Pra pensar
30/10/2015 | 01h45
Me perguntaram o porquê do título do post anterior "Menos mal". Estimativas do próprio governo chinês afirmam que em torno de 400 milhões novos seres teriam nascido caso a política do filho único, adotada até ontem (29) por quase 40 anos,  não tivesse vigorado naquele vasto país. Bom, menos mal, pois diminuiu a intervenção do Estado na vida privada da população daquele país, apesar de saber que o Estado foi criado exatamente por uma necessidade de "mediação" nos conflitos e interesses dos humanos em sociedade. Pelo nosso olhar ocidental, uma política de controle de natalidade com força de lei, como a chinesa, nos causa espanto, ainda que a história nos relate, sob formas disfarçadas (ou mais amenas) quase sempre existiram. Talvez todos nós humanos, em fria análise, deveríamos agradecer a "colaboração" dos chineses em ter nos poupado mais 2 Brasis consumindo desenfreadamente recursos naturais finitos e devastando irracionalmente o planeta Terra.  
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Caiu
18/09/2015 | 10h06
Lembram-se daquele kit de primeiro socorros que todo mundo tinha que comprar lá nos idos 1998? Era obrigatório ter uma caixinha daquelas em cada veículo. Um ano depois da lei entrar em vigor e que deve ter rendido uma boa receita para alguns, finalmente caiu. Ontem (17), também caiu a obrigatoriedade (desde 1970) do extintor de incêndio nos carros particulares. Permaneceu a exigência do porte veículos de transporte coletivo e nos de carga. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu abolir o  uso do extintor de incêndio em carros, caminhonetes, camionetas e triciclos de cabine fechadas, passa a ser opcional, ou seja, a falta do equipamento não mais será considerada infração nem resultará em multa. [caption id="" align="alignleft" width="450"]Extintor de incêndio em carros não será mais obrigatório Luiz Armando Vaz/Agência RBS Foto: Luiz Armando Vaz / Agência RBS[/caption] O Brasil era um dos poucos países que obrigava automóveis a ter o extintor. Na Europa e no Estados Unidos não. Segundo nota do Contran, "A mudança na legislação ocorre após 90 dias de avaliação técnica e consulta aos setores envolvidos. O uso do extintor sem preparo representa mais risco ao motorista do que o incêndio em si". Também, de acordo com o Contran, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) informou que dos 2 milhões de sinistros em veículos cobertos por seguros, 800 tiveram incêndio como causa. Desse total, apenas 24 informaram que usaram o extintor, equivalente a 3%. Menos um gasto para o brasileiro, menos um lixo.      
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Natal fraco no varejo
25/12/2014 | 07h00
Com as sucessivas quedas na expectativa de crescimento da economia brasileira - apenas 0,2%, segundo alguns especialistas -, juros mais altos, maior rigor na avaliação do empréstimo bancário e dólar nas alturas, este foi o Natal dos produtos de pequeno valor e redução das compras de um modo geral. Pausa na "gastança" e foco na poupança é a recomendação recorrente dos economistas para 2015. PAPAI NOEL REBELDE
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Cadê o cocô?
25/02/2014 | 06h39
Parafraseando o articulista Artur Xexéo em "Cadê a viga?", publicado na Revista O Globo de 23 de fevereiro, pergunto eu: Cadê o cocô? No citado artigo, Xexéo entoa o sambinha, " Senhor prefeito/não é intriga/ Aonde foi que enfiaram aquela viga?"Aqui, para nós campistas, adaptado assim ficaria: "Senhora prefeita/ será caô/ Quando é que vão fazer tanto cocô?" Não consigo deixar de lembrar do tanto que a prefeitura de Campos prevê de pipi e cocô, para o ano de 2014, ver aqui.

