Amanhã (véspera de feriado) rola a b-day do DJ Moranes, no Amster. Entrada só R$5. Saiba mais
28/03/2018 | 15h03
Nesta quinta-feira (29), véspera de feriado, vai rolar muita música eletrônica (em várias vertentes) na b-day (festa de aniversário) de um dos DJs mais gabaritados de Campos e região, DJ Moranes. A Moranes B-day começa às 22h no Amster (Rua Saldanha Marinho, 264 - ao lado dos jardins do Teatro Trianon). E tá rolando lista amiga na página do evento no Facebook (clica aqui). Colocando seu nome na lista, você paga só R$5 entrando até as 23h. Evento para maiores de 18 anos (é obrigatória a apresentação de documento original de identificação com foto).
LINE-UP DA FESTA
22h - Bruci Amorim (open format - warm up)
23h30 - Galdino (nu disco, deep)
0h30 - Moranes (tech-house)
2h - Dakam
MORANES - DJ há 15 anos, atuante em Campos e cidades vizinhas, tem em seu currículo residências das principais casas da região: Usina do Queimado, Rancho da Ilha, Pepper's Club, Canto do Meio, Q-Lounge, Underground Pub, Amster, entre outras. Moranes é um dos precursores da música eletrônica na cidade. Em 2012, teve seu trabalho reconhecido pela Rio Music Conference, maior encontro da música eletrônica da América Latina, ganhando o concurso de DJs daquele ano. Mesmo sendo associado naturalmente à música eletrônica, Moranes é um amante eterno da música no geral e sempre surpreende com um set inusitado em outras vertentes.
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Lions distribui mudas de plantas à população, no centro de Campos
28/03/2018 | 13h46
Na manhã dessa terça-feira (27), o Lions Clube de Campos, em parceria com a escola Cebrac e o Projeto Capivara, realizou uma palestra de conscientização ambiental e distribuiu várias mudas de plantas (árvores frutíferas, ornamentais e temperos) para a população de Campos-RJ, no Calçadão do Centro. A iniciativa tem como proposta promover, nas pessoas, a consciência sobre a importância da preservação do meio ambiente. 
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Viu calúnia sobre Marielle? Envie aqui sua denúncia! E veja ao vivo a denúncia à ONU
20/03/2018 | 10h42
Viu alguma calúnia sobre Marielle Franco circulando em algum lugar? Sites, Facebook, Whatsap, Twitter? Clique aqui nesse link, e então uma equipe irá fazer a denúncia!
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Disse que Marielle era envolvida com o tráfico, agora vai tomar um processo =)
17/03/2018 | 15h08
O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) vai entrar com uma representação oficial no CNJ (Conselho nacional de Justiça) e com uma ação criminal por calúnia e difamação contra a desembargadora do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), Marilia Castro Neves, pelas declarações de que a vereadora Marielle Franco, assassinada na última quarta-feira (14), "estava engajada com bandidos".

As informações foram confirmadas pelo vereador da legenda, Tarcísio Motta, ao UOL. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio também está juntando informações sobre as declarações da desembargadora para se manifestar oficialmente sobre o caso, segundo apurou a reportagem.

Ontem, a coluna Monica Bergamo, do jornal "Folha de S.Paulo", revelou a postagem da juíza, que comentava uma postagem do advogado Paulo Nader no Facebook.

"A questão é que a tal Marielle não era apenas uma 'lutadora', ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu 'compromissos' assumidos com seus apoiadores. Ela, mais do que qualquer outra pessoa 'longe da favela' sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava", escreveu a juíza.

O texto da desembargadora Marilia Castro Neves segue: "Até nós sabemos disso. A verdade é que jamais saberemos ao certo o que determinou a morte da vereadora mas temos certeza de que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro".

À coluna da jornalista, a desembargadora declarou que não tinha ouvido falar de Marielle Franco até a sua morte. "Eu postei as informações que li no texto de uma amiga", afirmou. "A minha questão não é pessoal. Eu só estava me opondo à politização da morte dela. Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e não houve essa comoção. E ela também lutava, trabalhava, salvava vidas", finalizou.

"Mancharam o nome dela"

O PSOL vai mover uma ação criminal contra a juíza em decorrência das declarações.

"É um absurdo esse tipo de declaração. A desembargadora deveria ter o mínimo de responsabilidade sobre a vida de Marielle, inclusive pelo cargo que ela [a juíza] ocupa", declarou o vereador do PSOL à reportagem por telefone.

"Vamos entrar com uma representação no CNJ e com uma ação criminal por calúnia e difamação. Não vamos deixar que uma situação como essa sem consequência. Mancharam, absurdamente, o nome dela [Marielle]", prosseguiu.

Ele vê o comentário da desembargadora Marilia Castro Neves como uma "politização equivocada do processo".

"[O assassinato] é um crime politico, é um atentado contra a democracia. Negar isso é calar as bandeiras que Marielle defendia", afirmou o vereador.

Já o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Marcelo Chalréo, confirmou à reportagem que a entidade está reunindo "esse material referente à desembargadora para tratarem sobre isso com o vice-presidente da Comissão a partir de segunda". 

"Na minha opinião, deve ser aberto um procedimento investigativo para apurar possível cometimento de crime pela desembargadora pela Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Nada impede, outrossim, que o Ministério Público do Estado requisite a instauração de um inquérito para apurar a conduta dessa senhora. São providências que não se confundem e podem caminhar em paralelo", declarou Chalréo.

Por: UOL

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"Tudo aponta para possível envolvimento de policiais", diz MPF sobre o Caso Marielle. Leia tudo:
16/03/2018 | 10h55
O coordenador criminal do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, o procurador José Maria Panoeiro, disse à BBC Brasil que uma análise inicial do assassinato da vereadora carioca do PSOL Marielle Franco aponta para o possível envolvimento de policiais ou agentes milicianos no crime.
 
'Tudo aponta para possível envolvimento de policiais', afirma coordenador criminal do MPF no Rio sobre Marielle
 
Milícias são formadas principalmente por policiais militares, mas também por policiais civis, bombeiros e mesmo integrantes das Forças Armadas, explicou.
 
