Vale do Rio Doce é um mar de lama: muitos animais soterrados e mais de 200 pessoas desaparecidas
25/01/2019 | 15h27
A primeira postagem deste blog, que rolou em novembro de 2015, foi uma postagem de luto pelo crime praticado contra Mariana-MG, que deixou dezenas de vítimas - não apenas humanas, mas também não-humanas, como os animais. Esse crime que derramou mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama de minério na área rural de Mariana e deixou mais de 200 famílias sem casas e 19 pessoas mortas em Bento Rodrigues, além de muitos animais mortos, foi assinado pela Samarco, dos grupos Vale do Rio Doce e BHP.
Ficamos indignados por este caso não ter dado em nada na área penal (o Direito Penal só costuma funcionar para pobres), e a Vale do Rio Doce acaba de assinar mais um CRIME ambiental - o rompimento de barragem ocorreu na tarde de hoje (sexta, dia 25), também em Minas Gerais, mas desta vez em Belo Horizonte, em Brumadinho, na Grande BH. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, mais de 200 pessoas estão desaparecidas e inúmeros animais morreram - sem, sequer, terem tido a oportunidade de resgate.
As fotos abaixo são do caso desta sexta-feira:
O mar de lama, dessa vez, destruiu casas da região do Córrego do Feijão. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão no local. A empresa disse, em nota, que "a prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade", e em nenhum momento falou sobre os animais locais e da região, que foram afetados e morreram.
O hospital da região já se prepara para receber feridos e dois helicópteros sobrevoam a região. As prefeituras regionais orientaram a população para que se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba. O Instituto Inhotim está retirando funcionários e visitantes do local.
VEJA FOTOS DE MARIANA-MG:
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Polícia que mata muito e presos sem julgamento e na superlotação: relatório da Human Rights Watch
19/01/2019 | 18h02
Uma das maiores organizações da área de Direitos Humanos do mundo, a Human Rights Watch (Observatório de Direitos Humanos), divulgou, na quinta-feira (17) dessa semana, os resultados de um relatório anual sobre problemas envolvendo Direitos Humanos em 90 países. Você pode acessar e baixar o relatório na íntegra, clicando aqui nesse link: Relatório da Human Rights Watch
Na análise do Brasil, o relatório deixou claro sobre: o posicionamento racista, homofóbico e misógino de Jair Bolsonaro; a não-investigação, por parte das Polícias, de crimes de violência; as ameaças contra jornalistas durante as últimas eleições presidenciais; o aumento da violência gerado pelos assassinatos ilegais cometidos pela Polícia; a violência doméstica, que continua generalizada; ataques xenófobos contra venezuelanos; a submissão, de moradores rurais, a agrotóxicos e o medo que eles possuem de denunciarem esses envenenamentos; a quantidade de execuções extrajudiciais que a polícia brasileira assina (policiais mataram 5.144 pessoas em 2017, 20% a mais do que em 2016); a tortura e crimes cometidos pela polícia militar; a investigação de todos esses crimes da polícia, que é feita pela própria polícia; as mortes causadas pelo Exército nas favelas do Rio e o quanto as mortes por policiais aumentaram no período da Intervenção; a superlotação do sistema carcerário brasileiro; a violação de direitos humanos nas cadeias - como falta de atendimento médico e alta mortalidade de presos por doenças nitidamente tratáveis; a falta de educação e de emprego para presidiários; e também sobre a quantidade absurda de pessoas que estão presas sem julgamento e sobre um Estado que dificulta e não dá acesso, para os detentos, às audiências de custódia (e como eles são intimidados nas audiências que acontecem, por conta da presença de policiais); dentre outros pontos altamente importantes e urgentes.
