O mundo ocupa as ruas, amanhã, contra o golpe político no Brasil. Ato em Campos-RJ será às 17h! Impeachment sem crime é GOLPE DE ESTADO!
30/03/2016 | 17h32
[Por Thaís Tostes, para a Mídia Ninja e o blog Na Lata]

Londres, Barcelona, México, Amsterdã, Buenos Aires, Paris, Berlim, Copenhage e inúmeros outros locais do mundo estão discutindo a crise política pela qual passa o Brasil e ocuparão as ruas amanhã (31) em atos contra a tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A quinta-feira será marcada por dezenas de atos no Brasil e no mundo. Estarão lotadas as ruas de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e de dezenas de outras cidades. Em Campos-RJ, o ato contra a tentativa de impeachment ilegal de Dilma será às 17h, na Praça São Salvador. Acesse aqui a página do ato em Campos, no Facebook. E confira aqui a agenda de todos os atos no Brasil!

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Para convocar a população às ruas e repudiar a tentativa de impeachment de Dilma, brasileiros que vivem em Londres, na Inglaterra, por exemplo, criaram o evento “Vem pra rua”, no Facebook, onde eles dizem, em inglês: “O Brasil enfrenta sua maior crise política em mais de 50 anos e a democracia duramente conquistada depois de 21 longos anos de ditadura militar está sendo colocada em jogo. A direita brasileira e a mídia de massa uniram forças para desestabilizar o país, desmoralizar o governo e derrubar a presidente eleita, Dilma Rousseff, integrante do Partido dos Trabalhadores (PT)”. Carolina do Norte, nos Estados Unidos, também vem discutindo o cenário político do Brasil. Na terça-feira (29), o debate sobre a tentativa de impeachment de Dilma aconteceu na Global Brazil Lab at Duke University.

Que a gente consiga ter uma democratização dos meios de comunicação porque não adianta a gente falar que tem democracia num país onde 70% da mídia está concentrada na mão de quatro ou cinco famílias. (Tico Santa Cruz, músico)

https://www.youtube.com/watch?v=OZw-FhE7n3g

Ações como a condução coercitiva do ex-presidente Lula e o vazamento, na mídia, de conversas grampeadas (incluindo áudios da presidente da República, Dilma Rousseff) fomentaram um clima de ódio e intolerância e caracterizam a partidarização da justiça e da mídia no Brasil. Eles insuflaram às ruas grupos que buscam intimidar e agredir quem pensa diferente - escreveu a Frente Brasil Popular.

Em Brasília, o ato de amanhã começará às 14h, com concentração no Estádio Nacional Mané Garrincha, e em seguida seguirá para o Congresso Nacional, onde haverá um ato político-cultural. Em São Paulo (onde esse cenário explodiu, com a medida de condução coercitiva que obrigou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a prestar depoimento à Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas), a movimentação contra o golpe político e midiático também segue a todo vapor e promove hoje, às 15h, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), o ato “Audiovisual brasileiro pela democracia”. “Nós, cineastas, roteiristas, atores, produtores, distribuidores, críticos, professores, pesquisadores e técnicos do audiovisual brasileiro, nos manifestamos para defender a democracia ameaçada pela tentativa de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff”, diz a página do evento, no Facebook.

https://www.youtube.com/watch?v=iouMUlOZYYw

LIGUE PARA OS GABINETES DOS DEPUTADOS E PRESSIONE PELA DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Já está na rede o Mapa pela Democracia! Clique aqui neste link e escreva para os deputados que estão INDECISOS em votar CONTRA ou a favor do impeachment de Dilma! Você pode escrever pelo Face, por e-mail, Twitter, ou pode ligar pro gabinete deles! Pressione pela democracia!  #CorridaContraOgolpe #VemPraDemocracia  #31VaiSerMaior

[caption id="attachment_448" align="alignnone" width="960"]Foto: Ninja Foto: Ninja[/caption]

ENTENDA POR QUE ESSA TENTATIVA DE IMPEACHMENT É GOLPE POLÍTICO

O impeachment é um mecanismo previsto na nossa Constituição?

Sim. Está previsto nos artigos 85 e 86 da Constituição de 1988 e na Lei nº 1079/50 (Lei do Impeachment).

Como ele funciona?

Para que ocorra o impeachment ou impedimento, em português, o presidente só pode ser afastado após comprovação de crime de responsabilidade.

A presidenta Dilma é acusada de algum crime?

Não. O processo de impeachment em andamento acusa a gestão da presidência da república de uso de “pedaladas fiscais”. Pedaladas fiscais são atrasos no repasse do Tesouro a bancos públicos encarregados da operação financeira de alguns programas sociais. Pode-se argumentar que é uma maneira de cumprir artificialmente o orçamento, mas não é crime de responsabilidade. Portanto, não, a presidenta Dilma não é acusada de nenhum crime.

Então, por que está em andamento o processo de impeachment?