Marielle foi morta ao ter seu carro alvejado por pelo menos nove tiros, no Centro do Rio, após ela deixar um evento no bairro da Lapa. O motorista Anderson Pedro Gomes também acabou atingido e morreu, enquanto uma assessora que estava no carro teve ferimentos leves e sobreviveu.
 
Para Panoeiro, as informações de que o carro foi perseguido por outro, de onde partiram os disparos, e o fato de ela ter morrido com quatro tiros na cabeça tornam pouco prováveis as hipóteses de uma ação de traficantes ou assaltantes.
 
"A forma de organização do crime, o fato de a assessora não ter sido alvejada diretamente e o fato de o motorista ter levado um tiro por trás denota um certo grau de planejamento (da ação) que leva a colocar policiais como suspeitos da prática do delito", afirmou.
 
Ele disse, porém, que outras hipóteses também precisam ser investigadas.
 
"Dentro de uma análise inicial soa pouco provável que, por exemplo, traficantes de drogas de uma determinada comunidade saíssem armados para seguir o carro de uma vereadora que sai de um evento à noite na Lapa. Mas não deve ser descartada essa hipótese porque, quando você investiga, você não descarta nenhuma possibilidade", ressaltou.
 
Juíza Patrícia
Na sua avaliação, o caso lembra o da juíza Patrícia Acioli, morta em 2011 com 21 tiros na porta de sua casa em Niterói (RJ). Ela era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo e atuava em diversos processos em que os réus eram PMs do município, o que levou à prisão cerca de 60 policiais ligados a milícias e a grupos de extermínio. Onze policiais militares foram condenados pelo seu assassinato.
 
O procurador considera que "o ponto de partida" para as investigações do assassinato da vereadora é o fato de Marielle ter denunciado a violência policial. Quatro dias antes do assassinato, a vereadora denunciou supostos abusos de agentes do 41º Batalhão da Polícia Militar na favela de Acari, na zona norte do Rio.
 
"O que ela fez que é diferente e poderia incomodar as atuações expostas? É a questão da violência policial. Dos elementos que se apresentam, tudo aponta para possível envolvimento de policiais ou milicianos no crime", reforçou.
 
 
Apesar de ver indícios do envolvimento de policiais, Panoeiro manifestou confiança de que a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro tenham independência para investigar o caso, assim como foi feito no caso de Acioli. Embora a segurança do Rio de Janeiro esteja sob intervenção federal militar, as autoridades estaduais continuam responsáveis pelas investigações dos crimes.
 
"A gente não pode generalizar. Ainda que tenha policiais envolvidos, não significa que toda a polícia está envolvida", disse Panoeiro.
 
No início desta tarde, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também manifestou essa confiança por meio de nota, mas ao mesmo tempo instaurou procedimento para eventual "federalização" do caso. Ou seja, a PGR agora vai acompanhar o desenrolar das investigações para avaliar a possibilidade de pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que retire o caso das autoridades estaduais e passe a apuração para o Ministério Público Federal.
 
Esse procedimento costuma ser adotado em crimes contra os direitos humanos e quando as autoridades estaduais falham no seu papel de investigação. Recentemente, por exemplo, foi federalizada a investigação da chacina de dez trabalhadores rurais em Pau D'Arco, no Pará, devido a envolvimento de policiais no crime.
 
Temer
A nota da Procuradoria Geral da República (PGR) destaca que "a vereadora (Marielle) se notabilizou por ser defensora de direitos humanos e por dar voz às vítimas de violência no Estado". Informa ainda que "o Ministério Público está unido e mobilizado em torno do assunto" e que foram destacados três procuradores para se reunir com o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussen, e acompanhar o início das investigações. Entre eles está o secretário de Direitos Humanos da PGR, André de Carvalho Ramos.
 
 
Independentemente da federalização do caso, o presidente Michel Temer solicitou ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que coloque a Polícia Federal à disposição para ajudar na investigação.
 
A BBC Brasil procurou a Secretaria de Segurança do Rio para comentar as suspeitas de envolvimento de policiais no assassinato da vereadora. Em nota, o órgão afirmou que "o Secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes, determinou à Divisão de Homicídios ampla investigação sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora que a acompanhava".
 
Já a Polícia Civil disse em um comunicado que "a investigação está sob sigilo e não descarta nenhuma possibilidade sobre a motivação do crime".
 
O chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, se reuniu, nesta manhã (15), com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), e os delegados Fábio Cardoso e Giniton Lages, que estão assumindo as titularidades da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Homicídios da Capital (DH/Capital), respectivamente.
 
