Campos saiu ganhando
06/10/2014 | 02h41
Essa é a certeza que carrego do resultado eleitoral de ontem. A derrota histórica do Garotinho em Campos (abaixo de 40% dos votos locais), a sua não ida ao 2º turno da eleição para governador, tem esse conteúdo para a nossa cidade. Um orçamento bilionário que se escoa pelo ralo; uma prefeitura que não paga em dia o que contrata, que definitivamente ignora os agentes culturais independentes, que descuida da educação dos seus, que despreza a saúde do cidadão, uma população que não atura mais ser engambelada por discursos populistas. Mais do que nunca, é hora de juntar forças. A oposição em Campos, também não se saiu bem: está pulverizada, presa a interesses de partidos, precisa urgente se renovar. Falta, hoje, uma liderança que catalise essa vontade de mudança expressa na fraca votação do casal governante - apesar do imenso poderio da máquina.  E tenho a convicção de que o novo sairá se for colado ao cotidiano da população campista. A cidade de Campos, mudou, cresceu, não é mais aquela Campos de 20 anos atrás, nem de dez!  As relações sociais são outras, a economia se diversificou. Basta andar pelas ruas e ver as caras novas que circulam com seus problemas e anseios, alheios à elite tradicional e à política vigente. É preciso pensar grande, acima dos interesses individuais de grupos, pois, a oportunidade de virar a página nas eleições municipais de 2016 está dada. Para esta modesta blogueira, ainda que seus candidatos proporcionais, tenham ido mal, o gosto final  é o de vitória, é bom. Do tanto que li de avaliações e comentários sobre o pífio resultado eleitoral da dupla poderosa, cito duas. Falam por mim: "Mas o tempo não levou os ataques inconsequentes, lhe trouxe prepotência e um caminhão de ex-amigos, que são bem piores que inimigos".  (frase de Gustavo Matheus que pincei, o negrito é meu) "Perdeu para o Crivela com uma diferença que Campos poderia dá-lo, mas preferiu ignorar os professores, condenar a Orquestra Orquestra Coro Municipal de Campos ao descaso total, a paralisação das obras entre outras. Dá nisso!!!" (do jovem músico Charles Vianna, na rede social) Até o final do ano, irei dar uma retirada leve, do blog e das redes sociais. Peço paciência, por vezes postarei. É o meu tempo. Um abraço,  
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CINEMA EM DEBATE
20/10/2013 | 06h20
Fts. Folha da Manhã
Agora sob o nome de Goitacá, em homenagem à sala de cinema que cedeu lugar à igreja Universal e também aos índios que habitaram a cidade, o cineclube retoma as atividades no próximo dia 23, às 19h30, no auditório do Oráculo (sala 507, do edifício Medical Center) com a exibição do filme “Hans Staden”, de Luiz Alberto Pereira, que será apresentado pelo diretor de Redação da Folha da Manhã, Aluysio Abreu Barbosa. Inicialmente como José Amado Henriques (homenagem ao crítico de cinema que atuou na imprensa campista), as sessões aconteciam na Faculdade de Medicina, e, posteriormente, como Cinema no Palácio, no auditório do Palácio da Cultura, o cineclube está sendo reativado por iniciativa de Luiz Fernando Sardinha, dono do espaço Oráculo, que, além de profissional destacado na odontologia, é cultor das artes, notadamente teatro e cinema. Para dar conta da tarefa, convidou Aluysio, o professor Aristides Soffiati, o jornalista Gustavo Matheus e o articulista da Folha Dois PC Moura. Na coordenação das atividades, a jornalista Luciana Portinho, diretora de eventos do Oráculo. Necessidade — No momento em que a cultura em Campos está em discussão, a partir de depoimentos publicados nesta Folha Dois, Aluysio entende que a retomada do cineclube acontece em boa hora e mostra que é possível “romper com as condições de pedinte do poder público municipal e criar espaços próprios para a discussão da arte. No caso específico, cinema. Isso é possível através da iniciativa privada e de pessoas sensíveis, como é o caso de Sardinha, profissional vitorioso, mas que não vive sem arte.” Além do mais, serve também para a produção efetiva da cultura, através de mostras regulares de filmes que dificilmente seriam vistos em circuito comercial. Depois de “Hans Sataden”, será a vez, no