A respeito do país, dentre tantas coisas relatadas, a Human Rights Watch afirma:
"Jair Bolsonaro, um membro do Congresso que endossou a tortura e outras formas de práticas abusivas, e fez declarações abertamente racistas, homofóbicas e misóginas, ganhou no segundo turno em outubro. Violência política e ameaças contra jornalistas marcou a disputa presidencial. A violência atingiu um novo recorde no Brasil, com cerca de 64 mil mortes em 2017. A polícia resolve apenas uma pequena parte dos homicídios. Assassinatos ilegais cometidos pela polícia alimentam a onda de violência. O fraco controle estatal de muitas prisões facilita o recrutamento de gangues [facções]. A violência doméstica continua generalizada; milhares de casos a cada ano não são devidamente investigados. Dezenas de milhares de venezuelanos entraram no Brasil em 2018 fugindo da repressão, fome e assistência médica inadequada. O Brasil manteve suas fronteiras abertas, mas houve vários ataques xenófobos contra venezuelanos. Muitos brasileiros moradores das áreas rurais estão expostos a pesticidas pulverizados perto de suas casas, escolas e locais de trabalho, e eles temem represálias se denunciarem envenenamentos.
Especificamente sobre Segurança Pública e as Polícias, o relatório da Human Rights Watch diz:
"Um estudo em larga escala de criminologistas e jornalistas estima que os promotores apresentam acusações em apenas dois em cada dez homicídios. Abusos cometidos pela polícia, incluindo execuções extrajudiciais, contribuem para um ciclo de violência que prejudica a segurança pública e põe em risco a vida dos policiais e civis. O governo federal não publicou um relatório anual sobre mortes envolvendo policiais, conforme ordenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em uma decisão de 2017. Dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que 367 policiais em serviço e fora de serviço foram mortos em 2017, e esta é a informação mais recente disponível. Policiais, incluindo oficiais de folga, mataram 5.144 pessoas em 2017, 20% a mais do que em 2016. Enquanto alguns assassinatos cometidos pela polícia são em legítima defesa, a pesquisa da Human Rights Watch e outras organizações mostram que alguns são execuções extrajudiciais. Em São Paulo, o ouvidor da polícia examinou centenas de assassinatos cometidos pela polícia em 2017, concluindo que a polícia usou força excessiva em três quartos deles, às vezes contra pessoas desarmadas."
“O Rio de Janeiro tem 17 milhões de pessoas. A polícia matou 1400 civis. Nos Estados Unidos, um país com 325 milhões de pessoas, no mesmo período, a polícia em confronto com civis matou 1000. São números que em alguns casos podem ser equiparados com conflitos armados internos ou até internacionais”, declarou José Miguel Vivanco, diretor para a divisão das Américas da Human Rights Watch.
Ainda sobre a Polícia, diz a organização de Direitos Humanos:
"Uma lei de 2017 mudou os julgamentos de membros das forças armadas acusados de assassinatos ilegais de civis de tribunais civis a militares. A lei também moveu julgamentos da polícia militar - a polícia estadual que patrulha as ruas no Brasil - acusada de tortura e outros crimes - aos tribunais militares, embora os homicídios cometidos pela polícia são da jurisdição civil. Isso significa que as forças armadas e a polícia militar investigam seus próprios membros que são acusados de crimes. Sob normas internacionais, execuções extrajudiciais e outras graves violações dos direitos humanos assinados pela polícia e os militares devem ser investigados por autoridades civis e submetidas a tribunais civis. Menos de um mês após a promulgação da lei, oito civis foram mortos durante ação conjunta entre a Polícia Civil e o Exército na área metropolitana do Rio de Janeiro. Nem investigadores das forças armadas nem promotores federais militares haviam entrevistado testemunhas civis."
O relatório também destaca que o então presidente da República, Michel Temer, transferiu, em fevereiro, para o Exército, a responsabilidade pela segurança pública e pelos presídios no Rio de Janeiro, e que isso tinha como objetivo a melhoria da segurança das pessoas. No entanto, diz o relatório da Human Rights, de março a outubro, os homicídios subiram 2% no Estado do Rio, enquanto os assassinatos da polícia aumentaram 44%,
em comparação com o mesmo período de 2017. A Human Rights também destaca o assassinato de Marielle Franco, vereadora e defensora de direitos humanos, e de seu motorista, Anderson Gomes, exterminados por um atirador profissional; e diz que, até a redação do relatório, a polícia não havia prendido ninguém relacionado a esse caso. 