Porque o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para escapar do processo de cassação devido a inúmeras denúncias de corrupção que pesam sobre ele, decidiu tocar fogo no país. A oposição, por sua vez, abraçou a causa, já que não se conforma de ter perdido nas urnas as eleições de 2014! O processo de impeachment, como está colocado, é um golpe contra a democracia. Seus articuladores, em sua grande maioria, são investigados e réus em processos. Na comissão do impeachment são 34 investigados pelo Supremo Tribunal Federal. Caso aprovada, a votação irá para a Câmara dos Deputados onde 271 deputados enfrentam acusações que vão da fraude ao homicídio. Contra a Dilma não há absolutamente nada! Sim, é GOLPE!

Insatisfação com o governo ou não gostar da presidenta é motivo legal para o impeachment?

Não. De forma alguma o processo de impeachment pode ser confundido com baixa popularidade, descontentamento com o governo ou antipatia com a figura da presidente. Esses motivos não existem como argumento jurídico e não podem ser base para um processo de impeachment. Portanto, a legalidade do seu mandato é baseada na nossa própria constituição e foi legitimamente conquistado nas eleições de 2014, com mais de 54 milhões de votos. Nenhum crime pesa contra a presidenta e seu mandato deve ser preservado e defendido.
Se tiver de cair, que caia todo mundo que está sendo citado. A única pessoa que não está é Dilma. E acho muito engraçado que ela seja a única que caia. Tem alguma coisa errada aí. (Gregório Duvivier, ator e comediante)
https://www.youtube.com/watch?v=EdSPpzmuVxs
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Após morte do menino Ryan, na guerra do tráfico, ônibus são incendiados. "Drogas não matam crianças de 4 anos, mas a proibição mata!", diz delegado da Polícia Civil
28/03/2016 | 18h46
[caption id="attachment_425" align="aligncenter" width="703"]Fotos: Divulgação Foto da família: jornal Extra Fotos: Divulgação / Foto da família: jornal Extra[/caption] Ônibus e a estação do BRT em Madureira, na Zona Norte da capital do Rio de Janeiro, foram queimados na tarde desta segunda-feira (28), em protesto por conta da morte do menino Ryan Gabriel, de apenas 4 anos, que, nesse domingo (27), levou um tiro no peito, que teria vindo de uma guerra do tráfico entre favelas. Ryan morreu na manhã desta segunda-feira, e estava internado no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Quando foi atingido, Ryan brincava na porta da casa de seus avós, em Morro do Cajueiro. Uma adolescente de 17 anos também ficou ferida. O tiroteiro teria ocorrido por volta das 16h, quando o tráfico do Morro da Serrinha teria tentado invadir o Morro do Cajueiro, que é de facção rival. — Drogas não matam crianças de 4 anos, mas a proibição mata! A legalização das drogas pode proteger muitas vidas. A proibição produz um dano à sociedade maior do que o produzido pelas drogas. Mais pessoas morrem na guerra contra as drogas do que direta ou indiretamente pelo consumo dessas substâncias — comentou o delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone, porta-voz do braço brasileiro da Law Enforcement Against Prohibition (Leap), organização sem fins lucrativos formada por integrantes das forças policiais e da justiça criminal que falam claramente sobre a falência das atuais políticas de drogas. [caption id="attachment_426" align="aligncenter" width="960"]12472835_790067151128286_7400664176537604559_n Orlando Zaccone[/caption]
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“Há um meio infalível de acabar com os traficantes. Basta acabar com o tráfico. E para acabar com o tráfico basta fazer o mesmo que os EUA fizeram em 1933, em relação ao álcool. Puseram fim à proibição. Sem tráfico, deixou de haver traficantes. Sem facções em guerra pelo controle do mercado do álcool, acabaram os antigos tiroteios. O proibicionismo é um modelo macabro, que produz mortes principalmente de pessoas pobres, que não têm voz e morrem como baratas no Brasil inteiro" - Jorge da Silva, coronel reformado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeirooooooo

"Eu gostaria muito, antes de me aposentar na polícia, de ver o fim da insanidade dessa ‘guerra às drogas’, que não interessa à polícia e nem à sociedade." - Francisco Chao de La Torre, detetive inspetor da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro

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Chintatá: de Cuzco (Peru), diretamente para a edição campista do Grito Rock, o maior festival colaborativo do mundo! Faltam 5 dias!
28/03/2016 | 10h39

Diretamente de Cusco, Peru, a banda Chintatá está chegando com tudo para bombar com sua música cusquenha nas caixas de som do Grito Rock Goytacá, neste sábado, 2 de abril, em Campos-RJ! O grupo formado por seis integrantes e produzido pela gravadora Casa Pisonay integra o line da edição campista do maior festival colaborativo do mundo!

