Sobre moral, atendado ao pudor e afins
31/01/2016 | 09h54

12647346_1073994229288220_2826107496834275196_nBrasil em 2016.

Comentar
Compartilhe
O melhor de Campos, nesta noite de sábado, é a Casinha! Saiba mais!
30/01/2016 | 18h09

12573723_988376717913755_3297489756551913053_n

Hoje, sábado (30), rola mais uma edição do Sábado na Casinha! O play será às 20h! Vai ter a potência da voz de Ellen Corrêa e do som da DJ Ana Clara (Selecta di Mina). A festa vai até quando todo mundo se cansar de dançar! A página do evento no Facebook está aqui.

A entrada é livre, mas a <<Casinha>> conta com um caixa colaborativo, para todos que quiserem ajudar nesse projeto. "Essa festa é uma celebração da diversidade!", disse uma das articuladoras do espaço, Mariana Fagundes.

A <<Casinha>> fica na Rua Barão de Miracema, nº 360, perto do Palácio da Cultura, no Centro, em Campos. Ela é um espaço que mixa disciplinas e saberes nas áreas de cultura, livre formação e novas formas de comunicação. Saiba mais sobre essa iniciativa irada aqui na página da <<Casinha>> no Facebook.

  [caption id="attachment_375" align="alignnone" width="758"]Ellen Corrêa e DJ Ana Clara Ellen Corrêa e DJ Ana Clara[/caption] [caption id="attachment_379" align="alignnone" width="960"]Foto: Casinha Foto: Casinha[/caption] [caption id="attachment_373" align="alignnone" width="960"]Logo da >, feita por Carol Souza. Logo da <Casinha>, feita por Carol Souza.[/caption]
Comentar
Compartilhe
Bolsonaro recebe chuva de **purpurina**! Veja o vídeo exclusivo!
28/01/2016 | 20h02

Veja abaixo o vídeo dos Jornalistas Livres que mostra o deputado federal Jair Bolsonaro (Partido Progressista) nesta terça-feira (26), num escracho, em Porto Alegre-RS, feito pelo jovens do movimento Levante Popular da Juventude.

Bolsonaro é famosão por atacar os direitos humanos de forma agressiva, desrespeitando, principalmente, os LGBTs e as mulheres. Dá o play!

https://www.youtube.com/watch?v=gEqRDSDTvBU  
Comentar
Compartilhe
Polícia troca tiros com civis suspeitos de envolvimento com o tráfico, na favela Malvinas, em Macaé. Um civil morreu
27/01/2016 | 19h37
[caption id="attachment_348" align="alignright" width="211"]Civil morto em troca de tiros, na Malvinas, com a Polícia Militar de Macaé. Civil morto em troca de tiros, na Malvinas, com a Polícia Militar de Macaé.[/caption]

A Polícia Militar (PM) entrou em confronto armado com civis suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, nesta quarta-feira (27), na favela Malvinas, em Macaé-RJ. Um civil morreu. Um container das chamadas "Forças de Pacificação" (ideia que segue a linha das Unidades de Polícia Pacificadora, UPPs) mantido na Malvinas foi alvo de tiros. As informações foram confirmadas ao blog Na Lata pelo 32º Batalhão de Polícia Militar de Macaé, na noite desta quarta-feira. O civil morto, que chegou a ser levado para o Hospital Público de Macaé (HPM), foi um jovem de apelido Gadernal. Moradores afirmaram que uma van cheia de policiais e dois carros da corporação seguiam, rumo à favela, por volta das 22h10 desta quarta-feira.

No ano passado, em junho, um container da Polícia mantido no mesmo local foi alvo de tiros. Os casos estariam relacionados à guerra ao tráfico de drogas, mantida pela política de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia, o jovem morto nesta quarta-feira estaria com alguma quantidade de maconha. A Malvinas conta, desde 2012, com uma Unidade de Pacificação. A favela possui uma média de 20 mil moradores. Além da Malvinas, a favela Nova Holanda também possui módulo das Forças de Pacificação.

Veja, abaixo, um vídeo em que o delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone, porta-voz da Leap Brasil (organização formada por agentes da lei que são contra a proibição das drogas), fala sobre a violência e demais efeitos danosos gerados pela guerra ao tráfico de drogas, mantida pelo Estado.

https://www.youtube.com/watch?v=uLpx_YElD5E

NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Criadas em 2008, as UPPs foram idealizadas pelo governo do Estado do Rio de Janeiro para tentar "controlar" as favelas e combater o tráfico de drogas. Os módulos de UPPs estão distribuídos em várias favelas cariocas. Dados da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro revelam que os roubos a residências cresceram 20% e os de estabelecimentos comerciais avançaram 28% (comparando 2014 e 2015) nos complexos da Penha e do Alemão, na capital, após a chegada das UPPs.

Para o integrante do coletivo Ocupa Alemão, Eduardo Souza, a guerra ao tráfico de drogas, mantida pelo Estado (com recursos que incluem as UPPs) é uma ação para controlar áreas pobres e de população negra. “O tráfico de drogas ou armas não é problema do morro. Eu moro no Alemão desde que nasci e nunca encontrei uma fábrica de drogas ou de arma aqui. Essa é uma guerra contra pobres e negros. Na favela não tem traficante; tem varejista. Os traficantes estão na Presidente Vargas, onde fica a sede da Polícia Militar do Rio de Janeiro”, disse Eduardo, em entrevista à revista Carta Capital.