 
- via BBC -
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Quem matou Marielle Franco e seu motorista Anderson? O que se sabe sobre o crime
15/03/2018 | 17h41
O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Pedro Gomes na noite de quarta-feira no centro do Rio de Janeiro trouxe novamente à tona o temor da ação de milícias armadas na cidade. Defensora dos direitos humanos e crítica ferrenha da atuação de policiais que agem fora da lei, Marielle voltava de um evento na Lapa quando foi alvo dos disparos. Veja o que se sabe até agora sobre o crime.
Como ocorreu o assassinato
Por volta das 21h30 o veículo no qual Marielle, Anderson e uma assessora da vereadora trafegava pela rua Joaquin Palhares, no Estácio, região central do Rio. Neste momento um outro carro emparelhou e foram feitos ao menos nove disparos na direção do Chevrolet Agile branco. Os disparos foram feitos de trás para frente, no sentido do banco traseiro à direita (onde ela estava sentada) até o banco do motorista. Marielle Franco foi atingida por quatro tiros na região da cabeça e pescoço. Anderson foi alvo de três disparos nas costas. Uma assessora que estava no banco dos passageiros ficou ferida pelos estilhaços.
Qual a principal suspeita das autoridades
A Polícia Civil, que investiga o caso, trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido uma execução. Até o momento não existe informação de que algum pertence tenha sido roubado após o crime: os atiradores teriam disparado e fugido em seguida. Além disso, o fato de Marielle estar no banco traseiro do carro que tinha vidros escurecidos são um indicativo de que o grupo de assassinos acompanhou a vereadora por algum tempo, sabendo sua exata posição no veículo. Após o crime, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) afirmou que o assassinato tem "características nítidas" de execução. Parlamentares do PSOL, no entanto, afirmam que Marielle não havia informado ter recebido ameaças.
Quem são os suspeitos
Até o momento não foi divulgada nenhuma informação sobre os assassinos - não se sabe quantos participaram da ação. O modus operandi do crime, no entanto, lembrou o da emboscada que matou a juíza Patrícia Acioli em 2011, assassinada com 21 tiros por sua atuação contra grupos de milicianos. Posteriormente descobriu-se que o crime foi encomendado e executado por integrantes de uma milícia carioca. Como Marielle era critica ferrenha de abusos cometidos por policiais, em especial do 41º Batalhão de Acari, as autoridades não descartam que sua morte tenha sido encomendada por milicianos ou policiais militares corruptos. Além disso, Marielle havia assumido há duas semanas a relatoria de uma comissão na Câmara municipal criada para acompanhar os desdobramentos da intervenção federal no Rio.
No sábado, dia 10 de março, a vereadora usou a rede social Facebook para criticar a atuação dos policiais do 41º Batalhão do Acari. “Precisamos gritar para que todos saibam o está acontecendo em Acari nesse momento. O 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, escreveu. No dia 13 de março, nova denúncia feita pela vereadora nas redes sociais: “Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”.
Que armas foram usadas
Foram encontradas nove cápsulas no local do crime. Até o momento não foram divulgadas informações sobre o calibre ou o tipo das armas utilizadas.
Quem são as testemunhas do caso
A assessora de Marielle, que sobreviveu ao ataque, já prestou depoimento à Polícia Civil do Rio. Por questões de segurança, ela não teve o nome divulgado. Além disso uma segunda testemunha, também desconhecida da imprensa, irá depor nesta quinta-feira. As autoridades irão analisar imagens das câmaras de vídeo do entorno para tentar identificar o veículo usado pelos assassinos.
Quem irá investigar os assassinatos
Até o momento o caso está com a Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, conversou com o interventor do Estado, o general Braga Netto, para que a Polícia Federal auxiliasse nas investigações.
Por: El País
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O assassinato de Marielle Franco, num Rio sob intervenção, em 4 pontos centrais
15/03/2018 | 13h48
O assassinato de Marielle Franco, num Rio sob intervenção, em 4 pontos centrais
Matéria por: Nexo (www.nexojornal.com.br)
A vereadora Marielle Franco fazia do combate ao racismo e à violência policial contra moradores de comunidades do Rio suas bandeiras. Na noite de quarta-feira (14), ao voltar de um debate com jovens negras, a vereadora pelo PSOL foi morta a tiros, no Estácio, região central do Rio. Ela estava no carro quando um outro veículo se aproximou e seus ocupantes começaram a atirar. Nenhum pertence foi levado. O motorista da vereadora, Anderson Pedro Gomes, também morreu. A assessora de imprensa de Marielle, Fernanda Chaves, que estava ao seu lado, sobreviveu. Até o momento, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio trabalha com a hipótese de execução. Em nota, o PSOL pediu apuração “imediata e rigorosa” e afirmou que a hipótese de crime político não deve ser descartada. A Anistia Internacional Brasil e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio também cobraram rápida apuração.
O Palácio do Planalto ofereceu o apoio da Polícia Federal para as investigações. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, também afirmou que acompanhará o caso pessoalmente. O ministério foi criado em fevereiro pelo presidente Michel Temer, logo após o anúncio da intervenção federal na segurança do Rio em razão da escalada dos registros de violência na capital e em cidades do estado. Nesta quinta-feira (15), Temer afirmou que a morte da vereadora foi ato de “extrema covardia” e que o “crime não ficará impune”.
Quem é Marielle Franco - Marielle exercia seu primeiro mandato na Câmara, para o qual foi eleita em 2016, com 46.502 votos, a quinta maior votação para o Legislativo municipal. Aos 38 anos e mãe de uma filha de 19 anos, ela teve uma trajetória dedicada aos direitos humanos. Marielle era socióloga, formada pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio e mestre em Administração Pública pela UFF (Universidade Federal Fluminense). Antes de assumir o mandato na Câmara, trabalhou em organizações como o Centro de Ações Solidárias da Maré, complexo de favelas no Rio, e a Brasil Foundation. Ao lado do deputado estadual Marcelo Freixo, em 2009, ela integrou a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio como assessora.
