ADMINISTRAÇÃO PROVINCIANA
18/12/2013 | 12h59
Acabo de ser informada por um usuário da Biblioteca Municipal Nilo Peçanha de que o jornal Folha da Manhã não é mais oferecido, pela FCJOL, à população, na seção dos jornais. A explicação dada pelos servidores da Biblioteca é a de que o convênio terminou, não foi renovado. É desculpa esfarrapada de uma administração pública que só aceita o jornalismo de cabresto, não convive com a liberdade de expressão e de informação. Todos que em algum momento recorreram à leitura gratuita na Biblioteca sabem que até o Partido da República (PR) estar no governo,  jamais qualquer censura foi feita a qualquer jornal, seja lá de qual matiz de opinião. A meu ver mais um lance ridículo, um escárnio praticado na Cultura local. Se propor restringir o acesso à leitura do que quer que seja é um despautério  à inteligência do campista. Talvez o tribufu instalado em praça pública, como decoração natalina, seja o retrato da atual gestão municipal. [caption id="attachment_7336" align="aligncenter" width="620" caption="Ft. Facebook"][/caption]

 

 
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Inapetência administrativa
09/07/2013 | 03h52
Basta chover que pipocam nas redes sociais, blogs  e mídias digitais esses registros de campistas revoltados com a falta de solução.  À prefeitura de Campos, não faltam recursos financeiros.  Ontem mesmo o jornal chapa branca local abriu manchete "Mais de 2.500 licitações em cerca de quatro anos".  Evidente então a falta de vontade de resolver. Cena da manhã de hoje, 09/07, em frente à Padaria Salete. [caption id="attachment_6636" align="aligncenter" width="580" caption="Facebook"][/caption]

 

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Ele continua o mesmo Aristides
06/05/2013 | 04h22
Ele é Patrimônio da Humanidade. Um dos, certamente, mas, não é para qualquer um. Um carioca que, aos 23 anos aqui aportou, fincou raiz, amadureceu, espalhou sementes.  Trata-se de Aristides Arthur Soffiati, professor universitário, ambientalista, acadêmico e um dos mais antigos colaboradores da Folha da Manhã.  Soffiati lança o livro “As Lagoas do Norte Fluminense” (Essentia Editora), na próxima quinta-feira, em noite de autógrafos  no Campus/Centro do  IFF , às 18 horas. Na ocasião, ele relança o livro “Mínima Poética”, anteriormente lançado na Academia Campista de Letras. [caption id="attachment_6178" align="aligncenter" width="550" caption="Charge Marco Antonio Rodrigues (Capa da Folha Dois, domingo, 5/05)"][/caption]

 

“As Lagoas do Norte Fluminense” é uma coletânea de artigos jornalísticos, entrevistas, cartas públicas e documentos, alguns raros. Não é um livro científico.  Foi escrito com uma linguagem agradável e acessível, bem ao estilo Soffiati. “Demorei muito, desde 1978, escrevendo e reunindo o material sobre órgãos que foram extintos como o DNOS – Departamento Nacional de Obras de Saneamento. A sede geral do DNOS era ao lado da Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Informaram-me, então que com a extinção das funções do departamento, o prédio estava largado, os papéis, mapas e fotografias estavam sendo vendidos a peso pela população. As fotografias, em torno de 17 mil, usadas como varal de roupa. Na época eram filmes de celulóide. Fui ao Ministério Público, fiz a denúncia. Tive acesso a cópias que me foram doadas e entreguei o material do Norte fluminense ao IFF, está lá preservado e digitalizado”, diz o professor. Soffiati esclarece que a maioria dos textos foi publicada na Folha, entre 1978 e 2012. A sua trajetória de luta em defesa das lagoas do Norte fluminense está esmiuçada. “É a parte mais opulenta do livro de um indivíduo que foi aprendendo, apanhando e adquirindo conhecimento como um instrumento necessário ao embasamento das lutas. Dele constam propostas, não só denúncias e reclamações. Deixo minha contribuição a quem quiser trabalhar. Se destina ao leigo, mas, à pesquisa também”, relata. A capa é bonita, uma panorâmica do nosso litoral com a terra sinuosamente alinhavada pelas águas da Lagoa do Açu e do Banhado da Boa Vista. Na contracapa, em preto e banco, a imagem inesperada de Soffiati em pé em um barco sendo literalmente protegido por um soldado armado, um fuzileiro naval. No fundo do barco muitos canos de PVC, artefato que foi utilizado para dinamitar os diques irregulares que reduziam o espelho d’água da Lagoa Feia. “Esperava nunca ver isso”, relembra risonho. Este ano de 2008, foi o momento áureo da sua luta em prol da preservação do patrimônio ambiental. Foi um verão com enchente,  que o Ministério Público o procurou para que apresentasse alguma solução. “Era preciso ampliar a área original da Lagoa Feia, reduzir o impacto das enchentes. Uma lagoa é também uma esponja”. O professor informa que no início do século XX, em 1900, a Lagoa Feia, tinha 370 km². Em 1970 só estava com 170 km², ou seja, em apenas 70 anos perdera 200 km², mais da metade. “Propus, detonar cinco diques. Foi inacreditável, ter os militares me defendendo, rompemos quatro deles. Hoje, segundo estudo do IFF a Lagoa Feia recuperou 40km². Está com 210km²”, fala satisfeito com a vitória. Olhando para trás, Soffiati, nitidamente observa a falta de noção do perigo e a sua ousadia em desafiar pessoas do Exército, Polícia Federal, deputados estaduais, vereadores. Foi sete vezes processado, ganhou todas. Entre os que o processaram estão o radialista Barbosa Lemos, a Cedae e o deputado federal Garotinho. Também foi processado por uma juíza de São João da Barra, “Reconheço que eu tinha uma atitude temerária, fazia parte, não retiro nada, não me arrependo, conta uma história”, frisa ele. O professor que fez da defesa da natureza o seu campo de lutas nunca quis se ligar diretamente a política, apesar de sempre ter feito política. Não pertenceu a algum partido político. Fez do Centro Norte Fluminense de Conservação da Natureza – CNFCN – a sua ferramenta, o seu partido. “Fui percebendo o quanto é fácil ser revolucionário em sala de aula. Ao longo dos anos, me calibrei no processo, sem perder o perfil crítico”. No presente, Soffiati, está aposentado do magistério, não da vida pública. Afirma carregar um ônus: “Me pedem tudo, que eu resolva tudo. Bajulam-me, pesa uma responsabilidade. Mas não sou órgão público”! Luciana Portinho Capa da Folha Dois, domingo, 5/05.
 