[caption id="attachment_338" align="alignnone" width="640"]Módulo de UPP em Macaé-RJ. Módulo de UPP em Macaé-RJ. O projeto possui como slogan "Pacificar é a nossa meta".[/caption]  
Comentar
Compartilhe
Maconha entra na bolsa de valore$ nos EUA, Colorado arrecada R$ 3,5 bi de impostos com a erva em 2015 e Brasil mantém guerra às drogas e superlota cadeias
20/01/2016 | 14h58
[Por Thaís Tostes] [caption id="attachment_314" align="aligncenter" width="597"]Foto: Divulgação/Google Foto: Divulgação/Google[/caption]

A Terra Tech, companhia que cultiva maconha (cannabis sativa), anunciou no último dia 12 a aquisição da empresa Blum Oakland, sediada na Califórnia. Esta é a primeira vez que uma companhia que é diretamente envolvida com a produção, extração e venda de maconha será negociada publicamente na bol$a de valore$!

Atualmente, as empresas linkadas à maconha são cotadas, na maioria das vezes, em mercados de balcão, sendo poucas negociadas na Nasdaq [mercado de ações automatizado norte-americano]. O uso medicinal da maconha foi legalizado em 23 estados dos Estados Unidos e o uso “recreativo” obteve a legalização em quatro estados e no Distrito de Columbia. O Brasil, por sua vez, mantém a guerra ao tráfico (que mata centenas de jovens) e deixa nas mãos da polícia a escolha (por muitas vezes feita com base em critérios subjetivos) por enquadrar uma pessoa que porta a erva como traficante ou usuária.

De acordo com especialistas da área de Economia, a integração da Terra Tech com a Blum Oakland deve reduzir significativamente os custos. Lojas de varejo geralmente pagam até US$ 2.500 por libra de cannabis de cultivadores para vendê-la por cerca de US$ 5.000 (a libra).

No Colorado, onde a maconha é liberada, apenas no ano passado o Estado arrecadou R$3,5 bilhões em impostos, que podem ser aplicados em Educação, Saúde e outros setores.

[caption id="attachment_319" align="aligncenter" width="652"]"Quem financia o tráfico não é quem fuma; é quem proíbe!" "Quem financia o tráfico não é quem fuma; é quem proíbe!"[/caption]

NO BRASIL, JUSTIÇA OBRIGA ANVISA A TIRAR THC DA LISTA DE SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS

Em novembro do ano passado, a Justiça Federal do Distrito Federal, por meio do juiz Marcelo Rebello Pinheiro, determinou que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirasse o Tetrahidrocannabinol (THC), química da maconha, da lista de substâncias proibidas no Brasil. Assim, ficou liberada a importação de remédios que possuem THC e canabidiol na fórmula.

A decisão do STF [Supremo Tribunal Federal] de retirar o THC da lista dos princípios ativos proibidos, viabilizando a importação de medicamentos, com certeza ampliará mais o debate sobre a legalização da produção, comércio e consumo de todas as drogas. Afinal, se a maconha foi construída, pelos proibicionistas, como “a porta de entrada” de outras drogas, nós, abolicionistas, iremos transformá-la na porta de entrada da legalização de todas as drogas — comentou, em entrevista ao blog Na Lata, o delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone, porta-voz da representação no Brasil da organização Leap (“Law Enforcement Against Prohibition”, órgão formado por agentes da lei contra a proibição das drogas).

marijuana7 - Cópia

01-Leap Brasil

Não deixe de ver este vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=bFse8Gd8Ii0

PESQUISA PUBLICADA NESTE MÊS DE JANEIRO, NOS EUA, MOSTRA QUE O ÁLCOOL (E NÃO A MACONHA) É A PORTA DE ENTRADA PARA AS DROGAS

O álcool é a primeira substância usada por pessoas que, futuramente, terão complicações com o uso de drogas. Essa foi a conclusão de uma pesquisa publicada neste mês de janeiro no Journal of School Health. Acesse, aqui neste link, a pesquisa, que foi feita por especialistas da Texas A&M University e da University of Florida, avaliando 2.835 estudantes.

