PINA DE WIM WENDERS
09/04/2012 | 06h21
Assisti maravilhada ao filme Pina do cineasta alemão Wim Wenders. Sem exagero somos levados ao êxtase, aquela superação que só a arte é capaz de em nós provocar. O filme é o máximo. Trata-se de um documentário sobre a coreógrafa e bailarina alemã, Pina Bausch (falecida em 2009). Só que não é um documentário padrão. Não, é um filme de arte: dança, balé e teatro. Somados à música e às paisagens desfilarão integrados em uma estética de vanguarda. Wim Wenders consegui criar a arte dele na arte dela, somou as duas. A cidade onde se passam as cenas externas é Wuppertal, na região do Ruhr, Alemanha. Uma cidade um pouco menor do que Campos, mas que também tem um rio, o rio Wupper. É a cidade da revolucionária Pina Bausch e de seu corpo de dança. Com cerca de 360 mil habitantes, é um brinco de limpeza e assepsia. Wuppertal que foi 40% destruída na segunda guerra,  é conhecida pelo extraordinário teatro-dança de Pina Bausch e também por seu genial monotrilho, criado em 1901. Moderníssimo, desliza silencioso e suspenso a uma altura de 8m por toda a cidade. Falar das tomadas do filme em que são encenados algumas de suas peças como "Café Müller" e "Sagração da Primavera" é fazer você pensar em espaços amplos integrados aos elementos da natureza. São movimentos fortes que se cruzam calados. O limite é testado o tempo todo. Destaco toda a companhia de dança. Os sentimentos transparecem, brotam das faces sem nenhum disfarce, descolados que são do padrão consumista de beleza ocidental. Deixo aqui o trailer oficial. Um aperitivo. Você se tiver oportunidade de vê-lo no Rio de Janeiro, vá, nem pense duas vezes. E constatará que não cometi exagero algum. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=QWq6BbFm4nE[/youtube]  
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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