Haja humor e boa vontade. Que venham por R$ 651.500,00, os 468 banheiros químicos mensais que nos onze meses perfazem 5 MIL BANHEIROS QUÍMICOS, pelos quatro cantos do município.
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Zica Assis em Campos
02/08/2013 | 03h53
[caption id="attachment_6760" align="alignleft" width="300" caption="divulgação"][/caption] Zica Assis é figura notável - no mundo dos cabelos - ao valorizar a beleza do cacheado na mulher brasileira. Ao invés de escondê-los ela os revela com balanço e naturalidade. Levanta a autoestima da mulher ao descobrir que possui personalidade e beleza particular, da qual pode se orgulhar e cuidar. Zica Assis, do Instituto Beleza Natural, eleita recentemente uma das "10 Mulheres de Negócios Mais Poderosas do Brasil" pela revista Forbes e "Empreendedora do Ano" pelo Estadão PME, estará em Campos no dia 14 de agosto, para um workshop de beleza gratuito. Esse encontro especial com a maior expert em cabelos cacheados do Brasil, acontecerá no Teatro Trianon, às 19h. Workshop Beleza Natural Dia 14/08, às 19h – Teatro Trianon Rua Mal. Floriano, 211 – Centro – Campos dos Goytacazes Inscrições pelo e-mail [email protected], até o dia 5 de agosto, com nome, telefone e CPF. 300 vagas  
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Há o quê comemorar
29/10/2012 | 02h10
Hoje, 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro, que foi instituído em 13 de dezembro de 1966, pela Lei nº 5.191. Em 29 de outubro de 1810, a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, sendo então fundada a Biblioteca Nacional. Escolheu-se comemorar o dia para coincidir com a data oficial da fundação da Biblioteca Nacional. Dono da maior biblioteca da América Latina, sendo a Biblioteca Nacional considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, o brasileiro ainda lê pouco. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada no mês de março pelo Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê em média quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora. Colocando em números, o Brasil tem hoje 50% de leitores, ou seja, algo como 88,2 milhões de pessoas. O levantamento incluiu na categoria de leitor, aqueles que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes. As mulheres leem mais: 53% são leitoras. Índice maior do que o verificado entre os entrevistados do sexo masculino (43%). [caption id="attachment_5106" align="alignright" width="390" caption="Ft. Phillipe Moacyr"][/caption] A relação do brasileiro com o livro remonta a 1808, quando o Brasil passou a editar livros. Foi quando D.João VI fundou a Imprensa Régia. Se por um lado, apenas 50% da população brasileira é potencial consumidora, por outro 88,2 milhões de leitores não podem ser desprezados por nenhum mercado editorial de qualquer país. É o que aponta o levantamento “Produção e vendas do setor editorial brasileiro”, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas realizado por encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), no ano de 2011. O segmento cresceu 7,36% no ano passado, somando R$ 4,84 bilhões. O número de títulos editados aumentou 6,28%, totalizou 58.192. E, o total de exemplares vendidos e produzidos foi 7,2% e 1,47% maior (469,47 milhões e 499,79 milhões, respectivamente). Neste total de vendas o governo é o responsável pelo acréscimo de 21,2% nas vendas de livros para programas e órgãos governamentais. O livro em Campos Campos tem o privilégio de ter a livraria mais longeva do Brasil. Fundada em 1844, Ao Livro Verde é a mais antiga livraria do país. Localizada no Centro da cidade, funciona sem interrupção e, desde então, no mesmo endereço. Para Carlos Américo, responsável pela livraria, o movimento de vendas já foi maior no passado, “Havia menos livrarias em Campos, não existia a internet, porém houve aumento na procura por livros de literatura”, disse. Carlos Américo Machado Franco imputa à mudança ortográfica, um prejuízo real que aconteceu em 2012, “As editoras não pegaram nas sobras que foram perdidas”. Por outro lado, ele já percebe uma clientela nova de fora por conta das obras do Porto do Açu. “Isso, nos faz pensar sempre em crescimento, em fidelização desses que agora chegam e há dois meses implantamos a venda on-line, através da nossa livraria virtual, no sítio: aolivroverde.com.br”, frisou ele. Outra tradicional livraria na área central é a Livraria Noblesse, que tem no funcionário José Maria Neves de Gusmão, o pilar de todo fluxo de livros da casa. Ele é que decide que títulos comprar e acompanha venda por venda. “Trabalhar com livro é delicado. Literatura tem época de vender. Campos cresce, dá para se perceber um cliente recente com uma visão e gosto diferente, alguns autores que antes não vendiam agora vendem”, observa José Maria. No Centro, é onde se localiza a Livraria Diálogo e Cultura, que é um  sebo, faz troca e venda. Sua proprietária Hilda Carvalho, fala com entusiasmo. “Adoro meu trabalho, criei meus quatro filhos, todos doutores, tiro meu sustento e leio muito. Criamos a venda on-line, nela atingimos o Brasil inteiro. Uma venda, às vezes, significa de uma só vez 70 livros”, frisou Hilda. Criada há oito anos, na Pelinca, a livraria Honey-Book, através de sua proprietária Adriana Pereira da Silva aposta em um mercado crescente em Campos. “Contabilizamos 20% a mais nas vendas, ano a ano. Vamos nos mudar para outro lugar na Pelinca: sairemos de 80m² para uma loja de 250m²”, informou Adriana. Todos foram uníssonos ao afirmar a importância das bienais do livro na divulgação das livrarias, na difusão do livro, na formação de futuros leitores e no incremento das vendas. Também revelam o expressivo sucesso de vendas da trilogia ‘50 Tons de Cinza’, editado pela Intrínseca, cuja autora é uma ex-executiva de TV, E L James. Sua trilogia, comprada basicamente por mulheres, é  a campeã de vendas de 2012, sendo aguardado o lançamento nacional do terceiro volume, para o mês de novembro. Luciana Portinho *Publicado na capa da Folha Dois, Folha da Manhã, de hoje, 29/10.  
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É LEI
31/05/2012 | 09h02
Recebi pela rede social Facebook e repasso. Julgo uma lei correta e necessária. É benéfica para o pequeno produtor. É garantia de uma alimentação saudável aos jovens, alunos da rede pública de ensino. LP [caption id="attachment_3990" align="alignright" width="300" caption="Foto: César Ferreira"][/caption] É Lei ! No mínimo, 30% de todo recurso do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para alimentação escolar tem que ser aplicado na compra direta de produtos da AGRICULTURA FAMILIAR. Sem intermediários. Para o AGRICULTOR FAMILIAR, a lei é mais uma alternativa de comercialização, diversificação e geração de renda. Para os ALUNOS DA REDE PÚBLICA DE ESNINO, é a garantia de alimentos e hábitos saudáveis. Para o MUNICÍPIO, o fortalecimento da cadeia da produção à comercialização e a geração de emprego e renda. Fortalecendo a economia local. No último dia 28, segunda-feira, o presidente da Associação dos Produtores de Cana (ASFLUCAN), Eduardo Crespo, participou do Seminário "Compra Mais". Um programa de compras governamentais para micro e pequenas empresas do estado do rio de Janeiro. O evento aconteceu no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) com a participação produtores, Entidades e gestores públicos.
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Mercedes-Benz usa imagem de Che Guevara
17/01/2012 | 03h03
AMÉRICA LATINA
13/01/2012 - 15h37 | William Maia | Redação