[caption id="attachment_320" align="alignnone" width="800"]Fotos: Divulgação/Google Fotos: Divulgação/Google[/caption] [caption id="attachment_325" align="aligncenter" width="600"]12524091_819941921471783_6355534192600344483_n Relembre o babado aqui >>> TRÁFICO NO BRASIL - MEIA TONELADA DE PASTA BASE DE COCAÍNA É ENCONTRADA EM HELICÓPTERO DE POLÍTICO[/caption]
Comentar
Compartilhe
O poder da cultura funk, na 1ª Mega Batalha de Passinho de Campos. Veja fotos!
19/01/2016 | 15h34
passinho1

[Texto e fotos por Thaís Tostes]

Dezenas de adolescentes - vestidos com seus bonés laminados (dourados e em outras cores), com seus boots da última moda e blusas e bermudas coloridas-, muito ritmo, funk, caixas de som e olhares atentos a cada virada de corpo, a cada detalhe dos movimentos dos pés descalços que ocupavam o palco oficial da praia de Farol de São Thomé, em Campos, foram itens que formaram o cenário da noite do último sábado (16), no litoral campista. Chegou com tudo naquela noite de verão a 1ª Mega Batalha de Passinho de Campos, realizada pelo projeto Um Passinho para Mudança, com apoio da Prefeitura de Campos. Os adolescentes e jovens que mandam muito nesse estilo de dança que, mais que uma nova forma de dançar o funk carioca, surge como uma expressão periférica forte, colocaram o verão de Farol em festa. Foi impossível ficar parado.

MEGA BATALHA PASSINHO 2 - THAIS TOSTES (1)

Os três passistas que chegaram à etapa final da Batalha ganharam premiações em dinheiro. Participaram da Batalha duas “famílias” (como são chamados os grupos de passinho), de Campos: a Elite a Sheik. Os jurados foram os meninos do grupo Os Fabullosos, que vieram de Queimados, no Rio, para colorir ainda mais a festa de Farol, com muito funk. Os Fabullosos são referência internacional na arte do passinho: depois de subirem no mais importante palco do Rio de Janeiro (o Theatro Municipal), dançando sem camisa, descalços e de bermuda (algo totalmente contra as convenções do espaço que recebe óperas e balés clássicos), os meninos levaram o passinho para o Lincoln Center, um famoso palco de Nova York. Após o show em Farol, o grupo escreveu em sua página no Facebook:

"Muuuuuuuuuito bom esse show! Campos é muito bom! Pprt! [papo reto]"

MEGA BATALHA PASSINHO 3 - THAIS TOSTES MEGA BATALHA PASSSINHO - THAIS TOSTES

Na Mega Batalha desse sábado, também se apresentaram os mcs Inki e Mr Junior, de Campos, que mandaram ao vivo o rap “Insensato”. Uma grande sincronia de movimento corporal marcou a apresentação do grupo campista de hip hop Urban Movement. Também subiu no palco oficial de Farol o grupo de passinho Love Manha, de Campos, dançando uma música do grupo de passinho nacional Dream Team doPassinho – o som “Vai dar ruim”, que canta: “De salto e divando, essa noite, nego, vai dar ruim!/ Juntei as pretinhas do meu bonde! vai dar ruim!/ Passa a visão qual é a do baile!”

O baile em Farol foi de peso: aconteceu até por volta de meia-noite deste domingo, quando os adolescentes tiraram fotos e trocaram contatos uns com os outros e, depois, pegaram a linha de ônibus Campos-Farol para os diversos bairros onde moram – Lapa, Eldorado, Jardim Carioca, Santa Rosa e outras periferias do município.

Leia também, aqui no blog: Passinho: das favelas para o asfalto! Em Campos-RJ, mais de 500 jovens colocam a cidade em beats!

DSCN9464 (1) DSCN9480
Comentar
Compartilhe
Animais não são servos dos humanos! Estado do Rio chega atrasado na proibição do tráfego de veículos de tração animal
18/01/2016 | 15h53
carroca - Cópia [Por Thaís Tostes]

A lei nº 7194/2016, que entrou em vigor no último dia 7, sancionada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, proíbe o uso de animais para o transporte de cargas, materiais ou pessoas, atividades caracterizadas como maus tratos, como explicou o próprio Governo do Estado, em sua página na rede social Facebook. A lei autoriza o uso desses animais apenas em áreas rurais e turísticas. Por meio dessa lei, o poder público é obrigado, por via de seus órgãos competentes, a recolher os animais usados para estes fins.

O telefone para denunciar o uso de animais nessas atividades é o 0300-253-1177.

O projeto de lei foi criado pelo deputado Dionísio Lins (PP), que comentou:

“É comum pessoas relatarem que viram cavalos sendo maltratados e utilizados como animal de carga até não poderem mais, e caírem de cansaço, fome e exaustão no asfalto quente. E quando não servem mais para o trabalho, geralmente eles são brutalmente sacrificados. Isso é um absurdo!”

Em Campos, carroceiros chegaram a fechar a BR 101, na altura do km 66, na manhã da última quinta-feira (14) para reivindicar empregos e reembolso do que eles gastaram na compra de carroças e animais.

[caption id="attachment_293" align="alignnone" width="960"]Foto: Thaís Tostes Foto: Thaís Tostes[/caption]

O projeto de Dionísio foi, na época, aprovado por unanimidade e em caráter de urgência pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A lei deixa autorizado apenas o uso de animais (burros, cavalos, jumentos e afins) em áreas turísticas e nas rurais – nestas últimas, para trabalhos diários, onde os animais são necessários como meio de locomoção e de sustento.

A luta dos grupos de defesa dos direitos dos animais não é nova; é uma luta por dignidade e, também, contra uma cultura baseada na exploração e na dor.