Polícia na cena do crime. Foto: Reuters
Na Câmara, a vereadora integrava o bloco de oposição ao governo de Marcelo Crivella (PRB). Era uma das sete mulheres entre os 51 parlamentares. Marielle defendeu projetos voltados à saúde da mulher e à educação, tendo como perspectiva a ampliação da rede de atendimento a mulheres pobres. Em setembro de 2017, a Câmara aprovou um projeto de autoria de Marielle que propôs a ampliação das Casas de Parto em áreas de vulnerabilidade social da capital, para a realização de acompanhamento das gestantes e partos normais.
Como ela atuava na questão policial - Como militante e vereadora Marielle dedicava-se também à questões da segurança pública, em especial a abordagem policial em comunidades. Sua dissertação de mestrado, “UPP: a redução da favela a três letras”, tratou da atuação das Unidades de Polícia Pacificadora no Rio, projeto implantado pelo governo estadual a partir de 2008. A UPP teve por objetivo ocupar morros e comunidades como parte de uma estratégia de combate ao tráfico de drogas e à violência. Marielle acompanhou parte dessa política na Maré, complexo de 16 comunidades na zona norte do Rio, onde nasceu e foi criada. Experiências pessoais da vereadora pautaram seu posicionamento e as críticas à atuação policial, considerada abusiva por Marielle, em especial contra jovens negros. “Quantos jovens precisarão morrer para que essa guerra aos pobres acabe?”, escreveu a vereadora, na terça-feira (13), ao comentar a morte de um homem de 23 anos por policiais militares. No domingo (11), a vereadora usou suas redes sociais para denunciar a ação do 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio na comunidade Acari, zona norte da capital. O batalhão está entre os recordistas de registros de mortes, de acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública).
Após a intervenção federal na segurança do Rio, Marielle foi escolhida como relatora da comissão da Câmara organizada para acompanhar as ações federais, que estão sob o comando do general do Exército Walter Braga Netto. Crítica da intervenção, a vereadora considerava a medida ineficaz e questionava a ausência de políticas consolidadas voltadas à educação, cultura e lazer.
Qual a linha de investigação - Ao menos nove tiros foram disparados contra o carro em que a vereadora estava. Integrantes do partido e familiares disseram desconhecer se a vereadora vinha sofrendo algum tipo de ameaça. “Ela incomodava pequenas e grandes máfias”, afirmou, sem entrar em detalhes, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) à BBC Brasil. Das informações tornadas públicas até o momento, o que se sabe é: Ao menos quatro tiros atingiram Marielle. Os disparos foram na direção da vereadora, sentada no banco traseiro. O carro onde Marielle tinha os vidros escurecidos, o que indica que os autores sabiam previamente da posição dos passageiros, o que reforça a suspeita de execução. Os criminosos fugiram sem levar nenhum objeto das vítimas. A polícia solicitou imagens de câmeras de segurança do entorno onde o assassinato ocorreu. Além da assessora de imprensa de Marielle, que sobreviveu ao ataque, uma segunda testemunha, não identificada, prestou depoimento à Polícia Civil. O motorista morto durante a abordagem estava na linha de tiro, segundo policiais, e foi atingido na lateral das costas. Anderson Pedro Gomes estava fazendo “bico”, substituindo o motorista regular de Marielle, conforme relatou a esposa Ágatha Arnaus Reis.
O que diz o interventor federal - As polícias Civil e Militar estão sob o comando do interventor federal. Ou seja, quem comanda a segurança pública do Rio é o presidente Michel Temer via seus interventores militares. Por meio de nota, o general-interventor Braga Netto afirmou que “repudia” ações criminosas e que está em “contato permanente” com o secretário de Segurança. O governo federal colocou a Polícia Federal à disposição, mas até o momento as investigações seguem com a Divisão de Homicídios. Na manhã desta quinta-feira (15), o chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, se reuniu com Freixo e o titular da Divisão de Homicídios, delegado Fábio Cardoso. Prestes a completar um mês na função de interventor federal, Braga Netto tentará, até 31 de dezembro de 2018, dar uma resposta à escalada de violência no Rio. Nesse período, o general mudou postos de comando das políticas e oficiais do Exército têm feito ações de policiamento em comunidades e presídios. Nas poucas entrevistas que concedeu, o general afirmou que um dos propósitos da intervenção é combater o crime organizado e a corrupção nas polícias. Ao jornal Folha de S.Paulo, por escrito, ele afirmou que a ação policial será insuficiente se não vier acompanhada de projetos de inclusão social e melhora dos serviços públicos.
..................
NOTA DO PSOL: MARIELLE FRANCO, PRESENTE!
O Partido Socialismo e Liberdade vem a público manifestar seu pesar diante do assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes, motorista que a acompanhava.
Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta. Não podemos descartar a hipótese de crime político, ou seja, uma execução. Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Além disso, as características do crime com um carro emparelhando com o veículo onde estava a vereadora, efetuando muitos disparos e fugindo em seguida reforçam essa possibilidade. Por isso, exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!
Marielle, presente!
Partido Socialismo e Liberdade
14 de março de 2018.
Foto: Mídia Ninja
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URGENTE: Guarda Municipal do prefake Doria lança bombas e espanca professores agora em SP
14/03/2018 | 15h05
A Guarda Civil Municipal de São Paulo, a mando do (des)prefeito João Doria, está, neste momento, espancando professores na Câmara de Vereadores de São Paulo (Alesp) e jogando bombas de gás contra os profissionais da Educação. Eles estão em protesto contra o Projeto de Lei (PL) 621/2016, de Doria, que dificulta o acesso dos professores à aposentadoria - uma espécie de "reforma da previdência municipal". Esse PL pode atingir mais de 200 mil servidores públicos da cidade.
#foraDoria #prefake #nenhumdireitoamenos #DoriaLixo
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Morre Stephen Hawking
14/03/2018 | 10h54
O físico britânico Stephen Hawking morreu nesta quarta-feira, aos 76 anos, segundo informou sua família.
Com sua morte, desaparece um dos cientistas mais conhecidos do mundo e também um dos divulgadores da ciência mais populares das últimas décadas.
"Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje", disseram seus filhos Lucy, Robert e Tim.
"Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos", afirmaram em um comunicado.
Nascido em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, no Reino Unido, Hawking era considerado um dos cientistas mais influentes do mundo desde Albert Einstein, não só por suas decisivas contribuições para o progresso da ciência, como também por sua constante preocupação em aproximar a ciência do público e por sua coragem de enfrentar a doença degenerativa de que sofria e que o deixou em uma cadeira de rodas e sem capacidade para falar de maneira natural.
Hawking usava um sintetizador eletrônico para poder falar, mas a voz robótica produzida pelo aparelho para expressar suas ideias acabou se tornando não só uma de suas marcas registradas como foi constantemente ouvida e respeitada no mundo todo.
Para produzir sua "fala", o físico usava formava as palavras em uma tela com o movimentos dos olhos, também usado para movimentar sua cadeira de rodas.
Casamento e diagnóstico
Filho de um biólogo que decidiu tirar sua família de Londres para deixá-los a salvo dos bombardeios alemães durante a Segunda Guerra Mundial, Hawking cresceu na cidade de St. Albans.
Como estudante, não tardou em demonstrar seu valor. Formou-se com honras em Física em Oxford, e mais tarde se pós-graduou em Astronomia pela Universidade de Cambridge.
Mas aos 21 anos tudo mudou. Ele começou a notar que seus movimentos eram cada vez mais desajeitados e foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neuromotora.
Os médicos disseram que ele não viveria mais do que dois anos.
Quando foi diagnosticado, planejava seu casamento com Jane Wilde, sua primeira mulher.
"O compromisso me salvou a vida, me deu uma razão para viver", contou o físico anos mais tarde. O casal teve dois filhos.
Hawking desafiou todos os prognósticos e a doença avançou mais lentamente do que o previsto, mas com os anos acabou o deixando somente com movimento em dois dedos e em alguns músculos faciais. Isso não impediu que seguisse trabalhando em suas teorias, divulgadas em livros e eventos públicos. Em 1988 ele havia completado sua obra "Breve História do Tempo", que se converteu em um sucesso absoluto no mundo todo, com mais de 10 milhões de cópias vendidas.
Suas teorias
Hawking havia demonstrado que a paixão à qual dedicou toda sua vida, estudar as leis que governam o universo, também poderia ser atraente para o grande público.
Ele conseguiu que sua deficiência se convertesse em uma das chaves de sua obra científica. Quando perdeu a mobilidade dos braços, se empenhou em ser capaz de resolver os cálculos científicos mais complexos somente com a mente, sem anotar equações.
Logo começou a propor teses revolucionárias que questionavam os cânones estabelecidos.
Uma de suas afirmações mais ousadas foi a de considerar que a Teoria Geral da Relatividade formulada por Einstein implicava que o espaço e o tempo tivessem um princípio no Big Bang e um fim nos buracos negros.
Em 1976, seguindo os enunciados da física quântica, Hawking concluiu em sua "Teoria da Radiação" que os buracos negros - as regiões no espaço com tamanha força de gravidade que nem a luz pode escapar delas - eram capazes de emitir energia e perder matéria.
Em 2004 revisou sua própria teoria e chegou à conclusão de que os buracos negros não absorvem tudo.
"O buraco negro só aparce em uma silhueta e depois se abre e revela informações sobre tudo o que havia caído dentro dele. Isso nos permite verificarmos o passado e prever o futuro", disse o cientista.
Ainda mais breve...
Hawking teve um papel fundamental na difusão da Astronomia em termos fáceis de comprender para o público geral.
Consciente de que seu livro havia vendido muito, mas lido inteiro por poucos, devido à sua complexidade, Hawking publicou uma versão mais curta e de leitura mais fácil da já "Breve História do Tempo".
O físico tentou por todos os meios que as pessoas comuns se aproximassem dos mistérios do universo, e em busca desse objetivo não duvidou em recorrer ao humor.
Em uma aparição que ficou famosa no desenho de televisão "Os Simpsons", o cientista advertia Homer de que roubaria sua ideia de que o universo tem forma de rosca.
Outra mostra de sua relação com a ironia está presente em sua própria página na internet, com piadas contadas por ele mesmo.
"Quando tive que dar uma conferência no Japão, me pediram que não fizesse menção ao possível colapso do universo, porque isso poderia afetar as bolsas de valores", escreveu.
"Porém , posso assegurar a qualquer um que esteja preocupado com seus investimentos de que é um pouco cedo para vender. Ainda que o Universo acabe, isso não deve ocorrer dentro de ao menos 20 bilhões de anos", concluiu.
Texto por: BCC / Foto: Divulgação
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Diretor da Polícia Especializada do Rio é preso pela Lava Jato
13/03/2018 | 15h49
O diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada do Rio, delegado Marcelo Luiz Santos Martins, foi preso preventivamente durante a Operação da Lava Jato do Rio desta terça-feira, 13. Ele é acusado de participar de um suposto esquema de desvio de dinheiro público em contratos da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio (SEAP).
Segundo a manifestação do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo e seu pai, Carlos Mateus Martins, que também foi alvo de prisão preventiva, atuaram no esquema por meio da empresa Finder Executive Consulting, em que são sócios. A empresa teria ajudado a lavar dinheiro oriundo do esquema de fraudes em contratos de fornecimento de alimentação (quentinhas, café da manhã e lanches) para os mais de 50 mil presos do Estado.
O MPF sustenta ainda que Marcelo “possuía estreita ligação” com Ary Ferreira da Costa Filho, um dos operadores financeiros do suposto esquema do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB). As conclusões partiram de depoimentos de outro operador de Cabral, Carlos Miranda, que fechou delação premiada. Miranda afirmou que conheceu “Marcelinho” por meio de Ary e que este lhe afirmou que fazia pagamentos mensais ao delegado no valor de R$ 5 mil.
De acordo com o depoimento, Ary apresentou o delegado a Miranda como sendo policial e que seria uma pessoa na polícia com quem poderia contar em eventual necessidade. De acordo com o MPF, como delegado da Polícia Civil, Marcelo ainda auxiliava organização criminosa dando-lhe o apoio na área.
