Caixa d'Água: Raquel Dodge recorre contra suspensão da Ação Penal
02/08/2018 | 09h55
Depois de manifestar-se pelo julgamento antes das eleições da Ação Penal do caso Chequinho, que tem o ex-governador e pré-candidato Anthony Garotinho (PRP) como réu (AQUI), a procuradora geral da República, Raquel Dodge, apresentou recurso contra a liminar que suspendeu outra Ação Penal, em que Garotinho também é réu.
É a Ação Penal decorrente da operação Caixa d'Água, na qual também é réu o ex-presidente nacional do Partido da República (PR) e ex-ministro Antônio Carlos Rodrigues. Denunciado pela prática dos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e sonegação de informações eleitorais, Antônio Carlos é acusado de ter participado de esquema em que Anthony Garotinho e sua esposa, Rosinha Garotinho, atuavam, de acordo com as investigações, para arrecadar recursos que custearam irregularmente campanhas eleitorais.
A PGR pede a reconsideração da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, defendendo a cisão do processo de forma que os crimes eleitorais e os crimes comuns estaduais sejam julgados pela 98ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ). Já os crimes comuns federais devem ser julgados pela Justiça Federal, na Seção Judiciária do RJ.
No documento, Raquel Dodge rebate o argumento de que TRE/RJ não tem competência para atuar no caso. O propósito e o modo de funcionamento da organização criminosa eram voltados principalmente para arrecadar recursos destinados a financiar campanhas eleitorais via caixa dois. “A competência da Justiça especializada tem força atrativa frente às imputações de crimes de competência da Justiça Comum Estadual”, destaca a procuradora-geral.
(Informações do PGR)
Brazil's Prosecutor General Raquel Dodge reacts during an opening session of the Year of the Judiciary, at the Supreme Court in Brasilia, Brazil February 1, 2018. REUTERS/Ueslei Marcelino
Brazil's Prosecutor General Raquel Dodge reacts during an opening session of the Year of the Judiciary, at the Supreme Court in Brasilia, Brazil February 1, 2018. REUTERS/Ueslei Marcelino
Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Suzy Monteiro

[email protected]