Vê.... os flamboyants floridos
03/01/2013 | 12h56
Em um início de estação onde temperaturas beiram os 40 graus é que o campista se ressente de uma arborização visível na área urbana do município. São avenidas e ruas que pela falta adequada da presença de árvores, amplificam a reflexão da solina pelo asfalto. Áreas verdes trazem conforto visual aos olhos, acariciam os ouvidos com a presença dos pássaros que nelas recriam seu habitat, criam as desejadas zonas de sombreamento e colaboram na manutenção da temperatura a níveis menos agressivos ao corpo humano. Em Campos, verão já foi sinônimo de Flamboyants (Delonix Regia) que copados nos matizes de coral, abóbora e amarelo, coloriam a paisagem da cidade. Esta alegre espécie, por suas raízes superficiais espraiadas, foi sendo aos poucos banida da área urbana por causar dano às calçadas e à rede de esgoto em busca de umidade. [caption id="attachment_5482" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Para o professor e ambientalista Aristides Arthur Soffiati, aqui o traço marcante é o da desarborização, “As ruas estão escalvadas”. Ele estabelece um paralelo entre grandes cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, nelas o planejamento urbano não desprezou o cultivo de amplas áreas verdes, praças e extensos parques. O ambientalista também cita municípios menores como o de Cantagalo (região serrana do estado do Rio de Janeiro) onde animais silvestres são vistos  nas praças. “Não há explicação plausível para a indiferença do poder municipal de Campos com a criação de áreas verdes públicas na malha urbana. Isso seria tão fácil de fazer, mas, o que se vê são as grandes áreas ainda não construídas serem destinadas a criação exclusiva dos grandes empreendimentos imobiliários. Quando se trata de arborização urbana, há uma dívida grande da prefeitura com a sociedade”, frisa Soffiati. Na Prefeitura de Campos é a secretaria Municipal de Meio Ambiente, o órgão responsável pelo plantio e manutenção das árvores em toda extensão do município. Através do secretário Wilson Cabral, é esclarecida a atribuição da pasta que segundo ele é intensa e ininterrupta. “Temos o compromisso de manter a arborização já existente e de fazer o plantio e replantio de espécies adequado às áreas específicas, como por exemplo, beira de rio, calçadas, interior e cidade. A secretaria tem uma meta. Somos um município de 4.032 Km², não é tão simples. No entanto, temos a consciência da importância; em números são cerca 1.500 mudas/mês”, disse Cabral, que reafirma o plantio realizado em bairros do Programa Morar Feliz como no Parque Prazeres, Tapera II, Eldorado e Santa Rosa. Wilson Cabral solicita a participação da população para que colabore na indicação de exemplares que possam oferecer risco à população ou mesmo que estejam doentes, sugerindo podas técnicas. Para esse fim, há na secretaria municipal de meio ambiente, um telefone disponível ao cidadão que queira solicitar o plantio ou serviço de poda. É o disque-poda: 2725.1234. Funciona das 8 às 17 h, de segunda-feira à sexta-feira. Luciana Portinho Capa da Folha Dois, Folha da Manhã de hoje, 03/01/13  
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Luciana Portinho

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