O chefe da especializadas tem o papel de comandar a elite da Polícia Civil do Rio, como a Coordenadoria de Recursos Especial (CORE), principal força tática do órgão, e outras 26 delegacias. Quando o esquema operou, Marcelo ainda não ocupava o cargo.
Além de Marcelo e seu pai, outros 12 mandados de prisão foram expeditos nesta fase da operação, entre eles o do ex-secretário estadual de Administração Penitenciária (Seap) e coronel da Polícia Militar, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, e do ex-secretário adjunto de tratamento penitenciário, Marcos Vinicius Lips. As ordens foram assinadas pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
COM A PALAVRA, O GOVERNO DO RIO
 O governador não vai se manifestar.
(Texto por: Estadão)
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Envolvidos na Operação Pão Nosso, desdobramento da Lava Jato no Rio, utilizaram um artifício inovador para lavar dinheiro, segundo a Receita Federal. Pela primeira vez, a força-tarefa fluminense encontrou operações em bitcoin (moeda virtual). Foram quatro operações, segundo a Receita, totalizando R$ 300 mil em moeda virtual.
Na operação desta terça-feira (13), foram expedidos 16 mandados e 7 pessoas foram presas até agora, entre elas o delegado Marcelo Martins, chefe das delegacias especializadas do Rio, e o ex-secretário de administração penitenciária de Sérgio Cabral (MDB) César Rubens Monteiro de Carvalho.
De acordo com Luiz Henrique Casemiro, superintendente-adjunto da 7ª Região Fiscal da Receita Federal, a percepção é de que os responsáveis pelo esquema fizeram um teste para driblar os órgãos públicos de controle financeiro.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam desviado, pelo menos, R$ 73 milhões dos cofres públicos com um esquema de superfaturamento e fraude no fornecimento de pão para os presos das cadeias estaduais.
Casemiro disse que doleiros, contratos com governo, laranja e lavagem de dinheiro são palavras comuns nesse tipo de ação. Mas operações com moeda virtual são uma novidade.
"O que nos chamou a atenção com relação a essa operação é que pela primeira vez aparecem operações envolvendo bitcoin. Isso realmente é uma novidade. As pessoas estão tentando sofisticar de alguma forma, talvez tentando voar abaixo do radar da Receita Federal, do Banco Central e do Coaf", disse Casemiro.
Segundo o superintendente, a ideia dos criminosos era receber dinheiro no exterior "usando um instrumento que não é regulado na maioria dos países", através de remessas para fora do país.
Delegado recebeu mesada, diz MPF
Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), Carlos Miranda, apontado como operador de Sérgio Cabral, afirmou que o delegado Marcelo Martins recebeu uma "mesada".
"Carlos Miranda, em depoimento, informou que o delegado Marcelo Martins recebia uma 'mesada' da organização criminosa que era paga por Ary Costa Filho, outro integrante da organização", disse a procuradora Fabiana Schneider.
Segundo ela, Miranda também disse que havia uma pessoa responsável para "levar o dinheiro dos contratos da Seap para o núcleo central de Sérgio Cabral".
As licitações eram direcionadas e tinham prazo muito curto para que apenas a empresa dos integrantes da organização criminosa conseguissem vencê-las. Os valores cobrados inicialmente pelo pão chegaram a ser 50% acima do valor pago pelo Estado anteriormente.
Entenda a Operação Pão Nosso
As irregularidades da operação desencadeada nesta terça-feira já haviam sido apontadas em reportagens exibidas pelo jornalismo da TV Globo em maio de 2017.
O esquema fazia uso de um projeto inicial que previa a profissionalização dos presos, no qual a Seap contratava uma organização sem fins lucrativos para gerir um projeto de padaria com objetivo de incentivar os presos que quisessem trabalhar.
A cada três dias de trabalho, eles poderiam ter a redução de um dia na pena. Mas um trabalho de auditoria detectou que o controle era falho, com a suspeita de que o benefício foi concedido até a detentos que não trabalharam.
A fraude do desvio de dinheiro foi descoberta em maio do ano passado, quando uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que os contribuintes pagavam duas vezes pelo pão fornecido aos presos: na compra dos ingredientes e pelos pães prontos. Um contrato era para o fornecimento do pão, e outro, de valor ainda maior, para comprar os ingredientes.
De acordo com a investigação, uma organização sem fins lucrativos chamada Iniciativa Primus instalou máquinas para a fabricação de pães dentro do presídio, usou a mão de obra dos presos, energia elétrica, água, ingredientes fornecidos pelo estado – ainda cobrava pelo pãozinho.
Além do delegado Martins e do ex-secretário Cesar Rubens, outras cinco pessoas tinham sido presas até a última atualização da reportagem: Sérgio Roberto, Gabriela Paula, Evandro Lima, Delisa de Sá e Carlos Mateus Martins. É o quinto secretário do governo Cabral preso em operação da Polícia Federal.
Em novembro de 2016, a Operação Calicute prendeu, além do ex-governador, o ex-secretário de governo Wilson Carlos e o ex-secretário de obras Hudson Braga. Na operação Fatura Exposta, em abril de 2017, foi preso o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes. Em novembro, o ex-chefe da Casa Civil de Cabral Régis Fichtner foi preso na operação C'est Fini.
Durante depoimento de delação premiada, o braço direito do ex-governador Sérgio Cabral, Carlos Miranda, afirmou que conhecia o delegado, a quem chama de Marcelinho, por meio do próprio Ary Ferreira da Costa Filho e que este havia lhe dito que Marcelo era um policial e poderia contar com ele em uma eventual necessidade.
(Texto 2: G1)
Foto: Marcelo Horn
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Brasil mantém mentalidade atrasada e, por isso, número de presidiárias aumentou 698% em 16 anos
09/03/2018 | 11h43
Entre 2000 e 2016, a população de detentas aumentou 698%, chegando a 44.721 presas, de acordo com o Departamento de Justiça. O aumento é muito superior à taxa média nas Américas – de 51,6% no mesmo período, de acordo com dados recentes do Instituto para Pesquisa de Políticas Criminais.
O aumento dramático tem sido atribuído à Lei das Drogas aprovada em 2006, que deu aos juízes mais liberdade para determinar quem é traficante e quem é usuário de drogas. Os juízes se mostraram em geral conservadores, especialmente no que diz respeito à posse de maconha, e as populações carcerárias incharam com mulheres pobres e negras, muitas presas por causa das atividades ilegais dos seus maridos e namorados.
