FALTA UMA
08/02/2016 | 10h44
  [caption id="" align="alignleft" width="303"] FOTO www.pragmatismopolitico.com.br[/caption] Ao falar que o Brasil está “perdendo feio” a guerra contra a dengue, o ministro Marcelo Castro prestou um serviço, embora incompleto, porque essa não é nossa única “derrota feia”. Perdemos a guerra contra a violência: o clima de guerra já se apossou tanto da sociedade, que nos acostumamos a fugir das ruas, trancafiarmo-nos em nossas casas, condomínios fechados, carros e shoppings. A tal ponto, que já não nos perguntamos como viver em paz, apenas como conseguir segurança prendendo menores e liberando porte de armas aos cidadãos. Perdemos a guerra da educação. Com mais de 50 milhões de brasileiros adultos sem o ensino fundamental, ainda que um governo sério decida fazer a revolução na educação de base, as crianças já nascidas chegarão à idade adulta despreparadas para enfrentar o desafio da era do conhecimento; não serão capazes de levar o Brasil ao desenvolvimento que precisamos. Perdemos feio a guerra contra a desigualdade social. Mesmo depois de 15 anos de Bolsa Escola/Família, continuamos campeões de desigualdade, e os resultados na luta contra a fome estão regredindo por causa da inflação. Perdemos feio a guerra do desenvolvimento científico e tecnológico, da inovação e da competitividade. Em muitos setores, estamos atrás até mesmo de países pequenos e sem tradição de desenvolvidos. E nossa educação, nossas empresas, nossas universidades não estão preparadas para enfrentar este desafio. Perdemos a guerra da saúde. Não a tratamos como uma questão sistêmica que cuide da água potável, do saneamento, do trânsito, da saúde primária e de hospitais eficientes servindo ao interesse do doente, e não de empresários, sindicatos ou políticos. Perdemos momentaneamente a guerra contra a inflação, e há sério risco de que não seremos capazes de vencer esta guerra por não querermos tomar as decisões necessárias. Perdemos feio a guerra contra a dívida pública; além de perdemos também a guerra do endividamento das famílias e empresas. Perdemos a guerra das cidades, transformadas em “monstrópoles”; violentas, feias, com trânsito atravancado, ruas inundadas e casas sem água. Perdemos também a batalha do transporte público. Perdemos feio a batalha da gestão pública, com um Estado ineficiente, dependente dos vícios dos partidos por aparelhamento, dos empresários por subsídios e desonerações fiscais; entregue à voracidade corporativa dos sindicatos, desprezando-se eficiência e mérito. Perdemos a guerra contra a corrupção. Apesar da Lava-Jato, a prática, continua generalizada e o crime impune. Perdemos feio a guerra da credibilidade na política e nos políticos, e nada será feito se esta guerra não for vencida. Estamos próximos de perder a batalha da democracia: com um debate centrado no impeachment de uma presidente com mandato ou na conformação a um governo eleito com notória incompetência para vencer as guerras e conduzir o Brasil para o futuro. Felizmente, ainda não perdemos a guerra da esperança. Cristovam Buarque é senador pelo PDT-DF e  professor emérito na UNB. Artigo retirado das redes sociais.
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O fundo do buraco é fundo
28/09/2015 | 12h39

E lá vamos nós seguindo persistentemente pro fundo do buraco. Tem horas em que parece não ter fim e nós obstinadamente queremos alcançá-lo. Assim parece.