Dionísio contou que é cada vez maior o número de reclamações que chegam às entidades protetoras de animais, de pessoas denunciando a utilização e os maus-tratos sofridos por cavalos, burros e jumentos, considerados animais de carga, que são usados principalmente no transporte de mobiliário, entulhos, ferragens e lixo. Em Campos, a Guarda Civil afirmou que ainda não está aplicando a lei.

ESTADO DO RIO CHEGA ATRASADO NA PROIBIÇÃO DAS CARROÇAS E CHARRETES

GEDC2017 - Cópia

O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, o advogado Reynaldo Velloso, lamentou a não-proibição do uso de animais em locais rurais e turísticos. “Ficam de fora desta lei as áreas rurais e turísticas, onde os animais são explorados continuamente”, pontuou.

Para a coordenadora do grupo Protetores Amigos de Todos os Animais (Pata), de Campos, Marcelle Almeida, é preciso que o governo encontre uma forma de os carroceiros trabalharem, mas a proibição dos veículos de tração animal chega como urgente. O Estado do Rio veio atrasado nesse ponto, diante de várias cidades do país (como Curitiba-PR, por exemplo) que já aboliram a exploração animal decorrente do uso desses veículos.

— Em Campinas, por exemplo, tem um projeto de uma carroça que é levada pelo próprio carroceiro. Ela possui pedais e motor, é toda emplacada e muito avançada. As coisas mudam. Aqui em Campos, quando houve o fim do lixão, os trabalhadores foram para a área da reciclagem. A gente finaliza com uma coisa e abrem-se novas oportunidades. Estamos muito felizes com essa lei, que representa o fim dos maus-tratos. Campos não pode ter medo do novo, medo de aplicar coisas novas. Outros projetos, como essa carroça a motor, serão melhores para os carroceiros. E os animais poderão viver em fazendas, correndo, livres — disse Marcelle, pedindo para que a população ajude a denunciar o uso desses veículos no município. — A fiscalização cabe à Guarda Ambiental, à Polícia Militar e aos demais órgãos competentes. As pessoas devem fazer suas denúncias, e podem fazer denúncias no anonimato. Não precisam ficar com medo. A lei está aí, e precisa ser cumprida.

Para o ativista de direitos dos animais Rafael Mollica, é de essencial importância que o ser humano apoie, o máximo que puder, causas em prol da vida:

“Devemos apoiar o quanto mais causas pudermos, para favorecer o valor da vida, em especial a vida dos animais, que, por milênios, têm sido escravos do egoísmo humano. Qualquer ideia, lei e causa a favor da vida é, nestes tempos de hipocrisia, a mais nobre das atividades! #PelosAnimais!”

CÂMARA DE VEREADORES DE CAMPOS ARQUIVA DISCUSSÃO SOBRE DIREITOS DOS ANIMAIS

ATT00001 - Cópia O tráfego de veículos de tração animal, em Campos, já foi tema de audiência pública realizada na Câmara de Vereadores (em maio de 2015), proposta pelo vereador Fred Machado (PPS); entrou em 2012 na pauta de discussões quando secretários se reuniram para debater o trânsito; mas esses veículos continuam trafegando pela cidade – inclusive, após a lei estadual. Fred contou que a Câmara de Vereadores de Campos negligenciou e simplesmente não colocou em pauta uma indicação legislativa (de sua autoria) que proíbe o uso de veículos de tração animal em todas as vias públicas do município e impede o uso de animais. — O tráfego de veículos de tração animal envolve mobilidade urbana, direitos dos animais, Código de Trânsito Brasileiro e Plano Diretor Participativo. Como aplicar várias ideias se uma indicação legislativa de 2013 ainda não foi nem votada? Tentei trazer para Campos o “Cavalo de Lata”, que além de ser ambientalmente correto (usando energia solar), acaba com o sofrimento dos animais. Inclusive, trouxemos a Campos o engenheiro criador desse sistema – disse Fred. A indicação legislativa proposta pelo vereador inclui, por exemplo, a proibição de veículos de tração animal, a condução de animais com carga e o trânsito montado, em Campos, nos seguintes locais: “em todas as suas vias públicas asfaltadas ou calçadas; em toda a orla marítima da praia de Farol; em toda área definida por lei como área urbana do município; e em todo tipo de evento que envolva risco de ocorrer maus-tratos e crueldades para com os animais”. No final de 2015, Curitiba-PR aboliu completamente o uso de veículos de tração animal, mostrando avanço no setor de defesa dos direitos dos animais. Em agosto do mesmo ano, a Câmara Federal instaurou a primeira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da história do país, para investigar crimes contra animais.
“A lei aprovada por Pezão é urgente! É um absurdo o que os animais sofrem nas mãos dos seres humanos! É uma escravidão! Em Campos, é fácil detectar isso: os animais carregam peso, no asfalto quente, debaixo desse Sol muito quente, por horas! O uso de animais para transporte é inadmissível! A História muda e a gente caminha pra frente! Por que as pessoas não experimentam puxar uma carroça, para sentirem na pele o que os animais vivem? Libertação animal já! Chega de exploração! Chega de sofrimento! E Campos tem que criar um santuário. Não adianta levar esses animais para locais e órgãos de controle que possam manter práticas de extermínio!”, disparou a ativista de direitos dos animais Luciane Abreu.
[caption id="attachment_299" align="alignnone" width="960"]Post na página da Alerj. Post na página da Alerj.[/caption]
Comentar
Compartilhe
Polícia Militar suprime direitos e passa por cima da lei; ela tornou-se uma ameaça (principalmente se você for negro); e não cabe na democracia que conquistamos
13/01/2016 | 13h43
[caption id="attachment_287" align="alignnone" width="768"]Manifestante recebe atendimento, durante ato contra aumento de tarifa de ônibus, nesta terça-feira (12), em São Paulo-SP. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil) Manifestante recebe atendimento, durante ato contra aumento de tarifa de ônibus, nesta terça-feira (12), em São Paulo-SP. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)[/caption] [Por Mauricio Moraes, da Carta Capital] Em 2013, a repressão desmedida da Polícia Militar durante as Jornadas de Junho acendeu uma centelha de esperança de que, finalmente, a sociedade iria discutir a reforma da segurança pública no Brasil. Afinal, porrada e tiro na classe média costuma surtir algum efeito. Triste ilusão. O que se viu foi o inverso: mais treinamento para a repressão, mais bombas e até uma pretensa lei antiterrorismo que pode deixar tudo pior.