Segundo dados do governo, cerca de 68% dessas mulheres têm uma vinculação penal por envolvimento com o “tráfico de drogas não relacionado às maiores redes de organizações criminosas”. A maioria, portanto, ocupa uma posição coadjuvante no crime, realizando serviços de transporte de drogas, armazenamento ou pequeno comércio.
Foto: Mario Tama/Getty Images
Foto: Mario Tama/Getty Images
Pais ausentes
Não existem dados oficiais sobre o número de mulheres presas que são mães no Brasil, mas o levantamento Tecer Justiça, realizado em 2012 pela ONG Pastoral Carcerária com presas provisórias na cidade de São Paulo dá uma ideia da dimensão do problema. Entre as presas entrevistadas para a pesquisa, 81,2% eram mães e 56,2% moravam com seus filhos no momento do encarceramento. Quando essas mulheres são enviadas para o presídio, a responsabilidade de cuidar dessas crianças recai inesperadamente sobre outras mulheres – principalmente familiares, vizinhas e amigas.
“É uma situação muito comum. Os pais dessas crianças muitas vezes estão ausentes, presos ou simplesmente não estão dispostos a assumir o cuidado dos filhos”, disse Surrailly Youssef, pesquisadora do Instituto da Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC). As presas procuram cuidadores na família para evitar o envio de seus filhos aos abrigos porque temem perder a guarda das crianças até ganharem liberdade.
O costume de transmitir o cuidado dos filhos para outras mulheres – e não aos homens – reflete a enorme disparidade de gênero no Brasil. As mulheres representam 60% da força de trabalho remunerada, mas dedicam 24,4 horas por semana às tarefas domésticas, mais do que o dobro do que os homens, de acordo com um uma pesquisa do IBGE divulgada no ano passado. “Se trabalho doméstico fosse considerado parte da economia nacional, elevaria o PIB brasileiro em 12%”, diz a economista de gênero Hildete Pereira de Melo, professora da Universidade Federal Fluminense. Seu método para calcular esse trabalho invisível, conhecido como o “PIB da vassoura”, elevaria o PIB brasileiro em R$ 766 bilhões.
A situação é ainda mais dramática entre as mulheres que são encarceradas grávidas – atualmente, as prisões brasileiras têm 622 gestantes ou lactantes segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça. Elas podem ficar com as crianças só até um ano – se o juiz não conceder a prisão domiciliar, uma raridade entre presas de baixa renda. Em muitos casos, porém, elas são afastadas dos filhos recém-nascidos pela falta de penitenciárias com instalações adequadas para acolher as crianças. Dados do Ministério da Justiça de 2014 dão conta que apenas 34% dos estabelecimentos femininos tinham cela ou dormitório adequado para gestantes.
Foto: Correio 24 Horas
Direitos e benefícios desiguais
Embora o Brasil tenha um histórico de aprovar legislações que permitam que detentas permaneçam com seus filhos, o benefício raramente é concedido.
O país é signatário das Regras de Bangkok das Nações Unidas, um conjunto de diretrizes que impulsiona sentenças penais alternativas para mulheres em todo o mundo com o objetivo de minimizar o impacto dessas prisões na sociedade. A nível nacional, entre outras legislações, uma lei de 1941 permite prisão domiciliar para mulheres encarceradas que aguardam julgamento e que são mães de crianças menores de 12 anos de idade. Mas as iniciativas dão espaço para a interpretação, e os direitos das mães são concedidos a critério dos juízes. Advogados e defensores públicos precisam provar que as mães são “imprescindíveis” às crianças, uma questão nebulosa e sujeita a julgamentos morais por parte dos magistrados.
O caso da ex-primeira-dama do estado do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo ilustrou essa desigualdade. No total, Adriana foi condenada a 25 anos em duas ações penais por lavagem de dinheiro e organização criminosa e, em dezembro de 2016, enviada à prisão de segurança máxima Bangu para aguardar julgamento. Em março de 2017, ganhou o direito de cumprir a sentença em casa porque tem dois filhos, de 11 e 14 anos, e o pai das crianças, o ex-governador Sérgio Cabral, também estava preso. Uma decisão do ministro do STF Gilmar Mendes em dezembro passado alega que “a condição financeira privilegiada da paciente não pode ser usada em seu desfavor”.
Na época, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, pediu ao STF para estender o benefício a todas as mães na cadeia na mesma condição de Adriana, mas não foi atendida. O Ministério da Justiça sequer sabe quantas presas são mães no país porque não consta esse tipo de informação em seus cadastros. Em 20 de fevereiro deste ano, porém, a Segunda Turma do STF concedeu um habeas corpus coletivo autorizando a substituição da prisão preventiva por domiciliar de presas gestantes ou mães de crianças de até 12 anos. A decisão deve ser implementada em até 60 dias pelos tribunais federais e estaduais. O pedido foi feito por um Coletivo de Advogados em Direitos Humanos.
Texto por: The Intercept Brasil
Leia também sobre a decisão do STF que concedeu liberdade domiciliar a presidiárias que, ainda sem julgamento, estão grávidas ou possuem filhos de até 12 anos de idade. Clicando aqui, no site do Brasil de Fato
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Ação social: população ganha 651 óculos de grau, em ação do Lions na Uenf
09/03/2018 | 10h11
Nessa quinta-feira (8), 651 óculos de grau foram distribuídos gratuitamente à população, por meio do projeto Novo Olhar, uma parceria entre a Fundação Leão XIII, Lions Club Internacional DLC11 e os clubes campistas Lions Clube Planície, Lions Clube Tamandaré e Lions Clube de Campos. A entrega dos óculos aconteceu no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf).
Por meio do projeto, já foram entregues, em Campos e região, mais de 10 mil óculos. Esta iniciativa do Lions acontece desde 1925, ultrapassando gerações e ajudando milhares de pessoas que precisam.
E sabe como tudo começou? Foi quando Hellen Keller, associada do Lions, em uma convenção, desafiou os "leões" a se tornarem "paladinos dos cegos na cruzada contra a escuridão". O desafio foi aceito pelos integrantes do clube, que, então, passaram a realizar mais ações com foco na questão visual, como, por exemplo: treinamento de cães-guias, pintura em bengalas brancas e criação do primeiro banco de córneas mundial.
