabinete do secretário da Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho. A partir do ano que vem, o secretário será o general do Exército João Camilo Pires de Campos. O anúncio do novo secretário da Administração Penitenciária ocorre dois dias depois de a polícia ter apreendido em Presidente Venceslau cartas codificadas em que o MP (Ministério Público) afirma que o promotor Lincoln Gakyia e o coordenador dos presídios na região oeste do estado, Roberto Medina, estariam sendo ameaçados de morte pela facção. Em coletiva de imprensa, Restivo não se posicionou a respeito das transferências de integrantes da cúpula do PCC para presídios federais. Questionado via assessoria de imprensa, Doria também não se manifestou --enquanto candidato, o governador eleito defendia a transferência.
O Massacre do Carandiru
O massacre aconteceu em 2 outubro de 1992, quando 111 presos foram mortos por PMs após uma rebelião na penitenciária, que ficava localizada na zona norte da capital. O coronel Restivo foi denunciado à Justiça por omissão durante o espancamento de 87 presos na operação de rescaldo, ocorrida após a invasão. Segundo o MP (Ministério Público), os oficiais do 2º Batalhão de Choque, ao qual pertencia Restivo, tinham o dever de impedir a violência dos soldados, o que não teriam feito. Ele era primeiro-tenente no batalhão e foi acusado de lesão corporal grave. Segundo as investigações, foram usados golpes de cassetetes, canos de ferro, coronhadas de revólver e pontapés. Alguns detentos foram feridos por facas, estiletes e baionetas.
 Como os oficiais, de acordo com o MP, foram omissos, eles foram denunciados. Os promotores disseram ainda que os oficiais tiraram as insígnias e a identificação dos uniformes, demonstrando "a prévia intenção criminosa". Restivo não chegou a ser julgado pois o crime prescreveu.
Na foto, João Doria, e ao seu lado, Nivaldo Restivo.
Na foto, João Doria, e ao seu lado, Nivaldo Restivo.
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Clipe do músico australiano Rich Latimer é lançado. Direção é do campista Marcelo Shama
27/07/2018 | 13h16
Vários locais do Brasil, como o Mirante Dona Marta e o céu de São Conrado, no Rio, e o estúdio Sensorial Lab, em Jundiái-SP, foram cenários para as gravações do videoclipe da música "Uplift", que o músico australiano Rich Latimer acaba de lançar no Brasil. A track foi lançada nesta sexta-feira (27) no Youtube, junto com seu videoclipe, e integra o álbum "Dreamer", que Rich Latimer lançará ainda este ano no Brasil. O diretor do videoclipe é o campista Marcelo Shama, artista multisensorial e em rede; e o video maping sensacional de Uplift é de Vini Fabretti. Dentro de um cenário musical cada vez mais denso, com raras opções de músicas positivas e que elevam a alma, Rich Latimer se destaca, e "Uplift" é um som que desperta em seus ouvintes sentimentos sublimes, como gratidão e fé. Para assistir ao videoclipe de "Uplift", acesse o canal Awareness Shows, no youtube, clicando aqui nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=n8Ap2_dUNCM&t=189s
Uplift é um som que fala sobre amar, aprender, servir e fala que temos a capacidade e a responsabilidade de elevar as nossas vibrações, com bons pensamentos, palavras e ações! 
Fiquem atentos que vem muita coisa boa por aí!
Siga Rich Latimer nas redes sociais, acessando:
FICHA TÉCNICA DO VIDEOCLIPE DE UPLIFT
Direção, Roteiro e Produção: Marcelo Shama
Câmeras: Léo Bandeira e Thaís Tostes
Edição: Tuna Mayer
Mapping e Projeções: Vini Fabretti
Banda:
Rich Latimer- Voz e Viola
Estevan Sinkovitz Neto - Baixo
Gustavo Souza - Bateria
Ricardo Prado - Violão, Gravação e Arranjos
Veja, AQUI NESTE LINK DA FANPAGE DE RICH LATIMER NO FACEBOOK, o teaser do álbum “Dreamer”, que será lançado agora em 2018 no Brasil:
Rich Latimer Music
QUEM É RICH LATIMER?
Rich Latimer é um profissional muito comprometido em tudo o que faz, seja como músico, palestrante motivacional, especialista em marketing digital ou como agente da transformação focado em jovens e pessoas em situações de riscos e vícios. Em todas essas áreas Rich está em constante missão, buscando tocar corações e transformar pessoas - e, assim, transformar o mundo. Ele usa a música como seu principal veículo para atingir esse objetivo. Seja como ser humano, pai ou profissional, ser positivo e conscientizar pessoas é algo muito genuíno para ele, que, com seu grande coração e espírito de aventura, vai transitando em diferentes áreas, ambientes, públicos e estilos musicais. Ele é tão camaleão e eclético artisticamente que fica difícil até categorizar sua música em algo fechado - tanto que, quando lhe perguntam: “Que tipo de música você toca?”, Rich responde logo de imediato: “Música que toca o coração!”