INTERNOS SEM SAÚDE E COM OUTROS DIREITOS HUMANOS VIOLADOS NAS CADEIAS SUPERLOTADAS DO BRASIL
Sobre as condições prisionais, sobre tortura e maus-tratos a presidiários do sistema prisional brasileiro, a organização especializada em Direitos Humanos relata que, segundo dados do Ministério da Justiça, em junho de 2016, mais de 726 mil adultos foram presos em instalações que tinham a capacidade de comportar a metade dessa quantidade de detentos. E que o governo federal esperava mais 115 mil presos até o final de 2018. 
O relatório ainda destaca que a superlotação e a falta de pessoal fazem com que seja impossível que as autoridades prisionais mantenham o controle dentro de muitas prisões, e isso deixa os internos vulneráveis à violência e recrutamento em gangues [facções]. Menos de 15% dos internos possuem acesso a oportunidades de Educação ou emprego, e os serviços de saúde dentro das cadeias são altamente e frequentemente deficientes. Segundo a publicação da Human Rights Watch, o Escritório da Defensoria Pública no Rio relatou que,  só no Estado do Rio de Janeiro,266 pessoas morreram dentro das cadeias no ano de 2017, a maioria em condições claramente reversíveis e passíveis de tratamento, como diabetes, hipertensão e doenças respiratórias.
Segundo a Human Rights, em fevereiro a Suprema Corte determinou que mulheres grávidas, mães de crianças menores de 13 anos e mães de crianças e adultos com deficiências, que estão presas por crimes não violentos, deveriam aguardar seus julgamentos em prisão domiciliar, exceto em "casos muito excepcionais". Apesar do Ministério da Justiça ter dito que esta ordem poderia aplicar-se a 10.693 mulheres presas, os juízes liberaram apenas 426 delas até a data de 1º de maio, o prazo para o cumprimento da determinação da Suprema Corte. Os juízes fizeram uso generalizado da exceção ("casos muito excepcionais") para simplesmente manterem as mulheres nas cadeias.
PRESOS SEM SEREM JULGADOS - E SEM DIREITO ÀS AUDIÊNCIAS DE CUSTÓDIA
O documento relata, ainda, o que todos os ativistas de Direitos Humanos não se cansam de dizer: que muitas pessoas que aguardam julgamento são rotineiramente mantidas como prisioneiros condenados, prática que viola padrões internacionais e leis brasileiras. O Conselho Nacional de Justiça determinou que até maio de 2016 todos os detidos tivessem, no prazo de 24 horas após a prisão, uma audiência para determinar se devem ser submetidos a detenção preventiva ou julgamento gratuito pendente. Mas mais de dois anos depois, muitas jurisdições fora das capitais ainda não realizam tais “audiências de custódia”. Quando não há essas audiências, os detidos esperam meses para serem julgados pela primeira vez.
Nas audiências de custódia, os juízes podem detectar o abuso policial, mas alguns não perguntam aos detidos sobre o seu tratamento. Na maioria dos casos, policiais estão presentes durante a audiência, o que torna a situação altamente intimidante (para o interno). Ainda assim, cerca de 5% dos detentos, durante as audiências, relatam abusos, segundo o Conselho Nacional de Justiça. E vários estudos têm mostrado que as alegações dos internos muitas vezes não são devidamente investigadas. ["Mas quem vai acreditar no meu depoimento?", Diário de um detento, Racionais]
Ainda sobre as audiências de custódia, o relatório da organização conta que, até o momento que o documento foi feito,  o Congresso examinava um projeto de lei para fazer com que as audiências de custódia sejam obrigatórias em todo o país.  Mas o projeto permitiria que alguns fossem realizados via videoconferência com as pessoas em seus locais de detenção, o que tornaria as audiências muito mais difíceis de serem uma oportunidade genuína para descobrir alegações de abuso policial.
