Pra pensar
30/10/2015 | 01h45
Me perguntaram o porquê do título do post anterior "Menos mal". Estimativas do próprio governo chinês afirmam que em torno de 400 milhões novos seres teriam nascido caso a política do filho único, adotada até ontem (29) por quase 40 anos,  não tivesse vigorado naquele vasto país. Bom, menos mal, pois diminuiu a intervenção do Estado na vida privada da população daquele país, apesar de saber que o Estado foi criado exatamente por uma necessidade de "mediação" nos conflitos e interesses dos humanos em sociedade. Pelo nosso olhar ocidental, uma política de controle de natalidade com força de lei, como a chinesa, nos causa espanto, ainda que a história nos relate, sob formas disfarçadas (ou mais amenas) quase sempre existiram. Talvez todos nós humanos, em fria análise, deveríamos agradecer a "colaboração" dos chineses em ter nos poupado mais 2 Brasis consumindo desenfreadamente recursos naturais finitos e devastando irracionalmente o planeta Terra.  
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Menos mal
29/10/2015 | 01h59
[caption id="" align="aligncenter" width="543"]Mulher e seu filho são vistos em parada militar na China em setembro de 2015 (Foto: /Kim Kyung-Hoon/Reuters) Mulher e seu filho são vistos em parada militar na China em setembro de 2015 (Foto: /Kim Kyung-Hoon/Reuters)[/caption]
"O governo chinês sempre defendeu que a restrição ao número de filhos, sobretudo em áreas urbanas, contribuiu para o desenvolvimento do país e para a saída da pobreza de mais de 400 milhões nas últimas três décadas. No entanto, também admitiu que estava chegando a hora de essa política ser encerrada" (G1).
 
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Ontem o dia foi dela: Carmen Portinho
27/01/2015 | 09h56
Engenheira e Urbanista - a primeira mulher a obter o título de urbanista no Brasil, a terceira mulher engenheira a se formar em nosso país - Carmen Portinho teria feito 112 anos no dia de ontem (26/01). Dividimos o mesmo sobrenome com orgulho da figura pública que foi, da profissional ímpar e da tia que nos serviu de exemplo por sua simplicidade, determinação e caráter. Ontem, foi criada a sua página na Wikipédia. Quem se dispuser a conhecer a biografia desta mulher, soube aliar a essas qualidades o afeto, o amor às artes plásticas e a atenção à natureza, irá se deliciar com as passagens. [caption id="attachment_8687" align="aligncenter" width="300"]Carmen_foto data de nascimento 26/1/1903 Corumbá MS; faleceu em 25/7/2001 RJ.[/caption] Ver Wikipédia,  aqui.
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Metáfora da mula
11/08/2013 | 12h10
No dia de ontem, sábado (10/08) o  blog da coluna, de Murilo Dieguez, trouxe à tona cruel realidade que tantos ainda não enxergam. E não enxergam por terem interesses privados atados a ela, e, ainda que não queiram enxergar, existe. Nela, Campos é sumariamente comparada a uma mula que serve para arrastar o projeto político pessoal do deputado federal Garotinho (PR): fazer sua trajetória a governador em 2014 e depois sabe-se lá para onde a sua ganância política o conduzirá. [caption id="attachment_6811" align="aligncenter" width="550" caption="Fonte. Facebook"][/caption]

 