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Chintatá já está no Brasil - a banda de andinos tocou, nos últimos dias, nas edições do Grito Rock de Belo Horizonte-MG e de João Monlevade-MG. No sábado, ela ocupará o Galpão da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Campos, dividindo o palco com várias bandas de Campos, Varre-Sai e Niterói. No segundo palco (o Movimenta Goytacá), simultaneamente estarão rolando intervenções de dança (com sete companhias de dança, incluindo passinho), teatro, cinema e artes plásticas. No murão do Galpão, os meninos do graffiti Dog Jam, Gouk e MV Curi vão mandar os sprays de tinta!

[caption id="attachment_413" align="aligncenter" width="538"]O grafiteiro Dog Jam (Campos-RJ) O grafiteiro Dog Jam (Campos-RJ)[/caption]

A mostra de cinema terá curadoria de Antônio Luiz Baldan e da professora Elis Miranda (UFF). Debates urgentíssimos vão esquentar ainda mais o festival. O festival convidou para falar sobre cultura, feminismo, racismo, homofobia e cultura coletiva nomes como o produtor cultural do Circuito Carioca de Ritmo e Poesia, Djoser Botelho; um dos idealizadores da Rede Fora do Eixo, Pablo Capilé; o representante do Núcleo de Gênero, Diversidade e Sexualidade - Nugedis (do Instituto Federal Fluminense-IFF), Fael Borges, e o assessor especial do ministro da Cultura, Juca Ferreira, Frederico Maia.

[caption id="attachment_411" align="aligncenter" width="363"]Djoser Botelho Djoser Botelho[/caption]

O Grito Rock

Promovido pela rede Fora do Eixo, em Campos o festival está a cargo do coletivo Casinha, que reúne produtores e artistas de diversos segmentos na região. A expectativa dos organizadores é reunir 5 mil pessoas. O evento acontecerá a partir das 14h, com uma line-up formada pelo grupo Chintatá e pelas bandas Facção Caipira (Niterói), Attività Power Trio (Varre-Sai), Tubarão Martelo, Eixo Nacional, Anesthesia of Beer, Varney e Des Plaine 4. Clique aqui para acessar a página do evento, no Facebook, onde há todas as informações sobre o festival, incluindo locais de vendas de ingressos! A fim de propiciar a circulação dos artistas, o festival mantém sua característica de criar rotas que facilitam turnês, através da articulação entre cidades que recebem o Grito Rock e podem dialogar com bandas e grupos diversos. Os artistas que se interessaram em compor a programação do festival foram selecionados pelos produtores por meio da plataforma Toque no Brasil. Toda a arrecadação obtida com a venda de ingressos do Grito Rock Goytacá será investida em editais para projetos das áreas de cultura, educação e cidadania. É o festival colaborativo ocupando as lacunas do Estado! Toda a arrecadação deste evento cultural voltará para o próprio circuito cultural de Campos e região, propulsionando uma área que necessita de cada vez mais apoio e atenção. 1530387_572757909558284_9138470943173662438_n
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Polícia agride estudantes da PUC-SP que protestavam contra impeachment! Veja o vídeo! Não vai ter golpe!
22/03/2016 | 14h20

Ontem (21), a Polícia Militar do Estado de São Paulo agrediu (com cassetetes, bombas e outros recursos) estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) que protestavam contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Hoje, os estudantes que são contra o golpe ao Estado Democrático de Direito fizeram um ato, na própria Universidade, em repúdio à violência da Polícia Militar. Veja, no link abaixo, o vídeo dos Jornalistas Livres:

Polícia agride estudantes em protesto contra impeachment

  [caption id="attachment_393" align="aligncenter" width="640"]Foto: Une Os estudantes contra o golpe fizeram uma grande projeção, dentro do ato anti-governo.[/caption] Salve Latuff!

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Na última sexta-feira (18), quando vários atos pela democracia aconteceram em muitas cidades do país, Campos-RJ promoveu um ato no centro da cidade. Os manifestantes ocuparam a rua em frente ao prédio da Justiça Federal, em protesto contra os golpes midiático e democrático. Eles levantaram cartazes e lançaram gritos de guerra como "Tá de palhaçada! Bate panela, mas quem lava é a empregada!". Eles repudiam o posicionamento da Justiça Federal de Campos, que apoiou as decisões do juiz Sérgio Moro.

— Os senhores da Justiça Federal, que estão aí em cima olhando pra nossa cara, agem como se estivesse tudo certo no Brasil. Vamos investigar, também, Aécio Neves, o senhor Delcídio, vamos investigar todo mundo! O que está parecendo é que só existe um partido no país - o PT, e que foi o PT que inventou a corrupção. O que está acontecendo no país, hoje, aconteceu em 1964, e nós de maneira alguma vamos deixar isso acontecer! — disse o manifestante e pesquisador de Exclusão e Desigualdade Filipe Coutinho.

(Fotos: Thaís Tostes, para o blog Na Lata e a Mídia Ninja)

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