Deu no que deu ou prenúncio de um fim
27/10/2015 | 05h11
É com tristeza que hoje leio o relatório final da Associação de Imprensa Campista (AIC) sobre a transferência, ou melhor,  a não transferência do acervo do Monitor Campista para o Arquivo Público Municipal, órgão vinculado a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, situado no Solar do Colégio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Com 14 anos completos de existência, o Arquivo Público Municipal por anos a fio vem dando pra trás, mais uma vez por obra do descaso do poder público municipal - leia-se Prefeitura de Campos - que deixou a instituição sem nenhum tipo de investimento à altura do minucioso, contínuo, silencioso e insubstituível trabalho de restauração, conservação e catalogação do acervo documental municipal. É como afirmamos anteriormente: a descontinuidade é marca nefasta atual na esfera pública da Cultura local. Em passada lenta, mas, firme, toda uma construção que envolveu mentes, braços e recursos municipais vai sendo desperdiçada. É aquela velha história: documentos perdidos não voltam, nem conservados votam. Fomos, rebaixados. Leia a íntegra do relatório da AIC abaixo.

AIC entrega à Câmara e à FCJOL relatório sobre Arquivo Público Municipal

A Associação de Imprensa Campista (AIC) protocolou ontem (26), para a presidência da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, e hoje (27), para a presidência da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, relatório com as impressões de cinco pesquisadores da cidade sobre as condições do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho para receber o acervo do jornal Monitor Campista, atualmente sob a guarda do Poder Legislativo de Campos. A visita ocorreu no último dia 13, a convite da AIC. A entidade foi motivada pelo anúncio recente de assinatura de Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura e a Câmara para que o acervo fosse levado do prédio do Legislativo para o Arquivo Público. Dos cinco pesquisadores que realizaram a visita, quatro recomendaram que o acervo do Monitor Campista não seja levado para o Arquivo Público. O relatório sugere a reabertura do diálogo sobre o tema, assim como a discussão com a sociedade acerca da necessidade da construção de um novo arquivo público para o município, em prédio central e moderno, mais adequado à preservação de documentos históricos. A entidade também reafirmou a sua posição de defesa da criação da Fundação Monitor Campista, que, além de zelar pela preservação do acervo do jornal, voltaria a colocar a publicação para circular. Para a AIC, o Monitor Campista é um patrimônio não somente pelo seu acervo, mas também pela sua existência, que ainda pode ser retomada depois da "descontinuidade" ocorrida em 15 de novembro de 2009. Confira no link abaixo a íntegra do relatório. http://www.4shared.com/office/9cPwO-esba/Relatrio_Visita_AIC_Arquivo_Pb.html    
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Crise do Petróleo em Campos é história pra boi dormir
08/03/2015 | 08h22
Querem saber? Não passa disto. Basta um só exemplo na área da Cultura municipal. Na semana que se encerrou, o jornal Folha da Manhã, trouxe na capa da Folha Dois, no dia 05/03, matéria sobre a "suspensão do atendimento ao público por tempo indeterminado" no Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, sediado no Solar do Colégio. Notório é que há exatos 6 anos o Arquivo Público Municipal (APM) não recebe dos cofres municipais qualquer investimento que assim possa ser chamado. Pelo contrário, no afã de mostrar à opinião pública campista do grande interesse com a Cultura, terminaram (fizeram o projeto pelo meio, mas, reconheço, pelo menos terminaram o principal) as obras de restauração da antiga sede da Biblioteca Municipal - que também fora a sede da prefeitura e ainda a sede dos Bombeiros -, e instalaram o Museu Histórico de Campos, na Praça São Salvador. Por debaixo dos panos (aí é que foi evidenciado o desprezo com a cultura local), esvaziaram todos os demais órgãos que compunham o aparato cultural municipal. Para abrir de qualquer jeito o Museu Histórico, a prefeitura de Campos canibalizou todos os demais. De cada um transferiu