Diz o bom senso
31/01/2016 | 09h29
E manda o recato: em ocasiões de dificuldades maiores, momentos de perdas de vida e de estragos materiais, que acometem uma população, a autoridade máxima esteja imediatamente presente, seja solidária, trabalhe muito para sanar os prejuízos e se recolha. Pois, exatamente ao oposto do recomendado, o prefeito Rubens Bomtempo (PSB) de Petrópolis resolveu passar uns dias no balneário de Búzios. Foi fotografado na sexta passada (29/01) ao lado da mulher e secretária-chefe de gabinete do prefeito, Luciane Bomtempo; em outra imagem caminhava na praia com o presidente da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Condep), Anderson Cruzick. Lembrar que Petrópolis, na Região Serrana, está sob estado de emergência (decretado pelo próprio), desde o dia 15 de janeiro, por conta dos estragos causados pelas chuvas. [caption id="" align="aligncenter" width="526"] Rubens Bomtempo e Anderson Cruzick em praia de Búzios[/caption] Nas redes sociais o assunto logo veio à tona. — Difícil engolir que nós estamos pagando essa conta! Oito dias sem energia elétrica por queda de barreira, estrada interrompida, trabalhadores tendo que andar quilômetros porque o ônibus não passa... E eles descansando? — questionou Cecília Nussenbaum, moradora da cidade. Em nota, Bomtempo disse que decidiu viajar na sexta-feira, porque a situação da cidade já estava bem encaminhada e chamou as críticas de maledicências. “Eu e Luciane nos permitimos um fim de semana de descanso." - Ele (o prefeito) tem todo o direito de viajar, assim como todo mundo. O problema é a situação na qual a cidade se encontra. Ele mesmo decretou que não haveria carnaval nem qualquer comemoração em solidariedade às pessoas que tiveram perdas com as chuvas. Isso deixou as pessoas que não tem dinheiro para ir a Búzios se divertir, revoltadas. Então o prefeito não precisa ser solidário e pode ir se divertir? - disse o vereador Anderson Juliano (PT), oposição ao governo. [caption id="" align="aligncenter" width="526"] Mulher e chefe de gabinete da prefeitura de Petrópolis, Luciane Bomtempo (de biquíni), ao lado Rubens Bomtempo[/caption] Há uma semana, conforme boletim da Defesa Civil da cidade, a situação de Petrópolis ainda sofria com as chuvas que castigaram a região. Segundo a Secretaria de Proteção e Defesa Civil eram 904 ocorrências registradas pelo telefone 199, entre deslizamentos, inundações, alagamentos e pedidos de vistoria preventiva. Não houve vítimas ou feridos. Ao todo, 161 imóveis foram interditados por técnicos da Defesa Civil, por não oferecerem segurança para os moradores e 181 famílias ficaram desalojadas. Em 2014, o nome de Rubens Bomtempo apareceu entre os políticos do Rio considerados ficha-suja. Bomtempo teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral na eleição de 2012, mas recorreu da decisão e foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assumir a prefeitura. O prefeito está em seu terceiro mandato.
fonte. O Globo
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Governo incompentente
11/07/2014 | 06h22