A cena da PM de São Paulo encurralando e atacando indiscriminadamente os manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus na Avenida Paulista, na terça-feira 12, é escandalosa. A imagem escancara a desfaçatez de uma instituição que, ao invés de garantir direitos, suprime-os e passa por cima da lei impedindo a livre manifestação.

Ao invés de defender o cidadão, a polícia tornou-se ela mesmo uma ameaça, sobretudo se você for negro e viver na periferia. A instituição tornou-se uma contradição em si, que não cabe na democracia que conquistamos.

Não faltam exemplos para retratar o quanto andamos mal de polícia, seja a militar, seja a civil. Bombas, drogas e qualquer tipo de "prova" plantada na mochila de manifestantes, de tão banalizadas, tornaram-se mero detalhe em um País onde Amarildos simplesmente desaparecem e onde jovens pobres são metralhados sem razão dentro do próprio carro. Até há pouco, ainda tínhamos os vergonhosos Autos de Resistência, que não eram, senão, uma licença para matar com a garantia da impunidade (embora ainda seja preciso avançar, já que o termo substitutivo nos boletins de ocorrência continua dando brecha à violência policial). Nada espanta vindo da polícia. A violência é parte do sistema, assim como a corrupção (afinal, tráfico de drogas não existe sem parceria policial). O que espanta de verdade é o silêncio da classe política sobre a polícia que temos. Desde o fim da ditadura, as principais instituições do país foram reformadas. Ganhamos uma nova Constituição, um sistema de saúde universal, houve mudanças na educação, no Ministério Público e por aí vai. Já a polícia continua exatamente a mesma. Nada mudou no quarteis, onde PMs são ensinados a ver manifestantes não como cidadãos, mas como potenciais ameaças ao sistema, seguindo a cartilha da velha doutrina de segurança nacional. Reformar a polícia é questão urgente. Desmilitarizar a PM é pouco. É preciso também voltar os olhos para a Polícia Civil, já que apenas 5% dos inquéritos de homicídios são concluídos no País segundo levantamento de 2013 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). Tamanha ineficiência é a prova cabal de que o atual modelo não funciona. O Brasil, aliás, é o país recordista em número de assassinatos no mundo. São 56 mil por ano. E a atual estrutura de polícia diz muito sobre essa estatística horrorosa. Impressionante como a sétima economia do mundo, que tem aspirações de ser uma potência global, conviva com tamanho nível de violência e ache isso normal. Apesar dos tiros de borracha e de tanto gás lacrimogêneo inalado, a reforma da polícia nunca foi pauta exclusiva de nenhuma grande manifestação. O tema é constante nos protestos, mas sempre acaba em segundo plano na narrativa da imprensa. Uma reivindicação urgente é a independência da Corregedoria. Hoje, o órgão que investiga a conduta de policiais é subordinado ao Comando Geral da PM. Seis meses após junho de 2013, fiz uma reportagem para a BBC Brasil para saber quantos inquéritos de abuso policial durante os protestos haviam sido concluídos. A PM se negou a informar e só liberou o dado por meio da Lei de Acesso à Informação. Nenhuma investigação havia chegado ao fim. Não surpreende que 70% da população não confie na polícia, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. Mas enquanto uma minoria continuar tirando selfie com policial em dia de manifestação verde amarela, a mídia, o Ministério Público e quem estiver no governo continuarão coniventes. Até lá, a linguagem será sempre a do cassetete. _______

Veja, aqui neste link, um vídeo que mostra momento em que manifestantes procuram refúgio das bombas da PM de São Paulo, dentro do Instituto Cervantes, na Avenida Paulista.

Comentar
Compartilhe
Polícia detona bombas de gás em manifestantes em ato contra tarifa, em São Paulo. Acompanhe AO VIVO!
12/01/2016 | 20h13

Acompanhe AO VIVO, aqui neste link da POSTV, o ato contra o aumento da tarifa de ônibus, que está rolando nesta terça-feira (12), na capital de São Paulo!

