'FRISSON' NO VELHO CONTINENTE
12/05/2015 | 10h16
Em uma visita histórica, o presidente da França François Hollande, chegou a Cuba no último domingo (10). É a primeira de um presidente francês desde 1898, final do século XIX, quando da independência de Cuba da Espanha. Desde os anos 1980, é a primeira visita oficial de um chefe de Estado europeu. Neste momento em que Cuba e Estados Unidos reataram as relações diplomáticas, a França quer ser pioneira, de olho em possíveis relações comerciais, apostar na renovação cubana. Ontem (11), Hollande fez um apelo para o fim do embargo dos EUA a Cuba, afirmou que a França fará de tudo para que "a abertura possa se confirmar" e que "as medidas que tanto prejudicaram a ilha possam enfim ser eliminadas". Desde 1991, a França vota a favor da resolução que exige o levantamento do embargo na Assembleia Geral da ONU.
É uma visita de oportunidades. Hollande foi acompanhado de 30 empresários franceses , a delegação incluiu sete ministros e vice-ministros. Como o décimo parceiro econômico da ilha, a França busca expandir sua presença no mercado cubano.
O deslocamento de François Hollande a Cuba suscitou certa excitação na França. O jornal Libération (de gozação) estampou na primeira página uma mistura do retrato do presidente com o do Che Guevara, morto há 48 anos. O fascínio, apesar de enfrentar na atualidade forte contestação ao regime político cubano, data de longe: intelectuais de esquerda alimentavam a esperança de que Cuba ofereceria solução à espinhosa equação entre socialismo e liberdade. Até 1968 este entusiasmo persistiu e mesmo setores da direita vibravam com a atitude de Fidel Castro de "bater pé" frente aos Estados Unidos, aos quais os franceses de um modo geral menosprezam culturalmente.
Francois-Hollande-en-Une-de-Liberation-le-11-mai-2015_exact1024x768_pO presidente francês também se reuniu com o ex-presidente cubano, Fidel Castro, a conversa durou cerca de uma hora.
— Tive diante de mim um homem que fez História. Há um debate sobre qual será seu lugar e quais serão suas responsabilidades na História. Mas, ao vir a Cuba, queria conhecer Fidel Castro, esclareceu Hollande. Fontes. Le Figaro, O Globo  
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Seis mil médicos cubanos em áreas carentes do Brasil
07/05/2013 | 12h02
Seis mil médicos cubanos vão atender em regiões carentes do Brasil. Acordo, anunciado pelos ministros de Relações Exteriores dos dois países, tem apoio da Organização Pan-Americana de Saúde ( post do sítio  www.pragmatismopolítico.com.br,  .....) Os governos do Brasil e de Cuba, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, estão acertando como será a vinda de seis mil médicos cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes. Os detalhes estão em negociação. Os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o cubano Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla, anunciaram ontem (6) a parceria.
médicos cubanos brasilBrasil trará 6 mil médicos cubanos para atuar em regiões carentes (Foto: Reprodução) 
Patriota e Rodríguez não informaram como será a concessão de visto – se será definitivo ou provisório. Segundo o chanceler brasileiro, há um déficit de profissionais brasileiros na área de saúde atuando nas áreas carentes do país, daí a articulação com Cuba. “Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico”, disse ele. As negociações para o envio dos médicos cubanos para o Brasil foi iniciada pela presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2012, quando visitou Havana, a capital cubana. Ela defendeu uma iniciativa conjunta para a produção de medicamentos e mencionou a ampliação do envio de médicos cubanos ao Brasil, para apoiar o atendimento no Serviço Único de Saúde (SUS). “Cuba tem uma proficiência grande na área de medicina, farmacêutica e de biotecnologia. O Brasil está examinando a possibilidade de acolher médicos por intermédio de conversas que envolvem a Organização Pan-Americana de Saúde, e está se pensando em algo em torno de seis mil ou pouco mais”, destacou Patriota. Leia também Segundo o chanceler brasileiro, as negociações estão em curso, mas a ideia é que os profissionais cubanos atuem nas áreas mais carentes do Brasil. “Ainda estamos finalizando os entendimentos para que eles possam desempenhar sua atividade profissional no Brasil, no sentido de dar atendimento a regiões particularmente carentes no Brasil”, disse. A visita do chanceler de Cuba ocorre no momento em que o presidente cubano, Raúl Castro, implementa mudanças no país, promovendo a abertura econômica e avanços na área social. Segundo Bruno Rodríguez, a parceria com o Brasil é intensa principalmente nas áreas econômica, social e turística. “Há um excelente intercâmbio de ideias”, disse o cubano. O comércio entre Brasil e Cuba aumentou mais de sete vezes no período de 2003 a 2012, segundo o Ministério das Relações Exteriores. De 2010 a 2012, as exportações brasileiras para Cuba cresceram 36,9%. No ano passado, o comércio bilateral alcançou o recorde de US$ 661,6 milhões. Renata Giraldi, Agência Brasil  
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Mínimas loucuras
04/04/2013 | 10h37
Mínimas loucuras.
Luciana Portinho [caption id="attachment_5997" align="aligncenter" width="550" caption="Ft.Google"][/caption]