A trajetória musical de Rich Latimer é longa e cheia de sinais, sincronias, intuições e visões que o trouxeram até onde ele está agora. Rich começou a escrever músicas quando tinha 14 anos de idade, como forma de se expressar e lidar com as realidades de sua infância. Ele cresceu fora da sociedade, no meio do mato, no interior e nas montanhas da Austrália. O rock e o movimento grunge, com bandas como Pearl Jam, Nirvana, Alice in Chains e Soundgarden, foram fortes influências para Rich quando ele tinha 15 anos. Nessa idade, o músico australiano deu início à sua primeira banda de rock - uma banda de covers, formada por ele e músicos experientes que tinham até 20 anos a mais do que ele.
 Em 2004, Rich Latimer iniciou sua banda de forma mais focada, dando uma atenção especial com conscientização positiva que passaria por meio de suas canções. Na banda, chamada “Very Unique Existence”, Rich era o vocalista e guitarrista. O grupo alcançou muito sucesso na carreira, carregando em seu histórico tours internacionais, nos quais a Very Unique dividiu palcos com grandes artistas. Os videoclipes da banda rolaram em vários locais do mundo, assim como na MTV.
Rich Latimer Music
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Algo aconteceu na vida de Rich, representando um ponto de mutação em sua vida pessoal e carreira musical. No final de 2010, seu irmão mais novo sofreu um grave acidente de carro e teve uma lesão muito séria na cabeça. Os médicos disseram que não tinha nenhuma chance dele sobreviver. Rich, então, tocou a canção “Hearts Embrace” para seu irmão, incansavelmente, durante todo o coma. Apesar do ultimato dado pela ciência moderna, Rich acreditou que seu irmão estava recebendo a mensagem e, assim, manteve a fé em que conseguiria recuperá-lo milagrosamente por meio da música. Rich tocou essa canção muitas vezes na sala da UTI e fez um pacto consigo mesmo: se seu irmão voltasse, Rich dedicaria sua música a mais do que apenas entretenimento, e cantaria para a juventude em todo o mundo sobre abrir seus corações e mentes para uma vida consciente e presente. Seu irmão não só sobreviveu como também foi considerado um milagre médico, tendo uma recuperação de quase 100%.
 Rich, então, cumpriu seu pacto e começou tours em escolas, num projeto chamado Awareness Shows (www.awarenessshows.com). Nesse período, ele também começou a tocar sozinho pela primeira vez, e a atuar com artistas como Jason Mraz, Wendy Mathews, Elijuah Wood e em eventos como o Peats Ridge Festival. Rich continuou nessa jornada solo, compondo diversas músicas com melodias atraentes e inspiradoras, e sempre com uma mensagem positiva de elevação de consciência. E, assim, um novo show foi se formando, no qual Rich oferece ao espectador uma apresentação única que mistura um pouco de todos os seus talentos. Nesse show, por meio de músicas e falas inspiradoras, Rich vai compartilhando o que ele aprendeu, permitindo que cada um reflita e interprete à sua maneira.
Agora em 2018, Rich segue cada vez mais inspirado pelo Brasil, seja por meio de sua esposa brasileira, Juliana (com quem Rich teve uma linda filha, Yasmim), ou por uma série de sincronicidades que fizeram Rich decidir focar bastante no mercado brasileiro. Seu primeiro álbum solo, “Dreamer” (“Sonhador”, no português), foi todo gravado no Brasil, produzido pelo incrível produtor Ricardo Prado. Este álbum contém 12 músicas e mostrará toda a versatilidade do artista e sua emotiva composição.
No começo de 2019, Rich Latimer chegará ao Brasil para seu primeiro tour solo. Ele apresentará um show multissensorial desenhado por Marcelo Shama, com inserções de imagens que conscientizam, vídeo mapping, aromas, hologramas, cenografia temática e encenações cênicas, que farão a experiência do espectador ser muito mais profunda, em todos os sentidos - literalmente. Em breve Rich Latimer estará num palco, numa escola, numa rádio, ou numa TV perto de você!
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Direitos animais em debate com Orlando Zaccone e Coletivo Vegano, amanhã, em Campos
15/05/2018 | 16h39
Amanhã (quarta-feira, dia 16), com início às 19h, o Soma+Lab (espaço de eventos localizado na Rua Almirante Greenhalgh, 36 - Pelinca - Campos-RJ) sediará uma roda de conversa sobre Direitos Animais, Veganismo, Ativismo de resgate de animais, Abolicionismo Animal e Veganismo e Políticas Públicas de Saúde, com o delegado Orlando Zaccone (Caso Amarildo e Policiais Antifascismo), Coletivo Vegano e a ONG de proteção animal Santuário Salvando Vidas (que abriga cerca de 500 animais resgatados). 
A "Quarta Vegana" tem entrada gratuita e acontecerá num cenário composto, também, por culinária vegana (oferecida pelo selo vegano Vegetuba) e músicas veganas (playlist com vários artistas veganos e relacionados à luta pela libertação animal). Chega mais!
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Sobre o autor

Thaís Tostes

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