o seu acervo, esvaziando-os em suas finalidades. Me refiro ao mobiliário da Biblioteca Municipal Nilo Peçanha, às obras de artes plásticas que constam (ao menos constavam) do patrimônio restaurado e devidamente arrolado da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, às tantas outras peças do Museu Olavo Cardoso (como, por exemplo, o conjunto do Museu da Ferrovia),  à equipe de servidores e técnicos do Arquivo Público Municipal. Abriram o Museu Histórico e fecharam o Museu Olavo Cardoso ( que por falta de funcionalidade e abandono está lá escorado, desmoronando). Abriram o Museu Histórico e deixaram de mão o órgão mais técnico, menos político, do setor cultural local: o Arquivo Público Municipal. Agora, querem vir com esse discurso Ctrl c Ctrl v de que a queda na arrecadação dos royalties é a vilã. Ora, como, se rolaram (e rolam) por anos os royalties bilionários sem que a população pudesse perceber o seu investimento em bem estar social? Senti sincero constrangimento ao ler na matéria, a explicação do respeitável museólogo e diretor Carlos Freitas: "Tem que combinar comigo. Se uma pessoa vem de emergência, a gente atende. As pessoas têm que combinar para fazer a pesquisa porque, em alguns documentos, apenas eu mexo, senão pode complicar a arrumação", explicou Freitas. ???? Para uma instituição voltada à memória e à pesquisa que já contou com dois museólogos, um arquivista, alguns historiadores, quase duas dezenas de estagiários em convênio com a UENF, Fenorte e Uniflu, pessoal de apoio, segurança, jardinagem e limpeza, é der dar dó. Inclusive dó do próprio diretor, jogado às feras ao ter que se espremer neste tipo de esclarecimento. Inventem outra desculpa de ocasião; quem sabe cola?! [caption id="attachment_8796" align="aligncenter" width="410"]museu olavo ft folha Foto Folha da Manhã[/caption]   [caption id="attachment_8798" align="aligncenter" width="410"]apm genilson pessanha Ft. Genilson Pessanha[/caption]        
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Solar dos Airizes: alívio e preocupação
14/07/2014 | 12h22
É como fico com a notícia veiculada ontem, (13/07),  na Folha da Manhã, sobre a venda do Solar dos Airizes.  O novo dono, segundo informação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), é uma empresa particular, a Vittek Participações e Empreendimentos. O proprietário anterior Nelson Lamego, disse à reportagem que o imóvel foi adquirido por uma empresa do Paraná, responsável pela construção de condomínios residenciais. [caption id="attachment_8324" align="aligncenter" width="500" caption="Foto. Hellen de Souza, Folha da Manhã"][/caption] O Solar dos Airizes, é uma das pérolas do patrimônio histórico regional. Era motivo de aflição para todos os que se interessam por preservar a história arquitetônica e cultural da região norte fluminense. Está localizado à margem da BR-356, (Campos – São João da Barra), a 6km da cidade, na localidade de Martins Lage, lado direito do rio Paraíba. Foi construída, no início do século XIX,  pelo Comendador Claudio de Couto e Souza, toda em esteios de madeira de lei e tijolos. Edificação característica dos imensos sobrados da região; dois andares, 60 metros de fachada. Até 1896,  nos fundos havia um engenho que foi demolido. Estive por duas vezes em seu interior com sérios problemas estruturais, risco de desabamento que se agrava a cada dia. Possui uma das capelas mais "femininas" que visitei. Linda. É minha esperança que passe urgentemente por uma restauração e que obtenha nova função social. É minha preocupação que de fato venha ter, afinal as obras não são de pequena monta, requerem projeto adequado e recursos financeiros. Não poderia deixar de expressar o meu absoluto desconcerto face à inapetência da prefeitura de Campos, e mesmo do governo do estado do Rio, em não ter feito a aquisição, restauração e instalação de um Museu (ou Centro Cultural) público municipal ou estadual. Como patrimônio histórico nacional, enfim, continuamos de olho. Boa vida ao Solar dos Airizes!!  
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O MAUSOLÉU DO CORONEL
15/01/2014 | 11h30