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Incentivo à leitura longe do ideal em Campos
01/02/2013 | 11h43
Para atingir a meta prescrita na Lei 12.244 de 2010, o Brasil precisa criar 130 mil bibliotecas até 2020. A mesma lei determina a existência de pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino público e privado do país. Atualmente, da rede pública brasileira apenas 27,5% das escolas têm biblioteca. Nacionalmente, segundo levantamento do movimento “Todos pela Educação”, para equipar todas as unidades escolares, seria necessário, nada menos, do que construir 34 unidades por dia. Em Campos, se-gundo dados da secretaria Municipal de Educação, com cerca de 60 mil estudantes na rede pública municipal, das 165 escolas e 79 creches, existem bibliotecas aproximadamente 100 delas e o  total de livros disponíveis não foi quantificado. Além das bibliotecas, existem as salas de leitura nas unidades de ensino de Campos. São 38 salas de leitura; estas são espaços destinados a leitura, mas, não contam com a presença do bibliotecário e sim de professores denominados “incentivadores da leitura” que percorrem as escolas da rede municipal através do Programa Municipal de Incentivo à Leitura “Ler para Ser”. A coordenadora do programa Maria Auxiliadora Martins explica que são quatro profissionais no programa. “Às vezes há pouco espaço na escola para o funcionamento de uma biblioteca, o que não nos impede de trabalhar a leitura na escola. Nossa equipe é formada por quatro profissionais que percorrem as unidades escolares no ônibus do programa de incentivo à leitura”, disse Maria Auxiliadora. No país, como um todo, a justificativa corriqueira para o não cumprimento da lei é a falta de espaço físico. Campos não foge à regra. Se-gundo a secretária municipal de Educação, Joilza Rangel Abreu, “As novas escolas e creches já contemplam o espaço físico da biblioteca. Desde que assumi a secretaria, foram criadas 20. Recentemente inauguramos oito creches, nessas a biblioteca foi prevista. Nas escolas mais antigas, em algumas, nem há espaço disponível para tal. É prioridade da secretaria de Educação o investimento em aquisição de livros. Agora, para 2013, foi feita uma grande compra de livros. Cada aluno da 6ª série terá seu exemplar. Tem sido um investimento crescente. Desde cedo, o estímulo à leitura é parte do modelo pedagógico adotado por nós”, frisa a secretária. Pela Lei 12.244 até 2020, ou seja, daqui a sete anos, em se tratando unicamente do ensino público municipal, Campos por possuir 165 escolas, necessitará contar com mais 65 bibliotecas implantadas. Significa dizer que, por ano, terão que ser criadas, em média, 9  unidades. Para o cumprimento da lei, o acervo total de livros disponível (ao número de alunos  existentes na rede municipal hoje) deverá ser de 60 mil. Porém, não se sabe o total de livros disponíveis hoje na rede. A título de curiosidade, a maior biblioteca pública de Campos, a Biblioteca Nilo Peçanha (com sede no Palácio da Cultura), mesmo somando o acervo das Casas de Cultura em Conselheiro Josino, Goytacazes e  Farol de São Thomé — não atinge os 30 mil exemplares. Obra deixou biblioteca fechada por um ano O Centro Educacional 29 de Maio, uma das escolas tradicionais da área urbana de Campos, no bairro da Pecuária, desde o dia 2 de janeiro de 2012, entrou em ampla reforma. Segundo a diretora Heloisa Salomão, que assumiu a direção no início de 2011, a escola que está finalizando o processo de matrículas, conta com cerca de 900 alunos. “Como a reforma foi demorada o último ambiente ainda a ser mexido é o da biblioteca. Por necessidade da obra, a biblioteca que sempre foi atuante na vida dos alunos, não teve como funcionar no ano passado, serviu de depósito e não houve tempo hábil de concluir a obra. Na tentativa de suprir a sua falta, uma equipe pedagógica em projetos especiais trabalhou na sala de leitura com a literatura de Monteiro Lobato”, frisou a diretora que aguar da a liberação do espaço. Luciana Portinho * Publicado ontem (30/01) na capa da Folha Dois.
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