OUTRO RELATÓRIO, DO FINAL DO ANO PASSADO, DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, APONTA VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS EM VÁRIOS SETORES NO PAÍS, DENTRE ELES AS CADEIAS
Se você não acompanhou, vale a pena dar uma conferida em outro relatório - o da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, organização que visitou o Brasil em novembro do ano passado numa visita que foi a mais profunda dos últimos 27 anos. A Comissão fala das questões indígenas e quilombolas, demonstrando imensa preocupação, e mergulhou no Complexo Penitenciário de Bangu, elegendo o Presídio Jorge Santana como um dos piores presídios das Américas, e detectando que internos não estavam tomando sol e tinham feridas pelo corpo com dificuldade de cicatrização, dentre outras violações de direitos humanos. A Comissão também falou da preocupação com a militarização da Segurança Pública.
Bangu. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Francisco Proner - FARPA
Bangu. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Francisco Proner - FARPA
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos chegou ao Brasil no dia cinco de novembro e visitou o Rio de Janeiro, o Distrito Federal e outros sete estados. A última vez que o grupo esteve no Brasil foi em 1995. Entre os temas observados estão a discriminação, desigualdade, pobreza e aplicação de políticas públicas. Os especialistas observaram principalmente a parte da população brasileira que está historicamente em situação de discriminação, como afrodescendentes, indígenas, trabalhadores rurais, população em situação de pobreza, presidiários, migrantes e defensores de direitos humanos. 
"No Rio de Janeiro, dentro do Complexo Penitenciário de Bangu merece atenção a situação dos Institutos Plácido Carvalho, Nelson Hungria e Jorge Santanna. O presídio Jorge Santanna se encontra em condições extremas de funcionamento, e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos denuncia esse lugar como um dos centros penitenciários em piores condições em toda a América", afirmou o documento.
Outro ponto destacado foram as condições do Centro Socioeducativo Dom Bosco, que possui poucas ações de reinserção dos menores na sociedade.
“O Centro Socioeducativo Dom Bosco vive um desvio integral da sua finalidade institucional, ante a ausência de atividades socioeducativas e claras características de um verdadeiro presídio", destacou também o relatório.
Leia e baixe esse relatório preliminar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, clicando aqui: RELATÓRIO DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
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URGENTE! Ajude os animais do Santuário Salvando Vidas, de São Francisco do Itabapoana
17/01/2019 | 23h46
Como a própria Folha da Manhã informou em matéria publicada no ano passado, o Santuário Salvando Vidas fica localizado ao lado de Campos-RJ, na zona rural de São Francisco do Itabapoana-RJ. O Santuário abriga, atualmente, mais de 500 animais que foram resgatados de maus-tratos, violência e abandono. E precisa muito da sua ajuda para continuar seu trabalho de resgate e proteção! São vacas, porcos, gatos, cachorros, perus, galinhas, ovelhas, cabritos protegidos, numa ação coordenada pelo ativista Camilo José Nascimento.
O santuário sobrevive com muita luta, sem apoio de governos e iniciativa privada. As doações são pequenas e advêm de pessoas comuns, que apoiam este trabalho. Os gastos com alimentação (ração, milho, etc.), remédios, consultas, exames, água e luz são grandes! Ajude como puder! Toda ajuda é bem-vinda!
O Santuário possui contas bancárias autorizadas para depósito e também acabou de abrir uma vakinha online, por meio da qual você pode doar em forma de boleto ou por cartão de crédito. O link para você doar na Vakinha é este: www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-os-animais-do-santuario-salvando-vidas-vakinha-oficial 
E você também pode doar nas seguintes contas:
Caixa Econômica Federal
Agência: 2524
Operação: 013
Conta poupança: 28264-9
(Thaís // CPF: 124.287.127-64)
 
 
Banco Bradesco
Agência: 0960
Conta corrente: 2383-3
(Camilo José // CPF: 051.712.467-00)
Você também pode ajudar comprando, você mesmo, a ração com a loja fornecedora do Santuário. Pra isso, basta entrar em contato com o Santuário por meio dos telefones ou páginas abaixo e obter o contato da loja. 