Veja também, aqui neste link, a Polícia detonando, gratuitamente, bombas de gás nos manifestantes, no protesto de hoje (12).

"Após muito tempo cercando a manifestação desde o início, a Polícia Militar liberou a caminhada por uns 20 minutos. Depois, já começou com as bombas de gás, em cima dos manifestantes pacíficos! Polícia Militar: o povo não precisa de você!", relatou o internauta e manifestante Bruno Carmo, de São Paulo.

Saiba mais, aqui neste post e neste outro, sobre os protestos que, depois do histórico Junho de 2013, estão tomando as ruas do país!

[caption id="attachment_282" align="aligncenter" width="599"]Polícia detona bombas de gás, gratuitamente, em manifestantes, nesta terça-feira (12, em São Paulo-SP. Polícia detona bombas de gás, gratuitamente, em manifestantes, nesta terça-feira (12), em São Paulo-SP.[/caption]

 
Comentar
Compartilhe
Cerca de 24 adolescentes negros são detidos pela Polícia, ao voltarem da praia, durante os protestos contra tarifa, no Rio. Defensoria Pública dá assistência jurídica
10/01/2016 | 21h07
[caption id="attachment_263" align="alignnone" width="960"]Brasil, em 8 de janeiro de 2016. (Foto: Mídia Ninja) Brasil, em 8 de janeiro de 2016. (Foto: Mídia Ninja)[/caption]

[Por Thaís Tostes]

Na explosão de protestos que rolou no Brasil, na última sexta-feira (8), contra o aumento das tarifas de ônibus em várias cidades do país, aconteceram violações de direitos humanos e detenções indevidas de manifestantes e demais civis. Na noite de sexta-feira, por exemplo, na capital do Rio de Janeiro, ao menos 24 adolescentes NEGROS foram detidos pela Polícia Militar quando voltavam da praia, no Centro.

[caption id="attachment_272" align="alignnone" width="960"]Os adolescentes que foram detidos ao voltarem da praia. (Foto enviada por internauta) Os adolescentes que foram detidos ao voltarem da praia. (Foto enviada por internauta)[/caption]

No Rio, na mesma noite, dois manifestantes (sendo um deles adolescente) foram levados para a 5ª Delegacia de Polícia (DP), sendo posteriormente liberados. O Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) e a Coordenação de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro deram assistência jurídica aos 24 adolescentes na Delegacia De Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), no Centro, bem como aos manifestantes.

No Rio, também ocorreu a detenção de um camelô, que foi levado para a 5ª DP e, em seguida, para a 17ª DP, de São Cristóvão. Os defensores que acompanhavam a apreensão, para prestar assistência jurídica, foram xingados por agentes de segurança pública. A Defensoria Pública do Rio afirmou que lamenta a atitude dos agentes e que a Administração Superior do órgão adotará medidas correcionais cabíveis contra eles.  Veja aqui um vídeo produzido pela própria Defensoria. )

[caption id="attachment_264" align="alignnone" width="960"]Brasil, em 8 de janeiro de 2016. (Foto: Mídia Ninja) Brasil, em 8 de janeiro de 2016. (Foto: Mídia Ninja)[/caption]

Em São Paulo, capital onde também ocorreram protestos, a Polícia Militar chegou a forjar um flagrante: encontrou, nas ruas, um objeto suspeito de ser um explosivo e colocou-o na mochila de um manifestante, para encriminá-lo. O manifestante, Matheus Machado Xavier, foi para a 78ª Delegacia de Polícia. Veja o vídeo "9 passos para forjar uma evidência", que mostra o policial colocando o objeto na mochila do ativista, aqui neste link.

Você também pode gostar do artigo, da Carta Capital, "Globo e governos: o que fazer com os corpos negros na cidade olímpica?". Saiba mais, aqui neste post, sobre os protestos que ocorreram nos últimos dias contra o aumento das tarifas de ônibus. Veja também, aqui neste link, o vídeo em que o padre Júlio Lancelotti fala, no meio dos protestos, sobre a ação covarde de policiais.

"Essa polícia é covarde! Chega de polícia!" (Padre Júlio Lancelotti)

[caption id="attachment_265" align="aligncenter" width="730"]Padre Júlio Lancelotti. (Frame do vídeo produzido pelos Jornalistas Livres) Padre Júlio Lancelotti. (Frame do vídeo produzido pelos Jornalistas Livres)[/caption]

Comentar
Compartilhe
Protestos contra aumento de tarifa de ônibus explodem no país e Polícia impede população de Ibitioca (Campos-RJ) de fechar a BR-101. Entenda e veja fotos!
08/01/2016 | 23h55
[caption id="attachment_241" align="alignnone" width="960"]São Paulo, hoje (8). Foto: Mídia Ninja São Paulo, hoje (8). Foto: Mídia Ninja[/caption]

Depois do boom do Junho de 2013, o Brasil dá um upgrade e retoma as ruas de várias cidades em protesto contra o aumento das tarifas de ônibus. Os protestos começaram nesta sexta-feira (8).