Ontem, quinta-feira (10/07), depois de uma chuva forte, a cidade de Campos muito rapidamente se transformou em uma pocilga. Eram mais ou menos 19h15 e o transito que já tinha estado a semana inteira insuportável, se transformou em caos na vida do campista. Por todo canto o que se viu foi a preocupação estampada na expressão da população com as ruas e os carros alagados. Até mesmo ambulâncias que transportavam pacientes ficaram sem poder trafegar. Pessoas atravessavam com água na cintura em alguns locais, como por exemplo, perto do cruzamento entre as ruas Rocha Leão e Conselheiro Thomás Coelho. Congestionamentos extensos se formaram por toda a área urbana da cidade. E até um dos corredores do maior hospital da região, o Hospital Municipal Ferreira Machado, ficou com água, em flagrante registrado por um leitor da Folha da Manhã. Hoje, acordei com o sentimento do quanto é desprezível, ridícula a forma de administrar da prefeitura. Nada funciona como deveria. Nada. Nenhum setor da administração é modelo de uma gestão pública preocupada com o bem estar do cidadão.  A cidade cresceu, a demanda por serviços públicos tornou-se mais complexa e a contrapartida do poder público é pífia. Está preso a um modo de tocar a máquina pública de 30 anos, 40 anos atrás. Nem vamos aqui entrar em detalhes, basta andar pelo município e ouvir o sentimento de insatisfação latente no peito de cada um. Não à toa assistimos o MPE se transformar, a todo o momento,  em desaguadouro de toda e qualquer questão relacionada à prefeitura de Campos. Dos concursos, às ambulâncias fantasmas, aos ônibus caquéticos, à cultura, às escolas, à falta de transparência, tudo desfila por lá. *fotografias da Folha da Manhã
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Resultado da tal obra ioiô
02/12/2013 | 12h06
Em julho de 2012 publiquei uma das algumas postagens (ver aqui)  sobre a obra que a PMCG realizou na "Lapa e adjacências". Obra cara, arrastada, pertubou moradores e comerciantes, durante quase o ano inteiro. Abriam, fechavam e tornavam a abrir os mesmos buracos, não nos davam satisfação alguma, arrancavam calçamento sem a devida autorização; pintaram os canecos, como diz o povo. Bom, nem bem entramos no verão, época de chuva certa, e estamos ao deus dará. Reproduzo o texto, hoje escrito por mim, na rede social Facebook. "Moro nas imediações do Centro de Campos dos Goytacazes, tudo A L A G A D O!! Nós moradores, passamos o ano inteiro de 2012 com as ruas da região, reviradas em obras. Comerciantes penaram com prejuízos, pequenos quebraram. Durante esse período, engulimos pó de saibro que penetrava residências adentro. Obra milionária feita pela prefeitura, garantiu que era para sanar problemas de possíveis enchentes. Nada resolvido!! Ao contrário, agravado. Não é o caso de acionar as empreiteiras? A obra não tem cláusula de seguro, não? Na minha rua a nova manilha colocada é mais estreita do que a anterior retirada, haviam mais bueiros. A maquiagem fica por isso mesmo?!" [caption id="attachment_7267" align="aligncenter" width="620" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] Correr para onde?  
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Ele continua o mesmo Aristides
06/05/2013 | 04h22
Ele é Patrimônio da Humanidade. Um dos, certamente, mas, não é para qualquer um. Um carioca que, aos 23 anos aqui aportou, fincou raiz, amadureceu, espalhou sementes.  Trata-se de Aristides Arthur Soffiati, professor universitário, ambientalista, acadêmico e um dos mais antigos colaboradores da Folha da Manhã.  Soffiati lança o livro “As Lagoas do Norte Fluminense” (Essentia Editora), na próxima quinta-feira, em noite de autógrafos  no Campus/Centro do  IFF , às 18 horas. Na ocasião, ele relança o livro “Mínima Poética”, anteriormente lançado na Academia Campista de Letras. [caption id="attachment_6178" align="aligncenter" width="550" caption="Charge Marco Antonio Rodrigues (Capa da Folha Dois, domingo, 5/05)"][/caption]