Até hoje me orgulho de nunca ter lhe dado um voto sequer em mais de 30 anos da vida política do Garotinho. Muito novo o conheci. O tempo, na vida dos humanos,  acrescenta caráter ou devora-o.  E o digo publicamente, ciente de que por isso sou  - e serei até morrer - perseguida e difamada por ele e os que cegamente (por inocência ou esperteza) o cercam.  Não creio, na sincera bondade de uma palavra, de um gesto do político Garotinho. Recente, em conversa com amigos, me vi pensando que talvez a única maneira de Campos se livrar da política do "tá tudo dominado" seja a gente torcer que se eleja governador para que assim esqueça do seu quintal. Afinal, comparado ao cultivo municipal, a lavoura estadual é bem mais extensa, portanto, maior colheita oferece. O sei poderoso, mas, citando quem ele diz crer "Deus é por mim e está comigo para sempre (Mateus 18:20). Quem ou o quê me meterá medo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada?..." Leia aqui a coluna do Murilo Dieguez, nota "Campos no papel de mula".
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NENHUM DELES
01/07/2013 | 07h10
A presidente Dilma Rousseff e o governador paulista Geraldo Alckmin, candidatos à reeleição; o governador Cabral, no Rio, e os prefeitos Fernando Haddad, em São Paulo, e o carioca Eduardo Paes, todos despencaram nas pesquisas de avaliação dos governos e/ou intenções de voto do Datafolha para as próximas eleições. Governantes de diferentes níveis ficaram na poeira depois do tsunami das manifestações de protesto em junho contra tudo e contra todos. Todos perderam pontos. O curioso é que quem mais ganhou foi o candidato "nenhum deles", o mais votado pelos eleitores do Rio. Nos dois cenários apresentados, o índice de branco, nulo, nenhum e não sabe oscilou na faixa entre 30% e 39%, bem acima daquele dos principais pré-candidatos apresentados pelos partidos, que variaram entre 17% (Lindbergh Farias) e 20% (Cesar Maia, empatado com Garotinho, quando o candidato do PT não está na lista). A aprovação do governador Sergio Cabral caiu 30 pontos e bateu nos 25%, e seu candidato, o vice Pezão, patina entre 8% e 12% na pesquisa. O prefeito carioca Eduardo Paes, que chegou a 50% de aprovação no ano passado, caiu para 30%. Em São Paulo, a intenção de votos no governador Geraldo Alckmin caiu de 52% para 40%, e o candidato Paulo Skaf, do PMDB, subiu apenas de 16 para 19 pontos. Mas quem mais cresceu também aqui foi o índice de eleitores que declararam votar em branco, nulo, nenhum ou não souberam indicar um nome na lista apresentada pela pesquisa estimulada. Nos quatro cenários apresentados, os votos em "nenhum deles" ficaram entre 31% e 23%, enquanto os que escolheriam um candidato do PT ficaram entre 4% (Alexandre Padilha) e 10%(Aloizio Mercadante). O prefeito Fernando Haddad tem a rejeição de 40% dos eleitores apenas seis meses após a posse. O mesmo se observa na pesquisa de intenções de votos para as eleições presidenciais de 2014. Dilma Rousseff despencou de 51% para 30% (índice igual ao da avaliação do seu governo), mas nenhum candidato da oposição subiu a ponto de ameaçar a ainda liderança da presidente. Marina foi a que mais ganhou, passando de 16 para 23 pontos; Aécio subiu de 14 para 17, Joaquim Barbosa apareceu com 15 e Eduardo Campos cresceu apenas um ponto, de 6 para 7%. O maior crescimento porém, mais uma vez, foi dos que declararam não votar em "nenhum deles": passou 12 para 24%, ou seja, dobrou em apenas três semanas, entre uma pesquisa e outra, mostrando a crescente descrença generalizada nos partidos e nos políticos. O que isso quer dizer? A meu ver, as últimas pesquisas zeraram o jogo, não há mais favoritos absolutos e as eleições do ano que vem estão absolutamente em aberto. Claro que os atuais governantes candidatos à reeleição têm ainda 15 meses pela frente para recuperar seus índices anteriores, o que não vai ser fácil, mas não acredito no surgimento de alguma "zebra" capaz de alterar a atual lista de postulantes com chances de vitória, como aconteceu com o outsider Fernando Collor, em 1989, e deu no que deu. Para aumentar as incertezas do cenário de 2014, há que se acrescentar que o ministro Joaquim Barbosa, do STF, que não tem partido, já garantiu várias vezes que não quer ser candidato, uma posição que, evidentemente, pode mudar, a depender dos apoios que receberá, especialmente na grande mídia. De outro lado, Marina Silva, que já está em campanha, ainda não conseguiu criar o seu próprio partido. Pelo que vi no noticiário desta segunda-feira chuvosa em São Paulo, não há grandes manifestações previstas para os próximos dias, enquanto se multiplicam os pequenos atos por toda parte, com meia dúzia de protestantes fechando ruas e rodovias, o que só torna mais  infernal a chamada mobilidade urbana nas grandes cidades. Promete ser longo e difícil este inverno de 2013. * do Blog Balaio do Kotscho, ver aqui    
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O QUÊ TEMEM
30/06/2013 | 12h59
“Antes de mais nada, importa reconhecer que é o primeiro grande evento, fruto de uma nova fase da comunicação humana, esta totalmente aberta, de uma democracia em grau zero que se expressa pelas redes sociais. Cada cidadão pode sair do anonimato, dizer sua palavra, encontrar seus interlocutores, organizar grupos e encontros, formular uma bandeira e sair à rua. De repente, formam-se redes de redes que movimentam milhares de pessoas para além dos limites do espaço e do tempo. Esse fenômeno precisa ser analisado de forma acurada porque pode representar um salto civilizatório que definirá um rumo novo à história, não só de um país mas de toda a humanidade. As manifestações do Brasil provocaram manifestações de solidariedade em dezenas e dezenas de outras cidades no mundo, especialmente na Europa. De repente o Brasil não é mais só dos brasileiros. É uma porção da humanidade que se identifica como espécie, numa mesma Casa Comum, ao redor de causas coletivas e universais”. Leonardo Boff Enquanto no mundo inteiro, no Brasil e em Campos as pessoas nas redes sociais e nas ruas aparecem de peito aberto - com a sua única face -, os que estão no poder político se assustam e reagem atabalhoadamente, buscam respostas às insatisfações populares. Outros, sinceramente, se sentem nelas ecoados, há bem pouco estavam juntos.  Percebem a oportunidade de absorver as demandas sociais, alavancar suas administrações. Em Campos, a Situação com os pés no retrógrado da política de um governo do espetáculo, na ‘harmonia’ construída pelo uso e abuso da máquina pública, continua para nosso desgosto, a querer manipular, na contramão da nova história. Se de um lado a juventude mostra a sua cara, se mobiliza e ganha as ruas, do outro lado o poder local tentou se articular no subterrâneo “Anthonymous”  diversionista ( nunca antes as redes sociais foram invadidas por um exército de apócrifos perfis, Fakes) , para dividir, enfraquecer e fazer ruir o movimento que surgiu bonito  e que se propõe a agregar, em torno de uma pauta democrática comum, todos que respeitem a sua independência dos partidos políticos e de  interesses particulares. O uso prolongado do microfone rosa entortou de vez a boca. LP  
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PRESSÃO NA PANELA
15/06/2013 | 11h48
Quem já cozinhou em panela de pressão sabe como é. Tem que deixar o ar sair, rodando a carrapeta, apitando, fazendo barulho. Segurar só faz a panela explodir. Essa a sensação que tenho. A insatisfação é imensa no país, nos estados e municípios. Poucas referências públicas decentes, instituições desacreditadas, nenhuma liderança para chamar de nossa, reformas que não são feitas, parlamento desmoralizado, um povo amortecido com migalhas que o tornaram refém, inflação nos calcanhares, dólar ascendente, esbórnia com o dinheiro público em todas as esferas do poder. Ilusão pensar que democracia se resume em voto obrigatório... Deixa o povo se manifestar pacificamente. Protestar é direito conquistado. Momento tenso.
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Dá tempo!
24/04/2013 | 05h03
[caption id="attachment_6106" align="aligncenter" width="594" caption="Ft.Facebook"][/caption]