Conheci o Maranhão na juventude, é um Estado de se apaixonar de primeira. Passava algumas férias, de verão ou de inverno, em um sítio na Praia do Olho D'Água, na capital São Luis. Tudo nela me atraia: a negritude do povo, as praias de água turva e da areia socada pelas enormes marés a perder de vista. A batida do tambor ou da matraca dos Bois, de arrepiar. Apurei o gosto de cozinhar por lá; nas tapiocas, no arroz de cuxá, no preparo do caruru com o camarão salgado vendido a granel em qualquer biboca, nas frigideiras de sururu. Tudo acompanhado por um refrigerante rosa claro "Guaraná Jesus" ou pela saborosa cerveja Cerma, precedida por um gole de Tiquira (feita da mandioca), segundo eles a verdadeira aguardente brasileira . Das frutas, impossível não lembrar do cupuaçu, do carnudo bacuri, dos doces sapotis e dos estranhos abricós. São Luis combinava descaso e desigualdade social, muita pobreza sem memória com história, rico patrimônio material com musicalidade e poesia. Sua gente, se recostava e até dormia nas redes,  isso valia para qualquer classe social. De verdade aprendi com os maranhenses a usar a rede atravessada, como os indígenas. Na primeira noite dormida, caí da cama. Era janeiro - para eles inverno - , época das chuvas, acordei com o céu desabando na cabeça, corpo já no chão. Foram, até hoje, as chuvas mais torrenciais seguidas que já presenciei. Na manhã seguinte? Sol, como se nada tivesse havido. Passávamos as tardes mornas sob a brisa dos babaçus. A São Luis de então, não chegava a 500 mil habitantes. Fora do centro histórico, tinha ares de roça rasgada, longas distâncias a percorrer, meio desabitada. Estar em São Luis sem ir a Alcântara era como não ter completado a viagem. Acho que eram duas horas de enjoo no barco, de mar batido na boca da barra. Lá, era como se tivéssemos aportado pelo túnel do tempo no passado. E ainda tinha a simpática Ribamar e todo o interior. Este, por natureza lindo e humanamente miserável. Foram aulas práticas de Brasil. Dava dó ver fachadas inteiras de azulejos coloniais belíssimos saqueados por uma elite que em troca dos "velhos" azulejos da história acenava, aos moradores, com modernos azulejos "Klabin". Era o que mais se via, tanto na ilha quanto no continente (Alcântara). Tempos depois, em uma dessas revistas de fofoca, li entrevista com a já governadora Roseana Sarney. Ela mostrava, sua casa vasta, repleta de obras de arte sacra, inclusive para meu espanto, um altar?!  Chocante, mesmo. Mais recente voltei a São Luis a trabalho - encontrei tempo de conhecer a maravilha natural que são os Lençóis Maranhenses. Me deparei com uma cidade de 1 milhão de habitantes, frequentada por turistas europeus (franceses em sua maioria), alguns de seus imponentes sobrados restaurados onde foram instalados restaurantes com uma culinária e serviço sofisticados. Pelo centro histórico, intervenções de arte popular e, como não poderia deixar de ser, souvenirs de todos os gostos. O mesmo povo mestiço lascado pela pobreza. E música e poesia declamada. Registro essas lembranças como introdução ao artigo abaixo, do jornalista Sebastião Nery, escrito em 2007 e publicado ontem, 14/01, no site www.jornalpequeno.com.br, ver aqui . A leitura esclarece o tempo presente do Maranhão. SEBASTIÃO NERY O MAUSOLÉU DO CORONEL São Luís (MA) – Fernando Sarney, o filho empresário do senador José Sarney, pegou de manhã o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, no belo São Luis Resort Hotel, na praia do Calhau, aqui em São Luis, e o levou à casa do pai, um majestoso e coronelado quarteirão cheio de árvores e todo cercado de muro branco, bem ao lado do hotel. Quando entraram, Fernando foi logo com Mário Soares para um salão repleto de riquíssima coleção de objetos e imagens sacras de muitos séculos. Fernando mostrando, explicando, e Mário Soares olhando, perguntando, surpreso com tanto santo, de tantos séculos, na coleção de um cristão só. Depois de ver tudo, Mário Soares foi saindo: - Tudo bem, obrigado, já vi o museu, agora me leve à casa do Sarney. Sarney vinha chegando. Só então Mário Soares percebeu que o museu era apenas uma sala do casarão do “Coronel do Calhau”. SARNEY A marca macabra do letrado acadêmico dono da casa está logo na entrada. O portão de ferro do casarão, antigo, esverdeado e