ESTÁ ENCHENDO
16/12/2013 | 12h48
Está enchendo Entra ano, sai ano, e já estão enchendo a paciência as enchentes e as defesas civis que entram em alerta quando chove mais um pouquinho. Uma pergunta não quer calar: por qual razão não estão alertas o tempo todo? E mais do que isso, em período de clima estável e propício a serem feitas as obras necessárias, para quando chegarem as chuvas não entrarmos em pânico pelos desastrosos efeitos das tempestades e do excesso de água. No meu entender, como médico que sabe ser infinitamente mais acertado prevenir a remediar, os gestores estaduais e municipais - por mais ou menor que seja o município, mais rico ou mais pobre - deveriam ter um plano com início, meio e continuidade em relação a esta problemática. A impressão que fica é a de que depois da dor de barriga passada ou da dor no peito vencida, sente-se um alívio e acredita-se na não repetição de chuvas fortes no futuro. Esquecem-se de que as estações do ano se sucedem e graças a Deus, nunca irá parar de chover, pois, se dependesse dos “competentes gestores” e dos predadores da natureza o nosso planeta já teria acabado há muito tempo. Só que Deus fez da Terra um organismo vivo, com uma capacidade de recuperação que supera em muito a imbecilidade humana. Senhores gestores, visto que não é permitido a vocês modificarem a natural seqüência das estações do ano, certamente se o fosse, inventariam uma lei para isso, a exemplo de um vereador que, pasmem, desejou mudar a Lei da Gravidade, sendo alertado por outro edil, não ser possível mexer nesta lei já que era uma lei federal. Quero alertar os doutos gestores da universalidade dessa lei; não dá para mexer mesmo. Temos mais é que nos adequar e tomar as medidas necessárias para que não sejamos “surpreendidos” pelas recorrentes enchentes. Não são os rios que avançam no quintal das casas construídas contra o bom senso e sim são elas que invadem os quintais dos rios e depois ficam lamentando quando os rios retornam ao seu quintal. Será mesmo difícil alcançar tão simples entendimento; existirão outras motivações ou, ainda, explicações por trás de tamanha imprevidência.   Makhoul Moussallem         Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM
 
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Reforma Política
26/11/2013 | 06h29
REFORMA POLÍTICA Geraldo Machado* Justamente neste instante histórico que vivemos, cumpre que a discussão que se trava no teatro político brasileiro seja desvestido de qualquer eiva de ideologia. Há de ser feita reforma. Ponto. Do modo como está é que não pode continuar. Essas figuras que aí estão – desde idos do meio do século passado, a que se soma um exército de cabos eleitorais e despachantes muito bem pagos, essa promiscuidade com o dinheiro de empresas de todos os portes – não pode persistir. Sob pena de que as gente vão se distanciar, a cada dia mais, do processo, perigando explodir a qualquer momento, por qualquer motivo aparentemente menor... Há no Congresso um projeto de Reforma Política, que, por ser originário da bancada do PT, de logo tem a rejeição dos velhos oligarcas agora aliados dos novos oligarcas (aqueles que ecoam a voz de seus donos, grandes conglomerados ou simples donos de tratores ou caminhões “a serviço da prefeitura tal...”). O projeto referido institui o FINANCIAMENTO PÚBLICO, verticalmente, acabando com essa farra do toma lá, dá cá. O pagamento das contas deve se pautar pelo que cada partido obtenha do Fundo, isto é, do Tesouro, vedada qualquer “contibuição” sua, minha, da Odebreth, da Imbeg, etc. Fica caro, dizem alguns, ecoando vozes de todo suspeitas que inoculam essa bobagem na mídia domesticada. Mais caro ainda é o superfaturamento, é o “por fora” no preço de obras e no custeio da máquina. Óbvio... A isso se some que também vem a proposta de voto em lista. Os partidos é que escolheriam os candidatos, em processo democrático interno. Cada partido disputa tantas ou quantas vagas, COM SEU DISCURSO REAL, SEU PROJETO DE PODER, essa coisa toda. No mínimo dos mínimos isso força a que os atuais ajuntamentos tenham uma feição a ser mostrada ao respeitável público, detalhando o que vem a ser sua plataforma... Enfim, vai se caminhar no sentido da identificação dos partidos. Hoje? O que se sabe o que representa o PMDB? Ou o PR? Ou o DEM (esse, parece, não tem a menor cerimônia em se apresentar como vanguarda do atraso)?... Ponderável parcela da opinião pública, exatamente aquela predominantemente formada pela classe média, já se apressa para duelar com os projetos. Os petextos são conhecidos e se quer elevá-los à condição de argumentos. Todos rotos. Nenhum resiste a uma análise mais detalhada. Pode ser – MESMO – que haja alguma proposta melhor, mais tendente a purificar o embate eleitoral que se avizinha e os que se lhe seguirem... Porque pode ser que tal suceda, é bom que se discuta o assunto sem preconceitos ideológicos, que de ideologização a gente está saturada, com a reiteração do ´ódio estampada nas infames campanhas contra Dilma, Lula, Padilha, e companhia...... O país já não é tão jovem mais, já ingressamos no clube das grandes economias... É hora de se trabalhar “à vera”... * Geraldo Machado é advogado e articulista da Folha da Manhã.
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