Ontem, domingo (27) na cidade do Rio de Janeiro, a Polícia Militar em ação intensa contra roubos e arrastões na orla da Zona Sul deteve 22 crianças menores de 12 anos desacompanhadas (uma delas tinha apenas 8 anos). Todas sem documentos. O secretário de Segurança José Mariano Beltrame acompanhou pessoalmente a realização da Operação Verão, lamentou a situação dos garotos. Quem assistiu à entrevista do secretário teve a visão do esgotamento dele, afinal problemas sociais são empurrados com a barriga e sobram para a PM resolver, como se isso fosse possível. Beltrame deixou a impressão de que está por um fio para "jogar a toalha". — É muito triste ver crianças sem responsáveis — afirmou Beltrame. — É por isso que a gente precisa trabalhar de forma integrada. Também acho que uma criança de 8, 11 ou 12 anos que diz ser responsável por outras, ainda menores, transcende muito a competência de qualquer órgão. Isso volta para a família brasileira. [caption id="attachment_9297" align="aligncenter" width="564"]IMG_6925 Igor Mello / Agência O Globo[/caption]
Chegamos às raias do inacreditável socialmente.
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Do Facebook para o blog
07/09/2014 | 07h53
IDEB DE CAMPOS: A HISTÓRIA DE UM VEXAME NACIONAL. É mesmo inacreditável que Campos, com tamanha tradição cultural, tenha chegado ao pífio posto de antepenúltimo lugar na classificação do Ideb no Estado do Rio. Nos colocaram no 88º do ranking da educação fluminense. E isso sem contar que somos o maior produtor de petróleo, a maior arrecadação de royalties. Sem contar que no ano de 2014, recebemos R$ 170 milhões, do governo federal (através do Fundeb). Sem contar que a prefeita Rosinha Garotinho (há seis anos no governo) "prometeu" tirar Campos dessa situação de calamidade na Educação. Nada foi feito! Nada, nada justifica.  #DrMakhoul1309Federal #DiferenteDeTudo #EducaçãoParaTodos #ValorizaçãoDosProfissionaisDaEducação Curta nossa página: www.facebook.com.br/drmakhoul
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Segue denúncia de uma professora campista
29/06/2014 | 09h48
Querida Chará, Gostaria de compartilhar contigo a “carta” que escrevi a todos os vereadores, sendo situação ou não, visto que no meu entendimento edis foram eleitos para fiscalizar e elaborar leis orgânicas em benefício da população. Muitas pessoas me questionam e querem me passar recibo de insana ou até mesmo de “doidinha”…Não me importo pois sou uma sonhadora, idealista, independente de qualquer foro ou partido político.Pois a Educação que primo e luto vai além, mas muito além destas picuinhas, baixarias e descasos por conta de um DAS ou coisa parecida.Segue a “carta” msn(via facebook, diretamente ao face de cada edil) “Boa Noite! Não sei se será boa noite. No momento não tenho tido boas noites de sono,mas não é por passar por esse fato que deveria deixar de te desejar. Explicarei o porquê? Já se passaram 29 meses ou seja 2 anos e 6 meses, que as escolas municipais, João Goulart e Jacques Richer estão funcionando num mesmo prédio.Ambas no prédio da Escola M.Jacques Richer em Campo Novo.O que tem deixado todos das duas unidades estressados por motivos óbvios. Como suportar trabalhar com barulho de panela de pressão, crianças perpassando por dentro da sala de outra professora para ir ao banheiro…e sem esquecer de citar, o desconforto e a desatenção dos alunos no quesito aprendizagem. Foram desativadas a sala de informática e o refeitório(não funcionam há 29 meses), para serem transformadas em salas de aulas provisórias por um determinado tempo (esse tempo que nunca termina). Bom, vamos ao que realmente interessa! Gostaria que você fizesse uma visita à escola Jacques Richer para constatar todo o meu relato e o quanto há de morosidade em “duas obras” que pelo teor do valor e do tempo, já eram para estarem concluídas.É muito triste ver tanto, mas tanto descaso com a educação no nosso município, principalmente na zona rural. Os edis precisam EXIGIR mais atenção com a EDUCAÇÃO. Fiscalizar MAIS as obras e as nossas denúncias!!!! Gostaríamos de receber uma visita sua, o mais rápido possível.Afinal de contas vereadores foram eleitos pelas comunidades para fazerem a diferença, e eu (professora há 20 anos), TAMBÉM tenho procurado fazer a diferença enquanto educadora na/pela comunidade que leciono. Muitíssimo obrigada pela sua atenção! Continue na PAZ! Abraço Luciana Soares Marques
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MEC desvincula 72 instituições do Prouni
14/05/2014 | 02h30
O MEC tem agido corretamente. Oferece condições - antes não vistas - e cobra reciprocidade das universidades, tanto do ponto de vista da qualidade de ensino oferecida à população como do recolhimento de tributos devidos e organização administrativa.  É uma pena que ainda poucos estabelecimentos de ensino superior não correspondam à confiança do Ministério da Educação. Ver íntegra da matéria abaixo.
Fim da conversa no bate-papo
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"Ela fica fazendo essas obras porcas e meu filho sem aula"
21/03/2014 | 10h11
Esse o desabafo de uma mãe cujo o filho da 4ªsérie da Escola Municipal Lídia Leitão de Albernaz, Parque Cidade Luz, está há uma semana sem aula por falta de professor. A revolta da mãe vem natural  ao observar a rua que por mais de um ano ficou interditada em obra da prefeitura. Hoje, o cruzamento amanheceu com trator, dois caminhões e uma dezena de homens , abriram nova cratera. "Muito difícil", diz ela. "Ele está a semana toda sem aula por falta de professor. No ano passado, meu filho perdeu de ano em parte por culpa da prefeitura. Foi a ano inteiro tendo uma semana sim, outra não de aula. Bota aí que minha sobrinha, também da 4ª série do Colégio 29 de Maio, Pecuária, está com o mesmo problema", fala a mulher.
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PONTOS DE VISTA
07/03/2014 | 08h14
PONTOS DE VISTA Conta a lenda árabe que quando Deus distribuiu as riquezas entre os seres humanos ninguém ficou satisfeito com o que recebeu. Achava que merecia muito mais do que tinha recebido. Deus já havia distribuído os cérebros com as suas funções mentais de cognição e razão e aí todos tinham ficado satisfeitíssimos, cada qual achando que recebeu o melhor cérebro entre todos. Quando se analisa qualquer questão, o resultado da análise evidentemente depende da cabeça de cada analista. O fato é que quando qualquer um de nós faz uma análise conclui, obviamente, de acordo com o melhor cérebro do mundo, que é o dele. Daí vem o adágio popular que diz ‘cada cabeça, uma sentença’. Quando por obra do destino, qualquer ser é alçado à condição de representante do povo ou de gestor de um município, um estado ou um país, ele não tem a menor dúvida de que sua opinião é a mais qualificada de todas. Como os outros, regra geral, não estão em condições de se contrapor, prevalece a sua opinião, por mais estapafúrdia que seja. Os nossos representantes e gestores quando eleitos - não importa como, se foi na aba dos outros, ou por mérito próprio, comprando votos ou não, ou usando o poder quando é o caso de reeleição - para convencer as pessoas a votarem neles e nos seus indicados vão perpetuando a pobreza e a ignorância e, consequentemente, a dependência de muitos eleitores: não investem, intencionalmente, em políticas estruturantes na educação e na saúde, e não criam condições de sustentabilidade e trabalho digno, ficando os cidadãos à mercê do ‘cheque cidadão, ‘bolsa família’, e outras bolsas e bolsinhas. Nada tenho contra a ajuda à população menos favorecida com bolsas, cheques cidadãos, restaurantes populares e passagens a um real. Pelo contrário, defendo o seu uso por um tempo determinado para satisfazer a necessidade premente destes nossos irmãos menos favorecidos. Só que não podem ser perenes e tampouco um fim em si próprias, mas apenas como um meio, até que possam ser sujeitos de sua própria história e não objetos político-eleitorais. Este é o meu ponto de vista. Makhoul Moussallem 
Médico e Conselheiro do Conselho Regional e Federal de Medicina
* Artigo publicado hoje, 07/03, no jornal Folha da Manhã
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Professores: cuidado!
28/02/2014 | 06h00