patinado, é um secular portal tirado do tombado cemitério de Alcântara. As duas pilastras de granito que sustentam o portão também saíram do cemitério de Alcântara. O mágico e fúnebre sopro da morte não está só aí. Castro Alves, cantando a batalha do “2 de Julho” da Bahia, disse que “o anjo da morte pálido cosia uma vasta mortalha em Pirajá”. A maior batalha de Sarney, aqui no Maranhão, nem foi, como se poderia imaginar, a trágica e acachapante derrota de Roseana na eleição para governador. É a luta por seu mausoléu: - “Num belíssimo jardim, no pátio externo do Convento, cercado de imensas palmeiras imperiais e de um exemplar de pau-brasil, está um retângulo, com três metros de largura por seis de comprimento, isolado por grossas correntes de ferro e coberto de granito preto”. O mausoléu do coronel. OLIGARQUIA É uma história metade Freud metade Odorico Paraguassu. Está contada em dois excelentes livros maranhenses: – “Sob o Signo da Morte: o Poder Oligárquico de Vitorino a Sarney”, do professor Wagner Cabral da Costa, mestre da Unicamp, “uma radiografia do poder oligárquico”: - “Sarney pretende erigir em seu nome um museu-mausoléu em São Luis. Por meio de uma fundação privada e utilizando-se de uma vasta rede de tráfico de influência, que abarca vários governadores do Estado, Assembleia, Justiça, Senado, pretende estabelecer uma espécie de Taj-Mahal maranhense, um monumento à morte, que celebra a dominação política dos vivos”. O outro é “O Caso do Convento das Mercês”, do jovem jornalista, formado em Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas, Emílio Azevedo. Minuciosamente, documentadamente, ele conta a história de um esperto golpe dado por Sarney e seus amigos para transformar o histórico Convento das Mercês, patrimônio público, em propriedade familiar. CONVENTO 1. – “Poucos dias antes de deixar a Presidência da República em 1990, Sarney vai ao cartório de sua irmã, em São Luis, e cria a Fundação José Sarney, para ter, ilegalmente, a posse, o domínio, a propriedade do histórico Convento das Mercês, onde o Padre Antonio Vieira fez muitos de seus sermões. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, com mais de três séculos e meio de história, comprado pelo Estado à Arquidiocese de São Luis em 1905, ocupa uma área de 6.500 m2, integrando um conjunto arquitetônico considerado pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade”. 2. – Em 90, o governador Cafeteira, aliado de Sarney, gastou 9 milhões e meio de dólares na reforma do Convento, propôs e a Assembleia aprovou sua doação para uma “Fundação da Memória Republicana”. Era um disfarce. Logo o nome foi trocado para “Fundação José Sarney”. Assumindo, o vice João Alberto, o “Carcará”, assessor de Sarney, fez um decreto de “uma doação firme e valiosa (sic) transferindo para a Fundação José Sarney todo o domínio, posse, direito e ação sobre o Convento, para que possa usar e gozar livremente como seu”. E pôs a doação em “escritura pública em cartório, em junho de 90?. SENADO E SUPREMO 3. – O deputado Freitas Diniz, dos Autênticos do MDB e fundador do PT, protestou. O Ministério Público denunciou e a Assembleia aprovou projeto do deputado Aderson Lago “anulando a doação” e “assegurando ao acervo privado do Memorial do ex-presidente a permanência no Convento”. Mas o Senado, numa ação de curriola jamais vista, foi ao Supremo Tribunal “em defesa dos direitos de um senador”. E o Supremo, minúsculo, anulou a decisão da Assembleia e garantiu o Convento como propriedade dos Sarney. 4. – Em entrevista à “Carta Capital” de 23 de novembro de 2005, Sarney disse que seu mausoléu “será um atrativo turístico e, no futuro, até ponto de peregrinação” (sic). E começou a faturar o mausoléu. Além dos US$ 9,5 milhões já gastos, a Fundação alugou ao Estado parte do Convento por R$ 80 mil mensais, recebeu mais R$ 1.139.142,72, tomou R$ 1.348,005,00 da Petrobras, tem gordas verbas anuais do Orçamentos Federal e comercializa para casamentos, festas, quermesses, shows. Nunca se viu cova tão rentável.
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Aquele abraço
08/07/2013 | 05h48
[caption id="attachment_6626" align="aligncenter" width="600" caption="divulgação"][/caption]