 

Naquele que chamam de dia da passagem (Páscoa) ela vinha no embalo da passagem pela Dengue. Estava no terceiro dia do rola pra cá, rola pra lá, pouca conversa e muito sonho, pensamentos involuntários para os quais se imobilizava por inteiro para que a dominassem por completo. “Você precisa tomar uma vitamina”, dizia a mãe aflita. “Você não está com dengue, e sim dopada”, a filha do alto da sua sabedoria filial. E qual diferença faria? A Dengue a entorpecera. Catando força de si e os infinitos carrapatos do adorável cãozinho pensou em escrever uma breve história, a de uma moça que decretará para si própria a economia máxima das palavras. Afinal, em excesso, tantas sandices expressavam. Eram capazes de fazer morrer. Também, por elas, ouvira mentiras cruéis. É, reinava fátuo descrédito, generalizado no meio dos círculos. O singular da palavra foi no rodo. E todos fazendo de conta que acreditavam no bem articulado palavreado do outro (o português se deixa usar facinho). Ultimamente, ficara mais introspectiva, (os astros a tinham avisado) só ouvindo... Assistia à disseminada compulsão pela emissão sonora desprovida de significado a não ser o de preencher o vazio daquelas pessoas que não saberiam permanecer caladas. É uma arte ficar em silêncio. No segundo dia da enfermidade, deu um salto da cama decidida a localizar a Divina Comédia. Finalmente, acharia aquele livro de Dante Alighieri cujo sumiço há tempos a perturbava. O encontrara. No mais alto degrau da escada mais alta da casa, deitado no meio de outros, o reconheceu. Deliciada, já com a densidade na mão, antes de fechar a porta do armário, passou os olhos em outros. De contra peso, sem pretensão, junto veio também as Sete Faces da Paixão. Sete contos juvenis. Sete diferentes ângulos sobre o assunto de uma vida sem idade: Paixão. Bom, por óbvio não escreveu conto algum; certamente alguém muito antes já o escrevera com exemplar propriedade. A história que ela teria contado seria a de uma moça charmosa, bem criada, bem alimentada, como os dentes sãos, sem dote presente, mas, modelada no barro e mãos de Sócrates. Curiosa e aventureira sabia como as outras de sua companhia que em um dia; um belo de um dia - ou noite, vindo do branco, como tudo o mais -, apareceria aquele outro, com ela encaixaria, formaria par. Encantados. Muda temporariamente, por opção (lembram?), ele apaixonado, macho que era, rompera noivado anterior, pro alto com a festa do casamento aprazado... E, se na hora, bem na frente do juiz, ela não soletrasse a única sílaba mágica? - SIM! Pequenas histórias, intensas vidas, algumas loucuras, demasiado amor.  
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Mercedes-Benz usa imagem de Che Guevara
17/01/2012 | 03h03
AMÉRICA LATINA
13/01/2012 - 15h37 | William Maia | Redação

Mercedes-Benz usa imagem de Che Guevara em campanha e provoca ira de cubanos em Miami

Opositores ao regime comunista exilados nos EUA ameaçam boicote por vinculação da marca com o revolucionário argentino
 

Reprodução/CES"Dizem que dividir o carro beira o comunismo. Bom, se é assim, viva la revolución!", disse executivo da Mercedes

O uso da famosa imagem do revolucionário argentino Ernesto Che Guevara em uma ação publicitária têm causado dor de cabeça à montadora alemã Mercedez-Benz. Ao menos no que se refere às vendas para a comunidade cubana que vive nos Estados Unidos. Um grupo de dissidentes exilados na região de Miami após a revolução de 1959, liderada por Fidel Castro, Che e cia., criticou a ação e ameaçou um boicote aos carros da montadora, de acordo com informações do jornal argentino La Nación. A reação gerou um pedido de desculpas por parte da Daimler AG, empresa que controla a Mercedes-Benz. A polêmica começou na última terça-feira (10/01), durante uma apresentação da companhia em um feira de eletrônicos em Las Vegas. Ao promover um aplicativo que ajuda os motoristas a encontrar caronas, o diretor da Mercedez, Dieter Zetsche, apareceu em frente a uma enorme imagem de Che, com o famoso logo da empresa no lugar da estrela comunista. Zetsche ainda ironizou: “Alguns colegas ainda acham que dividir o carro beira o comunismo”, disse. “Bom, se é assim, viva la revolución!” Na seqüência, a companhia divulgou uma nota pedindo desculpas, na qual dizia que o uso da imagem do revolucionário não teve a intenção de “perdoar as ações dessa figura histórica ou a filosofia política que ele defendia”. Dentre as manifestações de cubanos anticastritas, destacou-se a de Félix Rodrigues, um dos três dissidentes recrutados pelos Estados Unidos para ajudar a CIA a capturar Che na Bolívia, onde foi morto em 1967. “Tive três automóveis Mercedes-Benz e pensava em trocar o meu Accura atual por um Mercedes 2013, mas por causa da campanha, não o farei”, disse. Matéria extraída de http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19148/mercedes-benz+usa+imagem+de+che+guevara+em+campanha+e+provoca+ira+de+cubanos+em+miami.shtml        
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