Parente é
16/08/2015 | 12h43
Se é mãe não afirmo, mas, que é parente em primeiro grau isso é!  
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Quando o divórcio na política é feio...
29/04/2015 | 12h36
... só não rola disputa de grana. O anunciado divórcio político finalmente aconteceu. A senadora Marta Suplicy, depois de um "casamento político" de 35 anos com o Partido dos Trabalhadores, chegou ao fim no dia de ontem (terça-feira, 28) e de um jeito nada elegante. Marta, vinha sinalizando o seu descontentamento com a legenda que deu luz à sua carreira política. "Por décadas, acreditei e dei o melhor de mim na perseguição de ideais que, com seus acertos e erros, não se distanciavam de um norte ético indiscutível e intransigente. Hoje, entretanto, não me sinto mais em condições de cooperar com o que não faz mais sentido a mim e a milhões de brasileiros", afirmou a senadora. Na nota divulgada ontem, o PT por sua vez se disse "indignado" com os termos da desfiliação divulgados por Marta: “O PT recebe com indignação a carta da senadora Marta Suplicy oficializando sua desfiliação do PT. Apesar dos motivos enunciados, entendemos que as razões reais da saída se devem à ambição eleitoral da senadora e a um personalismo desmedido que não pôde mais ser satisfeito dentro de nossas fileiras. Por isso, resolveu buscar espaços em outros partidos”, diz o texto do PT. Na carta de desfiliação, a ex-petista também se queixa de falta de espaço e de cerceamento. “Ao contrário de suas alegações, nunca o PT cerceou suas atividades partidárias ou parlamentares. Sucessivamente prestigiada, com o apoio da militância e das direções, Marta Suplicy foi deputada federal, prefeita, senadora e duas vezes ministra" e conclui o texto assinado pelos dirigentes petistas, “Ao renegar a própria história e desonrar o mandato, Marta Suplicy desrespeita a militância que sempre a apoiou e destila ódio por não ter sido indicada candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012. Finalmente, é triste ver que a senadora jogue fora a coerência cultivada como militante do PT e passe a se alinhar, de forma oportunista, com aqueles que sempre combateu e que sempre a atacaram”.
Ficam duas curiosidades:
- A quem pertence o mandato, ao PT ou a senadora?
- Por acaso, a senadora se elegeu com doações partidárias, dessas que serviram a muitos e vieram no rastro do escândalo da Lava Jato?
Fica uma certeza: cuspir no prato em que se comeu por 35 anos é grosseiro. Teria feito melhor se afastar de leve e seguir sua carreira política.
marta-suplicy
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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