 

“As Lagoas do Norte Fluminense” é uma coletânea de artigos jornalísticos, entrevistas, cartas públicas e documentos, alguns raros. Não é um livro científico.  Foi escrito com uma linguagem agradável e acessível, bem ao estilo Soffiati. “Demorei muito, desde 1978, escrevendo e reunindo o material sobre órgãos que foram extintos como o DNOS – Departamento Nacional de Obras de Saneamento. A sede geral do DNOS era ao lado da Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Informaram-me, então que com a extinção das funções do departamento, o prédio estava largado, os papéis, mapas e fotografias estavam sendo vendidos a peso pela população. As fotografias, em torno de 17 mil, usadas como varal de roupa. Na época eram filmes de celulóide. Fui ao Ministério Público, fiz a denúncia. Tive acesso a cópias que me foram doadas e entreguei o material do Norte fluminense ao IFF, está lá preservado e digitalizado”, diz o professor. Soffiati esclarece que a maioria dos textos foi publicada na Folha, entre 1978 e 2012. A sua trajetória de luta em defesa das lagoas do Norte fluminense está esmiuçada. “É a parte mais opulenta do livro de um indivíduo que foi aprendendo, apanhando e adquirindo conhecimento como um instrumento necessário ao embasamento das lutas. Dele constam propostas, não só denúncias e reclamações. Deixo minha contribuição a quem quiser trabalhar. Se destina ao leigo, mas, à pesquisa também”, relata. A capa é bonita, uma panorâmica do nosso litoral com a terra sinuosamente alinhavada pelas águas da Lagoa do Açu e do Banhado da Boa Vista. Na contracapa, em preto e banco, a imagem inesperada de Soffiati em pé em um barco sendo literalmente protegido por um soldado armado, um fuzileiro naval. No fundo do barco muitos canos de PVC, artefato que foi utilizado para dinamitar os diques irregulares que reduziam o espelho d’água da Lagoa Feia. “Esperava nunca ver isso”, relembra risonho. Este ano de 2008, foi o momento áureo da sua luta em prol da preservação do patrimônio ambiental. Foi um verão com enchente,  que o Ministério Público o procurou para que apresentasse alguma solução. “Era preciso ampliar a área original da Lagoa Feia, reduzir o impacto das enchentes. Uma lagoa é também uma esponja”. O professor informa que no início do século XX, em 1900, a Lagoa Feia, tinha 370 km². Em 1970 só estava com 170 km², ou seja, em apenas 70 anos perdera 200 km², mais da metade. “Propus, detonar cinco diques. Foi inacreditável, ter os militares me defendendo, rompemos quatro deles. Hoje, segundo estudo do IFF a Lagoa Feia recuperou 40km². Está com 210km²”, fala satisfeito com a vitória. Olhando para trás, Soffiati, nitidamente observa a falta de noção do perigo e a sua ousadia em desafiar pessoas do Exército, Polícia Federal, deputados estaduais, vereadores. Foi sete vezes processado, ganhou todas. Entre os que o processaram estão o radialista Barbosa Lemos, a Cedae e o deputado federal Garotinho. Também foi processado por uma juíza de São João da Barra, “Reconheço que eu tinha uma atitude temerária, fazia parte, não retiro nada, não me arrependo, conta uma história”, frisa ele. O professor que fez da defesa da natureza o seu campo de lutas nunca quis se ligar diretamente a política, apesar de sempre ter feito política. Não pertenceu a algum partido político. Fez do Centro Norte Fluminense de Conservação da Natureza – CNFCN – a sua ferramenta, o seu partido. “Fui percebendo o quanto é fácil ser revolucionário em sala de aula. Ao longo dos anos, me calibrei no processo, sem perder o perfil crítico”. No presente, Soffiati, está aposentado do magistério, não da vida pública. Afirma carregar um ônus: “Me pedem tudo, que eu resolva tudo. Bajulam-me, pesa uma responsabilidade. Mas não sou órgão público”! Luciana Portinho Capa da Folha Dois, domingo, 5/05.
 