No Rio de Janeiro-RJ, no “Ato contra os aumentos e descasos no País das Olimpíadas”, que passou por locais como a Central, a Polícia Militar recebeu os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo. No Rio, a tarifa dos ônibus que circulam dentro do município passará de R$3,40 para R$3,80. [caption id="attachment_242" align="alignnone" width="960"]Foto: Mídia Ninja Protesto no Rio de Janeiro-RJ, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_246" align="alignnone" width="960"]Foto: Mídia Ninja Protesto no Rio de Janeiro-RJ, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_247" align="alignnone" width="960"]Foto: Mídia Ninja Protesto em São Paulo-SP, nesta sexta-feira (8). Foto: Foto Pública[/caption] Em Belo Horizonte-MG, a tarifa passará de R$3,40 para R$3,70, e por isso a galera que não aguenta mais tomou as ruas no Ato Contra o Aumento da Tarifa, que rolou em locais como a Praça Raul Soares e a Avenida Afonso Pena. Em São Paulo-SP, vários movimentos sociais chegaram em peso nos protestos contra o aumento da tarifa não apenas dos ônibus, mas também do metrô. Na capital paulista, a passagem sairá de R$ 3,50 para R$ 3,80.

A Polícia Militar de São Paulo chegou a forjar um flagrante: encontrou, nas ruas, um objeto suspeito de ser um explosivo e o colocou na mochila de um manifestante, para encriminá-lo. O manifestante, Matheus Machado Xavier, encontra-se agora na 78ª Delegacia de Polícia. Veja o vídeo que mostra o policial colocando o objeto na mochila do ativista, aqui neste link.

  [caption id="attachment_243" align="alignnone" width="720"]Foto: Mídia Ninja Protesto em São Paulo-SP, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_244" align="alignnone" width="960"]Foto: Mídia Ninja Protesto em Belo Horizonte-MG, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_245" align="alignnone" width="960"]Foto: Mídia Ninja Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_248" align="alignnone" width="960"]Foto: Mídia Ninja Foto: Mídia Ninja[/caption] Campos-RJ vive uma novela no setor de transporte público, mas, até então, a maior parte da população local (que é a parte que usa transporte público) não criou coragem para tomar as ruas para reivindicar, de forma mais enérgica, uma solução para esses capítulos enrolados, embora se diga indignada. No entanto, os moradores de Ibitioca, localidade de Campos, tentaram fechar a BR-101, próximo à entrada da localidade periférica, na última terça-feira (5), para protestar contra a suspensão da tarifa de R$1, assinada pelo governo municipal, mas foram impedidos por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Desde a última segunda-feira (4), o usuário de ônibus, em Campos, tem que pagar R$2,75 por tarifa, para se transportar para qualquer localidade do município. Custava R$1 porque o governo subsidiava o restante do preço da passagem. Os moradores de Ibitioca chegaram a colocar galhos de árvores e pneus na BR, para fechar a via, mas tiveram seu protesto impedido pelos agentes da PRF. Segundo os moradores, um dos agentes chegou a “enrolar a população”, dizendo que autorizaria o fechamento da rodovia federal assim que a imprensa chegasse ao local. A imprensa chegou e a PRF levou com ela os galhos de árvores e pneus. A população afirmou que várias pessoas da localidade perderam seus empregos, porque seus empregadores não podem arcar com o novo preço da passagem. E muito menos essas pessoas podem pagar R$2,75 em cada tarifa. "Eu tenho filho para criar e sou eu quem o sustenta. Não fico em casa sendo bancada por marido, não. E agora não tenho como ir trabalhar. Diante de tudo isso, a gente está até sendo bem pacífico, tentando fechar a BR", disse uma moradora, ao blog Na Lata. A população de Ibitioca exige a retomada imediata da tarifa de R$1, caso contrário fará novo protesto. [caption id="attachment_254" align="alignnone" width="960"]Rio de Janeiro-RJ, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja Rio de Janeiro-RJ, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_253" align="alignnone" width="960"]Rio de Janeiro-RJ, nessa sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja Rio de Janeiro-RJ, nessa sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_255" align="alignnone" width="960"]Rio de Janeiro-RJ, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja Rio de Janeiro-RJ, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_256" align="alignnone" width="960"]São Paulo-SP, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja São Paulo-SP, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption] [caption id="attachment_257" align="alignnone" width="960"]São Paulo-SP, nesta sexta-feira (8). Foto: Foto Pública São Paulo-SP, nesta sexta-feira (8). Foto: Foto Pública[/caption] [caption id="attachment_258" align="alignnone" width="960"]Belo Horizonte-MG, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja Belo Horizonte-MG, nesta sexta-feira (8). Foto: Mídia Ninja[/caption]
Comentar
Compartilhe
MCs Inki e Mr Junior, de Campos-RJ, lançam videoclipe "Começo do Fim", produção independente. Assista e saiba mais!
06/01/2016 | 15h53

ed

Os MCs Inki (Felipe Chagas) e Mr Junior (Alexandre Medeiros), de Campos-RJ, lançaram, nessa segunda-feira (4), na Internet, no canal mantido por Inki no Youtube, o videoclipe “Começo do Fim”. A captação foi feita pelas lentes do selo independente C4 Rec, por onde os meninos do rap lançarão, no próximo mês de fevereiro, o EP “A ponto de explodir”. Inki e Mr Junior são dois nomes do rap feito na terra do petróleo — terra fértil para críticas sociais —, e vivem a mil por hora nas produções. No final de 2015, eles lançaram na rede (com download gratuito disponível) o som “Insensato”.