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Sem margem à especulação
23/02/2014 | 09h38

Com um discurso claro, sem margem às idas e vindas alardeadas pelos adversários e pela grande mídia o senador Lindberg Farias, teve sua pré-candidatura homologada por unanimidade dos delegados ao Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado ontem (sábado, 22/02, na quadra lotada do Salgueiro, zona norte do Rio de Janeiro). Na presença de toda a bancada federal, estadual, do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro e do presidente nacional da legenda Ruy Falcão, unidade foi o tom do encontro estadual. Representado, pelo presidente do diretório local, Makhoul Moussallem, pelo vereador Marcão, pelo suplente de vereador Alexandre Lourenço e pela ex-vereadora Odisséia Carvalho unidade foi o clima que envolveu a delegação campista presente.

Para Ruy Falcão, o encontro unanimemente consagra Lindberg. “Basta de muita fofoca, intriga e pressões para a retirada da candidatura. Fim ao “Complexo de 1988”; queremos o Rio de Janeiro para todos os habitantes do Rio de Janeiro, o povo quer mudança”, afirmou ele. Entre citações ao legado de Leonel Brizola, o deputado estadual Brizola Neto falou em nome de uma dissidência no brizolismo. Anunciou apoio e identificação à pré-candidatura de Lindberg, “Lamento que o PDT não tenha optado por um governo popular”, disse Brizola Neto. Aliás, Brizola também inspirou o discurso de Lindberg, ao sinalizar a Educação como prioridade no plano de governo. Comprometeu-se a recuperar os 503 Cieps do Rio de Janeiro, implantar a escola de tempo integral. “Faremos uma campanha equilibrada, reconhecemos os avanços, mas, reconhecemos o que está sendo feito de forma errada. Minha candidatura não é um capricho, tem uma causa. Esqueceram-se do povo, elegeram prioridades que não são da vida do povo; a Saúde acabada, o transporte um caos. O Maracanã que era um estádio para ricos e pobres depois de uma reforma onde foram gastos R$1,2 bilhão de reais, agora o povo não entra mais. Quero cuidar da vida das pessoas”, discursou o pré-candidato ao governo do Rio.

Temas como reforma política, reforma do judiciário, reforma urbana, reforma policial, black blocs, monopólio da Globo, UPPs, segurança e distribuição mais democrática dos recursos públicos pelo estado, não ficaram de fora. “Temos que radicalizar a democracia, o momento é mais um passo na reforma democrática. Vou dividir o estado em regiões e pensar um orçamento para cada território”, disse.

Quem também teve sua pré-candidatura a deputado federal homologada no encontro foi Makhoul Moussallem. “O encontro foi motivador pela quantidade de pessoas, por serem todos militantes e pela definição inequívoca do Rui, presidente nacional do partido ao focar Lindberg como o real palanque de Dilma e Lula no estado. Também o foi pela reafirmação do nosso nome, como sendo o porta voz na região norte na dobradinha Makhoul/Lindberg”, falou Makhoul. Fotografias Luciana Portinho
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FMC: é nossa!
19/02/2014 | 08h34

Mais um ano se inicia e a Faculdade de Medicina de Campos fiel à sua vocação, dá as cartas na educação em Campos. Salve, salve!

 
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