dia 30, de “Como era gostoso o meu francês”, de Nelson Pereira dos Santos, cabendo ao jornalista Gustavo Matheus a apresentação. “Mantenho conversas regulares com Aluysio sobre cinema. Sempre me interessei em conhecer a trajetória dos diretores e, percebendo meu interesse, convidou-me para participar do cineclube. Aceitei de pronto, já que é uma oportunidade rara para enriquecer meus conhecimentos sobre a sétima arte”, destacou Matheus. No dia 6 de novembro é a vez do professor e ambientalista Aristides Soffiati fazer os comentários antes da apresentação de “Desmundo”, dirigido por Alain Fresnot. Aristides considera a retomada do cineclube fundamental como espaço para discussão e conhecimento de filmes que não fazem parte do circuito comercial. Sendo que muitos não são encontram nem em locadoras. “Se você for a uma locadora e pedir “Ladrões de Bicicletas”, de Vittorio De Sica, não encontrará e o atendente pode até tomar um susto porque não está acostumado a lidar com filmes de arte. Também poderemos ver obras que não chegariam aqui por falta de apelo comercial. Enfim, é a retomada de um espaço para discussão e, desta feita, pela iniciativa particular.” O filme “Brincando nos Campos do Senhor”, de Hector Babenco, será mostrado no dia 13 de novembro, cabendo a apresentação ao articulista PC Moura. “A idéia do cineclube é genial, porque podemos nos libertar da enxurrada de filmes comerciais. É uma opção que oferece para discussão e, além disso, a entrada é franca”, observou Moura. Espaço aconchegante A sede do Oráculo, sala 507 do edifício Medical Center, é um espaço confortável com 30 lugares (poltronas estofadas) e equipamento para projeção de filmes de última geração. A diretora de eventos, Luciana Portinho, destaca que a proposta de Luiz Fernando Sardinha é promover discussões regulares sobre arte e, por isso, a proposta de retomada do cineclube que agora “ganha o nome de Goitacá. Além do mais, trata-se de uma oportunidade para formar um grupo para discussões regulares sobre cinema. É um espaço à inteligência campista, sem grupinhos ou mandantes”. Aluysio Abreu Barbosa lamenta o fato do campista neste momento ficar restrito às salas do Boulevard que “exibem filmes para analfabetos, uma vez que são todos dublados.” Também lamenta a demora da reforma das salas do Cine 28. Com isso, o cineclube se constitui numa opção para aqueles se sentem órfãos de filmes que conclamem à sensibilidade “e não as rotineiras sessões pipoca que fazem a festa das bombinières.” O acesso ao Oráculo será gratuito e, após cada sessão, os presentes debaterão o filme se constituindo assim numa oportunidade para o exercício da inteligência e da sensibilidade. Celso Cordeiro Filho (Capa da Folha Dois de hoje, domingo, 20/10)
 
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Deu no que deu e o que deu foi pouco
08/10/2013 | 04h56
Repercute na mídia nacional,até os dias de hoje, o disparate do uso indevido dos equipamentos públicos urbanos pintados de rosa, rosinha, lilás ou roxo paixão pela prefeitura de Campos. Em qualquer tempo seria  absurdo, naquele, às vésperas das eleições de 2012, uma despropositada arrogância. Quem não se lembra, o que é bem improvável, releiam aqui o post em que fizemos a denuncia. "É intensa a disposição da PMCG para pintar a cidade de lilás ou roxo paixão. Domingo (23/09), às 14.15h, esquina da Beira Valão com Formosa, lateral do  Mercado Municipal,  e a equipe da EMUT fazendo hora extra". Também fizemos este outro aqui, passem os olhos. Hoje, o blog do colega Gustavo Matheus, trás o seguinte:

Ricardo Boechat sobre os postes rosáceos: “Imbecil, idiota e criminosa”

Por Gustavo Matheus, em 08-10-2013 - 14h58
 
Na TV, o jornalista apresenta o Jornal da Band 
O jornalista Ricardo Boechat disse o seguinte, hoje, no programa de rádio Band News FM, no Rio de Janeiro: “Imbecil, idiota e criminosa… Uma pessoa que usa dinheiro público para pintar postes com as cores da sua campanha eleitoral. Nunca vi tamanha babaquice”. Fecha a conta e passa régua! (ver aqui)
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"Não à política Band-Aid"
19/03/2013 | 04h47