Para conhecer mais o trabalho do Santuário Salvando Vidas, ver fotos, vídeos, obter mais informações, siga suas páginas oficiais nas redes:
Os telefones pra contato são: (22) 99822-4409 // (22) 98158-4293
E o e-mail: [email protected]
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Secretário de Adm Penitenciária do Ceará provoca facções e ataques começam no dia seguinte
12/01/2019 | 17h11
O Ceará vive, desde o dia 2 de janeiro, uma série de ataques que seriam assinados por facções do Estado. Até a tarde dessa sexta-feira (11), mais de 170 ocorrências policiais já tinham sido registradas. Investigadores e analistas do cenário defendem que os ataques vêm acontecendo como uma forma de retaliação ao discurso do secretário de Administração Penitenciária do Ceará, Luís Mauro Albuquerque, que, no dia de sua posse, dia 1º de janeiro, afirmou que encurralaria o crime organizado e que não reconheceria facções e, por isso, deixaria de separar, no sistema prisional, detentos de facções rivais. No dia seguinte ao seu discurso, a onda de ataques teve início no Ceará, e já dura 11 dias. Explosivos foram detonados em pontes; ônibus, carros, caminhões, prefeitura, bancos e delegacias foram incendiados; uma torre de transmissão de energia foi derrubada; uma bomba foi detonada numa concessionária de veículos; dentre outras ações. O total é de 190 ataques em 43 municípios (Veja o infográfico, do G1, logo após este texto).
O secretário não assume a responsabilidade pela motivação dos ataques, dizendo que estes vêm acontecendo porque o Estado tem agido de forma “dura” no âmbito da Segurança Pública. Até a tarde dessa sexta-feira, 319 pessoas já haviam sido presas, SUSPEITAS de envolvimento nos ataques. Desse total, mais de 110 são menores de 18 anos, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil. Muitas famílias relatam excessos e violação de direitos humanos nas apreensões.
“O Estado vê um adolescente suspeito (que são sempre negros e pobres de periferia) e apreende. Depois que vão saber quem são”, disse, em entrevista, a presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Beatriz Xavier.
O defensor público Muniz Freire, do Núcleo de Atendimento ao Jovem e Adolescente em Conflito com a Lei, relatou em entrevista que muitos desses adolescentes apreendidos estão submetidos a penas não previstas em lei.
“Obrigam o adolescente a pintar um muro que está pixado, por exemplo, antes mesmo de sequer saberem se este adolescente praticou alguma das infrações”, comentou o defensor público.
O Governo do Estado conta com a parceria de atuação de agentes da Força Nacional, além de militares de outros estados, como Pernambuco, Piauí e Bahia. O Governo do Estado também afirmou que está agindo com apoio do Governo Federal (Jair Bolsonaro), por meio dos ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública.
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Australiano Rich Latimer lança novo clipe, "Sol e Lua", produzido pelo campista Marcelo Shama
09/01/2019 | 17h47
O músico australiano Rich Latimer produz canções que podem ser tranquilamente colocadas dentre as produções musicais de mais alta qualidade feitas atualmente no mundo. Num cenário fonográfico com muita coisa interessante mas também muita coisa ruim, as músicas de Rich Latimer são um verdadeiro oásis para ouvidos que buscam composições que elevam o astral. São músicas positivas, que trabalham sentimentos como amor, fé, alegria. A mais recente produção de Rich Latimer é “Sol e Lua”, que o artista nascido na Austrália e apaixonado pelo Brasil lançou, como parte do seu disco “Dreamer” (“Sonhador”), previsto para ser lançado agora em 2019. O campista Marcelo Shama assina a produção do videoclipe de “Sol e Lua”, ao lado de Italo Rocha. Marcelo Shama também assinou como produtor no primeiro videoclipe solo do artista, “Uplift”, como já divulgamos aqui no blog. É impossível não se apaixonar e não sair transformado após assistir "Sol e Lua". Permita-se a essa experiência astral de amor, dando o play no vídeo, clicando aqui nesse link, da página oficial do artista no Facebook: www.facebook.com/richlatimermusic/videos/502126320294854
“Sol e Lua” tem formato de animação e foi lançado na simbólica e poderosa data do Solstício de Verão, agora no final de dezembro, e o resultado ficou incrível, como poderão conferir nas imagens. Esse é o terceiro clipe que Rich lançou em 2018. A música e o vídeo contam a história de Rich com sua esposa, Juliana Zago, e narram também sobre as sementinhas que floresceram desse amor verdadeiro e genuíno.