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Enfim, prevaleceu o bom senso
13/09/2012 | 09h06
Há algumas manhãs transito pela famosa obra feita pela PMCG, na Avenida Sete de Setembro, intervenção  que se arrasta há exatos 7 meses. É que como adjacência que somos,  a movimentação finalmente entrou em minha rua; a simpática Gonçalves Dias. [caption id="attachment_4705" align="aligncenter" width="450" caption="ft. Luciana Portinho"][/caption] Vinha tentando, com argumentos,  conversar com todos: moradores e operários da construtora. Diariamente cumpri minha obrigação de colocar o olho e de registrar fotográficamente os avanços e recuos da obra, necessidade agravada pela débil comunicação por parte do poder municipal e da empresa contratada, mas, que  remexeu com o cotidiano dos comerciantes, moradores e transeuntes. [caption id="attachment_4707" align="aligncenter" width="450" caption="ft. Luciana Portinho"][/caption] A preocupação tem fundamento. A área é baixa, de fácil alagamento em dias de chuva forte. Todos nós vigiando a retirada das largas manilhas de escoamento das águas pluviais, dos seis bueiros (afirmam que voltarão aos seu lugares).  Ontem mesmo, quase ao chegar à redação, fui abordada na rua por um ciclista, me chamando pelo meu nome, a mím se apresentou com "algum conhecimento em geologia" e me disse, "Abre os olhos,  Luciana,  jogaram o caimento das águas justo para tua esquina!" Ainda que agradecendo a genuína preocupação do ilustre ciclista, como não sou dada a alarmismos e não tenho como não crer na boa fé do poder público municipal, acompanharemos o porvir dos verões próximos, torcendo que por baixo da terra os trabalhos tenham sido de boa engenharia. E por falar em engenharia,  hoje finalmente o engenheiro da obra Sr. Márcio concordou com meu direito. Me apalavrou voltar com os meios fios de pedra que tinham sido retirados contra o meu forte desejo de manutenção, assim como também de preservar o calçamento de pedra. [caption id="attachment_4708" align="aligncenter" width="450" caption="ft. Luciana Portinho"][/caption] [caption id="attachment_4709" align="aligncenter" width="450" caption="ft. Luciana Portinho"][/caption] Pelo franco diálogo, um ponto.
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Fotos do Canal Campos-Coqueiro
10/01/2012 | 01h07
Seguem as fotos que recebemos do nosso leitor, Sávio Gomes. Todas de sua autoria. Retratam o comentário feito pelo próprio em post nosso anterior. Para quem não é de Campos, este é um dos muitos canais que cortam a baixada campista e se ligam ao rio Paraíba. Atravessa a área urbana e segue para a baixada. Campos dos Goytacazes é uma planície, originalmente em brejos e lagoas. [caption id="attachment_3254" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Sávio Gomes"][/caption] [caption id="attachment_3255" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Sávio Gomes"][/caption] [caption id="attachment_3258" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Sávio Gomes"][/caption]

Seriam várias as interrogações e exclamações que esta blogueira gostaria de fazer. No entanto, só uma é suficiente: um alguém qualquer, trocaria o  telhado da sua casa no período das chuvas?

[caption id="attachment_3259" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Sávio Gomes"][/caption]

 

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Vice-Governador em Campos
09/01/2012 | 11h56
A pedido do governador Sérgio Cabral, Pezão está presente em Campos. Veio na função de Coordenador de Infra-Estrutura do estado. Após reunião com seis prefeitos das regiões norte e noroeste  fez questão de em Campos pernoitar, não sem antes ir ao encontro da Prefeita Rosinha.  Amanhã, agendadas outras vistorias e uma reunião que acontecerá as 9:20h - em Campos - com os Ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra e dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Irão também a Sapucaia. A previsão do serviço de metereologia para o sudeste e região não dá alívio. No estado, já são mais de 10000 os desabrigados e uma morte. Nada de alarme mas novas providências terão que ser acionadas. Somar esforços e minimizar perdas, a razão da presença do vice-governador pelos municípios do norte e noroeste. Vistoriar de perto a situação para poder planejar as ações da Defesa Civil. Há possibilidade de novas chuvas. E os rios (totalmente assoreados) e já com suas cotas bastante ultrapassadas nada mais absorvem. Por verões diversos, vivenciei esta realidade lá em Ernesto Machado, São Fidélis. Sei a aflição que é. Se chover aqui piora tudo ainda mais. A abertura de uma barragem em Além Paraíba - pode ser necessária lá para o manejo das águas da barragem - aqui em nada facilitará a vida dos que habitam as margens do rio Paraíba.  É uma vazão artificial - tremenda e repentina - que só fará o nível do Paraíba invadir áreas ainda não atingidas. Asseguro, dá medo ver na largura em que o rio Paraíba se transforma. Com suas águas barrentas vem raspando tudo pela frente e laterais. Além do trabalho e da preocupação no pico, o prejuízo é grande.  
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