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BRF, exterminadora de animais: da prisão pela PF até a queda de R$4 bi
07/03/2018 | 15h09
Por Coletivo Vegano - Publicado originalmente em: https://medium.com/@coletivoveganx
Estamos em festa! :) A BRF, máfia exterminadora de animais, dona de marcas como Sadia e Perdigão e maior exportadora de carne de frango do mundo (vendendo para aproximadamente 150 países), é o alvo da 3ª fase da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A fase, intitulada “Operação Trapaça”, foi deflagrada na última segunda-feira (5). A fase cumpre 91 ordens judiciais em cinco regiões: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. Há mandados de prisão e, também, 27 mandados de coerção coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão. Nove pessoas continuam presas, nesta quarta-feira (7)—dentre elas, o ex-diretor global da BRF, Pedro de Andrade Faria. Ontem e na segunda foram soltas duas presas temporárias: as ex-funcionárias da BRF Tatiane Cristina Alviero e Fabianne Baldo.
A Polícia Federal está investigando, nessa fase da Carne Fraca, quatro unidades da BRF: as de Carambeí (PR) e Rio Verde (GO), que produzem frango; a de Mineiros (GO), que produz peru; e a de Chapecó (SC), que produz ração. A PF e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informaram que essas quatro unidades fraudavam laudos relacionados à presença de salmonela em alimentos que eram exportados para 12 países, incluindo China, África do Sul e países da União Europeia. Essa exportação, que está suspensa, exige requisitos sanitários específicos de controle da bactéria salmonela spp.
Ex-executivos da BRF, funcionários e técnicos de cinco laboratórios do grupo são suspeitos de, para passar por cima da fiscalização, preencher com informações falsas vários laudos que são enviados ao Serviço de Inspeção Federal (SIF/Mapa). Daí o nome da operação: Trapaça. Os investigados podem responder por falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, e por crimes contra a saúde pública, dentre outros crimes. De acordo com a Justiça, os crimes contra a saúde pública foram basicamente praticados na unidade de Carambeí, no Paraná.
Reuters
QUEREMOS QUE AS AÇÕES DE MERCADO CAIAM MAIS AINDA
No mesmo dia em que a Operação Trapaça foi deflagrada, segunda-feira (5), a BRF perdeu, em poucos minutos, mais de R$ 4 bilhões em valor de mercado, de acordo com informações da Economatica. Na sexta-feira (2), a BRF fechou com uma avaliação de mercado de mais de R$25 bilhões, e na tarde de segunda-feira o grupo registrava um valor de mercado de pouco mais de R$20 bilhões. Isso pode ser acompanhado na cotação do Ibovespa. A BRF fechou 2017 com um prejuízo de R$1 bilhão e em 2016 teve perdas de R$ 367 milhões.
Divulgação
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Desculpa, mas um líder dos sem-teto (MTST) e uma indígena vão disputar a Presidência
06/03/2018 | 10h22
Está marcada para acontecer neste sábado, 10, na capital de São Paulo, a Conferência Eleitoral do PSol. Na Conferência, o partido vai lançar seus candidatos à presidência da República nas eleições de 2018. Dois nomes que já foram pré-lançados (no último final de semana, na Conferência Cidadã, em São Paulo-SP) foram os de Guilherme Boulos (coordenador do MTST) e da indígena Sonia Guajajara, à Presidência e à Vice. Temos um líder dos sem-teto e uma indígena como potências para coordenar o Brasil. Uma grande chance para a nossa democracia; uma grande chance para mudarmos, sem medo, o país!
Guilherme Boulos é líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e há pouco tempo foi preso pela Polícia Militar por negociar ajuda a 700 famílias sem-teto para elas terem direito à moradia. Sonia Guajajara, por sua vez, é coordenadora executiva da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e liderança inquestionável nas principais lutas indígenas dos últimos anos.
Veja aqui nesse link um vídeo da Conferência Cidadã, no qual Boulos comenta sobre por que ele é pré-candidato à presidência da República.
Vamos juntos sem medo de mudar o país!
Fotos: Mídia Ninja e MTST
Ocupação do MTST, em São Bernardo do Campo-SP
Ocupação do MTST, em São Bernardo do Campo-SP / Ocupação do MTST, em São Bernardo do Campo-SP
ENTITY_sharp_ENTITY Ocupa Paulista!
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Formação de tabuleiro: Rafael Diniz se reúne com Pezão, Cesar Maia e Rodrigo Maia em Volta Redonda-RJ
05/03/2018 | 11h05
Na última sexta-feira (2), o prefeito de Campos, Rafael Diniz, se reuniu, em Volta Redonda-RJ, com o (des)governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB). [Segundo o Diário do Vale, Rafael Diniz apoiou Pezão em 2014 pra ganhar em troca o apoio financeiro de $érgio Cabral para sua campanha de prefeito de Campos em 2016]. Em Volta Redonda-RJ, Rafael também se reuniu com o ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do Estado, Cesar Maia; e com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, filho de Cesar Maia. O jogo político já começou. As notícias de que Rafael Diniz faz aliança com Pezão não surpreendem em nada. O foco neste ano é a eleição de Cesar (para governador). Está em curso uma grande coalizão com o objetivo de eleger o representante da elite carioca. Nesse cenário dessas alianças que estão sendo feitas, é claro que o Estado do Rio está com uma lacuna de lideranças políticas que realmente representem a vontade atual da população. E em Campos-RJ isso não é diferente.
No município, temos como representante máximo alguém que apresenta um dos piores índices de aprovação de toda a história política local. Basta andar nas ruas, em horários de pico no fluxo de pessoas, para ouvir péssimos comentários sobre a administração atual. Em Campos, há vários candidatos se lançando para representar a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa, e isso causa muita preocupação, porque neste jogo entre o capital e a verdadeira vontade de se construir uma nova sociedade possível, esta última opção acaba saindo atrás na largada. Por muitas vezes, idealistas ideológicos chegam a acreditar que serão capazes de superar a força do monstro capital sem, pra isso, estarem inseridos ou criarem uma mínima aglutinação de forças populares. O Coletivo Poder Popular precisa promover a união das forças representativas, com o objetivo de dar asas ao sucesso político eleitoral.
Foto: Diário do Vale
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Sobre o autor

Thaís Tostes

thaistostes108@gmail.com