“Começo do Fim”, o clipe lançado no início desta semana, abrindo a produção de 2016 dos MCs que formam o clã (conjunto de MCs) “Markise Clã”, tem direção de Inki (que também assina o mix/masterização do som) e produção assinada por Crizperito. Em “Começo do fim”, gravado em ruas escuras, com refletores noite adentro, os MCs falam da imensidão da Criação frente à existência humana; falam de Deus:

“Tantas e tantas galáxias e minha mente limitada/ Tudo é amplo demais!/ Achar que, em um universo tão grande, está sozinho/ É egoísmo e mais! (...) Terráqueo por um momento/ Meu estado é temporário/ Busco que meu lugar seja um céu e não espero chegar do outro lado!”.

[caption id="attachment_233" align="aligncenter" width="702"]Cena do videoclipe "Começo do Fim", disponível no Youtube. Cena do videoclipe "Começo do Fim", disponível no Youtube.[/caption]

O som tem download liberado, por meio do link disponível na página de Inki no Youtube. Com trajetórias no universo do rap, sempre procurando espaço para apresentarem suas criações — em termos de letra e musicalidade —, Inki e Mr Junior já integraram outros projetos dentro desse estilo musical. Mr Junior, por exemplo, já esteve no grupo Sokak Rap, de Campos, que gravou o videoclipe “Do asfalto pro palco”, no qual Mr Junior aparece engravatado na frente da Câmara de Vereadores de Campos e canta: “Lalalalala, Yeah! Tem muita grana embaixo da meia!”. Esse mesmo som diz: “Devolve as verbas pros hospitais! Um pouco mais, um pouco mais de paz!”.

[caption id="attachment_234" align="alignnone" width="702"]Mr Junior diante da Câmara de Vereadores de Campos, num videoclipe de seu projeto anterior, o Sokak Rap Mr Junior diante da Câmara de Vereadores de Campos, num videoclipe de seu projeto anterior, o Sokak Rap[/caption]

Já no rap “Insensato”, que abriu a parceria entre Inki e Mr Junior, os MCs falam da busca pela fama e por garotas, traçada por muitas pessoas que entram no mundo da música. O som lançado em novembro do ano passado é bem direto:

“Mas se a responsa é rimar? Eu rimo!/ E se for mais que letra, bitch, cachê, ser chamado ídolo!/ tem sido bem difícil?/ Eu que tô pelo certo/ E o errado é esses ‘playboizin’ querer vim broncar de bandido, Rah!/ (...) Não vou dar moral pra esses comédia/ Se faz rap ou se faz média/ Prefiro é ficar longe das tretas!/ Se quiser me ver em boate, boato, chapado, me esqueça!/ Não junto álcool e mina, não vivo essas falsetas!”.

[caption id="attachment_236" align="alignnone" width="832"]No final de 2015, Inki e Mr Junior lançaram na rede (com download gratuito disponível) o som “Insensato”. No final de 2015, Inki e Mr Junior lançaram na rede (com download gratuito disponível) o som “Insensato”.[/caption]

— Comecei a ter contato com o rap por meio do meu pai, que sempre escutava, em som de carros, músicas de Marcelo D2, Manu Chao, Planet Hemp e Racionais. Depois vim pra Campos e passei a tocar pandeiro, por influência do meu padrasto, que é sambista. Frequentei rodas de samba e via meu padrasto escrever letras de samba. Comecei a escrever, também. Inici12489955_10208210012225960_612244870_o - Cópiaei no violão, fazendo mais um som pop, e depois conheci um parceiro que sempre ouvia Racionais. Foi quando começou minha vontade de fazer rap. Queria ter aquela liberdade de expressão, como o Racionais. Vi batalhas de rap, encontrei o Emicida, o Projota, o Haikaiss, e me identifiquei muito com eles; me identifiquei com esse lance do asfalto e do morro, da favela e do playboy — contou Mr Junior.

Inki possui as mesmas referências musicais — que influenciaram e influenciam suas produções, em termos de letras e beats. Começou a ouvir rap por influência de um primo, e ouviu muito Racionais e Facção Central. Na escrita das letras de rap, iniciou aos 14 anos de idade. E depois mergulhou no mundo do rap “new school”. “No final de 2015, fizemos um som, que foi o ‘Insensato’. Então, a gente decidiu fazer um EP inteiro juntos. Estamos trabalhando no EP, que está quase pronto”, relatou Inki, que, assim como Mr Junior, produz trabalhos solo.

[caption id="attachment_237" align="alignnone" width="800"]inki e mr junior (2) - Cópia Fotos: Alice Silva/Divulgação[/caption]

Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Thaís Tostes

[email protected]