Despedida
05/06/2019 | 21h54
Era 14 de julho de 2009, mais ou menos neste mesmo horário, quando escrevi as primeiras palavras aqui neste espaço. Quase 10 anos se passaram. O mundo era outro, a vida era outra, eu própria estou longe de ser a mesma.
Naquela primeira postagem, falei, brincando, esperar que meus 11 leitores da coluna que já tinha na Folha 2, me acompanhassem naquela nova aventura. Não só acompanharam, como multiplicaram: chegaram a milhares, que dividiram comigo muitas emoções, dúvidas e cobranças. Falamos um pouco de tudo, da vida como ela é à política como não deveria ser. De nascimentos lindos a mortes trágicas.
O blog ganhou repercussão não só em Campos, mas atravessou fronteiras e chegou onde houvesse uma notícia relevante. Nestes 10 anos, vimos, juntos, prefeitos chegarem e saírem, serem eleitos, perderem cargos, estrelas serem derrubadas, lideranças parando atrás das grades, nomes surgindo no cenário nacional e internacional. Vimos o mundo, da maneira como conhecíamos há 10 anos, simplesmente acabar. Vimos o nascer de uma nova era - para o bem e para o mal.
Porém, nada me enchia mais de felicidade quando conseguia resolver o problema de alguém, às vezes tão simples, mas que precisava de uma voz para fazer ecoar em busca de solução. A cada vez que isso acontecia sabia que estava cumprindo minha missão de jornalista: contar histórias e, quando possível, ajudar a escrevê-las.
Por isso, é muito dolorosa, pessoal e profissionalmente, a decisão eu tomei: estou encerrando o blog, uma década depois de seu nascimento. Como sabem estou em outra função que torna quase impossível manter o blog, dedicar, opinar e contar as histórias da maneira que acredito.
Agradeço a Aluysio Abreu Barbosa, o convite para escrever neste espaço. Aos colegas da Folha da Manhã, que tantas vezes me ajudaram. Especialmente, só tenho a agradecer, também, o carinho, as divergências, as informações e, principalmente o respeito que você, leitor, sempre teve comigo. 
Há 10 anos, disse na minha postagem de estreia: “Espero que esse espaço, cá na terra dos índios Goitacá, seja uma curva para que corações renasçam, sempre cheios de humor (bom ou mau), amores (às vezes tão odiosos) e paixões (algumas leves, outras intensas), carinho, esperança e tudo mais que possamos dividir”.
Hoje, ao me despedir, espero ter levado um pouco disso tudo a você, leitor. E, mais uma vez, muito obrigada!
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Sobre o autor

Suzy Monteiro

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