 

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IFF inaugura Centro de Memória em Quissamã
18/03/2013 | 06h19
[caption id="attachment_5932" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Google"][/caption]

 

O Instituto Federal Fluminense vai inaugurar o Centro de Memória “Identidade Local & Patrimônio Coletivo” do campus Avançado Quissamã, no dia 20 de março de 2013. A programação está marcada para começar às 17h30 com o plantio de uma árvore como ato simbólico de origem. Haverá também apresentação musical do Coral do Centro Cultural Sobradinho; a exibição do filme  “Areia de Quissamã”; palestras e visita à exposição  “Xilo Quissamã”, com obras de xilogravura do artista plástico Adriano Ferraioli. A expectativa é de receber 150 pessoas. De acordo com o coordenador do Centro, o professor Rogério Fernandes, o local será um espaço aberto para manifestações artísticas e culturais, para atender diversas funcionalidades seja como sala, estúdio de gravação ou cinema, e cuja história e acervo próprio serão construídos ao longo do tempo. “Defendemos a concepção de um espaço arena para a livre manifestação do pensamento. Pretendemos promover debates sobre temas que influenciam direta ou indiretamente a comunidade local, assim como realizar ações para a preservação de sua história cultural, por exemplo, as danças locais como o fado e o jongo”, explica Rogério. O espaço também vai desenvolver projetos de pesquisa e extensão ligados à memória social do trabalho de Quissamã. A primeira ação será em parceria com o IPHAN tendo como foco a memória afetiva da Cana de Açúcar e da Cia Engenho Central de Quissamã. “O projeto vai envolver a comunidade local que será capacitada de forma a realizar um trabalho audiovisual, a partir do mês de maio. Vamos preservar a história do engenho através da memória afetiva das pessoas que de alguma forma participaram desse  contexto”, afirma o coordenador. O Centro de Memória do campus Avançado Quissamã foi criado a partir de um Edital da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura do IFF que visava a implantação e/ou modernização dos Centros no Instituto, com o objetivo de construir a memória dos campi articulada à memória local. “Nosso objetivo é colaborar com o processo de construção de uma identidade local, de acordo com uma perspectiva de educação cidadã trabalhando pela preservação e divulgação da memória coletiva do próprio campus, inserindo-a no contexto mais amplo da história local”, finaliza Rogério.
Ascom Reitoria
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IFF e Iphan: Patrimônio ganha espaço
03/03/2013 | 12h14
A poucos dias de completar dois meses do abate assustador do histórico Casarão datado de 1870 e, que na história recente da cidade ficou conhecido como “Chacrinha”, uma parceria entre o Instituto Federal Fluminense (IFF) e o Instituto de Preservação do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan) para preservação do patrimônio cultural foi firmada na última terça-feira, na sede da superintendência do Iphan, no Rio de Janeiro. Trata-se de um termo de cooperação técnica para a criação de um sistema integrado de gestão do patrimônio cultural na baixada litorânea, no norte e noroeste fluminenses, regiões sob o âmbito de ação do IFF. Serão criados núcleos regionais — os três primeiros núcleos são em Campos, Quissamã e São Pedro da Aldeia. Serão dotados de estrutura apta a operacionalizar ações de preservação do patrimônio cultural, áreas de interesse comum ao Iphan e ao IFF. Há cerca de cinco anos, segundo o reitor Luiz Augusto Caldas Pereira, o IFF atravessa processo de mudanças internas que o desafiam a ir além da natureza e papel que até então compuseram a história da instituição. “Há uma preocupação com o papel contributivo na formação para a cidadania através de uma educação mais crítica, uma ênfase na pós-graduação e na formação de professores, 20% das vagas estão destinadas à licenciatura. Nessa linha acabamos de criar o curso de licenciatura em Letras. O protocolo assinado com o Iphan representa mais um passo na humanização do instituto”, disse Luiz Augusto. O reitor rememora as dificuldades enfrentadas, anos atrás, quando do desejo de reforma da Praça do Liceu de Humanidades e do próprio Liceu. “Falta mão de obra qualificada em Campos, falta-nos cultura, um ponto de vista, um olhar técnico. Nos três anos que estive afastado, trabalhando em Brasília, me aproximei do Iphan, provoquei instituições como a Rede Ferroviária Federal. Queremos participar do debate, fazer de forma a qualificar mão de obra para esse trabalho específico de preservação e restauração do patrimônio arquitetônico”, esclarece. De imediato, o IFF irá fortalecer o Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo existente na unidade local. Irá dar andamento no projeto de restauração do Solar da Baronesa de Muriaé, em Campos, bem nacional tombado desde 1974 por sua importância histórica e artística e cedido a Academia Brasileira de Letras (ABL). [caption id="attachment_5849" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Folha da Manhã"][/caption]

 

“É um ponto de partida. Há uma pré-disposição nossa, se vencido os limites jurídicos, de futura ocupação do Solar. Se a gente conseguir destravar os embaraços legais, viabilizaremos o desejo de lá desenvolver uma formação de elevação da cultura histórica, de formação de letras e de fomento literário”, frisa o reitor do IFF. Para tanto, Luiz Augusto, já fortaleceu a Pró-Reitora de Extensão do IFF, Paula Aparecida Martins Borges Bastos, a estar apta ao diálogo com as de mais representações. No próximo dia 11, haverá nova reunião de aprofundamento com a presença do Ivo Barreto, responsável pelo Escritório Técnico do Iphan, na Região dos Lagos. Em seguida, Luiz Caldas irá ter um entendimento com o jurídico da ABL. Quer se cientificar se o Solar pode ser de fato doado, passo seguinte irá a Brasília apresentar o projeto de restauro e de uso, “Se a gente resolve com o jurídico, faremos a construção, a concepção dentro da nossa governança. Há um custo para recuperar, há um custo para manter”. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de sábado, 02/03.
   
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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