Rich e Juliana se casaram espiritualmente num momento de eclipse total do Sol e ambos sempre se conectaram muito com essa representatividade cósmica, da união e do equilíbrio dinâmico, oposto e complementar, da vibração solar e lunar. A história do casal foi conectada à lenda tupi-guarani do Sol e da Lua, Jaci e Guaraci, e integrada também a diversos elementos do sagrado masculino e feminino, assim como as polaridades que habitam em todos os seres humanos.
A própria Juliana também co-criou o roteiro e participou ativamente em todo o processo de produção, que contou com uma equipe muito profissional e comprometida com essa obra de arte. O videoclipe contempla uma pequena parte dessa história de amor genuíno e sublime, que inspirou e inspira Rich em suas composições. O amor que ele colocou na produção de "Sol e Lua" é tão grande, tão elevado, que talvez essa seja uma das músicas mais impactantes do álbum "Dreamer", que já é, por completo, muito pra cima e cheio de mensagens positivas.
 
 
 
SOL E LUA - Equipe de Produção:
Dirigido por: Marcelo Shama e Italo Rocha
Produzido por: Marcelo Shama
Roteiro: Juliana Zago, Marcelo Shama, Marcelo Zuza e Italo Rocha
Animação e Rotoscopia: Lohan Nery, Italo Rocha
Cenarista: Marcelo Zuza
Editado por: Italo Rocha 
Agradecimento especial: Bruno Miranda

TEXTO EM INGLÊS:
Australian Rich Latimer releases new clip, "Sun and Moon", produced by Marcelo Shama
Australian musician Rich Latimer produces songs that can be quietly placed among the highest quality musical productions in the world today. In a phonographic setting with a lot of interesting stuff but also a lot of bad things, Rich Latimer's songs are a real oasis for ears that seek compositions that elevate the astral. They are positive songs, which work feelings like love, faith, joy. Rich Latimer's latest production is "Sun and Moon," which the Australian-born artist is in love with as part of his "Dreamer" album, set to be released in 2019. The brazilian Marcelo Shama signs the production of the music video for "Sol e Lua", next to Italo Rocha. Marcelo Shama also signed as a producer on the artist's first solo music video, "Uplift", as we have already posted here on the blog. It is impossible not to fall in love and not get transformed after watching "Sun and Moon". Allow yourself to experience this astral love, giving the play in the video, clicking here in this link, the official website of the artist on Facebook: www.facebook.com/richlatimermusic/videos/502126320294854
"Sun and Moon" has an animation format and was released on the symbolic and powerful date of the Summer Solstice, now at the end of December, and the result was incredible, as you can see in the images. This is the third clip that Rich released in 2018. Music and video tell Rich's story with his wife, Juliana Zago, and also tell about the seeds that have bloomed from this true and genuine love.

Rich and Juliana married spiritually in a moment of total eclipse of the Sun and both have always been very connected with this cosmic representativeness, of the union and the dynamic, opposite and complementary balance of the solar and lunar vibration. The story of the couple was connected to the Tupi-Guarani legend of the Sun and the Moon, Jaci and Guaraci, and also integrated into various elements of the sacred male and female, as well as the polarities that inhabit all human beings.
Juliana also co-created the script and participated actively in the entire production process, which had a very professional team and committed to this work of art. The music video covers a small part of this story of genuine and sublime love, which inspired and inspired Rich in his compositions. The love he put into the production of "Sun and Moon" is so great, so high, that perhaps this is one of the most impactful songs on the album "Dreamer", which is already completely up and full of positive messages .

SOL E LUA - Crew:
Directed by: Marcelo Shama and Italo Rocha
Produced by: Marcelo Shama
Screenplay: Juliana Zago, Marcelo Shama, Marcelo Zuza and Italo Rocha
Animation and Rotoscopy: Lohan Nery, Italo Rocha
Production Manager: Marcelo Zuza
Edited by: Italo Rocha
Special thanks: Bruno Miranda
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Sobre o autor

Thaís Tostes

[email protected]