[caption id="attachment_5936" align="alignright" width="390" caption="Ft. Edu Prudencio"][/caption] Ele é novo, talentoso, irônico e boa praça. Chegou há cinco meses na redação da Folha da Manhã e se estabeleceu. Entrou pela porta da frente na editoria de Política a convite do Diretor de Redação, Aluysio Abreu Barbosa. Logo, ocupou a página seis, às sextas-feiras — junto com Murilo Dieguez, dividem a coluna “Comentários”. Agora, acaba de ganhar espaço na Folha Online. Esse é Gustavo Matheus, que estreou novo blog com seu próprio nome. Sua entrada na blogosfera foi meteórica, antes Gustavo manteve por quatro meses o blog “Sob licença poética”. Chamou para si as atenções por sua escrita sincera e questionadora. No novo blog, hospedado na Folha da Manhã, mudou um pouco a contundência e manteve a intenção inalterada. “Tento amenizar ao máximo, sem fugir da minha característica e perder a identidade. O novo blog me coloca a necessidade de novos temas, os acessos dobraram. No ‘Sob licença poética’ havia poucos comentários. Aqui, a visibilidade é outra, não tem comparação. Escrever na página da Folha faz com que o quê você escreva seja levado em consideração, sou abordado nas ruas, me fazem sugestões de pauta”, salienta o blogueiro. Soma-se a essas primeiras características o fato de ser um atento crítico à prática política do tio, o deputado federal Anthony William Matheus de Oliveira. “Há certa confusão, acham que sou filho do ex-presidente da Câmara Nelson Nahim. Não, ambos são meus tios, são irmãos de minha mãe”, esclarece. Apesar do parentesco, ele afirma que a política municipal não sentou junto à mesa das refeições de sua casa. O próprio Anthony não passa de uma personalidade com o qual ele não mantinha contato. Ainda que os dois não tenham trocado mais de três palavras, lá pelos 12 anos de idade, em plena puberdade, adorava assistir aos debates, admirava as respostas rápidas do tio, a agilidade da oratória. “Não tenho raiva dele, nem relação tive. Pelo que vejo ele é uma tremenda decepção para todos. É ilusão achar, por exemplo, que ele é do povo. Ele é só dele, não liga para nada, não tem limite. Foi uma esperança no início, muitos compraram a ideia de tirar a política do melado”, fala Gustavo ao recapitular “Passei a gostar de política por ser crítico, enjoado em ver a banalização na política, de observar colocarem tudo e todos no mesmo saco. O jovem deveria ajudar mais e ser mais participativo. Se soubessem que eles têm tudo para ultrapassar essa política que é feita por ocasião e não por altruísmo...”, diz o jornalista. Gustavo mantém preservado o ideal político de uma boa ambição, “Esse sentimento de doação é que poderia existir na política, seria mais eficiente. Este deveria ser o objetivo de quem entra na política, querer deixar um legado, ser lembrado pelo o que de positivo fez”. Considerando-se um leitor aquém do desejado (aprecia biografias e romances), começou a escrever por diversão. Pegou gosto e o faz sem a preocupação em se encaixar em algum estilo. Pensa que desse modo tem mais liberdade e não pega “vício” de ninguém. Sente-se atraído por escrever em forma de crítica, por analogias e metáforas. Quer cutucar o leitor para que este se manifeste, exponha a sua opinião, é seu intento. “Aqui na Folha é que me sinto mais ‘provocado’, busco mais aperfeiçoamento. Não é só o ato de escrever que me desafia, mas, sim o tema, como a política, atividade pela qual nutria desconfiança, um pé atrás. Percebo, como faz falta a presença do jovem na prática política”, frisa. Na Redação, captou o ensinamento do colega, o veterano jornalista Aloysio Balbi. Este lhe sugeriu escrever tendo em mente a causar algum sentimento no leitor. “É a emoção que prende o leitor”, ouviu de Balbi. Também por isso, seu vocabulário é direto. “Não quero impor uma leitura quase acadêmica, o público cansa”, afirma o jornalista que não tem ambição de luxo, tampouco de viver com pompa. “Quero viver do suficiente, preso minha liberdade. Aqui, na Folha, não recebo toques, nem conselhos. Faço  minha parte em completa liberdade, sem querer agradar e é confortável”, finaliza.
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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