Mercedes-Benz usa imagem de Che Guevara em campanha e provoca ira de cubanos em Miami

Opositores ao regime comunista exilados nos EUA ameaçam boicote por vinculação da marca com o revolucionário argentino
 

Reprodução/CES"Dizem que dividir o carro beira o comunismo. Bom, se é assim, viva la revolución!", disse executivo da Mercedes

O uso da famosa imagem do revolucionário argentino Ernesto Che Guevara em uma ação publicitária têm causado dor de cabeça à montadora alemã Mercedez-Benz. Ao menos no que se refere às vendas para a comunidade cubana que vive nos Estados Unidos. Um grupo de dissidentes exilados na região de Miami após a revolução de 1959, liderada por Fidel Castro, Che e cia., criticou a ação e ameaçou um boicote aos carros da montadora, de acordo com informações do jornal argentino La Nación. A reação gerou um pedido de desculpas por parte da Daimler AG, empresa que controla a Mercedes-Benz. A polêmica começou na última terça-feira (10/01), durante uma apresentação da companhia em um feira de eletrônicos em Las Vegas. Ao promover um aplicativo que ajuda os motoristas a encontrar caronas, o diretor da Mercedez, Dieter Zetsche, apareceu em frente a uma enorme imagem de Che, com o famoso logo da empresa no lugar da estrela comunista. Zetsche ainda ironizou: “Alguns colegas ainda acham que dividir o carro beira o comunismo”, disse. “Bom, se é assim, viva la revolución!” Na seqüência, a companhia divulgou uma nota pedindo desculpas, na qual dizia que o uso da imagem do revolucionário não teve a intenção de “perdoar as ações dessa figura histórica ou a filosofia política que ele defendia”. Dentre as manifestações de cubanos anticastritas, destacou-se a de Félix Rodrigues, um dos três dissidentes recrutados pelos Estados Unidos para ajudar a CIA a capturar Che na Bolívia, onde foi morto em 1967. “Tive três automóveis Mercedes-Benz e pensava em trocar o meu Accura atual por um Mercedes 2013, mas por causa da campanha, não o farei”, disse. Matéria extraída de http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19148/mercedes-benz+usa+imagem+de+che+guevara+em+campanha+e+provoca+ira+de+cubanos+em+miami.shtml        
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O consumidor brasileiro mudou
12/01/2012 | 08h21
Não são os índices que mudaram na análise da inflação brasileira. Quem mudou de fato foram os hábitos de consumo da população. Assim podemos enxergar o brasileiro, na leitura dos novos índices. Daí a necessidade de colocar novos itens e de retirar alguns como, por exemplo, o chuchu. Em um passado, não tão distante,  já foi colocado a culpa na leguminosa pelo aumento do índice inflacionário nacional. Mudaram os itens mais consumidos pelo brasileiro médio. Voa-se mais, aumentaram as vendas de passagens aéreas. Subiram o consumo de salmão e carne de carneiro assim como diminuíram o do bacalhau e o da sardinha. Ítem que agora aparece como o mosquiteiro talvez tenha sua explicação no alastramento da dengue pelo país. Fralda de pano cedeu seu lugar às descartáveis. Máquina de Costura, do tempo em que  cada família tinha uma em algum canto da casa foi defenestrada pelo chuveiro elétrico. Mais banheiros com água quente!  O bom e calórico doce de leite retirado da mesa pelo morango (magro) que se vê oferecido em muitas das nossas esquinas urbanas. Previsível mesmo foi a maior pontuação para os CD/CVD,  entraram na cesta de consumo da família de classe média. Foram-se o filme e o flash descartável de tão antiquados que se tornaram. Outros itens que passaram a integrar o padrão de consumo são a TV por assinatura, o veículo próprio, a alimentação fora de casa. Para surpresa ou melhor, falta de entendimento do porquê,  os gastos com cursos regulares e educação diminuíram. Segundo especialistas, estamos nos aproximando dos países desenvolvidos, esta a tendência. São dois os principais movimentos, um que é o da ascensão das classes D e E o outro que uma variação dos produtos e serviços que agora  são mais consumidos. LP * Dados extraídos de O Globo, no dia de hoje (12/01), página 21, em matéria de Clarice Spitz.  
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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