 

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É AGORA, Comissão Popular da Lei Orgânica
16/04/2013 | 11h43
A Câmara de Vereadores começou a alterar a Lei Orgânica do Município (LOM), a norma mais importante da legislação municipal. Hierarquicamente superior a todas as leis do Município, a LOM trata de diversos assuntos: saúde, transportes, educação, assistência social, meio ambiente,cultura, patrimônio,  etc. É o momento propício para que os cidadãos se manifestem, encaminhem suas propostas. Para isso, diversas entidades da sociedade civil organizada recém criaram a COMISSÃO POPULAR DA LEI ORGÂNICA, fórum de discussão e encaminhamento conjunto de todas as propostas sobre o quê deve constar no novo texto desta Lei. Assim, fica o convite para a 2ª reunião da referida Comissão que ser realizará na Faculdade de Direito de Campos, às 19 horas, na próxima quarta-feira, dia 17. Não podemos perder a oportunidade de nos posicionar e de pensar a Campos que queremos. Política não se faz só nas eleições, vejo você lá! [caption id="attachment_6065" align="aligncenter" width="600" caption="Fonte. Facebook"][/caption]

texto de Alexis Sardinha&Luciana Portinho

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Cadê a Prefeitura de Campos?
21/03/2013 | 04h02
Leitores, volta e meia,  reclamam da inoperância da PMCG quando se trata de administrar a cidade. Bom, agora recebo essas 4 fotos, feitas no início da tarde de hoje (21/03). Quem quiser passe por lá,  irá conferir o flagrante. São pessoas e mais pessoas,  se abrigam nos fundos do terreno do Trianon, usam drogas, lavam e secam roupas,  cozinham à lenha no terreno. Zona nobre de Campos, aos olhos de todos, IPTU nas alturas. Moradores, comerciantes e transeuntes são obrigados a conviver com o descaso e a insegurança. [caption id="attachment_5946" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Vigilantes Urbanos e Rurais"][/caption] [caption id="attachment_5947" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Vigilantes Urbanos e Rurais"][/caption] [caption id="attachment_5948" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Vigilantes Urbanos e Rurais"][/caption] [caption id="attachment_5949" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Vigilantes Urbanos e Rurais"][/caption]

 

 
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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